O vale do Nilo e o Oriente Mediterrâneo são berços de Civilização e Cultura. Essa área geográfica, situada no entrecruzamento de três continentes _ o asiático, o africano e o europeu _, possibilitou contatos e fusões entre povos heterogêneos, favorecendo a mescla de civilizações do norte e do sul, do leste e do oeste. Nas margens limosas dos rios Nilo, Eufrates e Tigre, alagadas por cheias regulares, instalaram-se sociedades civilizadas que são consideradas marcos iniciais do nosso tempo histórico. Isso não significa, no entanto, que fossem únicas na época , pois, ao seu derredor, no coração e nas extremidades daqueles continentes e mesmo em continentes ainda insuspeitados, coexistiam e se desenvolviam outras civilizações. No vale do Indo e do Ganges, por exemplo, organizou-se em período não devidamente precisado a comunidade cultural indiana e, ás margens rios Hen-Ho e Lang-Tsé, estruturou-se uma cultura típica, extensiva a vastas áreas asiáticas. Contemporâneas em sua origem, destacaram-se na região do Nilo e no Oriente Mediterrâneo a civilização egípcia e a civilização suméria. A egípcia, de essência apurada, irradiou-se por todo o mundo antigo, embora nem sempre de forma direta; a suméria espalhou-se pela Ásia Ocidental, servindo de fundamento comum a vários povos: hititas, mitanianos, medos, persas. Essas comunidades formavam, inicialmente, pequenos principados que, por aglutinação numa etapa posterior, transformaram-se em reinos unitários e teocráticos, findando por se consolidar em grandes impérios e aspirar à hegemonia do mundo conhecido. O fenômeno que ali ocorreu é inerente à existência coletiva em centros de civilização possuidores de territórios privilegiados. A situação excepcional, capaz de despertar a cobiça dos vizinhos, conduz a uma política de segurança e de conquista pelas armas do domínio produtivo. Assim, o imperialismo político-militar atingiu sua plenitude no Oriente Próximo. E, como também sempre acontece, com o apogeu imperialista coincidiu o esplendor artístico, científico, econômico e filosófico. As realizações dos povos daquela região foram fundamentais e persistem nas épocas posteriores. São obras arquitetônicas, são conceitos básicos de matemática, astronomia, medicina. São técnicas de agricultura e rotas de comércio, são preceitos religiosos e códigos de ética. O legado do Nilo e do Oriente Mediterrâneo é ainda hoje perceptível. De forma concreta nas ruínas dos palácios persas, nos vestígios das cidades assírias, nas pirâmides egípcias; de maneira menos evidente, mas incontestável, nos cálculos matemáticos e leis da astronomia, na cirurgia e na farmacopeia, na irrigação do solo, no sistema monetário, nos princípios do Cristianismo e na estrutura do Direito. O avanço da civilização egípcia até hoje surpreende os estudiosos.Calendário 2019
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Vou por onde a arte me levar.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
História da Civilização por Roberto Accioli _ A Antiguidade Oriental _ Parte 2
O vale do Nilo e o Oriente Mediterrâneo são berços de Civilização e Cultura. Essa área geográfica, situada no entrecruzamento de três continentes _ o asiático, o africano e o europeu _, possibilitou contatos e fusões entre povos heterogêneos, favorecendo a mescla de civilizações do norte e do sul, do leste e do oeste. Nas margens limosas dos rios Nilo, Eufrates e Tigre, alagadas por cheias regulares, instalaram-se sociedades civilizadas que são consideradas marcos iniciais do nosso tempo histórico. Isso não significa, no entanto, que fossem únicas na época , pois, ao seu derredor, no coração e nas extremidades daqueles continentes e mesmo em continentes ainda insuspeitados, coexistiam e se desenvolviam outras civilizações. No vale do Indo e do Ganges, por exemplo, organizou-se em período não devidamente precisado a comunidade cultural indiana e, ás margens rios Hen-Ho e Lang-Tsé, estruturou-se uma cultura típica, extensiva a vastas áreas asiáticas. Contemporâneas em sua origem, destacaram-se na região do Nilo e no Oriente Mediterrâneo a civilização egípcia e a civilização suméria. A egípcia, de essência apurada, irradiou-se por todo o mundo antigo, embora nem sempre de forma direta; a suméria espalhou-se pela Ásia Ocidental, servindo de fundamento comum a vários povos: hititas, mitanianos, medos, persas. Essas comunidades formavam, inicialmente, pequenos principados que, por aglutinação numa etapa posterior, transformaram-se em reinos unitários e teocráticos, findando por se consolidar em grandes impérios e aspirar à hegemonia do mundo conhecido. O fenômeno que ali ocorreu é inerente à existência coletiva em centros de civilização possuidores de territórios privilegiados. A situação excepcional, capaz de despertar a cobiça dos vizinhos, conduz a uma política de segurança e de conquista pelas armas do domínio produtivo. Assim, o imperialismo político-militar atingiu sua plenitude no Oriente Próximo. E, como também sempre acontece, com o apogeu imperialista coincidiu o esplendor artístico, científico, econômico e filosófico. As realizações dos povos daquela região foram fundamentais e persistem nas épocas posteriores. São obras arquitetônicas, são conceitos básicos de matemática, astronomia, medicina. São técnicas de agricultura e rotas de comércio, são preceitos religiosos e códigos de ética. O legado do Nilo e do Oriente Mediterrâneo é ainda hoje perceptível. De forma concreta nas ruínas dos palácios persas, nos vestígios das cidades assírias, nas pirâmides egípcias; de maneira menos evidente, mas incontestável, nos cálculos matemáticos e leis da astronomia, na cirurgia e na farmacopeia, na irrigação do solo, no sistema monetário, nos princípios do Cristianismo e na estrutura do Direito. O avanço da civilização egípcia até hoje surpreende os estudiosos.
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