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domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 12

A origem do homem se perde nas brumas do passado.   Cada época e cada povo, até os mais primitivos, têm seu mito de Criação.   Nós também dependemos de hipóteses e teorias para falar sobre a origem do homem.   Afinal não dispomos de uma única testemunha ocular capaz de esclarecer inequivocamente a tão discutida questão da origem da humanidade.   Existem três hipóteses principais a respeito: A criação de Adão por Deus, conforme relata o Antigo Testamento da Bíblia; ou conforme escreveu o apóstolo João.   A teoria da evolução ou descendência do macaco, do naturalista inglês Charles . R. Darwin.    A teoria dos extraterrestres, do escritor  Erich von Daniken, o êxito literário de Darniken superou o da Bíblia.   Como saber ao certo se realmente no remoto passado, astronautas provenientes de ignotas galáxias vieram adejar como anjos sobre nosso planeta, gerando filhos com pequenas mulheres humanóides semelhantes a macacos (pergunta).   O Universo contém uma infinidade de planetas habitáveis.  Os defensores das ciências acadêmicas alegam que a descendência extraterrestre é inviável por vários motivos: a barreira do tempo e os insolúveis problemas tecnológicos inerentes a viagens espaciais entre sistemas solares a dezenas ou centenas de anos-luz de distância.   No entanto, de acordo com a teoria das probabilidades nas ciências naturais, não se pode excluir o improvável.   Há sempre uma possibilidade remota de que inteligências alienígenas existam há muito mais tempo do que a humanidade e de que já tenham dominado a técnica de viagens espaciais intergalácticas.  Porém, esta novíssima teoria da descendência do homem apresenta um sério inconveniente: " transfere a origem do homem para o Cosmo. "    E continua sem resposta a questão de saber quem criou os extraterrestres; e sobretudo de que modo eles adquiriram um consciente semelhante ao do homem.   Portanto tudo fica mais misterioso.   A Teoria da Evolução de Darwin, ampliada e completada pelos neo-darwinistas, é atualmente a tese aceita pelos meios científicos.   É ensinado nas escolas e a maior parte das pessoas acredita que é correta.   De acordo com ela, o homem é simplesmente produto de dois macacos, concebido há milhares de anos.   Porém devia ser uma espécie de criança-prodígio entre os macacos, por demonstrar inteligência suficiente para pôr-se de pés nas patas traseiras, estimulando com isto o crescimento do cérebro.   Saturado de andar se embalando em árvores, o filhote da mãe- macaca saiu a perambular primeiro pela estepe e depois pelo vasto mundo.  Ao contrário dos primos- macacos que permanecem peludos até hoje, ele se despojou de seus pelos, lançando-se à conquista do mundo _ mas sem necessariamente circular por ele glabro conforme nascera.   Sem dúvida, da primeira talhadeira de pedra até a construção das pirâmides vai um longo período; cerca de 500.000 anos, em números redondos.   Mas da construção das pirâmides à pirotécnica das modernas viagens espaciais, o macaco nu gastou um curto período de cinco milênios.   No entanto, a Teoria da Evolução é tão infalível quanto se costuma crer.   O tamanho do cérebro não é decisivo para a humanização.   Elefantes e golfinhos tem cérebros maiores do que o  homem; a marcha ereta também não é critério.   O canguru por exemplo, se desloca sobre duas patas, mas nem por isso seu cérebro ficou maior.   Além disso, a Teoria da Evolução apresenta uma série de lacunas na cadeia evolutiva e estranhas incongruências.   Por outro lado, os elos falantes na cadeia evolutiva do homem não depõem contra um acentuado grau de credibilidade da Teoria da Evolução, desde que a consideremos  restrita a um desenvolvimento biológico geral da vida.   Pois todas as formas de vida que conhecemos possuem em comum duas coisas: o ácido nucléico e as proteínas, como elemento vital básico.   No entanto, isto não basta para explicar a origem do homem.   Surpreendentemente, é a tese do apóstolo João que tem o maior grau de verossimilhança.   Pois refere-se com exatidão ao fator decisivo para a humanização.   " No começo, era a palavra (...) ", ele diz.   Ou seja, o pensamento criador, caso interpretemos em sua acepção completa o termo Logos que o apóstolo usou no texto original.   Mas é, ao mesmo tempo, sem dúvida, a linguagem humana.   E quando, mais adiante, ele diz que a vida é a Luz dos homens, podemos aplicar isto à Luz do consciente, que é a característica distintiva dos seres humanos.   Com o surgimento do consciente, do ego-pensante e do agrupamento de sons em palavras, começa a humanização.   O homem é o único ser vivo, pelo menos dos que conhecemos, capaz de descrever e generalizar suas vivências psíquicas e intelectuais.   Isto ocorre inicialmente por meio de imagens figurativas, padrões ilustrativos e símbolos, o que leva posteriormente à evolução da escrita.   Desta forma o homem é o único ser vivo a ter acesso ao âmbito do espiritual.    Sob este aspecto , podemos afirmar sem receio: o homem não é o elo final de uma série evolutiva animal, por assim dizer, a derradeira e mais perfeita etapa dos mamíferos.   O homem é o início de uma nova espécie na criação.  No período entre a terceira e a quarta Idade Glacial, entre 150.000 e 100.000 anos antes de Cristo, surge um novo tipo de homem, o chamado Neandertal.   Para pesquisadores da Pré-História, ele é também um Homo faber.   No entanto, apresenta nítidas diferenças sobre os humanóides anteriores, conforme demonstram os esqueletos até hoje encontrados.   Ele sepultava seus mortos e já conhecia um culto religioso.   Achados feitos nas cavernas em que morava permitem deduzir que ele venerava um ser vivo que andava ereto como ele, mas lhe era superior em tamanho e força.   Seu deus era o urso!   Vem a ser até a característica decisiva para provar que o homem de Neandertal possuía um consciente especificamente humano, mesmo em se tratando, sem dúvida , de um ego-consciente bastante diferenciado.   Pois nenhum outro animal ou ser vivo sobre a Terra pratica o sepultamento dos mortos, nem mantém cultos religiosos.   Animais não tem consciência de sua morte, eles apenas perecem.   Resta ainda a hipótese da colonização por extraterrestres.   A ciência não tem como se pronunciar inequivocamente a respeito.   É possível que o homem primitivo tenha se conscientizado pela primeira vez de seu ego individual ao ver o reflexo do seu rosto em água clara.   Ou então,pressentiu a consciência do próprio ego ao ver o companheiro de caçada ser mortalmente atingido por uma patada de urso; a imagem muda, inerte e sem vida do irmão de tribo talvez o tenha ajudado a distinguir e perceber sua individualidade pessoal.   Com isto, ele também deve ter ficado cônscio da mortalidade do homem.   " A morte acabava de vir ao mundo ".   Tanto o sepultamento quanto o culto ao urso provam que já o homem de Neandertal se preocupava com a morte, aliás como sina do ser humano,    Pois de acordo com sua experiência, a natureza era imortal.   A despeito do desaparecimento vespertino ou matutino, o sol e a lua sempre retornavam ao firmamento.   As estações do ano se alternavam.   Porém o inverno trazia uma morte apenas aparente; na primavera a natureza despertava para uma nova vida, como que acordando de um prolongado sono.   As aves migrantes desapareciam no outono.   O urso se recolhia a uma caverna para hibernar.   Todavia todos eles retornavam na primavera, por assim dizer renascidos e rejuvenescidos.   O homem primitivo deve ter observado que os animais mais ferozes matavam e devoravam os mais fracos.   No entanto, durante milênios ele continuou considerando imortais o urso, o leão, a poderosa águia _ todos os animais posteriormente elevados à condição de divindades.   Também lhe pareciam imortais as aves migrantes, que alçavam bem acima de sua cabeça, no inatingível reino dos ares.   O homem primitivo provavelmente não chegava a presenciar a morte natural de animais de grande porte.   Primeiro, porque animais debilitados pela idade ou pela doença costumam se isolar; segundo, porque entre animais selvagens é difícil distinguir o indivíduo de seus congêneres da mesma espécie.   Mas certamente devia perceber que era o causador da morte dos animais que caçava para comer, como como o búfalo, o cervo gigante, a rena e também o urso.   É questionável afirmar que foi a consciência da mortalidade, a possibilidade da própria morte, que levou o homem primitivo a inventar a religião e a desenvolver o culto ao Além.   " Logo, a religião teria nascido do medo. "   Todavia é bem mais provável que o medo seja fruto da religião.

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