Calendário 2019

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Vou por onde a arte me levar.

domingo, 8 de outubro de 2017

Natalie Shau








Natalie Shau, nasceu na Rússia e vive em Lituânia, fotógrafa e ilustradora, fotografa as modelos e faz a pós-produção no photoshop - manipulações digitais.  

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Batendo papo descontraído sobre comidas e bebidas afrodisíacas







Não há comprovação científica (que eu saiba) sobre comidas e bebidas afrodisíacas que podem turbinar sexualmente as pessoas, eu mesma nunca ouvi alguém falar pra mim que tal comida ou bebida ativou a libido; se bem que nunca precisei, mas acho interessante e até se houver oportunidade eu experimentaria, mas tenho certeza que fumar a maconha, apesar de não ser comida,  ativa , instiga o desejo sexual.  Mas voltando aos alimentos, rsrs aqui no Brasil em estados e Regiões específicos há uma grande fama em comidas típicas regionais, cachaças, etc.  As pessoas vendem fazendo propagandas, boca a boca ,do grande mito que a  comida pode proporcionar.  Aqui quem leva a fama é o ovo de codorna, amendoim, pimenta, chocolate, cachaças curtidas com alguma coisa ou bichos, esses são os mais populares.  Talvez, é possível que alguns alimentos possuem nutrientes que pode auxiliar no bom desempenho sexual e convenhamos que o chocolate por exemplo, além de gostoso, libera serotonina no cérebro - hormônio do bem estar, tem um fantástico aroma (não querendo fazer propaganda rsrs adoro chocolate), dá um calor!!!!  Mas tudo isso é só para a vida sexual ficar mais divertida, emocionante, agradável, apenas um complemento para temperar a vida!!!

Svetlana Bobrova







Arte da artista russa Svetlana Bobrova, sua técnica é iniciada na fotografia com ajuda dos gráficos de computador.

Klaus Schulze - My Ty She

Hitler por ele mesmo - parte 6


Viena, no começo do século, é uma metrópole com aproximadamente dois milhões de habitantes.  Capital do Império e centro industrial entre os maiores da Europa, a cidade está vivendo os últimos anos da sua despreocupada " doce vida ", mas atrás dessa brilhante fachada, está uma triste realidade: um milhão de pequenos empregados e operários que vão vivendo uma vida meramente de subsistência; e mais a massa dos deserdados, vagabundos e delinquentes de todas as raças.  É nesse ambiente que Adolf Hitler passa sua vida entre os vinte e os vinte e quatro anos.  .Deixou o quarto na Stumpergasse onde morava com o amigo August, e logo teve de abandonar também o quarto alugado na Simon Denk Gasse.  Sua única renda fixa - até os vinte e um anos - é a pensão de 25 coroas que recebe como órfão, mais ou menos equivalente à metade do pagamento mínimo de um servente de pedreiro.  Desse modo, arruma-se como pode para juntar algumas coroas: removendo neve, carregando malas na estação, pintando pequenos quadros, sendo servente de pedreiro.  Dorme em um dormitório público, na Meldemannstrasse; come no convento dos frades da Gumpendorferstrasse; não bebe e não fuma, mas, tão logo lhe sobra uma coroa, corre a se empanturrar de docinhos de creme.Tem pouquíssimos amigos, embora frequente pessoas de todo tipo.  Entre outras, um certo Isidor Neumann, judeu, que o presenteia com um sobretudo comprido até os pés; e Josef Greiner, um candidato a artista, como ele.  Reinhold Hanisch, que encontra no decorrer de 1909, propõe-lhe sociedade num negócio: Adolf, pintor, pintará cartões-postais e pequenos quadros, ele irá vendê-los nos cafés e diante das igrejas, e dividiriam o lucro meio a meio.  Tudo vai bem por alguns meses, até que Hanisch desaparece com um quadro, e Hitler o denuncia.   Entre um trabalho e outro, não lhe falta de certo tempo livre, e Hitler passa-o lendo principalmente tudo quanto pode satisfazer sua sede de informação imediata, de conhecimento.  Constrói assim, nesses anos - entre as pessoas com os quais convive, nas ruas e nas casas que o hospedam, com as páginas que rapidamente devora __ aquela que será a base de todas as suas experiências.  Uma visão de mundo focalizada em algumas ideias e impressões não mais modificáveis, tais como: a natureza irremediavelmente cruel do homem, a conspiração maléfica e universal dos judeus, a superioridade da raça ariana e seu direito de dominar o mundo, a profunda antipatia pelas instituições democrático-parlamentares, o ódio impiedoso pela social-democracia e pelo marxismo.  São ideias bastante comuns, naquele tempo, em Viena __ e, em geral, em certos ambientes alemães __, mas Hitler se agarra a elas com tal determinação e as defende com tal animosidade, que surpreende e atemoriza os seus próprios companheiros, que talvez por isso também tendem a evitá-lo.  Em  maio de 1913, Adolf Hitler transfere-se para Munique.   A cidade bávara é moderna e elegante, sem dúvida mais tranquila do que a cosmopolita Viena.  Mas a vida de Hitler não muda muito: hospeda-se na casa de herr Popp, na Schleissheimerstrasse, e continua a viver de expedientes.  Em 3 de agosto de 1914, é feita a declaração de guerra à França: Adolf Hitler, que está entre a multidão entusiasta na Praça Odeon, logo se apresenta para ser alistado como voluntário.   Com efeito, meses depois parte para a frente ocidental.  Integra a primeira companhia do regime List, com o encargo de estafeta; enfrenta o batismo de fogo na dura batalha de Ypres e assiste à dizimação do seu regimento.   Em 1915 está em ação perto de Tourcoing e Neuve Chapelle, no ano seguinte em Somme e perto de Bapaume.  Aí, a 7 de outubro de 1916, Hitler foi ferido em uma perna e internado no hospital de Beelitz, perto de Berlim; mas após breve convalescença  e alguns meses de reserva em Munique, volta à frente com o grau de cabo.   Participa então das operações na região de Arras, Artois e Chemin des Dames; em 1918 está em Montdidier e em Soissons.   Em 4 de agosto lhe foi conferida uma Cruz de Ferro de primeira classe, condecoração extraordinária para um simples cabo.   Na noite de 14 de outubro, enfim, está de novo em Ypres, onde os ingleses atacam com gases: seus olhos são atingidos, sofre um colapso e é imediatamente internado no hospital de Pasewalk, perto de Stettin.   É aí que, a 11 de novembro, tem conhecimento do término da guerra: a grande Alemanha rendeu-se.  A grandeza e a complexidade dessa luta, que afetou a humanidade inteira, não podiam deixar de produzir repercussões profundas no espírito de Hitler.  Em 13 de novembro de 1918 Hitler volta ao seu regimento, o décimo sexto da infantaria bávara, sediado em Traunstein na Alta Baviera.   Atravessou uma Alemanha caótica e desesperada, perturbada pela miséria, pelo medo, pela violência da revolução.  Duas semanas antes a 31 de outubro, todos os navios de carreira, os cruzadores e os encouraçados de Kiel amotinaram-se , avivando um movimento espontâneo de marinheiros que proclamou a República social; a insurreição propagou-se em seguida para Hamburgo onde encontrou a adesão dos Conselhos dos soldados e dos operários.  Na noite entre 7 e 8 de novembro o socialista Kurt Eisner constituiu em Munique a República Bávara, baseada no Conselho dos operários, dos soldados e dos camponeses.  O dia 9 de novembro foi agitado em Berlim: enquanto os Conselhos proclamavam a greve geral, o chanceler imperial Max von Baden punha fim às indecisões do imperador Guilherme 2, que renunciou ao trono, entregando nas mãos do social-democrata Friedrich Ebert o cargo de chanceler do Reich; à tarde, com meia hora de diferença, dois homens proclamaram a República: o social-democrata Philipp Scheidemann, falando de uma janela do Reichstag, e o comunista Karl Liebknecht, dos degraus do castelo imperial.   Dois dias depois, finalmente, em Compiègne, Matthias Erzberger, chefe da comissão alemã para o armistício, assinou pela Alemanha o tratado com as potências ocidentais.  

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Á primavera é um jeito da natureza dizer: é tempo de renascer!!





Arte erótica






Acho incrível que ainda existe o  preconceito de que mulher não pode gostar de arte erótica, pois sim, vivemos numa eterna sociedade hipócrita, Oh!! Sociedade Hipócrita!!!  As mulheres adoram e fingem que não gostam e são capazes de difamar a outra que gosta, fazem... as escondidas, não se liberam por se permitir ser moldadas e dominadas pelo medíocre sistema, por querer aparentar aquilo que não é ( "comportada"), oh!! quanta hipocrisia, que vivemos... não só na arte erótica mas perante tudo!!!   E ainda rezam e ou façam suas orações e digam: Amém!  

Pink Floyd: Atom Heart Mother 1970

Hitler por ele mesmo - Perfil Biográfico - Dados biográficos - parte 5



 __  Adolf Hitler nasceu em uma hospedaria de Braunau, na Áustria, as seis e meia da tarde de 20 de abril de 1889.  Em Braunau, que se encontra exatamente na fronteira com a Bavária, seu pai, Alois, é aduaneiro: já passou dos cinquenta e o seu aspecto é severo, com os longos bigodes grisalhos e os olhos indagadores, mais de trinta anos de serviços nos ombros.  Todo ao contrário, a mãe, Klara Polzl: vinte e oito anos, esbelta, cabelos louros e olhos claros, foi camponesa com os pais e, depois, empregada em Viena antes de se casar: agora é dona de casa com a mesma humildade e doçura.  Klara e Alois não são de Braunau: ambos são originários do Waldviertel, um distrito compreendido entre o curso do Danúbio e a fronteira  da Boêmia  e Morávia, terra de origem dos Hitler.  O Waldviertel é uma região pobre, predominante agrícola; os habitantes têm costumes atrasados, frequentemente portadores de taras causadas pelo alcoolismo e pelos repetidos casamentos entre consanguíneos.  Também Alois e Klara são primos de segundo grau e, para se casarem, no início de 1885, tiveram de obter a licença do bispo.  Este, para Alois, é o terceiro casamento, depois de uma vida inquieta e também um pouco aventureira.  Alois cresceu com o tio, após ter perdido a mãe com dez anos.  Depois, com 39 anos completos foi legalmente reconhecido como filho de Johann Georg Hiedler, o marido de sua mãe.  Desse momento em diante Alois abandona o sobrenome de sua mãe e adota o de Hitler (de Hiedler) e se encontra também herdeiro do pequeno patrimônio  do tio Johann Nepomuk.   Alguns anos mais tarde, em 1883, apenas um mês depois da morte da esposa Anna Glasl-Horer (com quem se casara em 1864), Alois volta a casar-se com a jovem e vistosa cozinheira Franziska Matzelberger, que já lhe dera um filho, Alois Jr., e logo da à luz um segundo, Ângela.  Mas também Franziska morre cedo, de tuberculose.  O novo casamento com Klara Polzl, realizou-se seis meses depois.  Ao contrário dos irmãozinhos Gustav e Ida, nascidos antes dele, mas falecidos em tenra idade, Adolf Hitler tem uma infância bastante normal e tranquila, exceto talvez a agitação das várias mudanças que a família teve de fazer, seja por exigência de serviço do pai aduaneiro, seja depois por sua irrequietude de aposentado.  De Braunau os Hitler se fixam antes em Gross-Schonau e em Passau, depois em Halfeld, em Fischlham, em Lambach e em Leonding, pequenas cidades perto de Linz.  Nesse ínterim, nasceu em 1894, um irmão, Edmund, e, dois anos mais tarde, Paula, a última irmã.  Adolf inicia a escola em Fischlham, em 1895, depois frequenta por dois anos o convento beneditino de Lambach, onde se exibe entre os pequenos coristas; terminado o primário em Leonding, entra (1900) na escola secundária de Linz, a Realschule.  É o primeiro passo da carreira que o pai quer lhe preparar, a de Oberoffizial, oficial da alfândega imperial austríaca: um boné de veludo com filete de ouro.  Todavia, enquanto até aquele momento Adolf fora um aluno bastante capaz e aplicado, seu primeiro ano na Reaschule é quase um desastre; o ano seguinte o rapaz repete o mesmo na Staatsrealschule de Steyr.   Ao pai que o repreende duramente por não se aplicar nos estudos como deveria, Adolf replica que quer ser artista, pintor, e nunca aduaneiro.  Depois, repentinamente, Alois Hitler morre em uma fria manhã de janeiro de 1903.   Com a mãe e a irmã Paula (Edmund morrera três anos antes, Ângela fora empregar-se em Linz, Alois Jr. fugira de casa já havia algum tempo), Adolf  muda novamente de endereço e passa em Linz os anos mais intensos e difíceis da puberdade.  Só tem um grande amigo, August Kubizek, com quem passa todas as horas livres em devaneios sobre arte, história, amor.  E se apaixona de fato. Mas com a bela Stephanie jamais consegue trocar uma só palavra.  Aos dezesseis anos Adolf adoece: é início de tuberculose que requer meses de cura e mudança de clima.  E é o fim dos estudos.  O jovem Hitler se hospeda em casa de uma tia, onde se restabelece bem depressa, mas, quando volta para casa, o ano letivo está terminando.  Os convites da mãe para retomar os livros foram em vão.  Esse é o período, dos dezesseis aos dezenove anos, em que Adolf vive na mais completa e inconsciente liberdade: tardes de espera para obter um olhar de Stephanie; leituras disparadas; noites no Teatro da Ópera.   Mamãe Klara já esgotou suas escassas economias para satisfazer a paixão do filho, mas no exame de admissão para a Academia de Belas-Artes de Viena (outubro de 1907) Adolf foi aprovado; e, no ano seguinte, nova reprovação.  Aconselham-no a fazer arquitetura, curso para o qual parece ter mais inclinação: mas sem o diploma da Realschule não pode nem se inscrever.  Nesse ínterim morre sua mãe.  Chegara também para ele o momento de ganhar seu  pão.  

Wayne Barlowe







Wayne Douglas Barlowe, nasceu em 06 de janeiro de 1958 em Glen Cove, Nova Iorque, escritor americano de ficção científica e de fantasia, artista de renome mundial que criou imagens para livros, filmes e galerias, escreveu um romance, um roteiro e uma série de livros e capas de revistas e ilustrações para muitos das principais editoras de livros, como: a revista Life, Time e Newsweek.  Seu " inferno " é uma interpretação da demonologia contida no Grimório de Honório.  Seus pais eram ambos artistas de história natural.  Casado e tem filhos.  Seus Projetos de Cinema: Blade 2, Galaxy Quest, Babylon 5: Thirdspace, Titan AE, Hellboy, Hellboy 2: O Exército Dourado, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkhaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Avatar, O Dia em que a Terra Parou, Paradise Lost, John Carter, Pacific Rim, RIPD e Alien Planet. 

Hitler por ele mesmo - parte 4


A vida de Hitler não merecia ser descrita ou interpretada, não fossem as tendências e circunstâncias que dela assomam, transcendendo a pessoa, e caso sua biografia não constituísse, também, o fragmento da biografia da época.   E, por assim ser, a sua apresentação triunfa sobre quaisquer objeções que contra ela se levantem.  Hitler se desdobra diante de um espesso padrão de fatores objetivos que nele se imprimiram, que o favoreceram, que o impeliram para diante e, de tempos em tempos, também o detiveram.   Para isso tanto contribui a romântica intuição política alemã como o "cinza" particularmente triste da República de Weimar; o rebaixamento nacional pelo Tratado de Versalhes e o rebaixamento social de camadas mais amplas da população, em razão, ao mesmo tempo, da inflação e da crise da economia mundial; a fraqueza da tradição democrática na Alemanha; os sobressaltos causados pela ameaça de revolução comunista, os transes da guerra, os cálculos falhos de um conservantismo que se tornara precário e, finalmente, as angústias que se difundiram pela transição de uma ordem em que se confiava para uma outra, ainda que incerta.  Tudo isso, acrescido ainda do desejo de encontrar soluções simples para opor às causas de descontentamento, frequentemente impenetráveis e confusas, e para pôr-se a salvo de todos os agravos de uma época sob a proteção de uma autoridade dominante.  Como o ponto de convergência de tantos anseios, angustias e ressentimentos, Hitler tornou-se uma figura histórica.  O que aconteceu não se poderia conceber sem ele.  Não foram as características demoníacas, mas as qualidades exemplares, por assim dizer, "normais", que possibilitaram, antes de tudo, a sua carreira.  O exame de sua vida irá mostrar como todas as teorias que apresentam Hitler como uma antítese fundamental da época em que viveu, e de seus coetâneos, são problemáticas e determinadas por desconfianças ideológicas.  É verdade, certamente, que , mesmo sem a sua intervenção, um movimento popular nacionalista teria encontrado eco e adesões no curso da década de 1920.  Mas, presumivelmente, esse movimento teria sido, apenas, um grupo político mais ou menos digno de nota, dentro do contexto do sistema.  A contribuição de Hitler foi aquela mistura inconfundível de fantástico e lógico que, como se verá, exprime em alto grau a sua maneira de ser.  O radicalismo de Gregor Strasser ou de Joseph Goebbels consistia apenas no desafio das regras do jogo em vigor que, no entanto, reafirmavam a sua continuidade quando desafiadas.  O radicalismo de Hitler ao contrário, punha fora de jogo todas as condições existentes para apresentar um elemento novo e inaudito.  As inúmeras misérias e o descontentamento da época teriam de qualquer forma, levado a crises; mas, sem a pessoa de Hitler, nunca se teria chegado àquele auge, àquelas explosões de que seríamos testemunhas.  Desde a primeira crise do partido, no verão de 1921, até os últimos dias de abril de 1945, quando expulsou Goring e Himmler, a sua posição permaneceu incontestada; ele não suportava nem mesmo, acima de si próprio, a autoridade de uma ideia.  E com extrema arbitrariedade fez, novamente, a História, de um modo que já para o seu tempo pareceu anacrônico e jamais se repetirá: um encadeamento de ideias subjetivas, com surpreendentes golpes e reviravoltas, espantosas traições, abnegações ideológicas, mas comportando sempre, no background, uma única imagem, tenazmente perseguida.   Algo de seu caráter singular, do elemento subjetivo que ele impôs ao curso da História, expressa-se na fórmula " fascismo de Hitler ", divulgada pela teoria marxista até na década de 1930; nesse sentido, não foi sem razão que se definiu nazismo como hitlerismo.   Num discurso secreto, pronunciado em princípios do verão de 1939, declarou: " Não é possível tomar como princípio esquivar-se à solução dos problemas pela acomodação às circunstâncias.  Pelo contrário, as circunstâncias é que se devem acomodar às exigências ".  De acordo com esse lema, ele, o " visionário ", reviveu uma vez mais a imagem do grande homem, uma tentativa aventurosa levada aos últimos limites e, finalmente, malograda.   Parece que essa possibilidade, como tantas outras, morreu com ele: " Nem em Pequim, nem em Moscou, nem em Washington, poderá surgir de novo alguém como ele, que transformou o mundo de acordo com sonhos confusos... Aquele que ficar sozinho no alto não mais terá campo para decisão.  Terá de as moderar e trabalhar conforme planos preestabelecidos.  Pode-se presumir que Hitler foi o último executor da grande política dos moldes clássicos. ... Não é desinteressante imaginar qual teria sido o destino  de Hitler se a História lhe houvesse negado as circunstâncias que o despertaram e fizeram dele o porta-voz de milhões de complexos de resistência e de revolta: uma existência ignorada, vivida aqui e ali à margem da sociedade, amarga e cheia de misantropia, a ansiar por um grande destino, amaldiçoando a vida porque esta lhe havia recusado o papel de herói a dominar o mundo.  " Mais deprimente do que tudo era a total  falta de consideração que me votavam na maioria das vezes ", escreveu Hitler a propósito dos seus primeiros tempos de político.  A derrocada do sistema, a angústia reinante na época e a disposição para a mudança deram-lhe a oportunidade de sair da sombra do anonimato.  A grandeza, disse Jakob Burckhardt, é uma necessidade das épocas terríveis.  O fenômeno Hitler mostra-nos em medida que ultrapassa toda experiência, que a grandeza também pode acompanhar a mediocridade individual.  No decurso de períodos consideráveis, sua personalidade age como que diluída, volatizada no irreal, e não foi senão aquele caráter, por assim dizer, fictício, que levou tantos políticos conservadores e historiadores marxistas, unidos num singular acordo, a vê-lo como instrumento de interesses estrangeiros.  Longe de toda a grandeza e de ocupar uma posição de importância em todo o plano político e histórico, parecia ele o tipo ideal para encarnar o " agente ".  Mas tantos uns como outros se enganaram.  Era parte, precisamente , da tática de sucesso de Hitler usar desse falso juízo, que refletia e reflete um ressentimento de classe contra o pequeno burguês, para fazer política.  Sua biografia, é também a história de uma desilusão progressiva e geral.  Se em fins de 1938 Hitler tivesse sido vitimado por um acidente, poucos hesitariam em considerá-lo um dos grandes estadistas alemães, talvez o que tivesse completado a história daquele país.  Os discursos agressivos e Mein Kampf, o anti-semitismo e a concepção de hegemonia mundial teriam, presumivelmente, como fantasias dos seus primeiros anos de político, e só por casualidade teriam surgido aos olhos de seus críticos como defesa de uma nação indignada.  Seis anos e meio separaram Hitler dessa glória.  Certamente, apenas mediante um fim violento a teria conseguido.  Por natureza, estava ligado à destruição, e dela não conseguiu livrar nem a própria pessoa.  Podemos chamá-lo de grande (pergunta).  (Fonte: Hitler, Joachim C. Fest, Editora Nova Fronteira, Rio de janeiro, 1976.  Este livro é um dos mais completos estudos sobre Hitler..  A obra contém mais de 1.000 páginas e constitui leitura obrigatória.)

Hitler por ele mesmo - parte 3

... e ainda hesitam em chamar Hitler de " grande ".   As feições criminosas de sua aparência psicopata são as que menos suscitam dúvidas.   Em realidade, a história mundial não palmilha o solo " em que reside a moralidade ", e o escritor Jakob  Burckhardt que escreveu em célebre ensaio publicado no Weltgerschichlichen Betrachtungen fala, também da  "extraordinária desobrigação de se conformar às leis morais costumeiras" legadas, pela consciência, às grandes personalidades.  O fenômeno do grande homem é antes de tudo de ordem estética, e é extremamente raro que seja também de natureza moral; e ainda que possa muitas vezes desobrigar-se neste campo, naquele nunca poderá.  Diz um velho aforismo de Estética que aquele que não se presta a ser herói será um ser desagradável, ainda que possua excelentes qualidades.  Supõe-se __ e não faltarão evidências para tal __ que Hitler correspondia justamente, e em larga escala, a esse ser desagradável; os inumeráveis traços lúgubres que lhe eram instintivos, a impaciência, a sede de vingança, a falta de generosidade, o materialismo chão e nu que apenas admitia a autoridade e considerava tudo o mais " disparate " __ todas essas características de patente vulgaridade emprestavam à sua imagem um quê de repulsiva trivialidade que está em desacordo com a noção tradicional de grandeza.   Escreveu Bismarck em carta que " aquele que se impõe aqui na Terra tem parentesco com o anjo caído, que é belo mas não encontra a paz, grande em seus planos e esforços mas não alcança o sucesso, orgulhoso e triste ": a distância entre essas noções é incomensurável.   O próprio conceito de grandeza, no entanto, ter-se-á tornado problemático.   É verdade que Thomas Mann, num dos ensaios políticos crivados de pessimismo que escreveu durante o tempo em que esteve emigrado, fala de " grandeza " e de " gênio ", a propósito de um Hitler triunfante: mas fala de" grandeza desfigurada " e em " gênio num plano inferior ": um conceito que se auto-destrói, tendo em vista tais contradições;   Possivelmente tal conceito seja também determinado por uma interpretação histórica relativa a uma época passada, prendendo-se muito mais aos protagonistas e ao conteúdo do processo histórico, desprezando o vasto emaranhado de forças.   É essa realmente, a concepção divulgada.  Ela afirma a medíocre importância da personalidade face aos interesses, conveniências e conflitos materiais dentro da sociedade e vê confirmada a sua tese, de maneira irrefutável, justamente pelo exemplo de Hitler: como "vassalo", senão "espadachim" do grande capital, organizou, de cima, a luta de classes e, em 1933, sub-julgou as massas ávidas de auto-determinação política e social, antes de se prestar aos objetivos de expansão de seus comanditários, desencadeando a guerra.   Hitler aparece em inúmeras dessas teses como basicamente mutável, " o mais comum dos manequins ", como o descreveu, já em 1929, um dos primeiros analistas do fascismo dos partidos de esquerda; de qualquer forma, não viram nele senão um fato entre vários outros e, de forma alguma, uma causa determinante.  Em verdade, essa objeção tem em mira negar a possibilidade de um conhecimento histórico pela interpretação de relato biográfico.  Alega-se que nenhum indivíduo pode representar o processo histórico com todas as suas tramas e contradições, situado sobre inúmeros planos de tensão em constante mudança, ainda que de maneira próxima da autenticidade.   A rigor, a historiografia personalista apenas continua a tradição da antiga literatura cortesã de mesuras, e o ano de 1945, com a derrocada do regime, terá quando muito trazido novos presságios, conservando métodos basicamente idênticos.  Hitler permaneceu como a força irresistível, determinadora de tudo, e " apenas mudou de qualidade: o libertador transformou-se em corruptor demoníaco ".

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Hitler por ele mesmo - parte 2

Hitler e a grandeza histórica - Hitler Um Estudo = Joachim C. Fest __  Eis a pergunta: se devemos qualificá-lo de " grande", pois tal história conhecida não registra outro fenômeno que se assemelhe... Ninguém suscitou tamanho entusiasmo e histeria, e tão grande esperança de salvação; ninguém despertou tanto ódio.  Nenhum outro, num percurso solitário que durou apenas poucos anos, acelerou o curso do tempo e modificou as condições do mundo de maneira, por assim dizer, inacreditável, como ele o fez; ninguém deixou atrás de si tamanho rastro de ruínas.   Só a coalizão de quase todas as potências mundiais, numa guerra que durou quase seis anos, extinguiu-o da face da Terra: nas palavras de um oficial da Resistência Alemã abateu-o  " como a um cão raivoso ".   A grandeza particular de Hitler está essencialmente ligada a esse caráter excessivo: uma enorme erupção ele energia a derrubar todos os critérios em vigor.  É certo que o gigantesco não corresponde , necessariamente, a uma grandeza histórica e que também o trivial tem sua força.  Mas ele não foi apenas gigantesco ou trivial.  A erupção que desencadeou acusava quase em cada etapa, até as semanas de guerra, sua vontade diretiva.  Em inúmeros discursos lembrou, em tom admirativo, o início de sua carreira, quando " nada tinha atrás ele si, nada, nenhum nome, ou poder, ou imprensa, nada mesmo, absolutamente nada ", e como, só pela própria força , " de pobre diabo " havia chegado ao domínio da Alemanha e, logo, de uma parte do mundo: " Foi uma coisa prodigiosa! "   Com efeito, de maneira sem igual, tinha-se ele feito sozinho, e era tudo de uma vez: mestre de si mesmo, organizador de um partido, criador de uma ideologia estrategista e a imagem demagógica de salvação, chefe, estadista e, durante um decênio, o eixo do mundo.   Havia refutado o axioma segundo o qual as revoluções devoram  os seus filhos; porque era, como se dizia, " O Rousseau, o Mirabeau, o Robespierre e o Napoleão de sua revolução, era o seu Marx, o seu Lenin, o seu Trotski e o seu Stalin.   Pelo caráter e maneira de ser, situava-se, talvez, muito abaixo da maioria dos citados: todavia, alcançou êxito onde nenhum deles alcançara: dominou a revolução em cada fase, até mesmo no momento da derrota.  Isso demonstra o seu grande conhecimento das forças que conjurara.   Possuía, ademais, extraordinária acuidade para decidir quais as forças que podia mobilizar e não se deixava induzir a erro de acordo com as tendências dominantes.  A época de sua entrada na política situou-se inteiramente sob o signo do sistema burguês liberal, mas ele soube captar as resistências secretas e, por meio de manobras ousadas ou mesmo extravagantes, incorporou-as ao seu programa.  Seu comportamento foi considerado paradoxal sob o ponto de vista político, e o arrogante espírito de seus contemporâneos, durante anos, não o levou a sério.   Sua força extraordinária repousava, em grande parte, no fato de que, raciocinando arrojada e sutilmente, era capaz de construir castelos no ar - foi isso que um dos seus primeiros biógrafos quis dizer, ao publicar em 1935, na Holanda, uma obra com o título Don Quichotte von Munchen.  Dez anos antes Hitler, político bávaro fracassado, esboçava, em seu quarto mobiliado de Munique, os arcos de triunfo e cúpulas de uma ideologia aparentemente extravagante.  Apesar do desmoronamento de todas as esperanças, após a tentativa de putsch de novembro de 1923, não voltou atrás em nenhuma de suas palavras nem minorou nenhum de seus desafios ou subtraiu algum de seus intentos de dominar o mundo.  Naquela época, todos haviam objetado - reparou mais tarde - que ele não era senão um fantasista: " Diziam sempre que eu estava louco ".  Mas, apenas alguns anos depois, tudo o que quis transformou-se em realidade ou em projeto realizável, e aquelas forças que pretendiam duração e incontestabilidade - a democracia e o estado de partidos, os sindicatos, a solidariedade internacional dos trabalhadores, o sistema de alianças europeias e a Liga das nações __ estavam em  decaída.  E Hitler perguntou quem é que tinha razão: o fantasista ou os outros.   

Hitler por ele mesmo - parte 1


Eu Consuelo não quero fazer pensar que faço apologia a Hitler, por isso ando procurando mais biografias sobre ele e conhecê-lo cada vez mais, vou  publicar agora " Hitler por ele mesmo " do Livro Clipping, 2004, Martin Claret - pesquisador e organizador deste livro, gaúcho de Ijuí, é empresário, jornalista e editor em São Paulo.  Dá consultoria a várias entidades ecológicas.  Nota do Editor:  " Este livro não pretende ser uma apologia a Hitler ou à sua doutrina.  A obra tem mais um sentido de advertência e nos conscientiza de que estratégias extremistas e radicais nunca serão soluções para os problemas da humanidade.  A vida de Adolf Hitler deve ser conhecida e estudada, mas não é um bom modelo para o homem do nosso tempo e do futuro.  Ao entregarmos ao público esta pequena biografia, queremos apenas prestar uma necessária contribuição para a educação política popular, mostrando os perigos que há em cultuar valores altamente negativos.  O leitor, ao conhecer e estudar a vida de Hitler, tem o direito ele fazer o seu próprio julgamento histórico. "      Hitler por ele mesmo: _ John Toland, em seu monumental livro Adolf Hitler, diz as seguintes palavras sobre o seu biografado:  " Adolf Hitler foi, provavelmente o homem que mais agitou o século XX, o que mais lhe comunicou movimento.  É certo que nenhum outro homem, em nosso tempo, interveio no curso de tantas vidas e provocou tantos ódios.  Mais de cinquenta anos transcorreram , desde a sua morte, e pouco mudou a perspectiva em que o vêem os seus inimigos ou aqueles que nele acreditam. (...)   Para os poucos adeptos que lhe ficaram fiéis, Hitler é um herói, um Messias destruído; para os demais, ele é um louco, um líder político e militar desastrado. "   Este livro-clipping sobre o " cavaleiro da cruz gamada " não é uma apologia a Hitler ou à sua doutrina.