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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Livro " A contestação juvenil " - Biblioteca Salvat De Grandes Temas - Livros GT ( Um pouco sobre ). Parte 1

É muito difícil concretizar quando e onde começou o movimento da rebelião juvenil.     Por comodidade, pode se afirmar que foi durante os anos 60.    Primeiro registrou-se um movimento na Universidade de Berkeley a favor da liberdade de expressão; em seguida, no Sul dos Estados Unidos produziu-se um movimento a favor dos direitos civis.    Creio que estes dois fatos constituem as principais fontes do movimento juvenil no princípio da década de 60.    Depois, a ação foi crescendo e atingiu seu apogeu em 1968 e 1969, podendo se dizer que a partir de então começou a declinar, pelo menos na aparência.   Registraram-se menos ações espetaculares, menos manifestações relevantes, menos julgamentos escandalosos.    Muita gente apressou-se a dizer que o movimento juvenil, o movimento juvenil radical, tinha acabado, e asseguravam que estava morto.    Da minha parte não creio que tenha morrido.    Opino que o movimento se encontra num período ou fase de orientação, de exame sobre si mesmo, de reorganização.   Os jovens radicais fizeram uma pausa para tentar descobrir a razão de seus equívocos, de porquê a sociedade é como é e, na base desses conhecimentos, tentar projetar o que eles podem fazer para remediar tal estado de coisas.    Outros, tal como os jovens das comunas, tratam de estabelecer relações não alienadas entre os seres humanos.    O movimento em conjunto continua vivo.    E continua vivo tanto na sua crítica à sociedade existente como na sua ação prática.   No meu entender, a fraqueza atual do movimento repousa em dois importantes fatores: a repressão intensificada pelo sistema, coincidente com o estabelecimento da administração de Richard Nixon, e com uma grande decepção e desilusão devida a que a mudança radical tão ansiada não chegou...  Quando de certo modo se acreditava que a revolução estava quase ao virar da esquina, verificou-se, em vez disso, uma nova estabilização, talvez provisória, do sistema capitalista.    São estas algumas das principais razões do enfraquecimento do movimento, e por isto, ele se encontra numa fase de reorganização.    De momento, uma das tarefas mais importantes desta fase consiste em encontrar novas formas de organização realmente eficazes.    Tal organização já não pode ser a dos antigos partidos centralizados de massas, antes deve ser uma organização muito mais descentralizada, que deixe mais campo livre à espontaneidade...  ( Por Herbert Marcuse ).

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