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sábado, 17 de dezembro de 2016

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo - Parte 4

Quando as pesquisas dos últimos séculos, ou até milênios, eram realizadas no singelo labor, os cientistas ficavam restritos aos recursos técnicos disponíveis em sua época.   Todavia ainda nos surpreendemos ao constatar o quanto estes pesquisadores eram inventivos e como eram extensos seus conhecimentos técnicos.   O consciente humano evoluiu um tanto LENTAMENTE em sua capacidade de absorver conhecimentos; portanto os pesquisadores em ciências ocultas muitas vezes se viam tolhidos em sua atividade, conforme a época em que viveram.   Se fizermos uma retrospectiva comparando entre o estágio atual das ciências oficialmente reconhecidas e as ciências ocultas, até as suas origens históricas, seremos surpreendidos com a revelação de um inesperado segredo: A HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS OCULTAS É SIMULTANEAMENTE UMA HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DO CONSCIENTE HUMANO.   Esta afirmação porém, pede uma explicação mais detalhada.    Pois nessa incursão ao passado, de certa forma uma expedição arqueológica para exumação dos segredos da humanidade, constataremos ainda alguns fatos peculiares.   Ora toparemos com noções que nos parecem infantis e ingênuas, e o primeiro impulso é considerá-las superstição primitiva, tolices ou até pura idiotice.   Por outro lado, encontraremos provas de aprofundado conhecimento psíquico, o que revela um consciente inacreditavelmente desenvolvido.   Nem mesmo psicólogos atuais com formação acadêmica conseguiram igualar o nível de tais conhecimentos, a despeito de testes especializados feitos em grande escala.   Algumas das psicotécnicas derivadas dos citados conhecimentos nos parecerão surpreendentemente familiares.   São usadas atualmente na psicoterapia e na medicina psicossomática para tratamento das DOENÇAS MENTAIS.   Aliás, sem que seu modo de agir tenha sido pesquisado a fundo.   No entanto esses conhecimentos psicológicos para tratamento psiquiátrico tem dois, três ou até quatro mil anos de idade.   Até médicos da Idade Média, a chamada Idade das Trevas, estavam a par deles.   Por exemplo, no campo da matemática e da física, consultadas por cientistas atômicos atuais a fim de desvendar certos segredos da natureza no âmbito subatômico.   Também esses cientistas, cuja genialidade perdurou pelo tempo afora, exerceram suas atividades há séculos, ou até há milênios.   Portanto, em nossa viagem pelo tempo às origens das ciências ocultas, e dali, por etapas, de volta à atualidade, encontraremos um curioso PARALELO DE CONCEITOS; alguns nos parecerão errôneos, outros simplesmente inacreditáveis.   Mas também descobriremos em olvidados templos de antiquíssimas escolas de sábios, e nos arruinados laboratórios  de alquimistas tanto orientais quanto ocidentais, toda uma série de teorias científicas e padrões de pensamento, calcados  numa capacidade de observação incrivelmente apurada.   Assim como interminável paciência na realização de trabalhosas e demoradas experiências.   Aliás, neste contexto ainda há tesouros de conhecimentos a descobrir e explorar.   Permanecem ocultos porque os manuscritos ou livros nos quais foram registrados usam um tipo de escrita pictográfica, baseada em símbolos estranhos e incompreensíveis; o código secreto necessário para decifrá-la foi extraviado.   Só para dar uma exemplo: sabia que A MAIS IMPORTANTE DESCOBERTA DO SÉCULO XX, A FISSÃO NUCLEAR _ COM SEUS DOIS FRUTOS TECNOLÓGICOS RADICALMENTE OPOSTOS, A BOMBA ATÔMICA E AS CENTRAIS NUCLEARES _ SE BASEIA NUMA REAÇÃO ALQUÍMICA (pergunta).   Tal constatação não é minha, mas sim de um dos pioneiros da MODERNA FÍSICA NUCLEAR, o portador do prêmio Nobel Erwin Schrodinger.   Numa conferência intitulada O Espírito das Ciências Naturais, por ocasião de um congresso realizado pela Associação ERANOS, ele dá crédito à ALQUIMIA, pois ocorre realmente uma transformação de elementos.   Mas, como diz mais adiante em seu discurso, no qual CRITICA O MATERIALISMO NAS CIÊNCIAS NATURAIS, e o EGOÍSMO MATERIAL em vez do ideal daí decorrente, sua referência à alquimia tem ainda outro motivo.   Para os VERDADEIROS ALQUIMISTAS, a pesquisa NÃO podia dissociar-se da ÉTICA e da MORAL.   E um dos motivos para conservarem em sigilo suas descobertas era o RECEIO DE DE VÊ-LAS CAIR EM MÃOS DE REGENTES ou DONOS DO PODER e TEREM SUA APLICAÇÃO DESVIRTUADA.    Todavia nada disto costuma ser mencionado em obras sobre as ciências ocultas, muitas delas em diversos volumes.   Na maioria dos casos trata-se de reedições de livros antigos.   Além disso temos antologias, ou seja, coletâneas de textos escolhidos de diversos autores e épocas; parte deles ainda é do século passado.   Versam principalmente sobre casos de forças estranhas ou sobrenaturais, sobre acontecimentos que contrariam as leis naturais habituais, enfim, sobre MILAGRES.   Portanto, o rótulo de Ciências Ocultas cobre uma série de setores diversos, que são comentados em bloco, sem distinguir origem e significação dos diversos fenômenos.   Há sessenta anos foi publicada uma série de artigos denominada CIÊNCIAS SECRETAS.   SECRETO já é um termo atraente por si só, despertando interesse de imediato, quase que inconscientemente .   As manchetes dos artigos, caprichosamente desenhadas em ornamentadas LETRAS GÓTICAS certamente incentivavam o desejo de participar daqueles segredos.   Nos subtítulos detalhava-se o conteúdo: Uma coleção de antigos e modernos textos raros sobre astrologia, magia, Cabala, maçonaria, Rosa-cruzes, bruxaria, demonologia, etc.   Editado por A.v.d Linden.   A programação total, certamente implícita no etc, abrange ainda outros temas similares, como a teurgia, por exemplo, ou seja, COMO OBRAR MILAGRES COM A AJUDA DE DEUS, DOS ESPÍRITOS PLANETÁRIOS, DOS DEUSES DA LUZ e dos ESPÍRITOS ANGÉLICOS, e a NECROMANCIA, ou a ARTE DE CONJURAR OS MORTOS.   E através deles, depois de convocadas as almas dos falecidos, obter informações sobre o futuro.   Ou então saber detalhes de fatos do passado, esclarecer algum acontecimento obscuro, desvendar segredos que não poderiam ser revelados de outra maneira.   Os artigos abordam ainda o sonambulismo, a hipnose, a quiromancia, e a vidência em bola de cristal.   Esta última é também uma maneira de predizer fatos e acontecimentos, pois afirma-se que na bola de cristal surgem, como numa tela de TV, imagens de locais distantes ou épocas remotas.   Citam por alto as varinhas de condão e a hidromancia.   Esta tem duas versões: fazer predições com água mágica devidamente preparada; e a prova d'água, o questionável julgamento de Deus nos antigos processos contra as bruxas.    Para encerrar, falam das variadas artes encantatórias e fórmulas de conjuramento em povos primitivos.   Enfim, o programa daquela série de artigos abrangia tudo o que então-e em grande parte ainda hoje - NÃO é considerado ciência.   Pelo contrário, para a ciência oficial, ensinada nas universidades e instituições de pesquisa, tais conhecimentos não passam de vulgar superstição.   Em outra obra, mais recente, a lista foi completada com estudos sobre a medicina antiga, medieval, e exotérica, inclusive as plantas medicinais e outros produtos farmacêuticos obtidos da natureza, desde que apresentassem efeitos mágicos.    Há ainda comentários sobre o estudo do caráter na Idade Média e sobre a interpretação de SONHOS.   Também não deixou de ser incluído um capítulo sobre milagres bíblicos e sobre legendas de santos.

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