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sábado, 17 de dezembro de 2016

_O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo - Parte 3



Muitas vezes as circunstâncias exigem que certos conhecimentos sejam mantidos sob sigilo.   É usual ver governos e sua equipe de ministros burocráticos colocar o rótulo de secreto a uma série de deliberações.   Entre elas, naturalmente, também resultados de pesquisas científicas de interesse militar.   A indústria guarda segredo sobre aperfeiçoamentos técnicos e sobre processos de industrialização importantes.   Nestes casos, o sigilo é essencial para a preservação de interesses, quer de natureza geral, quer de natureza privada.   No primeiro caso, visa à segurança do Estado ou da economia, assegura a manutenção da competitividade, a garantia de empregos, etc.   No segundo caso, o objetivo é resguardar a privacidade do cidadão, em geral por razões de auto-afirmação e autopreservação.   Todos esses segredos, quer sejam segredos de Estado, ou algum segredo pessoal cuidadosamente guardado, tem algo em comum.   O fato oculto é conhecido por alguém, seja ele funcionário público ou cidadão privado.   No caso das ciências ocultas, porém, cultivadas pelos mais destacados cientistas ocidentais há pelo menos 2.500 anos, a questão é outra.   Esses pesquisadores não se preocupavam em manter sigilo; eles queriam desvendar segredos.   O que impelia tais homens à busca de conhecimentos era a ânsia de compreender.    O objeto de suas pesquisas era o mistério da existência do mundo, do homem e da natureza.    Não se contentavam em explorar o meio ambiente, desvendar regiões selvagens, descobrir plantas e animais desconhecidos ou observar o firmamento estrelado acima de suas cabeças e depois descrever tudo isto.   Claro, faziam isto também.   Na exploração do meio ambiente os cientistas de épocas passadas eram sem dúvida arrojados observadores da natureza, conforme prova a longa viagem do sábio romano Plínio.   Conforme relata em seu livro, ele circunavegou toda a África, visitou a Índia, a China e subiu pelo mar entre a Coréia e o Japão até o litoral pacífico da Sibéria.   Para aquela época foi uma aventura realmente notável.   No entanto, observar a natureza e realizar arrojadas expedições exploratórias são atividades classificadas sob a rubrica ciências gerais.   A despeito de os  monges de Glastonbury terem guardado o manuscrito a sete chaves, como assunto secreto, é verdade que o texto fala muito em feitiçaria e bruxaria, e em entes que aos olhos dos cristãos eram mais criações diabólicas do que divinas.   Mas se interpretarmos corretamente o conceito ciências ocultas, ele não se refere à observação e descrição da natureza quanto à aparência externa de seus componentes, ou seja, o lado de fora,; muito pelo contrário, ele se esforça por pesquisar a essência interna das coisas.   Trata-se de desvendar o segredo da coesão mais íntima do Universo.   Trata-se de resolver o mistério das relações ocultas entre Cosmo, meio ambiente e homem, mistério este cuja essência o homem entrevê sob inúmeras manifestações, e às vezes em estranhas e perturbadoras ocorrências.   No entanto, o mistério apenas se deixa entrever, sem revelar.   Nas ciências ocultas e em sua ávida busca de conhecimentos, o primeiro plano é ocupado pelo mistério homem.   O homem não continua sendo até hoje o mais desconhecido dos seres vivos (pergunta).   A despeito do enorme avanço das ciências no século XX.    Apesar do crescimento quase explosivo dos conhecimentos em ciências naturais e das novas invenções tecnológicas no decorrer dos últimos cinquenta anos - uma multiplicação de informações científicas jamais ocorrida na história da humanidade!   E no entanto, o homem não continua sendo um mistério para si mesmo (pergunta).   O que ou como é a alma do homem realmente (pergunta).    O que é o espírito em sua essência mais profunda, e qual seu significado ulterior (pergunta).   Não é em vão que Ludwig von Bertalanffy, professor universitário em Viena, Nova Iorque, Otawa, e especialista em biológica básica, biofísica e psicologia do comportamento, intitulou um de seus livros: ...mas do homem nada se sabe!   É uma obra pouco divulgada, porém meritória, que analisa criticamente a psicologia e sua posição no mundo moderno.   O que caracteriza realmente as ciências ocultas é a pesquisa básica  para conhecimento do espírito e da alma, sua essência e maneira de agir tanto no homem quanto na natureza inteira.   Uma pesquisa básica que via compreender as misteriosas, porém, onipresentes forças espirituais e energias psíquicas, a fim de aproveitar suas possibilidades latentes.   Naturalmente esta pesquisa não pode ser comparada com a atividade científica dos amplos laboratórios das universidades atuais, ou de modernos institutos de pesquisa, equipados com sofisticada tecnologia.

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