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Vou por onde a arte me levar.

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'' GOSTO DE DEGUSTAR O GOSTO COM SABOR DE VIDA; COSTURO A VIDA PELA VIDA E A VIDA ME COSTURA, COSTURO DE DENTRO PARA FORA PARA ME ENCONTRAR COM O VENTO.''  

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

As bonecas(os) - Parte 1

Eu sempre amei as bonecas, particularmente quanto mais diferentes eu gosto mais, bem na verdade não gosto muito das bonecas convencionais e ou padronizadas; por isso vou falar um pouco sobre elas.   A primeira que eu conheci e ganhei foi a boneca de pano, tipo do tempo da vovó.   Mas brinquei muito de carrinho e também na rua com os moleques; e adorava brincar na terra, fazendo túneis, pontes, fogão a lenha, subia nas árvores, enfim, tudo que se pode imaginar nas brincadeiras saudáveis da época eu brincava.    Sim, já existia brinquedos e brincadeiras tecnológicas, computadorizadas, mas me passava desapercebido.   Não, nunca fui contra a tecnologia, desde que não atrapalha a evolução infantil e sim que as ajudem, mas esse é um outro assunto que eu teria que escrever por longas horas só sobre isso, e eu estou aqui para falar, escrever, sobre o que me fascina, umas das coisas dentre outras.   Há milhões de anos, desde o tempo das cavernas, se bem que, de repente, pode ser até antes rsrs, a vida é um mistério; mas no começo de sua história, as bonecas não serviam para brincar, elas tinham quase sempre uma função religiosa.   Embora não sejam conhecidas que eu saiba, bonecas datadas da Pré-História, é bem provável porque seriam feitas em madeiras ou em couro, com materiais perecíveis, sei lá... Na civilização babilônica conhece-se uma boneca com braços articulados feita em alabastro e também em túmulos de crianças do Antigo Egito.   Os estudiosos dividem-se quanto a que sentido atribui à presença destes bonecos nos túmulos; para alguns serviriam para que a criança brincasse com elas no mundo do além, enquanto que outros argumentam que esses objetos teriam um caráter mágico, tendo ali colocados para trabalharem para o defunto na outra vida.   A prática de colocar bonecas nos túmulos das crianças também existiu na Grécia e Roma Antiga.   Na Grécia Antiga, fazia parte dos rituais que antecediam o casamento a entrega por parte da noiva à deusa Ártemis das suas bonecas e de outros brinquedos, simbolizando o fim da infância.   A criação das bonecas com objetivos comerciais estruturou-se na Alemanha do século XV, nas localidades de Nuremberga, Augburgo e Sonneberg, onde nasceram os Dochenmacher ( fabricadores de bonecas ).   Foi também na Alemanha que  criaram as casas de bonecas.   Em Paris, na mesma época que na Alemanha, que também começou a afirmar como centro de fabricação de bonecas.  Nesta época, elas eram reproduzidas com a aparência das mulheres locais e os materiais eram a terracota, a madeira e o alabastro.    No século 17, as bonecas apareceram na Holanda, com olhos de vidro, perucas feitas de cabelo humano.   A época de maior esplendor aconteceu no século 19 até o início do século XX.   Naquele tempo, as bonecas eram feitas principalmente para adultos, pois reproduziam fielmente as figuras da corte e da sociedade, o rosto era de porcelana.   Em finais do século 19, Thomas Edisom criou a ideia de uma boneca falante.   No Japão as bonecas são chamadas de Ningyoo, elas são um símbolo da história dos costumes do país.   Os primeiros bonecos japoneses Haniwa, são estátuas de barro encontradas em tumbas Pré-Históricas.    Nos períodos Heiam (794-1185) as bonecas eram usadas para afastar demônios.   No período Nara (710-794), as bonecas sofreram a influência chinesa e passaram a ter roupas de seda, tinha o penteado Sokei.   No período Kamakura (1192-1333), o Xogunato que prevalecia no País por causa das constantes guerras fez com que as mulheres substituíssem os pesados quimonos por trajes mais simples e isso também se refletiu nas bonecas.   No período Edo (1603-1868), surgiram as Karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios.   As bonecas começaram a ser usadas no Teatro Noh em 45 d.C.   O mesmo aconteceu com o Teatro Kabuki.   Na África o povo Mfengu, que habita na África do Sul, tem como tradição oferecer a cada jovem uma boneca que esta, reservada para o primeiro filho que tiver.   Após o nascimento do seu filho, a mãe recebe outra boneca para oferecer ao seu segundo filho.   A partir de 1869, tornou-se possível a fabricação de bonecas em grande escala, graças ao surgimento do Celuloide, em seguida surgiram outros materiais.  Pequena bonecas esculpidas em pedras foram encontradas e os cientistas as chamam de Vênus ( deusa grega que simboliza a fertilidade ).   Em Herculano, cidade do Império Romano destruída por uma erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 de nossa era, foi encontrado totalmente preservado pela lava, o corpo de uma menina abraçada à sua boneca.

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