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'' GOSTO DE DEGUSTAR O GOSTO COM SABOR DE VIDA; COSTURO A VIDA PELA VIDA E A VIDA ME COSTURA, COSTURO DE DENTRO PARA FORA PARA ME ENCONTRAR COM O VENTO.''  

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Hitler por ele mesmo - parte 8

O ano de 1923 foi dramático e decisivo para a Alemanha e para Adolf Hitler.  A inflação e a crise econômica, já em fase muito avançada, trouxeram ao bloco as negociações para o pagamento das indenizações de guerra aos aliados ocidentais: assim a França, a título de ressarcimento, procede em 11 de janeiro à ocupação armada do Ruhr, o coração industrial da Alemanha.  A essa ação o governo alemão responde com uma campanha de resistência passiva, e em breve uma verdadeira e própria guerrilha cresce entre os dois países, com greves e atos de sabotagem, de um lado, detenções e deportações em massa, de outro.  Nesse momento, a crise econômica precipita-se, a inflação monetária torna-se galopante: o marco, que no fim da guerra tinha uma relação de 4 para 1 com o dólar, no início de 1923 já havia descido ao nível de 7.000 para 1; em primeiro de novembro um dólar custa a cifra exorbitante de 130 bilhões de marcos.  Para Hitler esse é o momento de agir.  Ficou impressionado com o sucesso da marcha sobre Roma de Mussolini (outubro de 1922) e já há meses projeta organizar uma marcha análoga sobre Berlim para depor o governo dos " traidores de novembro ".  Planos desse tipo não são novos em Munique, que se tornou havia alguns anos o centro de concentração dos nacionalistas anti-republicanos de todas as tendências.  O próprio governo da Baviera está nas mãos de um homem de direita, Gustav von Kahr, que não esconde suas simpatias pela volta dos Wittelsbach ao trono.  No início de fevereiro formou-se em Munique um primeiro acordo entre os movimentos de direita; em primeiro de maio cerca de 20 mil nazistas armados reúnem-se na Oberwiesenfeld, a praça de armas, para contrastar com um golpe de força as manifestações dos trabalhadores socialistas, mas a presença maciça do exército previne qualquer tentativa de criar desordens.  Em 2 de setembro finalmente, em Nuremberg, cem mil nacionalistas celebram o " dia alemão ": ao lado de Hitler aparece o respeitado general Ludendorff, o herói da grande guerra, e funda-se uma nova liga, o Deutscher Kampfbund, com o propósito declarado de derrubar a República.  Na Turíngia e na Saxônia, entretanto, os comunistas conseguiram participar do governo com os socialistas, enquanto na Prússia as forças nacionalistas  do exército (Reichswehr Negra) preparam, por sua vez, um golpe de Estado.  Nesse momento, o governo baseado no artigo 48 da Constituição de Weimar, proclama o estado de emergência, conferindo plenos poderes ao comandante supremo do exército, Hans von seeckt.  Em outubro, as autoridades militares restabelecem eficientemente a ordem: a conspiração prussiana é logo descoberta e seu inspirador condenado a dez anos de prisão; na Saxônia, a Reichswehr dissolve à força a milícia popular vermelha e prende todos os ministros comunistas.  Na Baviera, porém, a situação é mais complicada.  Juntamente com o monárquico von Kahr, também o comandante do exército, von Lossow, demonstra não reconhecer a autoridade do governo central; de sua parte, Hitler multiplica seus ataques abertos às instituições republicanas, procurando de todos os modos a aliança com as autoridades locais para o projetado golpe de Estado.  Mas von Kahr e von Lossow não têm nenhuma intenção de marchar sobre Berlim; querem, ao contrário, formar um governo local, que separe a Baviera do Reich.  A conspiração tem, portanto, dois coloridos contrários: o " Auf nach Berlim " (para Berlim!) de Hitler, e o " Los von Berlim " (fora de Berlim) dos outros.  Hitler decide atropelar os acontecimentos.  Na noite de 8 de novembro, na Burgerbraukeller, realiza-se um comício concorridíssimo, do qual participam todos os principais expoentes políticos de Munique.  Em dado momento, durante a fala de von Kahr, os homens das SA irrompem na sala e instalam as metralhadoras diante.  Com a pistola em punho, Hitler adianta-se até a tribuna e, após ter disparado dois tiros para o ar, anuncia que suas tropas ocuparam a cidade; depois sequestra em uma saleta adjacente von Kahr, von Lossow e von Seisser, o chefe da polícia, e com eles procura encontrar um acordo para continuar a ação.  Mas os três não cedem, e Hitler encontra, então, a saída vitoriosa: volta à tribuna e anuncia triunfalmente a formação de um novo governo do Reich, presidido por ele e com Ludendorff e os três " reféns " em postos de alta responsabilidade.  A sala explode de entusiasmo.  Chega também Ludendorff, e o acordo parece consagrado.  Mas os homens de Hitler não controlam em absoluto a cidade.  Só Rohm e a sua tropa ocupam a sede do comando supremo do exército; assim, quando von Kahr e os outros deixam a cervejaria, podem facilmente tomar todas as medidas necessárias para bloquear esse Putsch com Hitler, que não querem apoiar.  o governo de Berlim é imediatamente avisado da situação, e durante a noite novas tropas são concentradas ao redor de Munique e nos pontos estratégicos da cidade.  Em 9 de novembro a tentativa de golpe de Estado já fracassou.  A última cartada dos nazistas é o grande cortejo armado em direção da Odeon Platz, com Ludendorff na primeira fila; certamente ninguém ousará atirar contra o herói nacional; sem dúvida, os oficiais e os soldados lhe farão continência, prontos a segui-lo até Berlim.  Mas isso não acontece.  Na estreita Residenzstrasse, um cordão policial ordena o cortejo a parar; e, em seguida, não sendo obedecido, abre fogo: a ação dura menos de um minuto, mas é suficiente para ferir mortalmente 19 pessoas (entre as quais três policiais) e para dispersar completamente as tropas nazistas.  Muitos foram presos no lugar; Hitler consegue fugir, mas é preso dois dias depois na casa do amigo Hanfstangl.  O processo para o Putsch de Munique começa em 26 de fevereiro de 1924 e dura vinte e quatro dias.  Acusados de alta traição sentam-se no banco dos réus, além de Hitler, Ludendorff, Rohm e outros sete personagens menores, von Kahr, von Lossow e von Seisser figuram entre as testemunhas da acusação.  O clima está mais sereno em toda a Alemanha, que está saindo da crise econômica e institucional.  É a grande oportunidade de Adolf Hitler político: derrotado em praça pública, pode agora falar diante de jornalistas alemães e de todo o mundo, que compareceram numerosos ao processo.  E Hitler vence, mesmo se a corte o condena a 5 anos de prisão numa fortaleza.  Hitler defendera, no processo, o seu conceito nazista de uma raça dominante, que teria direito à expansão no espaço vital correspondente, de acordo com a geopolítica de Carlos Haushofer.   A fortaleza de Landsburg, para Hitler e outros quarenta companheiros reclusos, mais do que uma prisão é um hotel de boa categoria: janelas com grades, mais amplas, portas abertas, uma sala de reunião e muitas horas de passeio no jardim.  Assim Hitler lê, engorda, fala à sua corte de visitantes, concede entrevistas aos jornais; e começa a ditar seu credo político, Mein Kampf (Minha Luta).  Lá fora, nesse ínterim, depois da proscrição do Partido Nazista, os vários expoentes do movimento se dispersaram: Ludendorff e Strasser entraram em acordo com os nacionalistas do Norte, e nas eleições da primavera, em 1924, seu movimento unitário conseguiu obter cerca de dois milhões de votos e 32 cadeiras no Reichstag; Streicher e Esser, mantendo-se mais próximos das ideias do chefe, fundaram um novo partido,  a União Popular da Grande Alemanha; Rohm, finalmente, fundou uma organização análoga às SA, o Frontbann.  Mas o único resultado de todas essas ações __ conduzidas pelos vários dirigentes nazistas em um clima de viva rivalidade recíproca __ foi a quase dissolução do partido.  Desse modo Hitler, voltando à liberdade __ condicional __ na véspera do natal de 1924, encontra-se diante de dois grandes problemas: a estruturação do movimento sob sua autoridade e a reconquista de uma nova credibilidade política depois do malogro de novembro.  O primeiro passo é obter a revogação da ordem de dissolução do partido, o que ocorre após uma entrevista com o primeiro ministro bávaro Held em 4 de janeiro de 1925.  Poucas semanas depois, em 27 de fevereiro, Hitler reúne, na Burgerbraukeller, os quatro mil fiéis remanescentes e com um inflamado discurso convence-os a retomar a luta política interrompida: bastaram duas horas, e o movimento já voltou  inteiramente às suas mãos.  nesse momento Hitler prepara-se para relançar o Partido Nazista nacionalmente.  Mas a situação alemã de 1925 é muito diferente da de dois anos antes.  A terrível inflação de 1923 foi bloqueada no verão do ano seguinte com as medidas financeiras sugeridas pelo diretor do Banco Central, Hjalmar Schacht, e graças às iniciativas diplomáticas do ministro do Exterior, Gustav Stresemann.  Novo clima de distensão estabeleceu-se nas relações internacionais com o acordo sobre o plano Dawes para as indenizações (abril de 1924), enquanto no interior do país já conspícuo afluxo de capitais dos Estados Unidos e da Inglaterra deu início à recuperação econômica.  O retorno da confiança encontrou expressão nas eleições para o Reichstag (o parlamento) em dezembro de 1924, assinalando o fortalecimento do centro e a crise dos partidos extremistas (a frente de Ludendorff e Strasser desceu, de fato, de 32 para 14 cadeiras, o Partido Comunista, de 62 para 45 cadeiras ).  A nova situação convence Hitler a adotar uma estratégia diferente para chegar ao poder: não mais a revolução armada contra as instituições do Estado, e com a oposição, portanto, do Exército, mas a conquista legal do Estado com os meios constitucionais (eleições, governo) e possivelmente com o apoio do exército.  Todavia, mesmo mostrando-se com uma aparência tão modesta, o movimento nazista não consegue encontrar um lugar na política.

Panô " Fantasia " - Arte Dark


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Hitler por ele mesmo - Parte 7


Nos dias seguintes, enquanto em Traunstein Hitler presta serviços de guarda em um campo de concentração para prisioneiros russos, em Berlim a situação se precipita: o movimento dos espartaquistas chefiados por Liebknecht e por Rosa Luxemburgo continuou sua obra de mobilização armada para transformar a Alemanha em Estado comunista do tipo soviético.  Mas entre 10 e 17 de janeiro de 1919 as companhias dos Corpos Francos, sob a direção do Ministro da Defesa, Gustav Noske, atacam com extrema decisão os espartaquistas, é a semana sangrenta, que culmina com o assassinato dos dois líderes do movimento, Liebknecht e Rosa Luxemburgo.  Assim o governo social-dedocrata  conseguiu controlar a situação, apoiando-se no exército e dissolvendo os Conselhos do povo; mas nas eleições seguintes, de 19 de janeiro, os socialistas conseguem uma maioria apenas relativa (185 cadeiras sobre 421), enquanto o centro se mantém (88 cadeiras ao católicos, e 75 aos democratas) e a direita consegue um discreto sucesso (42 cadeiras aos nacionalistas, 22 aos nacionais-liberais).  São esses os dias em que nasce e se espalha com excepcional rapidez o slogan da " punhalada nas costas ", isto é, o mito segundo o qual o invencível exército alemão não teria sido derrotado pelas armas adversárias, mas pela traição dos inimigos internos: socialistas, comunistas e judeus.  No fim de janeiro, Hitler volta para Munique.  A cidade continua entregue à desordem, que ainda mais se agrava em fevereiro, quando o presidente Kurt Eisner é assassinado.  Nesse ponto a luta política desencadeia-se em violentíssimos conflitos de rua: de um lado, os monarquistas separatistas, que trabalham ´para a volta ao trono dos soberanos católicos Wittelsbach, em uma Baviera separada da Prússia protestante; de outro, os comunistas e os socialistas das várias tendências: os fiéis ao governo central de Berlim e os mais favoráveis às soluções radicais de tipo soviético; e ainda os nacionalistas ligados ao império dos Hohenzollern  e os simplesmente irritados pela derrota.  Após um breve período no qual o governo é dirigido pelo social-democrata Johannes Hoffman, em 6 de abril Ernst Toller e Gustav Landauer proclamam, na Baviera, a República Vermelha dos Conselhos.  Mas também esse governo tem uma vida brevíssima: já em primeiro de maio, de fato, a Munique esfomeada rende-se às divisões militares enviadas por Noske.  Adolf Hitler viveu toda essa fase quente de lutas numa caserna em Munique.  Logo que os Corpos Francos do General von Epp sufocaram os últimos focos de resistência, o cabo, com trinta anos de idade, sai do esconderijo.  Primeiro é destacado para a comissão de inquérito do Reichsweher (o exército) " para reunir indícios que pesam sobre os suspeitos de cumplicidade com os comunistas "; em seguida, frequenta um curso de instrução política para soldados e se torna Bildungsoffizier (oficial instrutor).  Em setembro __ enquanto dura a tensão por causa da assinatura do tratado de paz de Versalhes __ Hitler é encarregado de investigar um novo pequeno grupo político, o Partido dos Trabalhadores Alemães, e nele se inscreve.  A atmosfera de miséria e de violência e a proletarização da classe média permitiram a Hitler uma ascensão rápida no campo político.  Em menos de seis meses Adolf Hitler tornou-se o líder absoluto e indiscutível do Partido dos Trabalhadores Alemães.  Seu fundador, o ferreiro Anton Drexler, e seu presidente, o jornalista Karl Harrer, tinham se contentado, até aquele momento, em promover discussões e debates nas cervejarias de Munique entre os quarenta membros e os outros poucos simpatizantes.  Hitler, ao contrário, desde sua primeira aparição no partido, a 12 de novembro de 1919, dedicou a ele toda a energia: membro do comitê dirigente encarregado da propaganda, em outubro conseguiu atrair mais cem pessoas ao comício na Hofbrauhaus, duzentas em novembro, quase duas mil em 24 de fevereiro de 1920, quando ilustrou os 25 pontos do programa do partido.  É esta, em certo sentido, a verdadeira data de nascimento do nacional-socialismo na Baviera.  Em abril, mês em que Hitler deixa o exército para dedicar-se inteiramente ao partido, este assume sua denominação definitiva: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (ou NSDAP, Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães).  Em dezembro, graças provavelmente aos fundos secretos do exército, o NSDAP pode comprar um jornal, o semanário Volkischer Beobachter ( O Observador do Povo ).  No verão de 1921 Hitler vai a Berlim por algumas semanas, onde estabelece contatos ideológico-financeiros com círculos e movimentos nacionalistas do Norte.  De volta a Munique, em julho, põe fim bruscamente a uma manobra de caráter frondista chefiada por Drexler e Harrer; de fato, segundo sua proposta, o estatuto é modificado de modo a concentrar todos os poderes nas mãos do presidente, e naturalmente o novo presidente é ele mesmo, Adolf Hitler.  Com a criação da " seção ginástico-esportiva " (3-8-1921) reorganizam-se as forças paramilitares do movimento, e é Hitler em pessoa que em setembro guia as suas esquadras contra o comício do federalista bávaro Ballerstedt (por essa ação Hitler será processado e condenado a três meses de prisão).  Em novembro as formações de batedores do NSDAP __ que assumiram o nome mais apropriado de Sturm-Abteilungen (ou SA, esquadra de assalto) __ dão início às ações Saalschacht (batalha de sala), batendo-se ferozmente com os comunistas na Hofbrauhaus.  Nesse ponto o partido alcançara uma bem definida e compacta estrutura.  Princípio geral é a autoridade absoluta do chefe (Fuhrer-prinzip): abaixo dele, com certa autonomia de operações, o aparato dos funcionários superiores, ligados ao chefe por uma relação de responsabilidade pessoal e direta; depois a base de militares, sujeitos todos à mesma relação de subordinação com respeito aos superiores hierárquicos.  O debate ideológico não encontra praticamente espaço para se formar e crescer, os contrastes de opiniões são imediatamente sufocados, se necessário com a força.  Depois de alguns meses de prática, frequentemente confusa, Hitler pôs em evidência seus grandes dotes de orador e propagandista.  Junto dele, os quadros dirigentes são formados por homens de várias classes sociais e experiências diversas: Gottfried Feder, engenheiro e estudioso amador de ciências econômicas, defensor convicto da teoria do " capital especulativo " e da luta contra a " escravidão do interesse ", que aparece também no programa do partido; Dietrich Eckart, jornalista, dramaturgo e poeta conhecido na alta sociedade, anticlerical autêntico e racista refinado, compilador da parte mais estritamente ideológica do programa; Ernst Rohm, major do exército, organizador dos Corpos Francos na Baviera e partidário do fichamento político entre os militares e os civis, perito em obter simpatias e financiamentos da parte das autoridades do exército; Rudolf Hess, ex-oficial piloto da aviação, apaixonado por astrologia e mitologia nórdicas, secretário particular e muito dedicado a Hitler; Hermann Goering, herói nacional da Primeira Guerra Mundial e último comandante da famosa esquadrilha Richthofen (o " Barão Vermelho" ), chefe das SA em 1922; Alfred Rosenberg, estoniano, estudante de arquitetura, foragido de Moscou no tempo da revolução bolchevista, retórico inexaurível dos princípios da raça e da cultura arianas; Gregor Strasser, farmacêutico, chefe das SA do distrito de Landshut, fiel defensor até o último do nacional-socialismo; Julius Streicher, professor primário, fundador e diretor do Sturmer, o jornal mais violentamente anti-semita do Reich.  Nesse período inscrevem-se no partido também algumas figuras da alta aristocracia, que além do nome trazem discretos financiamentos: Friedelind Wagner, neto do grande músico, Putzi Hanfstangl, editor de arte de origem americana, a senhora Helene Bechstein, a dos famosos pianos, a senhora Gertrud von Seidlitz, a rainha do papel, e a família do conhecido editor Bruckmann.  Mas, basicamente, os inscritos são na maior parte ex-militares desarraigados que acharam nas formações das SA as palavras de ordem preferidas e o pagamento mínimo para sobreviver; ou lojistas empobrecidos pela crise econômica cada vez maior, fascinados pelas perspectivas de assaltar as grandes lojas dos judeus.  As ideias políticas básicas de Hitler tomaram forma no ambiente da classe média de Viena, onde vivera em sua juventude.  Acreditava ser a desigualdade entre os homens e as raças decorrência da ordem natural das coisas.  Exaltava as raças arianas e temia e odiava os judeus.

METALWINGS - Crying of the Sun [OFFICIAL VIDEO]

Musica gotica dark vampirica instrumental

O Sol vê seu Corpo. A Lua vê sua Alma.




Gótico não tem etnia, nem palidez pré-definida.


Gary Numan - Pure

Gary Numan - Dark

†Góticas vs rockeiras †

O que é ser gótico ? Outra definição...

O que é gótico? (Brazilian version for What is Goth? video)

Gótico








Gothicus (latim) e ou Gótico, adjetivo e classificação de várias expressões artísticas, estéticas e comportamentais; significa apenas relativo a Godos: um povo que se encontrava atrás da fronteira oriental do Império Romano e que fazia parte do grupo que os Romanos denominavam bárbaros.  Na arte, o gótico desenvolveu-se na Europa entre o século 12 e XV e posteriormente de toda a Idade Média associado o conceito de Idade das Trevas, em oposição à nova Idade da Razão ou da Luz: O Iluminismo.  De acordo com a época foi variando a concepção do gótico.  O Goticismo tem origem inglesa, Gothicism e relaciona-se apenas à literatura.  Em 1979 o termo gótico já foi utilizado para designar o movimento Sócio-cultural.  Mas, a subcultura gótica-darkwave não possui nenhuma relação com os godos, como a própria arte gótica não possui; portanto, a palavra gótico já foi usada com um sentido que não corresponde e o original. e torna-se nítida a diversidade de significados  que esta palavra trás em si.  Gótico, um estilo que apresenta várias similidades  com o romântico, seu antecessor, predominando a religião e uma concepção atemporal das obras.  Propõem-se catedrais iluminadas, ao contrário das escuras igrejas do romântico.  Atualmente existe uma subcultura gótica que impulsionou a partir de finais dos anos 70 no Reino Unido e se expandiu pelo mundo.  As principais influências é a literatura, os filmes de terror, que se refletem na vestimenta, associada do renascimento.  Gótico: noção associada à obscuridade ou à música dark, pessoas que se identificam com este movimento tendem a ser andróginos.  A geração Beatnik, inspirada na boemia moderna, filosófica e artística francesa a partir de 1950 e posteriormente pelos escritores Beats dos EUA, é a influência mais recente e significativa da subcultura gótica-Harkwave.  " Os fatores que definem uma corrente artística, filosófica ou apenas comportamental, não são apenas os termos adotados, mas principalmente a abordagem ou a forma como os temas são trabalhados e expostos."  No final dos anos 60, os Beatniks se diluíram e formaram ramificações como o movimento Punk e Glam da década de 70.  Enfim, simplificando e sem formalidades, no mundo do " gótico " e ou pessoas góticas conseguem sentir e ver beleza e poesia em coisas que a maioria das outras pessoas acham sinistro e melancólico; eu mesma sou apreciadora e simpatizante pela arte gótica e pessoas góticas, porém, não curto a ideia de " se alimentar e cultivar a tristeza " ( se é que eles fazem isso ), nem o suicídio e o homicídio (só em filmes ) se é também assim que eles se comportam, não sei... só sei que independente da melancolia que expressa o gótico (apesar de existir também a expressão de alegria ), naturalmente vivemos a alegria e a tristeza, faz parte,  a luz e a escuridão, só não é legal cultivar a tristeza infinitamente...já que podemos nos transbordar de alegrias se quisermos, é questão de momento, estado de espírito e ou situações da vida..  Mas o gótico é espiritualmente melancólico de alegrias.  Os góticos (observando-os e as vezes nos comunicando ) talvez não admirem a morte e sim percebem que a vida é finita e que vêem beleza e poesia na tristeza e na melancolia.  Há subdivisões razoavelmente aceitáveis dentro do gótico e outras... polêmicas: Tradicional Goth, darkwaver, Deathrocker, Rivethead, Cybergoth, Kinder Goth ou Baby Goth, Victoriam Goth, Uber Goth e Medieval Goth.  Ufa!!!  Nem todos concordam com essas subdivisões.  Sinônimos de Gótico: melancólico, lamentável, oculto, Lord, gótica, Lady, rockeiro, etc.  E o antônimo de Gótico: coloridos, hippies ( que eu também aprecio, simpatizo, me identifico).  " Gótico é usado para se referir a indivíduos de posturas incomuns e com uma insaciável curiosidade pela cultura ".  A palavra Gótico pode ser uma gíria - informal - sigla.  Viva os Góticos !!! 

domingo, 8 de outubro de 2017

Natalie Shau








Natalie Shau, nasceu na Rússia e vive em Lituânia, fotógrafa e ilustradora, fotografa as modelos e faz a pós-produção no photoshop - manipulações digitais.  

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Batendo papo descontraído sobre comidas e bebidas afrodisíacas







Não há comprovação científica (que eu saiba) sobre comidas e bebidas afrodisíacas que podem turbinar sexualmente as pessoas, eu mesma nunca ouvi alguém falar pra mim que tal comida ou bebida ativou a libido; se bem que nunca precisei, mas acho interessante e até se houver oportunidade eu experimentaria, mas tenho certeza que fumar a maconha, apesar de não ser comida,  ativa , instiga o desejo sexual.  Mas voltando aos alimentos, rsrs aqui no Brasil em estados e Regiões específicos há uma grande fama em comidas típicas regionais, cachaças, etc.  As pessoas vendem fazendo propagandas, boca a boca ,do grande mito que a  comida pode proporcionar.  Aqui quem leva a fama é o ovo de codorna, amendoim, pimenta, chocolate, cachaças curtidas com alguma coisa ou bichos, esses são os mais populares.  Talvez, é possível que alguns alimentos possuem nutrientes que pode auxiliar no bom desempenho sexual e convenhamos que o chocolate por exemplo, além de gostoso, libera serotonina no cérebro - hormônio do bem estar, tem um fantástico aroma (não querendo fazer propaganda rsrs adoro chocolate), dá um calor!!!!  Mas tudo isso é só para a vida sexual ficar mais divertida, emocionante, agradável, apenas um complemento para temperar a vida!!!

Svetlana Bobrova







Arte da artista russa Svetlana Bobrova, sua técnica é iniciada na fotografia com ajuda dos gráficos de computador.

Klaus Schulze - My Ty She

Hitler por ele mesmo - parte 6


Viena, no começo do século, é uma metrópole com aproximadamente dois milhões de habitantes.  Capital do Império e centro industrial entre os maiores da Europa, a cidade está vivendo os últimos anos da sua despreocupada " doce vida ", mas atrás dessa brilhante fachada, está uma triste realidade: um milhão de pequenos empregados e operários que vão vivendo uma vida meramente de subsistência; e mais a massa dos deserdados, vagabundos e delinquentes de todas as raças.  É nesse ambiente que Adolf Hitler passa sua vida entre os vinte e os vinte e quatro anos.  .Deixou o quarto na Stumpergasse onde morava com o amigo August, e logo teve de abandonar também o quarto alugado na Simon Denk Gasse.  Sua única renda fixa - até os vinte e um anos - é a pensão de 25 coroas que recebe como órfão, mais ou menos equivalente à metade do pagamento mínimo de um servente de pedreiro.  Desse modo, arruma-se como pode para juntar algumas coroas: removendo neve, carregando malas na estação, pintando pequenos quadros, sendo servente de pedreiro.  Dorme em um dormitório público, na Meldemannstrasse; come no convento dos frades da Gumpendorferstrasse; não bebe e não fuma, mas, tão logo lhe sobra uma coroa, corre a se empanturrar de docinhos de creme.Tem pouquíssimos amigos, embora frequente pessoas de todo tipo.  Entre outras, um certo Isidor Neumann, judeu, que o presenteia com um sobretudo comprido até os pés; e Josef Greiner, um candidato a artista, como ele.  Reinhold Hanisch, que encontra no decorrer de 1909, propõe-lhe sociedade num negócio: Adolf, pintor, pintará cartões-postais e pequenos quadros, ele irá vendê-los nos cafés e diante das igrejas, e dividiriam o lucro meio a meio.  Tudo vai bem por alguns meses, até que Hanisch desaparece com um quadro, e Hitler o denuncia.   Entre um trabalho e outro, não lhe falta de certo tempo livre, e Hitler passa-o lendo principalmente tudo quanto pode satisfazer sua sede de informação imediata, de conhecimento.  Constrói assim, nesses anos - entre as pessoas com os quais convive, nas ruas e nas casas que o hospedam, com as páginas que rapidamente devora __ aquela que será a base de todas as suas experiências.  Uma visão de mundo focalizada em algumas ideias e impressões não mais modificáveis, tais como: a natureza irremediavelmente cruel do homem, a conspiração maléfica e universal dos judeus, a superioridade da raça ariana e seu direito de dominar o mundo, a profunda antipatia pelas instituições democrático-parlamentares, o ódio impiedoso pela social-democracia e pelo marxismo.  São ideias bastante comuns, naquele tempo, em Viena __ e, em geral, em certos ambientes alemães __, mas Hitler se agarra a elas com tal determinação e as defende com tal animosidade, que surpreende e atemoriza os seus próprios companheiros, que talvez por isso também tendem a evitá-lo.  Em  maio de 1913, Adolf Hitler transfere-se para Munique.   A cidade bávara é moderna e elegante, sem dúvida mais tranquila do que a cosmopolita Viena.  Mas a vida de Hitler não muda muito: hospeda-se na casa de herr Popp, na Schleissheimerstrasse, e continua a viver de expedientes.  Em 3 de agosto de 1914, é feita a declaração de guerra à França: Adolf Hitler, que está entre a multidão entusiasta na Praça Odeon, logo se apresenta para ser alistado como voluntário.   Com efeito, meses depois parte para a frente ocidental.  Integra a primeira companhia do regime List, com o encargo de estafeta; enfrenta o batismo de fogo na dura batalha de Ypres e assiste à dizimação do seu regimento.   Em 1915 está em ação perto de Tourcoing e Neuve Chapelle, no ano seguinte em Somme e perto de Bapaume.  Aí, a 7 de outubro de 1916, Hitler foi ferido em uma perna e internado no hospital de Beelitz, perto de Berlim; mas após breve convalescença  e alguns meses de reserva em Munique, volta à frente com o grau de cabo.   Participa então das operações na região de Arras, Artois e Chemin des Dames; em 1918 está em Montdidier e em Soissons.   Em 4 de agosto lhe foi conferida uma Cruz de Ferro de primeira classe, condecoração extraordinária para um simples cabo.   Na noite de 14 de outubro, enfim, está de novo em Ypres, onde os ingleses atacam com gases: seus olhos são atingidos, sofre um colapso e é imediatamente internado no hospital de Pasewalk, perto de Stettin.   É aí que, a 11 de novembro, tem conhecimento do término da guerra: a grande Alemanha rendeu-se.  A grandeza e a complexidade dessa luta, que afetou a humanidade inteira, não podiam deixar de produzir repercussões profundas no espírito de Hitler.  Em 13 de novembro de 1918 Hitler volta ao seu regimento, o décimo sexto da infantaria bávara, sediado em Traunstein na Alta Baviera.   Atravessou uma Alemanha caótica e desesperada, perturbada pela miséria, pelo medo, pela violência da revolução.  Duas semanas antes a 31 de outubro, todos os navios de carreira, os cruzadores e os encouraçados de Kiel amotinaram-se , avivando um movimento espontâneo de marinheiros que proclamou a República social; a insurreição propagou-se em seguida para Hamburgo onde encontrou a adesão dos Conselhos dos soldados e dos operários.  Na noite entre 7 e 8 de novembro o socialista Kurt Eisner constituiu em Munique a República Bávara, baseada no Conselho dos operários, dos soldados e dos camponeses.  O dia 9 de novembro foi agitado em Berlim: enquanto os Conselhos proclamavam a greve geral, o chanceler imperial Max von Baden punha fim às indecisões do imperador Guilherme 2, que renunciou ao trono, entregando nas mãos do social-democrata Friedrich Ebert o cargo de chanceler do Reich; à tarde, com meia hora de diferença, dois homens proclamaram a República: o social-democrata Philipp Scheidemann, falando de uma janela do Reichstag, e o comunista Karl Liebknecht, dos degraus do castelo imperial.   Dois dias depois, finalmente, em Compiègne, Matthias Erzberger, chefe da comissão alemã para o armistício, assinou pela Alemanha o tratado com as potências ocidentais.  

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Á primavera é um jeito da natureza dizer: é tempo de renascer!!





Arte erótica






Acho incrível que ainda existe o  preconceito de que mulher não pode gostar de arte erótica, pois sim, vivemos numa eterna sociedade hipócrita, Oh!! Sociedade Hipócrita!!!  As mulheres adoram e fingem que não gostam e são capazes de difamar a outra que gosta, fazem... as escondidas, não se liberam por se permitir ser moldadas e dominadas pelo medíocre sistema, por querer aparentar aquilo que não é ( "comportada"), oh!! quanta hipocrisia, que vivemos... não só na arte erótica mas perante tudo!!!   E ainda rezam e ou façam suas orações e digam: Amém!