Calendário 2019

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Vou por onde a arte me levar.

sábado, 10 de novembro de 2018

Mais Pesado que o Céu - Uma biografia de Kurt Cobain - Parte 8



❤❤❤👀👀👀💀💀💀💀𝀼🎸🎸🎸🎸🎶🎼 (...)Quando Kurt mais tarde contou essa história, disse que trocou as armas por sua primeira guitarra, embora na verdade, ele já tivesse uma guitarra desde os quatorze anos.  Na verdade, Kurt de fato vendeu as armas, mas empregou o dinheiro apurado para adquirir um amplificador Fender Deluxe.  🎸🎸🎸🎸O incidente das "armas no rio" foi apenas um dentre muitos arranca-rabos de Wendy e Pat.  (...)Seu quarto se tornou seu santuário e a descrição que alguns anos depois ele fez em seu diário sobre uma volta para casa era a um só tempo emocional e física.   "Toda vez que volto, é o mesmo déjà vu que me dá um arrepio na espinha, depressão total, ódio total e rancores que durariam meses, velhos cards com desenhos de roqueiros tocando guitarra, monstros e legendas na capa como: "This Bud's for you" ou "Get High", desenhos elaborados de narguilés, alterações de trocadilhos sexuais sobre a garota feliz jogando tênis.  Olhem em volta e vejam os pôsteres do Iron Maiden com cantos rasgados e buracos preenchidos, pregos nas paredes onde ainda hoje se exibem bonés de tratorista.  Depressões na mesa provocadas por cinco anos de quarter bounce.  O tapete manchado de cusparadas sonolentas na escarradeira, eu olho em volta e vejo toda essa porra e a coisa de que mais me lembro da minha adolescência inútil é que, toda vez que entro no quarto, passo o dedo pelo teto e sinto o resíduo grudento de um acúmulo de fumaça de maconha e tabaco. "   🎼🎹🎸🎵💀😐😦👀❤Durante a primavera de 1984, seus conflitos com os adultos na casa chegaram a um ponto de ebulição.  (...)Sua iniciação sexual fora quase  catástrofe...sexo mal feito ou não, ele não era mais virgem.  (...)Depois da escola, havia preocupações mais imediatas, a primeira delas a de encontrar um lugar para morar.  (...)Sua mãe deixou claro que não queria vê-lo mais na casa, Kurt começou seu último vôo físico e emocional para fora de sua família.  Estava com dezessete anos, no começo do colegial, mas faltando à maioria das aulas.  Jamais tivera um emprego, 😐💀👀👀👀🎼❤não tinha dinheiro e tudo o que possuía estava em quatro sacos de lixo.  Ele tinha a certeza que estava partindo mas não tinha a menor ideia de para onde estava indo.  Sete anos mais tarde, ele comporia uma canção sobre esse período e lhe daria o título "Something in the Way" (Alguma coisa atrapalhando), essa " alguma coisa" não era explicada pela letra enviesada, mas quase não havia dúvida de que era ele que estava atrapalhando.  A canção sugere que o cantor estava morando debaixo da ponte.  Quando lhe pediam para esclarecer , Kurt sempre contava uma história de ter sido chutado para fora de casa, abandonado a escola e morado debaixo da ponte da rua Young.  Essa acabaria 😦🎸💀👀❤👦💀se tornando uma das pedras de toque de sua biografia cultural, uma de suas peças mais poderosas de mitificação, a parte da história de Kurt fadada a figurar em qualquer descrição de sua vida em um único parágrafo: Esse garoto era tão indesejado que morava debaixo da ponte.  Era uma imagem forte e carregada, tornada ainda mais veemente quando o Nirvana ficou famoso e começaram a surgir fotos nas revistas mostrando o lado de baixo da ponte da rua Young sendo o seu caráter de local fétido aparente nas fotos.  Era um lugar onde viveria alguma coisa como um duende mitológico gigante, não uma criança .  A ponte ficava a apenas duas quadras da casa de sua mãe, uma distância que, segundo Kurt, nenhuma quantidade de amor poderia atravessar.  (...)Ele nunca morou debaixo daquela ponte.  👀👀👦👆👇👈👉👎💀😕A verdadeira história de onde ele passou seus dias e noites durante esse período é mais pungente ainda do que a versão dos acontecimentos dada por Kurt.  Sua jornada começou na varanda de Dale Crover, onde ele dormia numa caixa de geladeira, quando não foi mais bem vindo ali, a criatividade e a astúcia não o abandonaram: havia muitos prédios velhos de apartamentos em Aberdeen com aquecimento central nos corredores e era para lá que ele se retirava na maioria das noites.  Foi uma vida que encontrou seu melhor resumo num verso de uma canção que ele comporia alguns anos depois: "Me espanta, a vontade do instinto".  Suas habilidades instintivas de sobrevivência o ajudavam bastante  e sua vontade era forte.  👀👀👀😑🎸🎼🎵👈.  Quando tudo o mais falhava, Kurt e outro garoto chamado Paul White subiam o morro até o hospital Comunitário de Grays Harbor.  Ali eles dormiam na sala de espera.  Kurt, o mais ousado dos dois, ou talvez o mais desesperado, descaradamente entrava  na fila da lanchonete do hospital e encomendava comida para números de quartos inventados...  Essa foi a história real por trás da verdade emocional capturada em "Something in the Way" e talvez a maior ironia em sua vida.  Depois de cerca de quatro meses morando na rua, Kurt finalmente voltou a morar com seu pai.  👦🎼🎸💀👀Não foi fácil para Kurt e o simples fato de ter considerado voltar a morar com um dos pais mostra o seu grau de desespero.  Em Montesano, Kurt voltou a seu quarto de porão na casa da rua Fleet.  Os conflitos de autoridade com seu pai aumentaram muito.  A guitarra 🎸de Kurt tornava a vida suportável e ele praticava durante horas.  (...)Enquanto Kurt estava de novo com Don e Jenny, houve ainda outro suicídio na família.  Kenneth Cobain, único irmão remanescente de Leland, cada vez mais desanimado com a morte de sua mulher, deu um tiro na própria testa com uma pistóla calibre .22.   Kurt não era chegado a esses tiros, mas havia uma mortalha fúnebre sobre a casa; parecia que a família estava amaldiçoada em todas as frentes.  (...)Don convidou um recrutador da Marinha para conversar com seu filho, para grande alivío do pai, Kurt disse que consideraria a ideia; para ele o serviço militar parecia um inferno, mas era um inferno com um código postal diferente.  Mas, quando Don tentou convencê-lo a deixar o recrutador voltar na noite seguinte, Kurt descobriu a religião.  👀👀👀👀👀Ele e Jesse haviam se tornado inseparáveis durante o ano de 1984 e isso incluía ir juntos  à igreja.  Os pais de Jesse eram cristãos evangélicos e a família ia para a igreja Batista Central Park. Kurt foi batizado na igreja naquele mês de outubro, embora nenhum dos membros de sua família estivesse presente. (...)Se viu acomodado ao padrão de vida da igreja, Kurt descartou sua fé como uma calça que lhe ficara pequena .  Ele frequentou a igreja por mais três meses, mas sua conversa , como lembra Jesse, "estava se voltando mais contra Deus.  Depois disso, ele entrou num lance anti-Deus.  (...)Em setembro, Kurt mudou-se para North River. Os Reed deixaram Kurt viajar para Seattle com Buzz e Lukin para verem a influente banda de punk Black Flag.  A revista The Rocket considerou o show como o segundo melhor de 1984, mas para Kurt, era segundo apenas em relação ao show dos Melvins no estacionamento.  Foi ali na casa dos Reed que Kurt fez sua primeira jam session com Krist Novoselic, Kurt havia conhecido Krist no colégio e no local de ensaio dos Melvins, mas suas vidas também se cruzaram em um lugar que nenhum dos dois mencionaria novamente, a Igreja Batista central Park.  Jesse convidou Krist para ir a sua casa certa tarde e os três fizeram uma sessão de improvisação.  Os três estavam tocando guitarra, e por isso a sessão soava como uma gravação de Wayne's World à medida que eles passavam pelas habituais imitações de Jimmy Page.  Tocaram algumas canções originais de Kurt com a carga das três guitarras 🎸🎸🎸 .