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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - resumo - Parte 8

Mas o homem não pode viver sem fé, segundo postula uma lei da psicologia profunda.   O criador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung (1875-1961), e seu discípulo mais destacado, Erich Neumann (1905-1960), formularam-na como a lei da função transcendente: Quando o ser humano passa por determinadas experiências, ou toma conhecimentos de fatos que o consciente não pode aprender por meio dos sentidos, e portanto são inexplicáveis para a razão, há no consciente uma tensão provocada pela contradição; ela não pode ser compensada, mas é equilibrada mediante a criação de um mundo imaginário supra-sensorial.    Ou seja, para tudo que não pode explicar, o homem cria um conceito religioso.   Segundo Jung, o homem capta seus conceitos religiosos no inconsciente.   Portanto é o inconsciente psíquico que intervém de modo prestativo e regulador na ânsia de saber do consciente, a fim de auxiliar o homem em suas dúvidas e criar um equilíbrio mental.   Senão o homem se entregaria ao desespero - e isto desde que adquiriu um consciente e um ego-pensante.   Pois também isto é mencionado na lei da função transcendente: Quando o homem perde seus conceitos religiosos, sem conseguir encontrar substitutos, ele perde o equilíbrio psíquico.   Isto é, fica mentalmente doente.  É bem conhecido o assustador aumento de Neuroses e de enfermidades Físicas e Mentais condicionadas a problemas psíquicos nas últimas décadas.   Agressões e Depressões tornaram-se o problema psicológico número um da atualidade.   Certamente todas as épocas conheceram medos coletivos, e o Juízo Final foi fartamente profetizado.   O período das epidemias medievais, como a peste e a cólera, e as procissões penitentes para fazê-las cessar, são exemplos ilustrativos.   No entanto, mesmo dentro de limites regionais, estes acontecimentos- assim como catástrofes naturais de outros tipos, ou guerras que não queriam acabar - desencadeavam depressões em massa.   Porém, nunca chegaram a questionar a fundo o sentido da vida humana.   E quando eram encaradas como castigo de Deus, sempre restavam a esperança de poder evitar os flagelos divinos com orações e penitência.   O princípio esperança acabava se impondo sempre novamente, mesmo quando a humanidade apresentou sinais de progresso.   No entanto a situação de crise mundial, que vem predominando desde a década de 1980, é mais profunda.   Não resultou de epidemias nem de catástrofes naturais.   Paradoxalmente, começou até em países do mundo acidental, onde a prosperidade chegou a níveis nunca antes alcançados.   É uma autêntica crise de fé.   E deve-se responsabilizar por ela as ciências que se ocupam com o homem: a psicologia, a sociologia, a biologia, etc., até onde sua descrição do homem corresponde à imagem de um biorrobô desprovido de alma e espírito.  Peculiarmente, as consequências disto são mais bem explicadas por meio das práticas dos mágicos e de sua teoria da magia pictórica, do que as extrapolações abstratas dos cientistas: uma alegria de viver resultante da libertação de temores religiosos e de pressões espirituais.   A magia pictórica faz parte da Magia negra.   Baseia-se na noção de que, com imagem de uma pessoa, também se pode captar algo de sua maneira de ser, um pedaço de sua alma.   A Magia Pictórica é praticada em geral para prejudicar alguém.   Para isto, a foto ou a efígie em cera da pessoa é perfurada com agulhas, ou cortada com faca, na suposição de que , segundo a chamada Lei da Correspondência, as partes equivalentes do corpo fiquem feridas ou doentes.   O resultado da imagem humana desprovida de alma e mente, desenvolvida pelas ciências materialistas, é a crescente manipulação do homem e a constante desvirtuação de seus objetivos, como se ele fosse realmente um autômato.   Isto começa nos métodos da psicologia da publicidade, na exigência de um comportamento social enquadrado na ideologia do momento, e prossegue na despersonificação oficial, para quem o ser humano é apenas um dado no computador.   Em vez de um moderno e atualizado conhecimento da psique, a psicologia do comportamento desenvolveu os testes a as técnicas de condicionamento necessárias para a manipulação do homem.   O objetivo é um mundo automatizado, administrado por Supercomputadores.   Ainda não foi claramente compreendido pela maioria das pessoas que, ao negar a alma e a mente, as ciências destruíram as bases da cultura humana - a ética, a moral e também a religião.   O término deste processo só pode ser o fim de qualquer liberdade e a degradação do homem, que seria rebaixado no nível de formiga.   Pelo menos é este o sinistro prognóstico para o futuro do recentemente falecido professor alemão de sociologia, Max Horkheimer, enunciado há alguns anos, numa entrevista que fez a sensação.   Em seu macabro prognóstico, Horkheimer se baseou no pressuposto de que o positivismo científico viera para ficar.   No entanto, isto não aconteceu.  O povo em geral não acredita tanto na importância do progresso.  A queda do xá do Irã, e o estabelecimento de um regime de governo religioso, chefiado pelo Aiatolá Khomeini, é um exemplo flagrante do que acabo de afirmar.   No Ocidente surge uma onda de ocultismo e um aumento de seitas religiosas.   Os cientistas franceses Louis Pauwels e jacques Bergier foram os primeiros a prever o rumo pela situação, há quase duas décadas, em seu livro O Despertar dos Mágicos.  Esta obra foi um best-seller na Alemanha, sob o título A Caminho do Terceiro Milênio.   No entanto o título original francês é mais adequado.   Isto significa que a magia substituirá a ciência (pergunta).   Que o futuro nos trará um retorno a condições medievais (pergunta).   Que alcançamos os limites do progresso e que a humanidade deve estar preparada para enfrentar uma regressão no desenvolvimento do consciente (pergunta).   De modo algum.   Com uma ressalva no entanto.  Caso a tendência para um mundo administrado por supercomputadores, e totalmente automático, ocorra efetivamente uma regressão do desenvolvimento do consciente, pela lógica imanente ao sistema, conforme a profecia de Horkheimer, seria inevitável.   Não creio porém que chegamos a isto, sou mais otimista quanto ao desenvolvimento da nossa civilização.   claro que se pode insistir em encarar a posição científica do homem da perspectiva planária-rato-macaco.   Todavia existe igualmente a possibilidade de criar uma nova imagem do homem.   Nesta tarefa, um aprofundado estudo científico das ciências ocultas poderia trazer inestimável colaboração.   Já os antigos gregos descobriram, em sua procura da verdade objetiva, que havia muitas verdades, dependendo do ponto de vista pelo qual o fato era examinado.   Para a magia, o homem é o centro de toda a pesquisa, e tudo que o mágico empreende em relação ao meio ambiente se refere às forças psíquicas e mentais do homem.   Isto pode nos parecer ingenuidade, mas ingenuidade também é natural.

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