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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Charles Manson - Caso Tate LaBianca - parte 2



Caso Tate-LaBianca : foi o nome pelo qual ficou conhecido na mídia e no Sistema Jurídico dos Estados Unidos, os assassinatos da atriz Sharon Tate e quatro de seus amigos dentro de sua casa em Los Angeles e do casal Leno e Rosemary LaBianca, em outra região da cidade e no dia posterior, cometidos pelo mesmo grupo de assassinos, a Família Manson.  Liderados por Charles Manson, um ex-presidiário aspirante a músico, que havia criado uma comunidade hippie de jovens seguidores, o grupo assassinou sete pessoas durante as noites de 9 e 10 de agosto de 1969 com requintes de crueldade, num dos mais bárbaros crimes da história dos Estados Unidos.  Meses de investigação foram necessários para chegar aos culpados, finalmente presos e condenados à morte um ano e meio depois.  Os crimes foram cometidos por Charles " Tex " Watson, Patrícia Krenwinkel, Susan Atkins e Leslie Van Houten, que tiveram suas penas comutadas para prisão prepétua pela mudança nas leis penais da Califórnia, enquanto esperavam a execução.  Tendo sido negados os pedidos de liberdade condicional, todos permanecem presos à exceção de Susan Atkins e Charles Manson, que morreram durante o cumprimento da pena.  A história dos assassinatos de Sharon Tate e seus hóspedes na madrugada de 9 de agosto de 1969, começa na primavera de 1968, quando Charles Manson e alguns membros de sua " Família ", como se chamavam, passam a viver numa das casas de Wilson, em Sunset Boulevard, que apresenta Manson a Terry Melcher, produtor de discos de sucesso e filho da atriz Doris Day. 
 Por algum tempo Melcher ficou interessado em conhecer as músicas de Manson, assim à ' Família ' de quem a ideia de fazer um documentário sobre a comunidade hippie em que viviam.  Ele chegou a ouvir as músicas de Manson numa apresentação particular na mansão alugada em que morava no momento, em 10050 Cielo Drive, Bel Air, com a namorada atriz Candice Bergen, mas declinou de assinar um contrato com a o hippie.  A ideia do documentário acabou rejeitada depois que Melcher presenciou uma briga entre Manson e um dublê bêbado em Spahn Ranch, o local onde a ' família ' vivia de maneira quase indigente, nos subúrbios de Los Angeles.  O fato provocou um afastamento de Melcher e Wilson de Manson, que ficou raivoso e amargurado.  Pouco tempo depois, Melcher e Bergen mudaram-se de Cielo Drive e o dono do imóvel , Rudi Altobelli, alugou a mansão para o casal Roman Polanski e Sharon Tate que passou a morar ali em 15 de fevereiro de 1969.  Manson visitou a casa em março à procura de Melcher mas foi mandado embora por um amigo de Tate, o fotógrafo Shahrokh Hatami, que lhe disse que o produtor havia se mudado.  Manson voltou novamente à casa na mesma tarde  e se dirigiu à casa de hóspedes onde o proprietário Altobelli estava saindo do banho.  Os dois conversaram e Rudi informou a Manson que Melcher havia se mudado para Malibu e que ele mesmo estava saindo do país no dia seguinte em viagem para  Roma.  Perguntado como foi parar ali, Manson respondeu que havia sido mandado até a casa auxiliar pelas pessoas da casa principal e Altobelli pediu que ele não incomodasse mais os inquilinos.  Quando Rudi e Sharon Tate viajaram para a Itália no dia seguinte, a atriz lhe perguntou quem era aquele sujeito de aparência assustadora que havia aparecido na casa no dia anterior.  A fúria de Manson contra Melcher, que ele acreditava ainda morar em Cielo Drive, transbordou em 8 de agosto, quando, reunido com seus seguidores em Spahn Ranch, ele decretou que era hora de Helter Skelter, nome de uma música do último álbum dos Beatles e uma denominação que ele dava a uma série de acontecimentos catastróficos que acreditava que provocaria uma guerra racial nos Estados Unidos do qual ele emergeria como um líder natural.