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quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - O Tri-Eminente Hermes e a Hermética, parte 33

Quem estudar os mais antigos livros herméticos , ficará com a impressão de que o mais elevado objetivo do Opus alquimista era fazer ouro, o que está correto, mas não como se os alquimistas fossem fabricantes de ouro, conforme julgariam os não-iniciados nos segredos da Ordem, e como pensa a maioria das pessoas ainda hoje.  O que os alquimistas procuravam no laboratório e na retorta , com suas pacientes experiências, que duravam meses e anos, era a alma da matéria.  Nutriam a esperança de dar com a pista do segredo da matéria, identificar o espírito que mantém a coesão íntima do mundo material e que lhe imprime o padrão ordenado.  Em termos modernos, tentavam decifrar a informação contida no átomo, o conhecimento invisível nele escondido, e desta forma dominar a ENERGIA NUCLEAR.  Só que o motivo das suas diligentes pesquisas era bem diferente do dos técnicos atômicos e da maioria dos físicos  nucleares atuais.   Para os alquimistas, o objetivo máximo da pesquisa não era de maneira alguma a transmutação de metais vis em ouro material, mas sim em ouro filosofal.   Quem descobrisse a alma na matéria física e decifrasse o mistério do espírito na matéria, não teria mais o menor problema em lidar a seu bel-prazer com coisas materiais, transformar ou rejuvenescer o corpo, requisitar informações do reino dos espíritos, assim como evocar do Além as almas dos falecidos.  Os alquimistas não procuravam unicamente o ouro alquímico ou filosofal, conforme diz a maioria dos textos herméticos, mas também a lendária pedra filosofal que era tida como instrumento mágico para toda espécie de transformações e principalmente para o preparo do ambicionado elixir da vida para a alquimia taoísta da China, isso era o diamante.   Para os iniciados nos conhecimentos secretos da tântrica, as forças criadoras da mente humana constituem uma fonte de energia capaz de levar, através da ponte símbolo, para áreas muito além das dimensões terrenas.  Na doutrina secreta do lamaísmo, o budismo do Tibete, o cetro de diamante é um dos mais importantes objetos rituais.  Já antes da era cristã, assim como depois do seu início, existia um ativo intercâmbio entre os tântricos hindus, os lamas do Tibete, os monges dos mosteiros chineses, e os alquimistas ocidentais.   E isto através da Rota da Seda.  No entanto haveria divergências e diferenças, tanto na escolha dos símbolos empregados quanto em sua significação.   Isto se explica por meio das concepções religiosas variáveis, e das diferentes maneiras de encarar o sentido da vida.  Para o alquimista budista, o objetivo máximo das ciências ocultas só pode ser o Nirvana - ou seja, extinguir-se, dissipar-se.   Mas é uma extinção da personalidade individual, e o retorno a uma profunda inconsciência, num psiquismo global.  ...O afastamento do mundo e o menosprezo pela natureza  material nos mosteiros da Índia, China, Tibete e mais tarde nos conventos Zen do Japão, levaram à obtenção de inacreditáveis conhecimentos nas ciências ocultas, principalmente no ramo das inter-relações psicobiológicas.   Conhecimentos estes sobre os quais se baseiam psicotécnicas que, ao nosso ver, tornam possível o impossível.  Sabemos, através dos já mencionados pesquisadores no setor da doutrina budista do conhecimento, que a rigor representa uma doutrina de sabedoria, com a dupla característica de ciência e de religião, que nem todos os alquimistas do longínquo Oriente sofriam de tédio existencial.   Bom número deles, principalmente os representantes do lamaísmo tibetano e da alquimia taoísta chinesa, trabalham num projeto de real rejuvenescimento e de prolongamento da vida.   Da mesma forma, implantam psicotécnicas no mundo exterior.   No entanto, a básica tendência pessimista do budismo persiste.   Durante os exercícios para o prolongamento da vida, mediante uma auto-introspeção, a atividade intelectual cessa.  Então aparece a luz central branca , cujo símbolo é o diamante.  Porém é uma luz fria, do tipo da luz cintilante das estrelas.  Entre os alquimistas europeus submetidos ao mesmo exercício de meditação, é a luz do sol, simbolizada pelo ouro.  Observe-se, a este respeito, que segundo a teoria da alma de Pitágoras, a substância da alma consta de poeirinha solar comprimida.

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