Expansão da Produção: Como efeito das leis de proteção ao carvão nacional, surgidas em 1916, além das medidas eficazes da década de 1930, a produção de carvão expandiu-se. Em 1931, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas, estabeleceu-se uma taxa de aquisição obrigatória. Por essa taxa, o carvão nacional tinha de ser adquirido na razão de 10% pelos importadores do carvão estrangeiro, crescendo assim a produção nacional. Na ânsia de proteger a exploração nacional de carvão o governo criava assim os primeiros embaraços aos importadores. Poucos anos depois essa taxa foi aumentada para 20%. O resultado não se fez esperar. Em 1937, a produção brasileira chegava a 762.789 toneladas e em 1939 atingia i milhão de toneladas. Em 1943, ano de fundação da CSN, Cia. Siderúrgica Nacional, a produção batia o recorde de 2.078.250 toneladas. Retrocesso: Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, todos os projetos sobre o carvão mineral foram abandonados, embora em 1922 se houvesse realizado, no Rio, o primeiro congresso do carvão, e em 1945 experiências do engenheiro Fonseca da Costa, no Instituto Nacional de Tecnologia, sobre a fabricação do coque metalúrgico com misturas de carvão nacional e estrangeiro tivessem sido implementadas. Durante um período de 25 anos pouco se fez pelo carvão no Brasil, a não ser: 1946-Pelo Decreto número 9.826 foram fixadas as características dos diversos carvões nacionais. 1947-Criou-se no Rio Grande do Sul o Departamento Autônomo do Carvão Mineral, uma autarquia destinada a estudar o problema do carvão e desenvolver a produção carbonífera nesse estado. 1949-Mesa-Redonda promovida pelo Conselho Nacional de Minas e Metalurgia estabeleceu um plano de medidas visando o amparo da indústria carvoeira. 1951-O Presidente Vargas encaminhou ao Congresso o Plano do Carvão Nacional, estabelecido pelo engenheiro Mário da Silva Brito. 1952-Foram publicados os primeiros trabalhos técnicos sobre as camadas de carvão na região Sul do país, de autoria do geólogo Nannfrit Putzer, que constituem a melhor fonte de informações sobre a geologia econômica do carvão catarinense. 1953-Foi aprovado e entrou em vigor o Plano Nacional do Carvão. 1970-Criou-se no Rio Grande do Sul, a companhia Rio-Grandense de Mineração, CRM, empresa de economia mista. Sua criação ativou o setor do carvão já que a exploração do carvão até aquele ano chegou a tal retrocesso que ocorreram várias paralisações de minas carboníferas na região do Sul. E até neste mesmo ano de 1970 extinguia-se o único fórum de debates do setor, a Comissão do Plano do Carvão Nacional.
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quinta-feira, 4 de maio de 2017
Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 6
Expansão da Produção: Como efeito das leis de proteção ao carvão nacional, surgidas em 1916, além das medidas eficazes da década de 1930, a produção de carvão expandiu-se. Em 1931, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas, estabeleceu-se uma taxa de aquisição obrigatória. Por essa taxa, o carvão nacional tinha de ser adquirido na razão de 10% pelos importadores do carvão estrangeiro, crescendo assim a produção nacional. Na ânsia de proteger a exploração nacional de carvão o governo criava assim os primeiros embaraços aos importadores. Poucos anos depois essa taxa foi aumentada para 20%. O resultado não se fez esperar. Em 1937, a produção brasileira chegava a 762.789 toneladas e em 1939 atingia i milhão de toneladas. Em 1943, ano de fundação da CSN, Cia. Siderúrgica Nacional, a produção batia o recorde de 2.078.250 toneladas. Retrocesso: Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, todos os projetos sobre o carvão mineral foram abandonados, embora em 1922 se houvesse realizado, no Rio, o primeiro congresso do carvão, e em 1945 experiências do engenheiro Fonseca da Costa, no Instituto Nacional de Tecnologia, sobre a fabricação do coque metalúrgico com misturas de carvão nacional e estrangeiro tivessem sido implementadas. Durante um período de 25 anos pouco se fez pelo carvão no Brasil, a não ser: 1946-Pelo Decreto número 9.826 foram fixadas as características dos diversos carvões nacionais. 1947-Criou-se no Rio Grande do Sul o Departamento Autônomo do Carvão Mineral, uma autarquia destinada a estudar o problema do carvão e desenvolver a produção carbonífera nesse estado. 1949-Mesa-Redonda promovida pelo Conselho Nacional de Minas e Metalurgia estabeleceu um plano de medidas visando o amparo da indústria carvoeira. 1951-O Presidente Vargas encaminhou ao Congresso o Plano do Carvão Nacional, estabelecido pelo engenheiro Mário da Silva Brito. 1952-Foram publicados os primeiros trabalhos técnicos sobre as camadas de carvão na região Sul do país, de autoria do geólogo Nannfrit Putzer, que constituem a melhor fonte de informações sobre a geologia econômica do carvão catarinense. 1953-Foi aprovado e entrou em vigor o Plano Nacional do Carvão. 1970-Criou-se no Rio Grande do Sul, a companhia Rio-Grandense de Mineração, CRM, empresa de economia mista. Sua criação ativou o setor do carvão já que a exploração do carvão até aquele ano chegou a tal retrocesso que ocorreram várias paralisações de minas carboníferas na região do Sul. E até neste mesmo ano de 1970 extinguia-se o único fórum de debates do setor, a Comissão do Plano do Carvão Nacional.
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