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Vou por onde a arte me levar.

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'' GOSTO DE DEGUSTAR O GOSTO COM SABOR DE VIDA; COSTURO A VIDA PELA VIDA E A VIDA ME COSTURA, COSTURO DE DENTRO PARA FORA PARA ME ENCONTRAR COM O VENTO.''  

sábado, 20 de maio de 2017

Eu testei e adorei. Comida no Microondas.



Sabe aquele dia que você não tem um puto, uma grana, um dinheiro sequer e o seu gás acaba e você entra em desespero no que fazer ( pergunta ) !!!  Sim, comigo aconteceu e acredito que não vai ser a primeira vez kkkkk   Pois é amigos (as), e fui logo estudar uma alternativa para isso, já que sou alternativa... Eu testei e adorei, fiz arroz, legumes, arroz doce, etc, tudo isso no microondas, é óbvio que uma comida de cada vez.   A dica para cozinhar com cuidado e ficar gostoso no microondas é começar sempre com potências baixas de calor, e curto períodos de tempo para ir avaliando o processo.   Você pode substituir a água por um caldo aromático, tipo leite ou óleos.   Tenha sempre em casa Plástico Filme para fechar o recipiente no lugar da tampa, ouvi dizer que para assar não é legal ( não experimentei assar ); mas pode fazer ensopados.  Nunca use alumínio, isopor e acrílico.   Use sempre refratários de vidro, sacos e embalagens plásticas e para caber no meu microondas eu utilizei uma cumbuca funda de vidro.   Usar alimentos em pedaços pequenos para que fique bem cozido, sem ressecar por fora.   Peixes e legumes tem o melhor desempenho do que massas ou carnes.   Receita de arroz no microondas: Coloque os temperos como de costume, 2 xícaras de arroz (eu costumo lavar o arroz antes de cozer ) e as 4 xícaras de água.    Mexa  e leve ao microondas por 25 minutos na potência alta.   Deixe descansar 5 minutos.   Não se esqueça de usar um pirex fundo ou outro refratário de vidro; eu testei também com tapoer ou tupperware de boa qualidade mas não deu muito certo, ( pra mim só da certo quando descongelo a comida e ou esquento o alimento ) porque a tampa estufou, vazou pra fora por que esquenta demais e até o plástico filme metade caiu no arroz; então tem que estar tomando os cuidados.   Receita do arroz doce que eu fiz e ficou delicioso: 1 xícara de chá de arroz ( eu altero as medidas conforme a prática e o refratário ) casca ralada de meio limão, 4 xícaras de chá de leite, meia xícara de açúcar e canela para polvilhar.  Hummmmmmmm   adoro quente, mas gelado com o gostinho da casca do limão ficou delicioso.

Arte erótica, pornográfica e psicodélica de Jean Painchaud






A arte psicodélica e pornográfica de Jean Painchaud, canadense.   Foi banido do Facebook pela sua ousadia.   Após ser marginalizado na rede social, suas contas do FB, Twitter e Tumblr acumularam 45 mil seguidores, esta atitude foi como um bumerangue que impulsionou a carreira do artista.   Painchaud  estudou animação, arte conceitual e desenvolvimento de games; mas seu trabalho mudou após o consumo de cogumelos ( essa eu não esperava, não sabia que traria benefícios, basta saber que tipo de cogumelos! ) mágicos com intenção de cuidar da depressão, ansiedade e bulling escolar e ainda o relacionamento com o pai, uns dos seus problemas.   Para Painchaud, sexo e psicodelia são formas maravilhosas de transcender o próprio ego e atingir um estado mais puro da existência.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Sociedade Secreta do Saber e a Alquimia - Os conhecimentos Proibidos - Parte 29

Numa tarde de junho de 1937, o jovem químico Jaques Bergier, assistente do Professor Helbronner, o primeiro docente de química nuclear, teve um encontro inesquecível com um homem misterioso, tido como o mais famoso e único alquimista autêntico do século XX.  Ele entrou na História das Ciências Ocultas com o seu livro O Mistério das Catedrais, sob o pseudônimo de Fulcanelli.   Ninguém conhecia sua origem e que tipo de pessoa se ocultava por trás daquele pseudônimo.   Depois daquela ocasião, ele jamais tornou a ser visto.   Sabe-se unicamente que sobreviveu à guerra e que desapareceu definitivamente após a libertação da França.  É o que Bergier e Louis Pauwels contam em seu livro O Despertar dos Mágicos, sobre Fulcanelli.   Este alquimista estava a par das pesquisas experimentais às quais Bergier se entregava, sob a orientação do seu chefe.   As experiências versavam sobre a energia atômica, e Fulcanelli avisou:  " Você está perto do êxito.   A liberação de energia nuclear é mais fácil de obter do que imagina.   E a radioatividade artificialmente produzida pode envenenar em poucos anos a atmosfera do nosso Planeta.   Além disto, com o acréscimo de alguns gramas de metais, pode-se fabricar explosivos atômicos, capazes de arrasar cidades inteiras.   Pois eu lhe digo abertamente, os alquimistas sabiam disto há muito tempo. "

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião. Parte 28

Os processos contra as bruxas têm sido tão discutidos que é desnecessário repisar o assunto.   No entanto, parece-me importante chamar a atenção para um detalhe.  A obsessão contra as bruxas não é de forma alguma fenômeno restrito à Idade Média, a chamada Idade das Trevas, que afinal não foi tão sombria assim.   O famigerado Martelo das Bruxas, do dominicano Jacó Sprenger, que teve inúmeras edições e desencadeou em larga escala a caça às bruxas, só apareceu em 1487.   No prefácio, Sprenger e seu co-autor Heinrich Institoris se reportam à bula contra as bruxas do Papa Inocêncio oitavo, redigida em 1484, como base jurídica para a perseguição às bruxas.   Em seu livro, cujo título em latim é Maleus Maleficarum, os autores forneciam indicações exatas sobre as características externas que identificavam  bruxas e feiticeiros, sobre os métodos de tortura a serem aplicados para extorquir confissões e sobre o esquema da condução do processo.   E desta forma o funesto livro se tornou o manual-padrão nos abomináveis processos contra as bruxas.   Na Idade Nova, como os historiadores chamam, ( Idade Média, durante a renascença ), a época do renascimento da antiga sensação de vida, da filosofia natural grega e dos ideais de beleza clássica na arte onde também ocorreu à perseguição as bruxas.   Por outro lado, é o século da conquista do Império Asteca por Cortes - após a descoberta da América, em 1492 - e da conquista da terra do ouro, o Peru, por Pizarro.  Estas conquistas estão entrelaçadas com o aniquilamento das florescentes culturas primitivas americanas, no que constitui provavelmente até hoje o mais terrível genocídio jamais praticado.   Só no México, o número de vítimas deste programa de extermínio atingiu cerca de dezenove milhões de pessoas - e tudo sob o símbolo da cruz e a pretexto de converter pagãos!  É também o século da Cisão religiosa e da fundação da doutrina protestante do cristianismo pelo monge agostiniano Martinho Lutero.   Acaba a veneração a Maria e a santos, elimina-se do culto divino o mistério  da santa missa.   A comunhão deixa de ser o milagre diário da unificação mística com o corpo e o sangue de Cristo.   É rebaixada a um simples ato simbólico e evocativo.   O que  Lutero apregoa é uma religião racional, que se baseia na anima rationalis ( a alma racional ).  No entanto, sob o signo da anima rationalis, o pensamento ocidental passa por uma inflação do consciente.   Só agora tanto o consciente individual quanto o coletivo se sentem aprisionados como nunca antes pela pessoa de Satã, e pelo mal nele incorporado.  Os livros mágicos de Seth, Abraão, Moisés e do Rei Salomão completam a lista, que é arredondada por toda espécie de livros mágicos, miraculosos e sibilinos.   Os autores destes livros, quase sempre anônimos, eram cautelosos.   Frisavam sempre o caráter de obra ilustrativa e deixavam claro que as chaves mágicas, fórmulas encantatórias e esconjuros nelas citados eram recursos no sentido teúrgico, isto é, da magia celeste ou branca, que visava quebrar o poder do Príncipe dos Infernos e resguardar o leitor de seus espíritos diabólicos.   Mas para as mulheres sob suspeita de bruxaria, os tempos eram difíceis.  A caça as bruxas assumiu dimensões de um extermínio suicida da população feminina.   Peculiarmente, a obsessão era mais forte nos países nórdicos da Europa e nos que professavam o protestantismo.   A prisão e a tortura arrancavam então confissões de mulheres em sua maioria completamente inocentes.   Como última bruxa a morrer na fogueira, foi executada em 1782, Suíça, onde predominava a religião protestante reformada, a serva Ana Goeldi.   O Imperador austríaco José segundo, que era também imperador do Sacro Império Romano Germânico, já tinha proclamado a liberdade de crença.   A tortura estava abolida; exatamente um ano antes o filósofo de Koenigsberg, Immanuel Kant, havia publicado sua Crítica da Razão Pura.  Este livro continua sendo uma das mais importantes obras filosóficas.   Kant analisa nela os conceitos metafísicos - Deus, alma, imortalidade - e mostra como é fácil para a razão induzir um erro.  Só o pensamento não conduz à verdadeira percepção.   Isto só se torna possível com a experiência, isto é, a pesquisa da natureza, aliada à razão.   Portanto, no início sempre deve estar o esforço pelo auto conhecimento e a auto crítica.   Lúcifer e o mal a ele atribuído foram combatidos sob o signo da razão.  O modo racional de pensar levou a uma inflação do consciente.   Com isto os canais para o inconsciente foram soterrados.   Porém, no sentido de um equilíbrio compensatório , o mal assumiu vida intensa no inconsciente e abriu caminho sob a forma explosiva de uma obsessão coletiva.   Na caça às bruxas, com sua suicida extinção de parte da população feminina da Europa, podemos ver igualmente uma tendência de conciliação e auto-punição como compensação pelo terrível genocídio praticado contra incas, maias e astecas e pelas barbaridades deliberadamente feitas no Novo mundo.  Como também uma resposta do inconsciente pelo banimento do aspecto mágico-místico, e do mistério da missa, na religião.  Pois sem a crença em mistérios e num mundo mágico a alma adoece.  C.G.Jung, em seu estudo da Lenda de Lúcifer em relação com o dogma da Santíssima Trindade, ele conclui: " Pois muito  do que se revela em seus efeitos como profundamente mau, não provém de modo algum de uma maldade correspondente do homem, mas sim de ignorância e inconsciência. ".

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião. Parte 27

O padrão arquetípico do domínio do espírito é antiquíssimo.   Já aparece na gnose dos primeiros séculos da cristandade.   No entanto, se relembrarmos o duelo de feitiçaria entre Simão, o Mago e o apóstolo Pedro, veremos que já então, segundo a teoria gnóstica, o Espírito Santo era considerado como pertencente ao gênero feminino.   Para Simão, o Espírito Santo teria sido gerado por uma emanação do Pai do Mundo, como a deusa Atena, saída da cabeça de Zeus, pai dos deuses gregos.   Sob este ângulo, o Espírito Santo seria a filha de Deus.   Para a maioria dos gnósticos cristãos, no entanto, dá-se exatamente o contrário.   Para eles, o Espírito Santo é Sofia, a sabedoria divina.  Esta vem a ser quase a mãe de Deus, o que faz lembrar a influência dos Vedas bramânicos e  doutrinas secretas budistas.  A interpretação de ver no Espírito Santo a mãe de Deus baseia-se no fato de ele servir-se da mulher - no caso, a Virgem Maria - como instrumento.   Porém, o Espírito Santo é também o espírito de Deus, que no início da Criação paira sobre as águas.   E dele nasce Lúcifer ou Satanael, o primeiro filho de Deus.  Este seria o verdadeiro criador e senhor do mundo.   Lúcifer é o que traz a luz e a consciência.   Porém com o consciente, entra também no mundo o Mal, pois só através do consciente pode haver diferenciação entre o bem e o mal.   Portanto, Cristo aparece como segundo filho de Deus, a fim de redimir a humanidade daquele senhor do mundo que incentiva o consciente e o mal.   Os gnósticos, e posteriormente os albigenses, assim como os Templários, compreenderam o problema suscitado com isto.   Para as religiões antigas, o mal não representava problema de monta.  Fazia parte da natureza divina.   Segundo os princípios da equivalência mágica, faziam-se sacrifícios à Grande Deusa para contornar o mal.   Nisto estavam compreendidos os rituais de iniciação, por vezes bastante cruéis.  Isto se modificou com o Cristianismo, o Filho de Deus faz o auto-sacrifício para redimir os homens de sua instintividade e agressividade.   No entanto, o mal não desapareceu do mundo.   Os Pais da Igreja atribuíam o mal ao demônio.  Só que, de acordo com seus ensinamentos, Deus é Onipotente e Onisciente.   Em sua manifestação como Cristo, representa o amor universal.   Por que então este Deus Onipotente permite o mal (pergunta).   Por que Cristo continua a suportar o domínio de seu antagonista Lúcifer (pergunta).   Este dilema ocupou inúmeros teólogos e filósofos cristãos.   Mas ainda não foi esclarecido a contento.  Os adeptos dos movimentos de renovação anteriormente citados, inclusive os Templários, tentaram resolver o problema aceitando a soberania de Lúcifer.   Procuravam conquistar-lhes as boas graças por meio de sacrifícios e rituais.   Para a Igreja, isto era inaceitável, pois contrariava todos os dogmas básicos do cristianismo - além de ameaçar o poderio do clero.   A Igreja revidou com dogmas nais severos e uma luta declarada contra Satã-Lúcifer.   Incluía nisto todas as doutrinas e cultos que pudessem parecer ilusionismo diabólico.  Nisto reside a raiz da futura obsessão contra as bruxas, conforme se deduz dos processos aos quais foram submetidas.   As doutrinas heréticas que diziam Satã-Lúcifer senhor do mundo terreno, foram divulgadas entre o povo.  Para os homens e mulheres entendidos em curas naturais, os representantes da magia popular, aquilo parecia muito óbvio.   Conheciam-se mutuamente e organizavam reuniões periódicas para troca de ideias e discussão de questões profissionais.   Nos processos contra as bruxas, estas reuniões passaram a ser denominadas missas satânicas ou o inferno sabá das bruxas.  Aquelas mulheres e homens conheciam o misterioso efeito das drogas obtidas de plantas que continham alcalóides, das quais preparavam elixires de amor.   Em suas reuniões noturnas, faziam uso próprio deles.   As receitas dos chamados unguentos das bruxas são conhecidas.   Trata-se de uma mistura de beladona, datura e meimendro, com a adição de diversas gorduras animais.   Em muitas receitas as bruxas acrescentavam ainda, como ingredientes especiais, papoula, cicuta e leite de loba.  Este unguento era esfregado na área do coração e nas regiões genitais.   Seu efeito se baseia principalmente nos alcalóides atropina, iosciamina e escopolamina, contidos nos ingredientes empregados.  O uso do unguento das bruxas altera a percepção, que se torna romântico-sonhadora.   Provocava igualmente experiências mágicas de vôo e fantásticas alucinações eróticas.   Influenciando os centros motores do sistema nervoso central, o efeito da droga incrementa a potência genital e aumenta a excitabilidade dos nervos dos órgãos sexuais.  Já Giambattista della Porta ( 1538-1615 ), sábio italiano da Renascença e autor da Magia Naturalis, sabia disto.   Auto-experiências por parte de pesquisadores modernos, entre eles Will-Erich Peuckert, perito em ciências ocultas, confirmaram o que foi dito aqui.  Estas experiências constataram, aliás. que os produtos vegetais naturais tinham efeito muito mais intenso do que os alcalóides químicos fornecidos pela moderna indústria farmacêutica.   As missas negras, o vôo mágico com a vassoura das bruxas, o jantar festivo com a presença de Satã, que aparece como um enorme e chifrudo bode, e a orgia erótica subsequente podem ser explicadas devido ao efeito alucinatório das drogas consumidas.  No entanto, o culto a Satã, era uma realidade.   O culto ao demônio era praticado como uma espécie de anticlericalismo.   Em seu livro Culto a Satã e Missa Negra, de Gerhardt Zacharias fala de um renascimento da antiga religião de Dioniso, na qual o demônio sob a figura de bode, encarna o grande Pã.   Ele interpreta a unção das bruxas-noviças com unguento das bruxas como ritual de iniciação no reino lunar matriarcal e no culto a Dioniso.   Sua obra contém farta documentação original de fontes literárias e protocolos das atas dos processos contra as bruxas, como provas do culto a Satã.   Este culto precisa ser encarado como uma reação do povo contra a dessacralização da natureza e a desvalorização à qual a religião submeteu a mulher, que já não tem a função alguma na liturgia cristã.   A discriminação da sexualidade natural faz despertar o desejo de experiências extáticas que permitam uma fuga da rotina do dia-a-dia, e, por meio do vôo mágico, a evasão para uma dimensão supra-sensorial.   Ocorrências naturais ameaçadoras, como a peste e outras epidemias avassaladoras, que nem o ascetismo recomendado pela Igreja nem as procissões de penitentes conseguiam debelar, certamente fizeram aumentar esta necessidade por um estado de êxtase mágico e encantado.  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Parte 26 - O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião.

Lembrando que é o resumo do livro, a Editora e o autor não permite que copie e o livro todo, e também são  mais de quatrocentos e muitas coisas em páginas.    ... " A bruxa, a hagazusa, como era chamada no idioma alemão arcaico, e que significa estar montado numa cerca ou cancela, seria então uma amazona da cancela ou cerca.    Fica por assim dizer, com uma perna dentro da civilização, e outra fora dela, em território selvagem, na natureza ainda não tocada pelo homem.   O que ela vê e presencia naquela posição é irracional para o cientista, que não pode ultrapassar a zona cerrada, e ele fica cego para o que se passa naquela área extramuros.   As perseguições às bruxas, tais como as conhecemos pelos processos que lhes foram movidos durante a Idade Média, só ocorreram posteriormente.   E a causa não é a magia praticada pelas bruxas; os motivos são diversos, pra começar, a dessacralização da natureza e o menosprezo da mulher pela religião cristã, que passa a dominar a vida religiosa e profana das pessoas a partir do início do segundo milênio da cristandade.   Ao contrário das religiões antigas, o cristianismo só conhece uma divindade masculina em três pessoas: " Pai, Filho e Espírito Santo ".   O elemento feminino, a natureza, que seria o quarto integrante do grupo, foi eliminado.   Porém é regra conhecida, por experiência, da psicologia profunda: o que é reprimido no consciente faz-se presente no inconsciente.    Papas e imperadores se depõem mutuamente.   O povo começa a duvidar dos dogmas da Igreja.   Com o resultado da importação dos conhecimentos dos sarracenos, que circulam até a França, Espanha, a Europa conhece cientistas árabes; trazendo consigo a sabedoria perdida dos filósofos naturalistas gregos, a matemática; mas também a alquimia e doutrinas secretas da magia oriental.   Os conhecimentos da Cabala, seus segredos, inúmeros judeus que seguiram os árabes em sua invasão da Europa passaram a ter estes conhecimentos; formam-se novos movimentos religiosos.    Segundo as raízes gregas e latinas, o nome significa puros, e brancos ou iluminados.   Os adeptos deste movimento de renovação religiosa discordam do dogma do pecado original e de outras interpretações do Antigo e do Novo Testamento posteriormente transformadas em dogmas de fé.   Renegam também o papel de diabo atribuído a Lúcifer, que é, em verdade, um portador de luz.   Em 118, cavaleiros franceses, fundam a Ordem dos Templários, dirigido por Hugo Payen; em pouco tempo esta ordem se alça a uma posição política, econômica e financeira.   Os Templários são tolerantes a outros credos, então cultivam o intercâmbio científico e econômico com os países orientais.   Consta que iniciaram nas artes ocultas dos magos caldeus e que mantinham relações amistosas com a seita dos assassinos.   Estes ainda eram adeptos do culto iraniano de Ahriman, tido como culto diabólico, e que continuava a ser praticado entre as tribos curdas das montanhas, os jezidas.   Diz-se que os Templários acolheram também na Ordem sacerdotes de Lúcifer, uma seita gnóstica, para a qual Lúcifer, o primogênito de Deus, fora injustamente banido do céu por seu irmão Cristo.   Como símbolo deste culto, venerava-se uma cabeça de bode, o misterioso Bafomet.   A lendária fortuna dos Templários era atribuída em parte ao tesouro do Rei Salomão que eles teriam  descoberto, em parte ao ouro alquímico que produziam com a assistência de Satã.    De qualquer forma, estas acusações foram lançadas contra os Templários quando a ordem foi dissolvida em 1312 por iniciativa do Rei Felipe quarto e do Papa Clemente V. Jacó de Molay, seu grão mestre, foi queimado vivo em 18 de março de 1313, como herege, por causa do culto a Bafomet.  Os albigenses, que levavam uma vida simples e de bons costumes, também foram considerados hereges pelo papa.   A Ordem continuou a existir clandestinamente

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Amazônia - Mitos e Lendas - " Denaquê e a estrela grande ".


Fotografia: Índios da tribo carajás.   " Antigamente, os carajás não sabiam cultivar as plantas.   Viviam apenas da caça, da pesca e da coleta.   Não sabiam limpar um terreno nem plantar milho, mandioca ou abacaxi.  Na época das chuvas, em certos dias acontecia de não terem nada para comer.   Na aldeia Carajá, havia duas irmãs: Imaerô, a mais velha, e Denaquê, a mais nova.   Um dia, elas estavam olhando o céu junto do pai, que lhes contava lendas.   De repente, Imaerô sentiu uma coisa estranha: não conseguia tirar os olhos da grande estrela que brilhava bem à sua frente.  O coração batia forte, e ela ficou paralisada.   ___ O que está brilhando ali... perguntou ao pai.  ___ Quero para mim... Ele riu.   ___ É Tainacã, a estrela grande.   Mas fica muito longe daqui e não pode ser de ninguém.   Só se você quiser muito, muito mesmo.   Se ela ouvir você chamar, e quiser vir morar com você, pode ser que seu desejo se realize.   Quando a moça foi dormir, só pensava em Tainacã.   No meio da noite, ouviu alguém entrar na oca.   Assustada, perguntou: ___ Quem está aí...  ___ Tainacã __ respondeu uma voz.   Louca de alegria, Imaerô se precipitou em direção à luz que brilhava no escuro.  Chamou o pai e a irmã e acendeu o fogo para ver a cara da estrela.   Mas ficou muito desapontada ao ver que a grande estrela que brilhava tanto no céu era um velho, de cabelos brancos como algodão.   Ficou furiosa e gritou: ___ Vá embora!! Não quero me casar com você! Você é muito velho e muito feio!   Tainacã se virou e começou a chorar baixinho.   Denaquê ficou com pena, correu para junto dele, pegou suas mãos e disse: __ Eu aceito.  Quero que você seja meu marido.  O velho ficou muito feliz.   No dia seguinte celebraram o casamento.  E no outro dia, o velho disse a sua esposa: ___ Agora preciso ir à floresta, para limpar um terreno e plantar coisas boas, plantas que os carajás nunca viram.   Mas tenho de ir sozinho.  Foi até no rio.  Disse algumas palavras mágicas e entrou na água até a altura dos joelhos.   Depois, inclinou-se sobre a correnteza.   De vez em quando mergulhava uma das mãos na água e a tirava cheia de sementes __ de milho, mandioca e todas as outras plantas que os carajás cultivam até hoje.   A seguir, entrou na floresta para roçar um terreno.   Denaquê ficou preocupada porque ele estava demorando.   Era muito velho, fraco demais para um trabalho tão duro.  Talvez tivesse acontecido alguma coisa... Talvez estivesse machucado... Não aguentando mais, resolveu desobedecer e ir ao encontro dele, pois estava quase anoitecendo.   Quando chegou à clareira que o marido acabara de limpar, não o viu.   Foi ficando cada vez mais preocupada.   Mas então viu um rapaz espalhar cinzas ainda quentes sobre o chão.  ___ Você não viu um senhor por aí... perguntou.   __ É meu marido, e estou preocupada porque ele está demorando muito a voltar para a aldeia.   Tomara que não tenha acontecido nada de mau.   ___ Eu sou Tainacã __ respondeu o belo jovem.  __ E não sou velho.   Usei aquela aparência para pôr à prova os sentimentos da moça que tanto queria se casar comigo.   E acho que fiz muito bem.   Fiquei muito feliz porque você quis se casar comigo, mesmo pensando que eu fosse um velho feio.   Para recompensar sua bondade, estou dando todas estas culturas de presente a seu povo.   Agora vamos voltar para a aldeia e contar tudo aos outros.   Quando Tainacã terminou sua história, Imaerô deu um grito alucinado e caiu desmaiada.   Alguns segundos depois, seu corpo evaporou, e no lugar dele apareceu uma Ave de Rapina, que desde aquele dia vaga pelo mundo todas as noites, assim que aparecem as estrelas, piando um pio lúgubre.

Arte erótica - Sobre Christopher Zeischegg


Faturou...mas, eis alguns prejuízos!!!   O ator pornô Christopher Zeischegg ou Danny Wylde mais conhecido no meio, revelou que abandou a profissão por ter lhe causado danos devastadores.   Faturou muito dinheiro, depois de ter feito mais de 600 cenas de sexo com homens e mulheres, Danny se cansou disso.   Abandonou a indústria pelos efeitos que o uso de remédios contra disfunção erétil vinham lhe causando.   Ereções infinitas e prazeres insaciáveis estavam fora da realidade.   Durante 8 anos de carreira, Danny foi para a emergência do hospital 3 vezes, por ter lhe causado o priapismo, quando o pênis ereto não consegue retornar a estado normal, isto é, ao estado flácido habitual.   Foi depois da terceira vez que o médico avisou-o que se continuasse a usar remédios Danny Wylde iria ficar impotente, daí Wylde caiu fora.   Atualmente Christopher estuda cinema e investe em uma marca de molhos picantes; e está tentando a se acostumar novamente com seu corpo e sexualidade.

Arte erótica - Algumas ilustrações da artista Apollonia Saintclair, ela prefere o anonimato.




Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 6


Expansão da Produção: Como efeito das leis de proteção ao carvão nacional, surgidas em 1916, além das medidas eficazes da década de 1930, a produção de carvão expandiu-se.   Em 1931, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas, estabeleceu-se uma taxa de aquisição obrigatória.   Por essa taxa, o carvão nacional tinha de ser adquirido na razão de 10% pelos importadores do carvão estrangeiro, crescendo assim a produção nacional.   Na ânsia de proteger a exploração nacional de carvão o governo criava assim os primeiros embaraços aos importadores.   Poucos anos depois essa taxa foi aumentada para 20%.   O resultado não se fez esperar.   Em 1937, a produção brasileira chegava a 762.789 toneladas e em 1939 atingia i milhão de toneladas.   Em 1943, ano de fundação da CSN, Cia. Siderúrgica Nacional, a produção batia o recorde de 2.078.250 toneladas.    Retrocesso: Terminada a  Segunda Guerra Mundial, em 1945, todos os projetos sobre o carvão mineral foram abandonados, embora em 1922 se houvesse realizado, no Rio, o primeiro congresso do carvão, e em 1945 experiências do engenheiro Fonseca da Costa, no Instituto Nacional de Tecnologia, sobre a fabricação do coque metalúrgico com misturas de carvão nacional e estrangeiro tivessem sido implementadas.   Durante um período de 25 anos pouco se fez pelo carvão no Brasil, a não ser: 1946-Pelo Decreto número 9.826 foram fixadas as características dos diversos carvões nacionais.   1947-Criou-se no Rio Grande do Sul o Departamento Autônomo do Carvão Mineral, uma autarquia destinada a estudar o problema do carvão e desenvolver a produção carbonífera nesse estado.  1949-Mesa-Redonda promovida pelo Conselho Nacional de Minas e Metalurgia estabeleceu um plano de medidas visando o amparo da indústria carvoeira.   1951-O Presidente Vargas encaminhou ao Congresso o Plano do Carvão Nacional, estabelecido pelo engenheiro Mário da Silva Brito.    1952-Foram publicados os primeiros trabalhos técnicos sobre as camadas de carvão na região Sul do país, de autoria do geólogo Nannfrit Putzer, que constituem a melhor fonte de informações sobre a geologia econômica do carvão catarinense.   1953-Foi aprovado e entrou em vigor o Plano Nacional do Carvão.   1970-Criou-se no Rio Grande do Sul, a companhia Rio-Grandense de Mineração, CRM, empresa de economia mista.   Sua criação ativou o setor do carvão já que a exploração do carvão até aquele ano chegou a tal retrocesso que ocorreram várias paralisações de minas carboníferas na região do Sul.  E até neste mesmo ano de 1970 extinguia-se o único fórum de debates do setor, a Comissão do Plano do Carvão Nacional.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 25

Os sacerdotes não-cristãos, os druidas, os feiticeiros e as bruxas se valiam de conhecimentos naturais secretos.   Sua arte mágica se baseava num saber vindo dos primórdios xamanistas e transmitido de geração a geração, sobre o acesso e uso de uma energia psicomental oculta na natureza.   Para o bom cristão, no entanto, a natureza nada significa; representa, no máximo, um campo livre para a atuação de potências diabólicas.   Para o verdadeiro cristão, a vida terrena é apenas um estágio provisório.   Seu objetivo é a vida eterna no reino dos céus.   A natureza florescente e estuante de vida é para ele uma área cheia de riscos, onde Monsenhor, o Príncipe dos Infernos, trama suas maldades, sempre preparando armadilhas que levem os homens a sucumbir à tentação carnal.  Como contrafeitiço, para assegurar a vida eterna no paraíso celeste, e para resistir às tentações mundanas, o cristão recorria ao ascetismo.   Já no início do século quatro surgiram os primeiros conventos cristãos com disciplina monacal.   Também o ascetismo produz forças mágicas.   Afina, jejum, castigo físico, abstinência sexual e renúncia aos instintos já faziam parte do ritual de iniciação dos curandeiros.   O ascetismo possibilita aparições visionárias, e, ocasionalmente, até milagres.   Mas isto é permitido.  Pois a força mágica sentida pelo cristão convicto é um eflúvio da graça divina, e o milagre, uma prova da onipotência de Deus.   No entanto, o efeito do milagre se produz por procuração.   Em princípio, também os curandeiros e magos podem alegar que operam com entidades e energias de origem divina.   Para os escolásticos, os filósofos que ensinavam nos conventos do início da Idade Média, Deus e o reino dos céus pertencem a uma dimensão transcendente.   Ou seja, uma dimensão acima da experiência humana.   Até onde os milagres de santos e as curas milagrosas em locais de peregrinação, ou diante de imagens miraculosas, passam por eflúvio da magia celeste, pode-se dizer que é de certa forma uma magia transcendente, ao contrário da magia tradicional, que parte do princípio de que existe na natureza um reservatório de energia mental, e portanto pode ser considerada uma magia imanente à natureza.   Porém, lamentavelmente, esta passa a ser encarada como arte infernal e recebe a denominação de magia negra.   Nos países  celta-germânicos, o processo de cristianização no consciente coletivo do povo se processa de tal maneira que durante algum tempo padrões de conceitos cristãos convivem em paralelo com os padrões arquetípicos da religião pagã e com a mitologia enraizada no povo.   Aos poucos eles se sobrepõem, e por fim acabam se fundindo.   Isto vale também para as sagas e contos de fadas, que Jung denomina sonhos dos povos.   O exemplo mais impressionante, e talvez o mais belo de todos, é o mito do Santo Graal, e as lendas correlatas sobre o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.   A procura do Santo Graal equivale à busca dos jovens heróis, a viagem aventurosa indispensável a qualquer verdadeiro cavaleiro.   Porém o Castelo do Graal, erguido no alto de um maçiço de montanhas escarpadas, centro de um imaterial reino espiritual, não se mostra a qualquer um.   Para mentes mesquinhas e impuras, diz a Lenda, o castelo permanece oculto nas alturas inacessíveis da luz do sol celeste.   Só o feliz e mágico herói que o conquista gloriosamente consegue vê-lo.   O Graal, um recipiente talhado numa descomunal esmeralda, é uma espécie de repositório de energia mágica concentrada.   Quem o possui, torna-se rei do Graal, e com isto rei do mundo.   O Graal é um dispensador de sabedoria.   Permite a seu dono ver os mais profundos e recônditos segredos.   Desvenda-lhe o mistério da energia solar.   No entanto, o Graal não oferece apenas uma poção de sabedoria.   Ele contém também a água da vida, curativa e rejuvenescedor.   Além disto, o Graal ainda providencia alimentos e bebidas profanas para os moradores e hóspedes do castelo do Graal.  Em resumo, o Graal vinha a ser um recipiente universal, no qual se concentravam toda espécie de poderes mágicos.   A influência cristã no mito do Graal é evidente na figura de José de Arimatéia.   Consta que, por ocasião da crucificação de Cristo, ele aparou com o Graal o sangue que corria do flanco ferido, e guardou cuidadosamente a sagrada relíquia.   Depois, ele ou os seus descendentes levaram este tesouro único para o castelo do legendário rei pescador, de cuja estirpe descendem os reis do Graal.   Na versão de autores franceses, o castelo do Graal ficava na França, ou no lado espanhol dos Pireneus.   Na versão inglesa, ficaria na Grã-Bretanha, onde teria residido igualmente o Rei Arthur com seus cavaleiros da Távola Redonda, segundo se diz, em Glastonbury.   Sob o ponto de vista, o mistério do Graal se desvenda como uma central de força psíquica, representada pelo sangue do filho de Deus.   No ciclo das lendas do Graal e do Rei Arthur, a figura do Mago Merlim simboliza o reconhecimento da natureza como sede de forças mágicas ocultas, e fonte de conhecimentos secretos.   Sob o aspecto psicológico, Merlim é a arquetípica figura simbólica do velho sábio.   Como figura mitológica dos tempos celta-germânicos e pré-cristãos, ele nos aparece como uma espécie de Lúcifer pagão.   Mas conforme este é descrito na versão primordial do Gênesis, no Antigo Testamento, como filho de Lavé, e portador de luz.    No mito do Graal, Merlim não aparece como Príncipe das Trevas, nem como espírito infernal, mas representando o espírito da natureza como um poder positivo.   A lenda do Graal termina com o desaparecimento de Merlim do mundo.   Ele segue Parsival, elevado a rei do Graal, em seu retiro, e passa  a viver nas eternas florestas; os tempos ainda não estavam maduros para uma conscientização como a que ele representava simbolicamente.   Mas ele retornou a pouco, em trajes modernos e como uma figura central de um conto de fadas da atualidade.   Em 1080, o Papa Gregório V11 (sétimo) proibiu expressamente a tortura, a execução de bruxas, numa bula dirigida ao rei dinamarquês Harald.   O povo continuou a cultivar os antigos costumes populares e rituais de culto pagã.   

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Artes Eróticas





" A Origem do Mundo " Por Gustave Goubert - 1866, Artista Colette Calascione - 1971, Artista Guro Japonês, " Dois Amantes " por Katsushika Hokusai - 1615-1868, Gif ( aos que eu não citei o nome da obra foi porque não encontrei ).

domingo, 23 de abril de 2017

Body Painting, Black Light Bodyscape, Body Art






O Poder da Mídia.

A Mídia é a Força mais Poderosa da Terra, ela torna Inocentes Culpados e Culpados Inocentes.   E isso é Poder, porque controla a Mente das Massas.  M.x

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas = A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 24

No entanto, o Novo Testamento, a complementação cristã da Bíblia, contém uma série de indícios de que Lúcifer literalmente, o Portador de Luz, agora Príncipe das Trevas, sob o ponto de vista cristão, também era o senhor do mundo terreno.   Portanto, magia, feitiçaria e bruxaria, que se baseiam em conhecimentos secretos da natureza, só seriam possíveis pela influência do rei dos infernos.  .E daí em diante passaram a ser consideradas artes diabólicas.   Magos e bruxas foram perseguidos pelas autoridades governamentais e quando o cristianismo foi elevado a religião oficial, também pelas autoridades eclesiásticas.   Já antes da era cristã, o centro da magia era Alexandria, famosa pela sua biblioteca.   Nela, os reis Ptolomeus haviam colecionado setecentos mil rolos escritos.   Quando Júlio César conquistou o Egito e se apoderou de Alexandria, a maioria dos livros desta mais importante biblioteca da Antiguidade desapareceu num incêndio.  Porém, Marco Antônio, seu sucessor também nas graças da bela e sedutora Rainha  Cleópatra, indenizou a amada pelo prejuízo.   Presenteou-a com a Biblioteca de Pérgamo, o segundo maior tesouro bibliográfico do mundo da época.   Com isto, a Biblioteca de Alexandria tornou-se ainda mais importante do que era.   Os cristãos, porém, foram mais rigorosos.   O Bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, mandava avariar e destruir templos, locais de culto e símbolos religiosos da população não-cristã.   Salvaram-se do massacre apenas os volumes da biblioteca do Museu.   Estes foram destruídos 250 anos depois pelos adeptos do islamismo, quando os exércitos do Profeta, em sua vitoriosa marcha pela propagação da nova religião, conquistaram por sua vez Alexandria.   O Califa Omar achava que todos os livros que divergissem do Livro de Deus, o Alcorão, eram nocivos.   Portanto, os volumes restantes daquilo que fora a mais famosa biblioteca do mundo de outrora foram distribuídos pelos banhos públicos a fim de servirem de combustível nas fornalhas.   Após a conquista de 638 depois de Cristo, Alexandria perdeu sua posição de centro cultural e de ciências psíquicas que ainda mantivera durante os primeiros séculos da era cristã.   A sucessão passou para Constantinopla.   Alexandria não era apenas o centro da magia, mas também da GNOSE e das ceitas gnósticas, que combatiam acirradamente o cristianismo.  Lamentavelmente é síndrome acompanhante das revoluções culturais a destruição de valores, hábitos e práticas tradicionais, assim como a erradicação das religiões até então válidas.  Mesmo hábitos populares inocentes, como queimar INCENSO, fazer uma invocação mágica ao deus do Lar ao acender o fogão, ou ornar a casa com flores em sua homenagem, eram motivos para castigos draconianos.   Kurt Seligmann chega à conclusão de que pelo menos durante setecentos anos a magia parecia ter sido reprimida, senão suprimida.   No entanto, as coisas não devem ter chegado a este ponto.   Porém, uma consequência real da disseminação da religião cristã foi a parada científica por cerca de meio milênio.   Não havia mais atividade científica como nos tempos da antiga civilização egípcia, com seus templos-universidades ou academias públicas como as gregas.   O que o cristão queria saber estava contido nas obras do mestre eclesiástico Agostinho.   E, executando o caso isolado do médico-psicólogo romano Galeno.   É preciso considerar que este estranho e profundo sono encantado se aplica à ciência pública, sancionada pelo Estado e pela Igreja.   A explicação da natureza dada pela  Bíblia e por outros textos religiosos constituía dogma de fé para os crentes.  Duvidar destas verdades eternas era crime merecedor de pena de morte.   A decadência de Roma era resultado do materialismo praticado pelos romanos.   Nem mesmo a Igreja conseguira extirpar a magia popular.   Pois a doutrina cristã apelava também para o pensamento mágico das pessoas.  Era uma magia contra a outra.  Prova disso é o encontro de Simão, o Mago teurgo e sumo sacerdote de uma seita gnóstica com os apóstolos.   As lendas dos santos contêm inúmeros exemplos.   Por exemplo: Jorge que morreu posteriormente como mártir, matou um dragão, segundo diz a lenda, ao qual haviam entregue  a filha do rei para ser devorada.   Após resgatar a jovem, Jorge contou a moça, deslumbrada com seu heroísmo, que a força para vencer o dragão lhe havia sido conferida pelo Deus dos cristãos.   A notícia se espalhou rapidamente pelo povo que se converteu em massa à religião cristã.   No caso citado, a figura de São Jorge deve ter sido superposta ao mito de Midra.   Para os cristãos, o cavaleiro de São Jorge se torna então símbolo da vitoriosa luta do bem contra o mal, ou seja, do cristianismo sobre o paganismo.   Porém, quando falamos numa contramagia cristã, é preciso frisar que ela se diferencia significativamente da magia tradicional.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 23

Um conceito religioso herdado da religião judaica, o da volta do Messias, que é o Cristo, e do estabelecimento de um paradisíaco reino de Deus sobre a Terra.   Em correlação, porém, com um julgamento divino, que seria o último juízo, ou juízo final.   Para tanto se verificaria uma ressurreição real dos mortos, que sairiam de suas tumbas com seu corpo material, da mesma forma que Cristo ressuscitou real e concretamente depois de morrer na cruz.   Porém, para os primeiros Cristãos, entre eles o apóstolo Paulo; a ressurreição real e corporal seria privilégio dos adeptos de sua religião.   Não-cristãos, portanto os pagãos, estavam excluídos.   Suas almas ficariam condenadas para sempre a uma existência sombria num local árido e deserto, conforme os antigos judeus imaginavam o Além; teriam o mesmo destino que os gregos reservavam para os não-iniciados nos mistérios de Elêusis.   O conceito cristão de alma, com sua validade universal, e a crença na imortalidade a ele condicionado, eram noções inteiramente inéditas na época, e, na verdade, ideias bastante revolucionárias.   No entanto, um ponto chama a atenção.   O mundo terrestre, o ambiente vital do homem, que abrange a natureza, inclusive o Sol, a Lua e os planetas, que, por assim dizer, ainda fazem parte da esfera terrena, PERDEU POR CAUSA DO CRISTIANISMO os seus deuses, sua alma e seus espíritos.   Segundo o conceito de vida cristão, nem a Terra, nem a Grande Mãe Natureza tinham caráter de divindades.   Aliás, todas as divindades femininas foram abolidas.   Agora a Terra e a natureza representam, por assim dizer, uma zona-tampão neutra entre as duas potências que disputam a alma humana, o mundo celestial superior e o mundo diabólico inferior.   Mas conforme é usual em zonas neutras ou livres de controle, as duas facções se esforçam por conquistar a primazia e o homem é solicitado por cima e por baixo, pela direita e pela esquerda.   No entanto, seu destino não é mais imutável e prefixado por potências divinas, como acreditavam, por exemplo, os gregos, antes de entrarem no período do pensamento lógico.   O mesmo se dava com os povos orientais e com a maioria dos romanos da era pré-cristã.   Agora o homem pode decidir livremente por um lado ou por outro, ao menos pela duração de sua vida terrena.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas __ Feitiçaria, Magia Popular, Bruxaria e o Mágico Símbolo da Cruz __ O Conceito Cristão de Alma. Parte 22

A perseguição oficial da magia no Império Romano começa já no século 2 antes de Cristo.   Em 139, começou-se por expulsar os magos caldeus de Roma.   No entanto eles sempre voltaram, ilegalmente, pois a polícia ainda não dispunha de computadores com terminais em cada posto de fronteira... Nem existiam passaportes com retrato à prova de falsificação.   Também sob o reinado do Imperador Augusto, que viveu de 63 antes de Cristo a 14 depois de Cristo, os magos e astrólogos caldeus eram mal vistos.;  menos pela periculosidade dos seus elixires de vida e filtros de amor secretos, e por comercializá-los, mas por terem sua própria religião, venerando deuses ignotos em vez de adorar os deuses da religião oficial romana.   Isto poderia levar a formação de seitas secretas e tornar-se um perigo para o Estado.   Por outro lado, o imperador percebeu  que não conseguiria resultado algum com a pena de exílio.  Portanto proibiu a posse de livros mágicos.   As buscas domiciliares efetuadas resultaram na apreensão de dois mil livros caldeus, que foram sumariamente incinerados.   Desta forma, o imperador aniquilou um acervo de conhecimentos acumulado durante séculos; representou sem dúvida uma perda insubstituível para os magos.   No entanto, a incineração destes livros provocou um efeito exatamente oposto ao planejado.  Já foi mencionado que a religião oficial, com seus deuses copiadores dos gregos, e rebatizados com outros nomes, caíra ao nível de um culto do presente, desprovido de conteúdo.   Ninguém acreditava mais naqueles deuses.   Todavia, povo algum consegue subsistir por muito tempo sem religião; uma religião que lhe ofereça padrões para orientação espiritual e resposta para a velha pergunta enraizada na mente humana: o sentido da vida.   O Império Romano estava passando por uma crise cultural.   Por toda a parte no império ocorriam revoltas de escravos.   Nem o imperador, nem seus ministros burocratas estavam em condições de reconhecer os sintomas de um processo coletivo de transformação espiritual.   Esta incompreensão pode ter sido o início ou o ponto de partida para a subsequente decadência e queda do Império Romano mundial.   As consequências desta situação crítica foram justamente as que o Imperador Augusto tentara evitar.   Criaram-se inúmeras seitas e sociedades secretas, adeptas de conceitos e doutrinas religiosas trazidas pelos magos das províncias romanas da Ásia Menor.   Vieram inclusive para a Roma os discípulos de um pregador judeu itinerante, chamado JESUS de NAZARÉ, proclamando uma nova religião, a doutrina de um homem que se intitulava filho do único deus verdadeiro, e que preconizava o amor ao próximo, e que seus conterrâneos, os judeus, tinham condenado por isso à dolorosa morte na cruz.   Em escassos trezentos anos, o cristianismo foi elevado a religião oficial pelo Imperador Constantino.  A vitória desta nova religião foi tão completa que ela passou a ser a predominante em todo o mundo ocidental.   Ainda hoje, no final do segundo milênio após o nascimento do seu fundador, ano considerado marco zero para a cristandade, continua a ser uma religião mundial, abrangendo toda a face da Terra.   A explicação sociológica, frequentemente apresentada, não satisfaz; é verdade que a doutrina se espalhou inicialmente entre escravos revoltados e entre cidadãos desprovidos de bens e de direitos.   No entanto, é uma interpretação simplista demais.  A magia nos ajuda a compreender melhor o fenômeno.   Os apóstolos proclamavam acerca seu Deus, ou do filho de Deus descido à Terra e tornado homem.   Milagres e mais milagres!!   Aquele Jesus, ou Cristo, e que em grego significa ungido.   Ele transformara água em vinho.   Multiplicara magicamente pães e peixes, andara sob as águas sem afundar, curara coxos e fizera cegos enxergar, fizera até mortos retornar à vida.   E por fim, ele mesmo retornara à vida depois de morrer.   Nenhum mágico romano tinha conseguido praticar tantas proezas milagrosas.   Mas também esta explicação não satisfaz totalmente.   Para Cristo, toda pessoa tinha alma, até escravos e mulheres.   A idéia de que toda a pessoa tem alma própria, racional e imortal é a noção contagiante que explica a irresistível ascensão do cristianismo.   A alma passa a ser fator de poder.   Todavia alguns Pais da Igreja, como Tertuliano e Orígines, tentaram restringir novamente a igualdade proclamada por Cristo.   Também é de supor que os antigos cristãos conhecessem práticas secretas dos mágicos xamanistas, isto os auxiliava a suportar as torturas a que eram submetidos durantes as perseguições, principalmente no governo do Imperador Nero.   Eram forçados a lutar  contra feras selvagens nos espetáculos circenses, ou atados a estacas, untados com alcatrão e transformados em tochas vivas.   Outros eram colocados sobre grelhas em brasas, cozidos em óleo fervente, e mais suplícios desumanos deste gênero.   Em tais situações de emergência, sem dúvida se valiam dos conhecimentos dos curandeiros, como a capacidade de não sentir dor ao andar sobre brasas ou a de secar lençóis enregelados com a técnica do calor mágico.   No entanto, também a fé inquebrantável é capaz de desencadear uma anestesia psicogênica, isto é, de origem psíquica.  A noção de uma alma etérea é rejeitada posteriormente pelas autoridades eclesiásticas.   O santo padre Aurélio Augustino endossa a doutrina dualista de Aristóteles, isto é, a alma orgânica animal e a alma espiritual; o Eros do amor terreno e o eros do amor celestial.   Adapta estas teorias à doutrina cristã.   Só que transforma os conceitos baseados nas ciências naturais em conceitos moral-teológicos.   O cristianismo endossa igualmente a noção dos dois poderes do bem e do mal encontrada em todas as religiões pré-cristãs.   São os irmãos inimigos Seth e Osíris dos egípcios, as naturezas antagônicas de Iavé e Malèk-Iavé, que depois se torna o filho de Deus.   Satã para os judeus - o deus da luz Ormuzd (o bem) e seu oponente Ahriman (o mal), na antiga religião persa de Zaratrusta.   Entre os cristãos, isto levou à conhecida divisão do mundo em três setores: céu, inferno e a Terra entre eles.   No mundo celeste superior; o reino de Deus, muito acima das nuvens e das estrelas, são recebidas as almas dos bons após a morte.    Mesmo que as almas não tenham consistência material, o céu - também denominado Paraíso - é concebido de forma material.   O inferno, como mundo inferior, debaixo do solo, é o reino do filho caído de Deus, o arcanjo Lúcifer.   Príncipe das trevas.

Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 5

No Brasil, o carvão mineral foi descoberto em 1800.   O Rei Dom João V1 foi quem examinou __ no Rio __ as primeiras amostras, provenientes de Curral Alto no Rio Grande do Sul.   E, em 1825 o naturalista Friederich Sellow fez as primeiras observações sobre o carvão do Rio Grande do Sul.   Examinou os afloramentos de carvão do Curral Alto e do Serro do Roque no atual município de S. Jerônimo.   Em 1832, o inglês Alexandre Davidson emitiu um parecer geológico sobre o carvão brasileiro e F. Sellow examinou o carvão de Santa Catarina.   E em 1853 o governo Provincial encarregou o inglês James Johnson a fazer a exploração da primeira mina de carvão mineral no país, a mina de Arroio dos Ratos.  A mina recebeu do governo da antiga Província de S. Pedro, hoje Estado do Rio Grande do Sul, ajuda pública.   Mesmo assim a mina foi abandonada e somente em 1866, com a criação de uma estrada de ferro de doze quilômetros, ligando Arroio dos Ratos a S. Jerônimo, Johnson abriu as primeiras minas no Arroio dos Ratos.   Em 1880 foi construída a Estrada de Ferro D. Tereza Cristina para transportar o carvão das minas de Santa Catarina para o Porto de Laguna e começaram a ser descobertas as primeiras minas na bacia do Alto Tubarão.  Em 1917 iniciaram-se as sondagens feitas pelo serviço Geológico em busca do carvão do Estado do Amazonas que se prolongou até 1925.   Foram feitas 5 sondagens com profundidade máxima de 452 metros.   Em 1918, o governo Wenceslau Braz criou a junta de Abastecimento do Carvão, responsável pelos primeiros estímulos à produção nacional do carvão, principalmente através de financiamento.   Em 1921 fundou-se a Estação Experimental de Combustíveis e Minérios destinada a estudar o melhor aproveitamento possível para combustíveis, notadamente o carvão mineral.   Tratava-se de um esforço para a criação de tecnologia nacional voltada para o uso do carvão nacional, cujas características são diversas das do europeu e norte-americano, modelos de tecnologias vigentes.   Este órgão, transformado, em 1927, no Instituto Brasileiro de Pesquisas Industriais e com atividades estendidas a todos os ramos industriais do país, é hoje o Instituto Nacional de Tecnologia.  Com o surgimento da Cia. Siderúrgica Nacional em 1943, todo o carvão metalúrgico produzido no país, isto é, em Santa Catarina, foi comprometido para atender aquela empresa.   Pelo Decreto Lei 6.771 de 7 de agosto de 1944 a CSN passou a utilizar o carvão também como fonte de energia para o aquecimento de suas caldeiras.   Outros fatos que demonstram a participação do estado nos incentivos à produção do carvão são: Tanto na primeira Guerra Mundial ( 1914-1918 ) como na segunda ( 1939-1945 ) ocorreu a paralisação do tráfego marítimo internacional, forçando o aparecimento da indústria de carvão brasileira.   O governo decretou vários tipos de isenções fiscais e promulgou leis especiais, fazendo com que as indústrias passassem a consumir o carvão nacional.   Em 1916, as primeiras medidas de proteção de nosso carvão tiveram o efeito esperado, de vez que a produção atingiu a 350 mil toneladas por ano, assim permanecendo por quase quinze anos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 21

Galeno redigiu inúmeras obras de medicina, que serviram como manuais de instrução para a formação de médicos até o final da Idade Média.   Além da sonoterapia, aprendida com os médicos gregos, recorriam a conjurações, amuletos, uma espécie de transferência mágica para animais ou objetos encantados, e, não por último, as orações e oferendas no templo.   A tarefa de catar plantas medicinais, era tarefa de pastores, ermitãos, mas primordialmente de mulheres entendidas em assuntos da natureza.   As mulheres eram chamadas de magas, que significa bruxa.   Só na era cristã a bruxaria passou a ser considerada arte diabólica.   Mas já na Roma antiga bruxas e bruxos-mestres eram tidos como gente perigosa.   Em seu livro " Arte de Amar " um compêndio erótico publicado sob o governo do Imperador Augusto, e que alcançou grande popularidade, ele diz: " Na vida amorosa, o laboratório de feitiçaria de Medéia é de pouca valia...Quem busca refúgio nas artes negras, e avança impetuoso como um potro novo para beber na fonte do amor, não terá êxito!   Ovídio revela-se bom psicólogo, pois aconselha: Sê amável, e serás amado por teu próprio mérito.    Se queres ser amado, é preciso que também ames (Nero).   

Carvão por Elmar Fonsêca Parte 4



Desde 1780 Franz Von Beroldingen classifica os vários tipos de carvão de pedra como combustíveis fósseis: turfa, linhito, carvão betuminoso, carvão antracitoso e antracito.   Em 1900, H. Potoniê pesquisou diferentes amostras de carvão e as classificou: 1- carvão brilhante (glanz Kohle), carvão fresco e fosco (mattkohle) e carvão em agulhas (fazernkohle), já em 1919, depois da Revolução Industrial, em que o carvão ganhou na Inglaterra variados usos e serviu de aquecimento __ por meio de calefação __ no inverno, a pesquisadora inglesa Marye Stopes deu nova classificação ao carvão: vitrita, ciarita, durita e fusita.   A partir da década de 50 devido à ampliação dos usos do carvão mineral na indústria e nas usinas termelétricas surgiu outra classificação dos carvões, assim definidos: Linhito-Carvão de baixa categoria.  Varia de tonalidade podendo ser castanho ou negro.  Pode-se discernir os vegetais que o compõem.   Desintegra-se rapidamente quando exposto.   Queima com pouca ou nenhuma fumaça, e é facilmente solúvel em álcalis.   O seu teor de água varia entre 10 a 30% e o poder calorífico vai de 4.000 a 6.000 quilocalorias.   Turfa-É uma rocha de origem vegetal que se encontra nas formações sedimentares recentes.   Representa o primeiro estágio do carvão.   É originária de zonas pantanosas, de restos vegetais e o seu teor de água é muito elevado variando de 65% a 90%.  O seu poder calorífico é alto variando de 3.000 a 5.000 quilocalorias.   A turfa é hoje a principal fonte de energia suplementar nos países escandinavos e socialistas.   Sub-betuminoso-Carvão de baixa categoria; cor preta; apresenta camadas lenhosas.   Desintegra-se em contato com o ar.  Produz fumaça ao queimar.   Não é coqueificável.   Betuminoso-Carvão de média e alta categoria; cor negra, possui qualidades de coqueificação mais expressivas à medida que seus teores de valorização diminuam.   Produz fumaça ao queimar.   Antracito-Carvão de alta categoria, com textura densa e semelhante à rocha.  Não é coqueificável.   Ao queimar não produz chama.    Carvão mineral é uma rocha facilmente combustível, contendo mais do que 50% do seu peso e mais de 70% do seu volume de matéria carbonosa, formada por compactação e solidificação de restos de plantas semelhantes aos depósitos de turfas, apresentando diferentes graus de alteração.   Carvões húmicos, carvões originários essencialmente a partir de vegetais terrestres superiores, com alto teor de hidratos de carbono.   Correspondem, de uma forma geral, aos carvões existentes e utilizados no Brasil.   Carvões Sapropélitos, carvões originários a partir de vegetais aquáticos, principalmente algas, depositados em lagos.   Carvão energético, denominação usada, no Brasil, para designar tipos de carvões não coqueificantes, com teor de cinzas inferior a 40% e que são utilizados para a gaseificação e a redução direta de ferro.   Carvão metalúrgico, carvão com propriedades coqueificantes, utilizado como matéria-prima na fabricação de coque para os altos fornos siderúrgicos.   Os carvões metalúrgicos de boa qualidade possuem baixo teor de cinzas (4 a 9%).   Carvão pré-lavado, denominação também utilizada no Brasil para o carvão com 33% de cinzas, obtido pelo beneficiamento, à boca da mina, do carvão coqueificável da camada Barro Branco de Santa Catarina.   É o carvão enviado ao Lavador de Capivari para a separação da sua fração metalúrgica com 18,5% de cinzas.   Carvão vapor, no Brasil é o termo para o carvão que possui 40% de cinzas, obtidas no beneficiamento do carvão pré-lavado de Santa Catarina, visando a separação da sua função metalúrgica com 18,5% de cinzas.   De uma forma geral, denomina-se carvão vapor, o carvão não coqueificável, com teor de cinzas que permita a sua utilização em caldeiras para a produção de energia térmica ou a vapor.   O carvão vapor atualmente possui de 50 a 53% de teor de cinzas.   Carvão redutor, é o carvão utilizado na redução direta do minério de ferro.   Tem no máximo 35% de cinzas.   Carvão run-of-mine, (saído da mina), é o produto obtido pela lavra, à boca da mina, o qual é constituído por carvão estéril intercalado às camadas de carvão.   A porcentagem de carvão  em relação ao estéril, varia conforme o tipo de lavra utilizado.   Teor de cinzas, a cinza é constituída por substâncias inorgânicas, principalmente argilas, que foram incorporadas originalmente aos restos vegetais em acumulação nas turfeiras e que constitui os resíduos da combustão do carvão.   "Grade", palavra de origem inglesa, que se refere à qualidade do carvão, e que se relaciona com o teor de cinzas.   Tal como acontece para o poder calorífico, o "grade" de um carvão é inversamente proporcional ao seu teor de cinzas.   Carvões de alto "grade" são sempre carvões de baixo teor de cinzas.   Poder calorífico, é o calor liberado pela combustão de 1 kg de carvão.   A unidade de medida utilizada no Brasil é a quilocaloria (Kcal-Kg).   "Rank", palavra inglesa que se refere ao grau de carbonização atingido pelo carvão após a sua deposição.  

sábado, 8 de abril de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 20

Arte e Ciência - também esta é uma arte - são na Antiguidade assunto dos homens.   Portanto, no mito se entrevê a lenta passagem do matriarcado para o patriarcado, que fortifica à medida que o consciente evolui.   A religião de Elêusis, como religião popular mágico-mística, continua em vigor também após a queda do poderio grego na área do Mediterrâneo e de sua substituição pelo Império Romano, que perdurou até os primeiros séculos da era cristã.   Só desaparece quando o Imperador Constantino eleva o cristianismo a religião oficial.   Também os médicos gregos não renunciaram ao tradicional conceito mágico do mundo; o médico grego Hipócrates estudara a fundo a alma.   Com a arte curativa que ensinava, inicia-se  a pesquisa médica segundo os métodos das ciências naturais.   Porém a medicina praticada tanto por ele mesmo, quanto pela escola de medicina que fundou, era medicina mágica.   Julgavam que o homem como ser vivo só existia devido ao jogo alternado de corpo e alma.   Os adeptos de hipócrates sabiam por experiência própria que a alma era uma realidade.   Portanto na terapia, davam grande importância aos efeitos da alma sobre o corpo.   Para diagnosticar as doenças, recorria-se aos sonhos.   Os templos nos quais se processavam as curas, como o de Epidauro, por exemplo, o mais famoso deles, eram sanatórios.   Após a admissão, o paciente tinha de submeter primeiro a uma purificação ritual e apresentar uma oferenda.   Depois era conduzido a um dormitório provido de uma clina, uma cama de repouso, de onde se originou o termo ainda hoje usado de clínica.   Lá ele devia dormir e sonhar.   Quando o paciente tinha o sono certo, isto é, quando o deus lhe parecia em sonho e tocava a parte do corpo afetada, esta sarava.   Conforme relatam os históricos dos enfermos, os médicos gregos devem ter obtido êxitos espetaculares em suas curas.   Sem a tendência para a autocura pré-programada na psique humana, estes êxitos seriam inexplicáveis.   A alma, constata Hipócrates, está ocupada durante o dia todo com as funções orgânicas.   Mas quando o corpo dorme, a alma sempre alerta tem a possibilidade de informar-se sobre todos os processos do corpo.   Portanto pode detectar as causas das doenças em imagens , as imagens oníricas.   Está então em condições de compreender a mensagem do benéfico deus Asclépio, e desencadeia o processo de cura.   Ao nosso ver, esta explicação é mera superstição.   O deus Asclépio não existe.   No entanto, curas milagrosas deste gênero continuam ocorrendo constantemente, conforme relatos vindos de Lurdes e de outros locais de peregrinação.   É preciso considerar que na Antiguidade as pessoas eram profunda e autenticamente religiosas; praticavam uma religiosidade que perdemos.   A fé cura; nos tempos subsequentes, os autênticos conhecimentos mágicos foram perdidos.   Quando menos de cem anos após, Aristóteles anunciou sua teoria racional, a filosofia se tornou moda entre a elite política da próspera república de Atenas.   Como o cidadão grego, com sua alma racional particular, era superior a todas as demais pessoas dotadas apenas de almas animais orgânicas e nesta categoria se contavam os escravos, os bárbaros e os não gregos.   Que escravos bárbaros e velhas ainda continuassem a acreditar em potências divinas e forças mágicas; para o cidadão da esclarecida Grécia, acreditar na razão era suficiente como sentido de vida.   Isso soa bem, só que nunca passou de teoria.   E foi refutada pelos bárbaros macedônios, sob o comando de Alexandre, o Grande.   Conquistaram a Grécia, pouco se importavam com a opinião de Aristóteles, que aliás também chegou a ser professor de Alexandre por algum tempo, de que possuíam apenas uma alma orgânica, e que ainda eram adeptos da magia.   Para os macedônios, o Rei Alexandre era um deus vivo, cuja força se comunicava a seus soldados.   Em Atenas, Aristóteles é acusado de ateu e precisa se exilar.   A seguir a Grécia se tornou uma colônia romana.   Os romanos se assenhoraram da cultura e da filosofia grega.  A religião  oficial do Estado romano é a continuação da religião grega de Zeus, Zeus vira Júpiter.    Sua esposa Hera passa a ser a divina Juno.   Deméter, a Grande Mãe da Terra, torna-se Ceres, deusa das colheitas.   Dionísio, o deus escondido por trás da máscara, é rebaixado a Baco, deus romano do vinho, representado quase sempre como um bêbado.   Também na Roma antiga a religião oficial perde conteúdo rapidamente e acaba sendo mero culto do presente.   Portanto, já não está em condições de oferecer à massa popular padrões para orientação espiritual.   Os veteranos romanos desprovidos de bens, os escravos sem os benefícios da lei, e as mulheres, segundo o Direito Romano praticamente reduzidas a propriedade do marido.   Não conseguiam encontrar consolo nem amparo espiritual na teoria da razão dos filósofos.   Em consequência, floresceram no Império Romano inúmeras seitas religiosas, todas defendendo ainda um conceito mágico do mundo.   Da mesma forma, havia por todo  lado mágicos, feiticeiros e curandeiras exercendo seu ofício.   As curandeiras, mulheres apelidadas de sábias, conheciam tudo sobre ervas, bagas e raízes, e eram peritas tanto em curar quanto em envenenar.   Mas já em meados do século dois antes de Cristo, os magos caldeus foram banidos de Roma; pelo menos os burocratas do governo baixaram editos neste sentido, por insistência dos sacerdotes.   Pois fazer predições e consultar oráculos com o fim de desvendar o futuro era privilégio da casta sacerdotal e só podia ser feito no templo.    Os sacerdotes reagiam contra qualquer concorrência privada a fim de manter seu monopólio.   Os gregos possuíam um oráculo oficial, o oráculo de Delfos, este não constituía monopólio.   Só que no interior do templo de Delfos não havia um moderno equipamento de processamento de dados, mas apenas uma estaca de mármore, o omfalos, tido como " o umbigo do mundo ".   E ao lado dele não se sentava nenhum mago da informática de jaleco branco, e sim a sacerdotisa pítia; ela ficava sobre um tripé de ouro, colocado sobre uma fenda no solo, de onde emanavam vapores atordoantes, conforme relatam autores antigos.   A pítia mastigava grãos de cevada e folhas de louro, que tem efeito excitante quando consumidas em jejum.   Além disto, ela se encontrava em estado de transe quando respondia às perguntas do oráculo.   Muitas vezes ela sabia as perguntas antes que fossem feitas por meio da clarividência.   O filósofo Plutarco diz das pítias que elas entendiam até mudos, e ouviam palavras não pronunciadas.   As exclamações que elas soltavam , em estado de êxtase profundo, eram consideradas mensagens do deus da luz, Apolo, divino protetor do local do oráculo, que envia suas mensagens através da pítia.   No entanto as declarações eram em regra bastante vagas e ambíguas.   Em troca, no frontispício do templo estavam gravadas as palavras: Gnothi sauton!: Conhecer-te a ti mesmo!   No entanto a recomendação de auto-exame era desprezada com demasiada frequência por governantes e guerreiros em busca de conselhos.   O Imperador Tibério proibiu qualquer predição do futuro, quer pública, quer privada, por meio de entranhas de animais.   Mas, é duvidoso que ele tenha conseguido isto.   Pois para o povo que habitava a atual França na época, a proibição da magia era muito mais revoltante do que o próprio domínio romano; pois seus chefes tribais eram os druídas.   Só o Imperador Augusto tolerou a prática da astrologia, depois de Teógenes, o astrólogo, lhe fazer o horóscopo e predizer sua elevação à dignidade de Imperador.   Durante seu reinado, Augusto mandou cunhar moedas com a efígie de suas estrelas protetoras.   Conforme se vê, oficialmente as artes mágicas eram difamadas.   Mas continuavam a ser praticadas às ocultas.