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quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - O Tri-Eminente Hermes e a Hermética, parte 32.

Os alquimistas também se denominavam herméticos; pois muitos deles viam   em Hermes Trimegisto- o termo grego equivale a tri-eminente-o fundador das artes, da escrita, das ciências e sobretudo da arte secreta da alquimia.   Para os egípcios, ele era idêntico a seu antigo deus Toth, o lendário autor dos livros herméticos.   Consta que na famosa Biblioteca de Alexandria existiam vinte mil textos dele.   Entre os gregos, Hermes era o mensageiro dos deuses, o intermediário entre os deuses e os homens.  Pelos livros herméticos conservados, verifica-se que foram escritos pouco antes do início da era cristã e nos primeiros anos desta, quando Alexandria era o centro da cultura e das ciências.   Autores alquimistas escolheram o nome Hermes Trimegisto como pseudônimo.  O mais conhecido destes autores acrescentou ainda o nome Poimandres, o que significa o bom pastor.  Ele se reporta à misteriosa Tábula Esmeraldina, o sagrado manifesto dos alquimistas.  Diz a tradição que esta placa era feita de uma descomunal esmeralda, e que foi encontrada na tumba de Hermes, nas mãos de sua múmia; a câmara fúnebre teria sido encontrada na Pirâmide de Queóps.  Talhada na pedra preciosa, lia-se a seguinte mensagem: __ " É verdade, é real.  O que está em cima, está também em baixo, capaz de realizar os milagres de Um.   Assim como todas as coisas provém  de Um, isto é, através do pensamento de Um, também todas as coisas nascem de Um, mediante adoção.  O sol é seu pai, a lua sua mãe.  O vento o carregou em seu ventre, a terra lhe serviu de ama.  Este é o pai de toda a perfeição no mundo.  Sua força e poder são ilimitados quando são transformados em terra.   Separarás a terra do fogo, o delicado do rude, com cuidado e delicadeza.  Sobe da terra para o céu, e torna a descer para a terra, a fim de receber a potência dos seres mais nobres e dos mais vis.  Assim te pertencerá a fama do mundo, e toda a escuridão fugirá de ti.  Com ele está a força, a mais forte de todas as forças.   Pois sobrepujará todas as coisas delicadas e penetrará nas rudes.  Assim foi criado o mundo.  Dele decorrerão e surgirão usos maravilhosos, para os quais são dados aqui os meios.  Por isso sou chamado HERMES TRIMEGISTO e possuo as três partes da filosofia do mundo.  E o que eu disse sobre a atuação do sol se cumpriu.  Se a placa de esmeralda existiu realmente - o que os historiadores duvidam - , ela está perdida.  Porém descobriu-se uma cópia do texto num papiro, que conta pelo menos 1.700 anos de idade.  Trata-se do chamado Papiro de Leiden, achado na cidade egípcia de Tebas, na sepultura de um mago desconhecido.  Os alquimistas viam no texto codificado da tábula esmeraldina as instruções secretas para o Grande Opus.  As coisas vindas de Um eram subentendidas, do ponto de vista material, como os quatro elementos.  Ao elemento terra pertenciam também os metais que nela se desenvolviam.  Entre eles os metais nobres, e principalmente o inalterável ouro, reluzente como o sol.   Os metais nobres eram considerados mensageiros dos deuses, das divindades cósmicas Sol e Lua.   Atribuía-se-lhes origem extraterrestre, e valiam como símbolos do imperecível.  Em tempos remotos, o ouro só podia ser usado para o fabrico de objetos de culto.  O uso profano seria extremamente arriscado, devido à força mágica inerente ao metal.  Assim o ouro era também o único material permitido para fazer imagens da divindade.  A máscara do Faraó Tutancâmon, hoje exposta num museu, é de ouro puro, ornada com lápis-lazúli.  Também seu sarcófago, pesando 225 quilos, é de ouro maciço.   A dessacralização do ouro e seu uso em moedas só ocorreu na época em que os antigos gregos fundaram o materialismo.  Segundo conceitos tradicionais, dentro do panorama do desenvolvimento da humanidade, após a Idade da Pedra vinha a Idade do Bronze, e mais tarde a Idade do ferro.  Esta diferenciação vem da mentalidade evolucionista  do século dezenove.  Leva a atribuir ao homem primitivo um modo de pensar utilitário e imediatista, que ele nem conhecia.  Os pesquisadores da Antiguidade supõem que a força propulsora do desenvolvimento da civilização foi o anseio por ferramentas melhores, ou armas mais aperfeiçoadas, a fim de assegurar a supremacia tecnológica ou econômica.   No entanto, esta noção é errônea, conforme foi comprovado por modernas pesquisas cultural-psicológicas.  Porém, nenhum manual de História ou enciclopédia revela quando foram descobertos o ouro e a prata.   Não existe fonte histórica que nos diga quando e por que o homem começou repentinamente a curvar-se para apanhar os faiscantes grãozinhos de ouro nas areias de aluvião dos rios, ou interessar-se por um veio de ouro ou prata surgido por acaso num desmoronamento nas montanhas.   No entanto, a chamada Idade do Bronze deve ter sido precedida por uma Idade do Ouro e da Prata; o escritor romano Ovídio fala dela em suas Metamorfoses, no verso 89.  Esta poderia ser igualmente uma alusão à Idade de Ouro da qual fala o filósofo Platão em Crítias.   Todavia, na aluvião do rio, o ouro aparece em estado puro, nas minas, vem misturado geralmente com prata.  Não se encontra prata quimicamente pura na natureza.  

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