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segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Artes Plásticas - Pintura e Gravura japonesa - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 27
A pintura, que decorou templos e palácios, só começou a ter um sentido popular através da gravura, no século XV11. Formou-se uma arte para o homem comum. Na gravura os temas explorados foram os atores ( pela importância popular no teatro ), tipos populares de homens e mulheres, representações de uma vida alegre e feliz, na cidade e no campo, e, por fim, paisagens de um alto sentido poético. A importância da gravura japonesa é enorme, pelo seu caráter popular, permitindo ao homem pobre ter uma obra de arte em sua humilde morada, mas, também, pela influência que exerceu sobre a arte ocidental, a partir do século X1X. Na gravura dos artistas japoneses o que importa é o ritmo e a linha. A ausência de sombras é total, não preocupa nem o relevo nem a perspectiva , absolutamente convencionais, donde a diferença da maneira de ver européia. A técnica é complexa , mas o resultado final é da gravura colorida, em que colaboram o autor do desenho, o gravador e o impressor. Os maiores gravadores orientais são: Kiyonobu, morto em 1726, Harunobu, Kiyonaga, Hiroshigê e Hokusai, talvez o maior de todos. Nas artes decorativas, fora a gravura, os pintores executaram obras notáveis, especialmente através dos biombos em papel, às vezes sobre fundo folheado a ouro, com representação de figuras e cenas da natureza. Há mesmo biombos que representam o desembarque de portugueses no Japão, no século XV11. É preciso lembrar que Portugal chegou até aquelas terras longínquas, levando a evangelização pelos jesuítas, entre os quais a grande figura de São francisco Xavier ( 1506-1552 ), morto na China, mas que fez no Japão uma grande obra. Subitamente, o Japão fecha-se a toda e qualquer influência estrangeira. Não permite mais nenhum desembarque, sob pena de morte. Volta-se para si mesmo, para suas tradições, num mundo fechado. Torna-se uma fortaleza. A chegada de uma grande esquadra americana, em 1858, chefiada pelo Almirante Perry, pôs fim a esse isolamento. O Japão teve de abrir seus portos às nações estrangeiras, mas, tal como se deu com os chineses - nos primeiros tempos - que apenas levaram sua cultura, os japoneses em relação aos ocidentais rapidamente refizeram-se, e em pouco tempo tornaram o Japão uma das grandes nações modernas. O velho sangue guerreiro voltava a se manifestar. Felizmente hoje, após a segunda Grande Guerra , o Japão é uma nação progressista, pacífica e integrada na civilização contemporânea.
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