Calendário 2019

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Vou por onde a arte me levar.

domingo, 2 de abril de 2017

Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 1

As origens do carvão: A partir  do século XV111, a exploração do carvão começou a ter grande destaque entre as atividades do homem.   O carvão mineral é um produto resultante da transformação de uma vegetação primitiva (pteridófitas).   Assim a Enciclopédia Internacional Grolier descreve as origens do carvão: " A crosta da Terra, convulsionada por furacões, vendavais, maremotos e terremotos, veio desde então sofrendo lentos e violentos cisalhamentos.   Através dessas épocas geológicas, árvores gigantescas e toda a sorte de vegetação cresceram, formando grandes e espessas florestas, favorecidas pela atmosfera, muito rica em COdois, permitindo a intensificação da função clorofiliana e o crescimento dos vegetais de forma de forma extraordinária em um clima particularmente quente e úmido.   Face aos fenômenos naturais existentes na época, essas florestas foram afundadas ou soterradas.   Enormes selvas carboníferas foram maceradas em contato com a água abundante da floresta pantanosa, comprimidas sob enorme pressão e fermentadas sob a ação de bactérias.   Dessa forma vê-se que o carvão mineral resulta da alteração de um ambiente vegetal.   Ele é a parte celulósica da vegetação transformada pelo tempo, pressão, bactérias e outros agentes, em uma massa carbonosa.   É fácil imaginar as centenas de variações de " carvões" que foram desenvolvidas com as sucessivas formações de florestas.   A matéria vegetal pode ter sido transportada e acumulada em um fundo de lagos ou pântanos e assim bacias carboníferas foram encontradas.   Também a fermentação bacteriana encontrou condições ideais de desenvolvimento nessas florestas soterradas a pouca profundidade, originando a formação das minas de carvão a céu aberto, na flor da terra.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Os Reis - Sacerdotes e a Magia Cósmica - Parte 17

O homem primitivo foi apelidado de Homo Magus, pois seu consciente e maneira de pensar estavam magicamente entrosados com o meio ambiente.   Já o Homem de Cro-Magnon, que apareceu bruscamente na Terra há cerca de trinta mil anos, e que ninguém sabe de onde veio, demonstra surpreendentes capacidades.   É muito superior a seu antecessor, o homem de Neandertal.   Os mais conscientes deles, ou digamos, alguns poucos dotados de capacidade de percepção mais desenvolvida, transformaram sua forma de religião, o xamanismo, em magia aplicada.   Já estavam praticando uma ciência natural experimental, só que de maneira diferente da atual.   O mais notável resultado desta ciência natural pré-histórica, totalmente mágica, é a descoberta da magia da palavra, e com isto a evolução dos símbolos sonoros, que passaram a formar a linguagem, assim como a descoberta da magia pictória, da qual devem ter se originado posteriormente os diversos tipos de escrita.   Conforme vimos a invenção da pintura, da escultura, enfim, das artes plásticas, está indissoluvelmente vinculada à magia pictórica.   Só o fato de que aqueles indivíduos primitivos, nossos prováveis ascendentes diretos, serem capazes de reproduzir em cenas ilustradas, muito reais, sua visão mágica interior, já é uma proeza incrível.   Esse nosso antepassado pode ser designado, por direito, de Homo magus artifex como o homem ainda mágico, mas já artístico.   Na cerca de vinte mil anos seguintes, com o término das idades glaciais, ocorreu uma série de amplas modificações climáticas.   O meio ambiente do homem sofreu alterações.   O derretimento do gelo elevou o nível dos mares.   Houve vários dilúvios.   Espécies animais foram extintas.   As renas se refugiaram no norte.   O atual Deserto do Saara se tornou um paraíso tropical para animais e plantas.   As novas condições de vida forçaram o homem a mudar seus hábitos para sobreviver.   Nesta época, até doze mil anos, aproximadamente, o homem abandonou a caça de animais de porte em favor da caça miúda; colecionava cereais selvagens e frutos silvestres.   Iniciou a vida sedentária, começou a domesticar e a criar animais, plantava cereais e construía moradias sólidas.   De nômade e caçador ele passou gradualmente a lavrador e criador de animais.   Segundo, o filósofo grego Platão quanto o historiador grego Heródoto relataram que a Atlântida teria existido na Ilha Atlantis, entre a Europa e a América, no Oceano Atlântico; possuía pelo menos vinte mil anos um sistema de governo perfeito e uma cultura extremamente elevada.   A ilha teria afundado por causa de uma catástrofe natural, provavelmente atingida por um gigantesco meteoro.   Os sobreviventes que conseguiram alcançar o continente seriam os criadores de novas culturas, tanto na área do Mediterrâneo quanto nas Américas.   Também os membros da Sociedade de Tula, que formavam no Terceiro Reich alemão o círculo interior dos mestres esotéricos do nacional-socialismo, conservavam a crença nos atlantes.   Adolf Hitler via nos atlantes os ancestrais da raça ariana.   Considerava-os super-homens, dotados de fantásticos poderes mágicos.   Acreditava que eles continuavam presentes entre o povo alemão, invisíveis, por assim dizer, como espíritos imortais, e afirmava ter tido contato com eles.   O argumento dos defensores da tese dos extraterrestres, assim como a teoria da Atlântida, é o seguinte: segundo provam experiências feitas em institutos biológicos, é impossível que a cultura de plantas silvestres e a domesticação de animais baste para resultar em plantas cultivadas e animais domésticos.   Isto seria contrário às leis da hereditariedade genética.   Os animais selvagens do jardim zoológico também não se transformam espontaneamente em animais domésticos.   Os homens da Idade da Pedra nada sabiam de hereditariedade.   De onde lhes vieram de repente estes conhecimentos...  De qualquer forma, nenhuma das tribos nômades ou caçadores ainda existentes atualmente conseguiu construir cidades ou desenvolver uma civilização mais avançada.   Muito menos uma religião que fosse além do xamanismo.   Por isso, os autores, entre eles cientistas sérios e renomados como Bergier e outros, consideram falso tudo o que aprendemos na escola sobre o desenvolvimento da humanidade, e que continua a ser ensinado a nossos filhos.   Indubitavelmente as teorias e especulações da Pré-História e da História antiga precisam ser revistas, principalmente no que se refere a datas.   Seja qual for a teoria de descendência que preferirmos, a evolução da humanidade só pode ser satisfatoriamente explicada por meio de um progressivo desenvolvimento do consciente humano.   Nos círculos da chamada Magia negra, a morte ritual dos seres humanos ocorre até a cristã.   No entanto, são fatos episódicos.   A noção de oferecer sacrifícios religiosos aos deuses nada tem a ver com o canibalismo das tribos primitivas na África, em Bornéu e na Nova Zelândia.   Quando os canibais, cujo conceito de um mundo ainda se restringia totalmente ao meio ambiente, devoravam o coração ou o fígado do inimigo abatido, julgavam incorporar com isto sua força e poder.   Porém, quando o Dicionário Fischer de Antropologia, e Herbert Wendt em seu livro À procura de Adão, afirmam que o canibalismo era generalizada na Pré-História, quando até os companheiros de tribo eram comidos, podem incorrer em erro.   O fato é que, com o início da construção de cidades, com o começo do desenvolvimento da civilização e quando o conceito sobre o mundo passou a incluir o Cosmo, não há mais provas da prática do canibalismo ritual e mágico.   Os homens começaram a projetar as imagens das suas fantasias religiosas para o Universo.    Também o além é transferido para o espaço sideral e os mágicos se esforçam por captar os poderes espirituais do Cosmo.   Estes são representados como Deuses Estelares, e sua aparição data de mais de oito mil anos.   Inicialmente, as divindidades cósmicas são deuses gêmeos.   São venerados na Babilônia, em Assur, no Egito e ainda tem forma feminina.   A Lua é uma deusa, e o Sol sua divindade irmã gêmea.   O Planeta Vênus se mostra como estrela da manhã e da tarde, em seu duplo aspecto de deusa da Luz nascente e deusa da noite.   Do ponto de vista psicológico, isto significa que agora o homem encontra também o padrão arquétipico da Grande Mãe Natureza no Universo invisível.   A religião do homem pré-histório, o xamanismo, é, uma crença na alma e não uma crença espiritual no sentido por nós entendido.   Também o que os egípcios denominavam Ka, no início de sua civilização (seis mila a quatro mil anos atrás), cultuava a alma, porém num sentido já bastante diferenciado.   Ka é a força criativa no homem: tanto inteligência quanto potência sexual.   Ambas ainda se confundem.  O Ka dos egípcios é em termos modernos, a vitalidade personificada, abrangendo o consciente, a potência física e mental.   A alma ainda não havia descoberta, apesar de Ka já possuir uma irmã, Maar.   É o lado feminino de Ka.   Já na terra entre dois rios os homens construíram pirâmides escalonadas como santuários dos deuses e moradias para os reis sacerdotes.

sábado, 25 de março de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas __ O Feitiço dos Curandeiros e suas Práticas Mágicas - Parte 16

A grande dissertação sobre símbolos não foi feita sem motivo.   Pois, nesta força operativa dos símbolos, uma irradiação de energia psíquica, poderia estar a explicação do mistério para as intrigantes capacidades e atuações mágicas dos curandeiros.   Jung descreve o símbolo como uma máquina psicológica que transforma em energia.   E sobre os ritos dos primitivos, ele diz: Os ritos que envolvem objetos sacros permite reconhecer muitas vezes, com toda clareza, sua natureza de transformadores de energia.   A magia dos curandeiros equivale para a moderna psicologia profunda, e para a cibernética, a uma operação com símbolos.   A energia ou força mágica, como é chamada nas ciências ocultas, não serve ao curandeiro apenas para curar doenças.   Esta é apenas uma das suas obrigações .   Ele também tem a tarefa de se comunicar com os espíritos dos ancestrais, predizer o futuro por meio de um voo mágico e acompanhar as almas dos mortos.   Além disto, tem de  cuidar da manutenção da ordem natural, a fim de garantir as colheitas, por exemplo.   O curandeiro é, de certa forma, um teórico da informação, pesquisador experimental da natureza, pesquisador experimental da natureza, meteorologista atuante, médico, futurólogo e agente planejador de sua tribo.   E tudo isto numa única pessoa!   Todavia, APESAR DA EVIDENTE DECADÊNCIA , o curandeiro continua sendo o personagem mais importante  da tribo entre povos primitivos; sem ele a sobrevivência seria inviável.   Em alguns povos, o cargo de curandeiro é hereditário, em outros o sucessor é recrutado por se candidatar espontaneamente, após  passar por experiências visionárias, considerado como escolha feita pelos espíritos ou deuses.   Mas, independentemente do processo de escolha, antes de assumir seu posto o curandeiro tem de passar por um longo e árduo aprendizado.   A mântica, ou a arte da adivinhação e da predição do futuro, só é possível para quem dispõe de um canal informativo direto com o além, e está familiarizado com o trato dos espíritos.   A morte mágica, o vôo mágico e o fogo mágico são, de certo modo, as três disciplinas básicas obrigatórias na formação de um curandeiro.   A idéia da morte mágica é experimentar a morte de maneira concreta e real e também aprender a ver a si mesmo como esqueleto.   Para povos nômades, o esqueleto é a base da vida, tanto humana quanto animal.   A morte mágica sempre se trata de um renascimento , de uma renovação espiritual ou neo-nascimento.   Aparece também nas doutrinas esotéricas dos budistas da Ásia Central e Oriental, no Grande Opus dos alquimistas e por ocasião da admissão na ordem secreta dos Rosa-cruzes.   ____ Além de crer  num reino espiritual do Além o curandeirismo cultiva ainda a fé na imortalidade e isto, de certa forma, já em épocas bem primitivas.   Porém, Não imagina uma vida eterna no Céu, como a prometida posteriormente pelos Cristãos e pelo Islamismo.   O Mito do Paraíso Perdido que deu origem a esta noção surgiu de outra maneira.   Está ligada à evolução do consciente e ao desenvolvimento cultural dela corrente.   O Vôo  Mágico é a segunda disciplina básica no curso para curandeiro; é também denominado Grande Viagem, a ascensão do xamã à dimensão aérea e celestial.   Para isto, eles usam a árvore dos curandeiros.   Entre os nômades do hemisfério norte, e em nações indígenas, a árvore mais comumente usada para este fim é a bétula.   É fincada no chão da tenda, com a ponta emergindo da abertura para a saída da fumaça.   Conforme Bastiani que havia descrito em seu relato, a árvore é ornada com todo  tipo de enfeites mágicos.   Voar por meio de meditação transcendental, e tornar-se invisível são as mais recentes atrações da sereia do iogue Maharishi Mahesh, que se mudou para o Ocidente há cerca de duas décadas, a fim de tornar as pessoas felizes.   Superar a força da gravidade com aviões a jato, helicópteros ou mísseis espaciais já é fato rotineiro, que não impressiona mais ninguém.   Mas voar assim de improviso... só com a força mental...na verdade a proeza não é tão fácil assim; e se algum propagandista da seita afirmar que, com o decorrer do tempo, os praticantes da meditação transcendental podem incrementar seus poderes a ponto de poder voar, tornar-se invisíveis ou atravessar paredes, isto é Charlatanismo e não adianta seu colega afirmar que a preparação exige apenas de um ano a um ano e meio, que passa voando para quem está sentado na rua praticando sua meditação; promessas deste tipo são pura e simples Vigarice.   O vôo mágico dos curandeiros e também dos autênticos iogues hindus ou tibetanos é bem diferente em aparência e essência.   Além de estudar durante anos  as técnicas de êxtase e praticar rigorosos exercícios de autocontemplação interior, o curandeiro precisa se esforçar incessantemente pelo próprio aperfeiçoamento Espiritual e Moral.   Corresponde à visão materialista-consumista da nossa época achar que é possível adquirir tais poderes mágicos em cursos de treinamento pagos.   Isto já não é mais ingenuidade infantil, é rematada tolice.   E é em crenças tolas como esta que se baseia o iogue anteriormente citado; com seus agenciadores, ele montou um empreendimento muito bem organizado e altamente lucrativo.   A árvore do curandeiro representa, por assim dizer, o eixo do mundo; uma árvore cósmica.   Na opinião de muitos povos, a doença é resultado de perda da alma, em seu vôo mágico, o curandeiro traz de volta as almas extraviadas.   Só que estas viagens são sempre experiências extáticas e não vôos reais.   Quando o curandeiro torna a descer de sua árvore, na maioria das vezes ele cai num estado de total prostração.   A alma se separa do corpo.   Poi é esta ou o corpo astral, conforme é chamado Tantra-ioga, e não corpo físico, que empreende o vôo mágico.   Nos povos insulares da Oceania , o vôo mágico não começa com a ascensão da árvore dos curandeiros, mas a partir de um barco, sobre o qual o curandeiro se deixa levar para o alto-mar.   Em outros povos, ele escala íngremes rochedos ou altas montanhas.   A capacidade mágica de se alçar nos ares e voar tem se conservado na tradição das ciências ocultas através dos tempos.   Citemos apenas a crença em bruxas, que de modo algum se manteve restrita à Idade Média.   A origem desta noção, vinda de épocas arcaicas, encontra explicação em muitos mitos relativos à Criação e em sagas tribais.   Quer se trate de vôo mágico, de uma viagem ao céu, ou posteriormente de viagens espaciais, o padrão arquetípico é a idéia de que em eras longínquas o trânsito entre a Terra e o reino dos espíritos era bem mais fácil.   Também a crença de que as pessoas possuíam asas reais, como anjos, é encontrada em mitologia.   Portanto o vôo mágico dos curandeiros, e posteriormente dos mágicos, feiticeiros e bruxas, não é mais do que a reconstituição de uma capacidade humana outrora comum.   Entre os nômades Altai, os Golden e os Iuraques da Sibéria, o curandeiro empreende sua grande viagem a cavalo .   Existe uma série de antigas tradições.    A noção de que o reino dos espíritos, para onde vão também as almas dos falecidos, se encontra debaixo da terra, reaparece nas religiões dos povos civilizados ocidentais.   Os cristãos por sua vez fazem dele o inferno.   Mas é também a origem do mito da lendária e jamais encontrada cidade de Agarti, que desempenha papel de destaque na sociedade esotérica secreta do nacional-socialismo, a Sociedade de Tula.   recentemente o escritor inglês Tolkin, em seu conhecido livro  Senhor do s Anéis, faz renascer o mito de um mundo inferior ao descrever uma terra intermediária.   O Fogo Mágico é a terceira  técnica básica para obter o grau de curandeiro.   Evans-Wentz, pesquisador do Tibete, fala de um calor psíquico, pois ele é provocado unicamente por psiquísmo, mediante exercícios de meditação e visualização, assessorados por uma técnica  respiratória especial.    Entre os esquimós e entre os nômades das regiões árticas usa-se mergulhar panos em água gelada, até que fiquem rígidos de frio, existem muitos exemplos de técnicas.   A provocação do calor mágico está em relação direta com o chamado domínio do calor.   Ou seja, a capacidade de andar com pés descalços sobre brasas ardentes, placas de ferro incandescentes ou proezas semelhantes.    Os curandeiros entram em comunhão com o espírito  do fogo.   Como resultado, são capazes de expelir chamas de fogo pela boca e pelas narinas; como resquício disto , ainda encontramos Imitações da arte em Prestidigitadores ou no engolidor de fogo do circo.   A produção de calor mágico , no entanto não está restrita ao Extremo Norte ou às regiões frias.   Em épocas posteriores, a arte do calor mágico dos curandeiros, passa para os ferreiros e metalúrgicos.   O major-domo do reino dos francos, que derrotou os árabes em Tours e em Narbonne, criando para o seu neto, Carlos Magno, as bases de seu império, não se intitulou Charles Martell (pergunta).   Carlos, o Martelo!   De sua ferraria saiu o Santo Império Romano, o primeiro império europeu.   Quando, cerca de doze séculos mais tarde, o sucessor de Lenin adotou o nome de Stalin, ele devia ter tido motivos para isto.   Mussolini foi cognominado o Ferreiro de roma.   E o Ex-chanceler alemão, Brandt (fogo).   Difícil dizer se ele trocou conscientemente o verdadeiro nome da família por aquele apelido.  Porém, o novo nome, que faz lembrar magicamente o fogo, foi sem dúvida bem escolhido.   Como vemos, o pensamento mágico se conservou desde as eras arcaicas até o presente.   Pode ser sentido em quase tudo.   É que nós não prestamos muita atenção a isto.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Arte em Panô " Elefante Místico " em Arte Digital


Gif - Ciências


I Love Rock


O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 15 _ Um resumo do livro.

Todavia, no homem primitivo, assim como na criança, a mentalidade animista ainda é tão interligada ao meio ambiente que ele mal percebe que o seu curandeiro opera com símbolos; para ele a magia da palavra e a magia da figura equivale a fazer coisas e a produzir efeitos.   Para o cientista atual, porém, lidar com símbolos não passa de atividade intelectual; serve para desenvolver padrões de pensamento e para elaborar fórmulas matemáticas que descrevam processos naturais.   Portanto, a luz da psicologia atual, a magia xamanista se baseia numa noção ingênua, mas na qual o curandeiro crê firmemente, logo sem superstição.   No entanto, o espantoso é que o curandeiro é realmente capaz de fazer mágica.   Pode até fazer aparecer espíritos muito reais.   A pesquisadora francesa Alexandra David-Neel, professora de Etnologia na famosa Universidade de Sorbonne, em Paris, profunda conhecedora do Tibete, onde passou catorze anos.   Fala a respeito do seu livro " Santos e Bruxas "; ela foi  iniciada nos ritos secretos do Lamaísmo, a forma tibetana de budismo, que conservou as psicopráticas da religião xamanista original do país.   O que a pesquisadora relata acerca dos poderes mágicos dos lamas do Tibete parece fantástico.   Porém, chega às raias do assombroso o que a professora Alexandra diz sobre a criação dos chamados espectros nebulosos, fantasmas sem tirar nem pôr.   Ela mesma conviveu durante um longo período com um destes espíritos, fruto exclusivo de concentração mental ; era um lama baixinho, gordo, de aspecto risonho, que se tornou seu comensal regular.  Ele ia e vinha a seu bel prazer.   Por vezes a pesquisadora sentia apenas o toque de sua mão sobre o ombro.  Ela considera extraordinária a materialização desta entidade espiritual, porque até os seus visitantes, portanto terceiros, podiam ver o espectro gerado pela sua mente.   Quando a presença do espírito do lama começou a enervá-la, a professora precisou de seis meses para desfazer o fantasmagórico personagem e levá-lo a desaparecer.   Perguntamo-nos, naturalmente, como isso é possível.   É preciso aprofundar-se num estado de extremada vigília, que o renomado pesquisador inglês do Tibete Evans-Wentz designa em seu livro, Ioga e doutrinas Secretas do Tibete, como Ioga do grande símbolo.   E com isto gostaria de apontar dois fatos intrigantes, dos quais a psicologia acadêmica não toma conhecimento.   ... No que se refere às origens da magia: no começo era o símbolo.    Mas o que será que vem a ser exatamente o símbolo...Com demasiada frequência eles são confundidos com sinais ou alegorias.   Em regra, a alegoria personifica uma ideia,; a Justiça por exemplo, como uma heroica figura feminina munida de balança e espada, aparece de olhos vendados, para indicar que a justiça deve ser imparcial.   As alegorias se caracterizam pela configuração bem determinada e pela significação restrita.   No sentido da moderna cibernética, os dois fatores cabem co conceito de sinais.   O símbolo  também é um veículo de informação; porém de um tipo especial.   Possui, por assim dizer, natureza dupla e certa autonomia.  Uma vida própria por assim dizer.   O símbolo, seja objeto, imagem, sinal gráfico, sequência sonora, etc, possui por um lado sentido eidético.   Isto é, informa pictóricamente  ou acusticamente sobre uma ideia.   Por outro lado, porém, o símbolo tem ainda um sentido operativo.   É simultaneamente o portador de uma informação e desencadeia um efeito.   É este o aspecto intrigante.   Todas as fórmulas de símbolos têm em comum o fato de não terem como causa determinante aquilo que simbolizam.   Isto os diferencia dos sinais.   " No entanto nada é dito sobre quem ou o que cria os símbolos.   George Klaus ".    Jung considera altamente provável que os símbolos históricos venham predominantemente de sonhos ou sejam sugeridos por eles.   Isto confere com o que diziam, já há cinco mil anos, os textos cuneiformes sobre as experiências de Gilgamesh, o rei de Ur, em sua aventurosa viagem.   Porém, não devemos nos contentar em saber que os símbolos são fruto do inconsciente.   Isto poderia nos levar à errônea suposição de que os símbolos têm, afinal, origem humana.   Pois o conceito de inconsciente corresponde ainda, quer para o cientista, quer para o leigo, às antiquadas teses de Sigmund Freud e de sua errônea tese do instinto.   O que  Freud descrevia como símbolos, e que insistia em interpretar para os seus pacientes como símbolos sexuais, quando necessário também sob renitente oposição destes - não são símbolos autênticos; têm mais o caráter de sinais.   A vida, no entanto, está sujeita à contínua variação.   Portanto, os símbolos também variam no decorrer do tempo com as civilizações, as religiões e os conceitos predominantes em cada época; conforme as condições geográficas, a raça e outras características peculiares ao meio ambiente.   Kohlenberg extrapola que os governantes de alguma antiquíssima raça cósmica, diante da insuportável superpovoação de seus planetas, tenham expedido observadores em busca de novos espaços vitais.   A Terra, situada num braço espiral à borda de nossa Via Láctea, seria o posto avançado para uma colonização.   Kohlenberg não aceita os arquétipos.    Para ele, os deuses e todas as demais figuras e vultos simbólicos na mitologia têm origem no encontro do homem primitivo com visitantes extraterrestres.   O mesmo se aplica à magia.   Também a escrita seria  herança dos astros.   E no que se refere às calamitosas catástrofes naturais - a tradição comum a todos os povos de um dilúvio universal, o desaparecimento da lendária Atlântida, o surgimento dos desertos e das zonas das estepes - tudo seria consequência de uma guerra estelar, resultante do embate de povos siderais inimigos da luta pela ocupação da Terra como colônia espacial.    Os combates teriam sido travados como super armas, como bombas atômicas, canhões laser e assemelhados.   Dos mitos ressalta um panorama universal, um Cosmo que é um todo, sujeito às leis imutáveis e contendo uma multiplicidade de mundos habitados, conclui Kohlenberg.   Como teoria seus pontos de vista poderiam ser aceitos.   E a possibilidade não é totalmente descartável.   Todavia, conforme mencionei, com isto o problema é apenas transferido para o cosmo.   Se os habitantes de outros planetas da nossa galáxia têm natureza e essência humanas, devem possuir igualmente uma mitologia e com isso conhecer símbolos.   Mas para compreender as práticas mágicas conforme serão descritas nos próximos capítulos, a tese dos símbolos de Jung e a pressuposição de um campo espiritual supra pessoal e universal é mais útil, quer lhes demos o nome de inconsciente coletivo ou área do supra consciente.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Panô Africano do Signo de Áries




O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 14


Além de um recurso auxiliar na magia, a arte tinha também cunho religioso.    O curandeiro traçava os planos para a caçada, e este modelo servia de orientação para todos os membros da tribo.   Nestas cavernas na Idade da Pedra, que não serviam como habitação, mas como local de culto, encontraram-se flautas de ossos, vibradores de madeira e pegadas humanas.   Nos primórdios da civilização o homem ainda cultuava como divindade animal a fera abatida, como por exemplo, o urso, cuja cabeça e pele eram montadas sobre uma armação.   Na era da pintura das cavernas, os desenhos substituíam a carcaça abatida.   Foi assim que nasceu a magia pictórica, que aparece posteriormente; seja no culto a animais totêmicos, no feitiço de máscaras, na crença em fetiches dos primitivos, ou na esperança do milagre resultante do toque de imagens mais desenvolvidas, na devoção diante de imagens milagrosas, ou na veneração de relíquias.   Também o feitiço mortal, ou o mal olhado, praticados pela chamada magia negra, tem a mesma origem.   No início da década de 1980, a magia pictórica se tornou por assim dizer moderna, conforme provam as reportagens dos noticiários.   Nelas se vê, em demonstrações no Irã, um boneco imitando o Xá ser exibido na extremidade de uma forca.   Também o presidente dos Estados Unidos é sujeitado a esta mágica morte pictórica, por meio de um boneco enforcado feito à sua imagem e semelhança.   E tudo sobre o acompanhamento de histéricos gritos de maldição da massa fanatizada: Morte ao Xá, morte aos imperialistas americanos etc.   Este exemplo, e outros do mesmo teor, testemunham o retorno do uso da magia pictórica a serviço de ideologias políticas.    A criação artística da imagem passa a ser imagem simbólica.   Começam a aparecer representações fálicas, homens com o membro ereto, como as descobertas nas cavernas de Ti-n-Lalan e Tel-Issaghen.   Nos desenhos aparecem também o ato sexual entre casais, porém não como cópula animal.    O instinto sexual domina o homem primitivo, quer ele queira ou não, Cerca de vinte mil anos mais tarde, deparamos com a posição de cócoras nos ensinamentos secretos do Tantra-ioga hindu, onde ela desempenha papel especial no desenvolvimento de uma vida espiritual interior, por meio da mágica energia sexual.    É encontrada igualmente nas instruções para a magia amorosa na doutrina chinesa do taoísmo.    O aparecimento da linguagem humana também tem, possivelmente, correlação com a mais remota magia.   O processo ainda não foi bem esclarecido do ponto de vista científico.   Von Bertalanffy supõe que a linguagem do homem primitivo surgiu como magia da palavra.   A teoria dos antropólogos e pesquisadores da linguagem de que ela tenha evoluído de sons animais - uma espécie de comunicação baseada em latidos e grunhidos - revelou-se errônea.   A língua dos povos primitivos são bastante complexas, enquanto rendem a se simplificar cada vez mais no decorrer do processo civilizatório.    As vozes dos animais são genericamente condicionadas de acordo com a espécie.    O cão pode variar seu latido, mas é incapaz de imitar o trinado de um pássaro.    Quanto ao homem precisamos partir de suas vivências.    O Homo Magus percebia o mundo não só em imagens, mas também em sons.   Os símbolos sonoros se transformam em palavras, e com o uso as palavras acabam formando a linguagem, assim como a justaposição intencional de figuras simbólicas levou a escrita, se bem que dezenas de milênios mais tarde.   A criação de símbolos foi o fato mais revolucionário e decisivo para o desenvolvimento do consciente humano.    Por meios dos símbolos, o homem cria, ou melhor, descobre um mundo espiritual.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 13

Pintura acima do artista Adrian Bordon.  ___ Até certa idade, crianças não demonstram medo diante dos mortos.   Isso ocorre mais tarde, quando se conscientizam da irremediabilidade da morte pela perda de um ente querido.   Suas reações se assemelham mais à decepção e à mágoa pela perda afetiva que as afetou pessoalmente.   Para o homem primitivo, a morte só passou a ser um fato misterioso e assustador quando ele percebeu que a energia vital e a personalidade não retornavam depois de determinado período, como por exemplo, um longo e profundo sono que reanimasse visivelmente o falecido.   Portanto já despertava o homem de Neandertal a noção de algo espiritual, de uma entidade etérea ou nebulosa que habitava e comandava o corpo humano.   Tal crença numa entidade espiritual, o denominado animismo (do latim anima=alma), ainda hoje encontrada entre os nômades do Norte da Sibéria, os esquimós, índios, e outros povos primitivos, já devia estar arraigada entre os homens da Idade da pedra, conforme provam os achados arqueológicos.   E as pesquisas dos antropólogos e etnólogos indicam que este animismo primitivo não era somente uma espécie de religião pré-histórica, mas a base semiteórica para o desenvolvimento de práticas mágicas.   O que o homem pré-histórico entendia sob o conceito de alma é naturalmente diferente do psiquismo atual.   Seria mais correto dizer que os homens primitivos acreditavam em espíritos e não em alma.   É usual dizer que para os povos primitivos toda a natureza era animada.   Para eles o mundo está repleto de espíritos muito reais e, quando se sentem ameaçados pela natureza, de forças demoníacas, para os povos primitivos o mundo é um mundo mágico.   O homem primitivo não aceitava a noção de que tudo estava terminando quando sobrevinha a morte física.   Parecia-lhe anti-natural.   Assim como é inacabável a força que anima a natureza, nascimento e morte, morte e renascimento, era natural que continuasse a existir aquela entidade etérea e nebulosa inata no homem, aquela espécie de corpo espiritual invisível.   A religião primitiva era uma religião da natureza; porém naquela época o homem primitivo não era capaz de conceber os valores espirituais como princípio universal unificante.   Para ele, ainda estavam ligados ao objeto, de modo que cada coisa tinha seu espírito individual.    Sob o culto ao urso ocultava-se um duplo sentido.   Matar um animal era uma grave interferência na ordem vital natural deste, capaz de acarretar sérias consequências.   Os povos nômades da região ártica na Sibéria, do Estreito de Bering, do Alasca e da Groenlândia ainda demonstram até hoje veneração religiosa pelo urso.   Naturalmente o homem das cavernas, na Idade da Pedra, se sentia fisicamente fortalecido com a farta ingestão de carne após a vitoriosa caça ao urso.   Mas, acreditava que o ritual mágico durante a refeição também lhe passava simultaneamente algo do espírito do urso- sua força e supremacia física.   Este fato poderia ter dado origem ao conceito do guerreiro invencível, dotado de forças sobre-humanas, figura que aparece em todos os mitos e sagas germânicas e nórdicas.   Também as numerosas lendas de lobisomens.    Porém o urso é também um deus; sua morte é uma imolação ritual.   O padrão da divindade que morre pela humanidade reaparece posteriormente nas religiões de todos os povos de civilização evoluída, entre babilônios e egípcios, na antiga doutrina de Mitra na Pérsia, no culto grego de Dionisio com seu secreto culto de mistérios.   O padrão também é encontrado com variações nas civilizações pré-cristãs da América, entre incas, maias e astecas.   No entanto, em todas estas instâncias, à noção de fortalecimento espiritual, uma união psíquica com as forças intemporais da natureza, junta-se a ideia de redenção.    Por meio do sacrifício da divindade, o homem é redimido das suas culpas; ou do ponto de vista psicológico.   Também o Homem de Neandertal desaparece da face da Terra sem maiores explicações no decorrer de novas idades glaciais e sem deixar sinais marcantes de sua presença.   Um tipo inteiramente novo de homem surge do Oeste , espalhando-se por toda a Europa e pela África do Norte, e alcançando o continente americano  provavelmente pelo Estreito de Bering.   Isto teria ocorrido há cerca de trinta mil anos.   É o chamado Homem de Cro-Magnom.    Ele vem a ser nosso ascendente imediato, e os pesquisadores da Pré-História lhe deram o cognome de Homo Sapiens, do latim sapiens, ou seja, esperto, inteligente, sábio.   Seria mais correto dar a ele e a seus antecessores o apelido de Homo Magus.   Seu mundo também  ainda é um mundo mágico.   Sua religião é o curanderismo, ou xamanismo, assim denominada devido aos sacerdotes da tribo, os curandeiros ou xamãs.   O xamanismo não se difundiu apenas entres os nômades da Sibéria e outros povos migrantes do Ártico.   Aparece também entre os habitantes primitivos de Bornéu, Nova Zelândia, aborígines da Austrália, em tribos negras da África Central, e entre as derradeiras tribos de Índios da Amazônia.  ____ Todo o desenrolar da caçada é então pintado sobre rochas, em linhas incrivelmente dinâmicas, conforme pode-se ver as admiráveis pinturas rupestres nas cavernas de Lascaux, Altamira e na África do Norte.   É o nascimento da arte.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Os 12 signos na sensualidade feminina



Signo Capricórnio

Os 12 signos na sensualidade feminina.


Signo Libra

Os 12 signos na sensualidade feminina




Signos Aquário e Câncer

Os 12 signos na sensualidade feminina



Sagitário

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Signos Escorpião e Leão

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Signos Gêmeos, Touro e Peixes

Os 12 signos na sensualidade feminina


Signo Áries

Os 12 signos na sensualidade feminina


Signo Virgem

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 12

A origem do homem se perde nas brumas do passado.   Cada época e cada povo, até os mais primitivos, têm seu mito de Criação.   Nós também dependemos de hipóteses e teorias para falar sobre a origem do homem.   Afinal não dispomos de uma única testemunha ocular capaz de esclarecer inequivocamente a tão discutida questão da origem da humanidade.   Existem três hipóteses principais a respeito: A criação de Adão por Deus, conforme relata o Antigo Testamento da Bíblia; ou conforme escreveu o apóstolo João.   A teoria da evolução ou descendência do macaco, do naturalista inglês Charles . R. Darwin.    A teoria dos extraterrestres, do escritor  Erich von Daniken, o êxito literário de Darniken superou o da Bíblia.   Como saber ao certo se realmente no remoto passado, astronautas provenientes de ignotas galáxias vieram adejar como anjos sobre nosso planeta, gerando filhos com pequenas mulheres humanóides semelhantes a macacos (pergunta).   O Universo contém uma infinidade de planetas habitáveis.  Os defensores das ciências acadêmicas alegam que a descendência extraterrestre é inviável por vários motivos: a barreira do tempo e os insolúveis problemas tecnológicos inerentes a viagens espaciais entre sistemas solares a dezenas ou centenas de anos-luz de distância.   No entanto, de acordo com a teoria das probabilidades nas ciências naturais, não se pode excluir o improvável.   Há sempre uma possibilidade remota de que inteligências alienígenas existam há muito mais tempo do que a humanidade e de que já tenham dominado a técnica de viagens espaciais intergalácticas.  Porém, esta novíssima teoria da descendência do homem apresenta um sério inconveniente: " transfere a origem do homem para o Cosmo. "    E continua sem resposta a questão de saber quem criou os extraterrestres; e sobretudo de que modo eles adquiriram um consciente semelhante ao do homem.   Portanto tudo fica mais misterioso.   A Teoria da Evolução de Darwin, ampliada e completada pelos neo-darwinistas, é atualmente a tese aceita pelos meios científicos.   É ensinado nas escolas e a maior parte das pessoas acredita que é correta.   De acordo com ela, o homem é simplesmente produto de dois macacos, concebido há milhares de anos.   Porém devia ser uma espécie de criança-prodígio entre os macacos, por demonstrar inteligência suficiente para pôr-se de pés nas patas traseiras, estimulando com isto o crescimento do cérebro.   Saturado de andar se embalando em árvores, o filhote da mãe- macaca saiu a perambular primeiro pela estepe e depois pelo vasto mundo.  Ao contrário dos primos- macacos que permanecem peludos até hoje, ele se despojou de seus pelos, lançando-se à conquista do mundo _ mas sem necessariamente circular por ele glabro conforme nascera.   Sem dúvida, da primeira talhadeira de pedra até a construção das pirâmides vai um longo período; cerca de 500.000 anos, em números redondos.   Mas da construção das pirâmides à pirotécnica das modernas viagens espaciais, o macaco nu gastou um curto período de cinco milênios.   No entanto, a Teoria da Evolução é tão infalível quanto se costuma crer.   O tamanho do cérebro não é decisivo para a humanização.   Elefantes e golfinhos tem cérebros maiores do que o  homem; a marcha ereta também não é critério.   O canguru por exemplo, se desloca sobre duas patas, mas nem por isso seu cérebro ficou maior.   Além disso, a Teoria da Evolução apresenta uma série de lacunas na cadeia evolutiva e estranhas incongruências.   Por outro lado, os elos falantes na cadeia evolutiva do homem não depõem contra um acentuado grau de credibilidade da Teoria da Evolução, desde que a consideremos  restrita a um desenvolvimento biológico geral da vida.   Pois todas as formas de vida que conhecemos possuem em comum duas coisas: o ácido nucléico e as proteínas, como elemento vital básico.   No entanto, isto não basta para explicar a origem do homem.   Surpreendentemente, é a tese do apóstolo João que tem o maior grau de verossimilhança.   Pois refere-se com exatidão ao fator decisivo para a humanização.   " No começo, era a palavra (...) ", ele diz.   Ou seja, o pensamento criador, caso interpretemos em sua acepção completa o termo Logos que o apóstolo usou no texto original.   Mas é, ao mesmo tempo, sem dúvida, a linguagem humana.   E quando, mais adiante, ele diz que a vida é a Luz dos homens, podemos aplicar isto à Luz do consciente, que é a característica distintiva dos seres humanos.   Com o surgimento do consciente, do ego-pensante e do agrupamento de sons em palavras, começa a humanização.   O homem é o único ser vivo, pelo menos dos que conhecemos, capaz de descrever e generalizar suas vivências psíquicas e intelectuais.   Isto ocorre inicialmente por meio de imagens figurativas, padrões ilustrativos e símbolos, o que leva posteriormente à evolução da escrita.   Desta forma o homem é o único ser vivo a ter acesso ao âmbito do espiritual.    Sob este aspecto , podemos afirmar sem receio: o homem não é o elo final de uma série evolutiva animal, por assim dizer, a derradeira e mais perfeita etapa dos mamíferos.   O homem é o início de uma nova espécie na criação.  No período entre a terceira e a quarta Idade Glacial, entre 150.000 e 100.000 anos antes de Cristo, surge um novo tipo de homem, o chamado Neandertal.   Para pesquisadores da Pré-História, ele é também um Homo faber.   No entanto, apresenta nítidas diferenças sobre os humanóides anteriores, conforme demonstram os esqueletos até hoje encontrados.   Ele sepultava seus mortos e já conhecia um culto religioso.   Achados feitos nas cavernas em que morava permitem deduzir que ele venerava um ser vivo que andava ereto como ele, mas lhe era superior em tamanho e força.   Seu deus era o urso!   Vem a ser até a característica decisiva para provar que o homem de Neandertal possuía um consciente especificamente humano, mesmo em se tratando, sem dúvida , de um ego-consciente bastante diferenciado.   Pois nenhum outro animal ou ser vivo sobre a Terra pratica o sepultamento dos mortos, nem mantém cultos religiosos.   Animais não tem consciência de sua morte, eles apenas perecem.   Resta ainda a hipótese da colonização por extraterrestres.   A ciência não tem como se pronunciar inequivocamente a respeito.   É possível que o homem primitivo tenha se conscientizado pela primeira vez de seu ego individual ao ver o reflexo do seu rosto em água clara.   Ou então,pressentiu a consciência do próprio ego ao ver o companheiro de caçada ser mortalmente atingido por uma patada de urso; a imagem muda, inerte e sem vida do irmão de tribo talvez o tenha ajudado a distinguir e perceber sua individualidade pessoal.   Com isto, ele também deve ter ficado cônscio da mortalidade do homem.   " A morte acabava de vir ao mundo ".   Tanto o sepultamento quanto o culto ao urso provam que já o homem de Neandertal se preocupava com a morte, aliás como sina do ser humano,    Pois de acordo com sua experiência, a natureza era imortal.   A despeito do desaparecimento vespertino ou matutino, o sol e a lua sempre retornavam ao firmamento.   As estações do ano se alternavam.   Porém o inverno trazia uma morte apenas aparente; na primavera a natureza despertava para uma nova vida, como que acordando de um prolongado sono.   As aves migrantes desapareciam no outono.   O urso se recolhia a uma caverna para hibernar.   Todavia todos eles retornavam na primavera, por assim dizer renascidos e rejuvenescidos.   O homem primitivo deve ter observado que os animais mais ferozes matavam e devoravam os mais fracos.   No entanto, durante milênios ele continuou considerando imortais o urso, o leão, a poderosa águia _ todos os animais posteriormente elevados à condição de divindades.   Também lhe pareciam imortais as aves migrantes, que alçavam bem acima de sua cabeça, no inatingível reino dos ares.   O homem primitivo provavelmente não chegava a presenciar a morte natural de animais de grande porte.   Primeiro, porque animais debilitados pela idade ou pela doença costumam se isolar; segundo, porque entre animais selvagens é difícil distinguir o indivíduo de seus congêneres da mesma espécie.   Mas certamente devia perceber que era o causador da morte dos animais que caçava para comer, como como o búfalo, o cervo gigante, a rena e também o urso.   É questionável afirmar que foi a consciência da mortalidade, a possibilidade da própria morte, que levou o homem primitivo a inventar a religião e a desenvolver o culto ao Além.   " Logo, a religião teria nascido do medo. "   Todavia é bem mais provável que o medo seja fruto da religião.

sábado, 28 de janeiro de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 11

Acima está a pintura de Goya, as bruxas ao redor de Satã oferecem crianças para o sacrifício.    __ Mágicos e Curandeiros: O mais remoto texto conhecido sobre magia provém da Babilônia.   É a Epopeia de Gilgamesh, redigida há mais de cinco mil anos.   Remonta a época dos sumérios e foi gravada em caracteres cuneiformes sobre tabletes de argila.   O material foi descoberto pelo assiriólogo inglês George Smith, sob os destroços em ruínas de uma antiquíssima biblioteca.   Esta foi localizada por ocasião da escavação do palácio de Assurbanipal, no recinto que depois se tornou conhecido como Sala dos Leões.  A epopeia de Gilgamesh relata uma expedição do herói, rei de Ur, ao mundo subterrâneo, onde encontra Ea, o deus das águas profundas e também o deus babilônio da sabedoria.   E Gilgamesh adquire sabedoria pelos sonhos que o deus lhe proporciona e no decorrer dos quais lhe revela os desígnios secretos dos deuses..   A viagem leva também o herói a Utnapistim, sábio que lhe ensina um método mágico para atravessar as Águas da Morte.  Nelas, ele tem de mergulhar até o fundo para encontrar a erva mágica da imortalidade.   De volta a sua cidade natal de Ur, uma serpente lhe furta a erva mágica.   Em troca, o retorno da viagem lhe proporciona uma misteriosa imortalidade.   Não sabemos como continua a epopeia, pois os tabletes restantes jamais foram encontrados.   Nesta epopeia já se delineiam os pontos básicos da magia: o conhecimento criativo é um presente dos deuses.   O homem adquire conhecimentos por meio dos sonhos, quer dormindo, quer sonhando acordado ou sob o efeito de uma espécie de visão quando alguma experiência o leva ao êxtase.   Aparece também a noção da mágica erva da imortalidade, que cresce no fundo do mar.   Por um lado, o mar é a água da morte, que separa o mundo dos vivos do reino dos mortos.   Por outro lado, no entanto, o mar é também água de vida.   Mas para isto é preciso que o herói empreenda, por assim dizer, como representante do seu povo, a grande viagem ao desconhecido jamais trilhado.  E mais.   Os conhecimentos que o herói, rei e agora também mágico obtém do deus dos sonhos e da profundeza das águas não correspondem aos conhecimentos usualmente adquiridos mediante um processo de aprendizagem.   (Na moderna concepção da linguagem simbólica dos sonhos, corresponderiam ao âmbito do inconsciente).   São conhecimentos que permitem entrever os desígnios ou planos secretos dos deuses.   Vêm a ser, portanto, " conhecimentos planejados ", que já pressupõem um elevado nível de consciente.  A este tipo de acréscimo de conhecimento damos o nome de " evidência ", termo derivado do latim evidentia, ou seja, evidente, óbvio, intuitivo.   A mais sucinta e moderna definição para evidência seria tomar conhecimento do programa.   No entanto, os primórdios da magia são ainda mais remotos do que revelam as fontes escritas disponíveis.  Quer se trate de escritos sumérios em caracteres cuneiformes, textos em hieróglifos nas paredes de túmulos das mais antigas pirâmides egípcias, ou inscrições pictóricas talhadas em pedra nos templos agora recobertos pela vegetação tropical das primitivas civilizações centro e sul-americanas.   A magia teve início muito antes da invenção da escrita e começou provavelmente com a aparição do homem sobre a Terra.  

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 10

A tosca dimensão tempo-espaço na qual nós, os seres humanos vivemos, a realidade conforme a aprendemos com nossos sentidos, coadjuvados por recursos tecnológicos, é apenas um caso limítrofe do mundo real.   Aliás, esta nossa dimensão de vida ou realidade não é um estrato compacto e impenetrável.   Precisamos imaginá-lo antes como um tecido transparente, ou um gradil de malhas irregulares, com inúmeros e minúsculos interstícios.   Através destes pode-se proceder a qualquer momento a um intercâmbio de informações com outras dimensões da realidade ainda não exploradas.   O que consideramos estável e impenetrável não o é na realidade.   Nem é preciso mencionar o aparecimento de espíritos neste contexto, para os quais portas e muros não representam obstáculo.  Pensamentos também são coisas diferentes.   Outrora era usual comparar ondas de pensamento com ondas de rádio, mas esta prática já está superada.   As três dimensões de espaço, comprimento, largura e altura, acopladas ao tempo como quarta dimensão; este decorre para nós em linha reta do passado para o futuro.   Esta dimensão tempo-espaço é delimitada pela barreira de tempo, que condiciona os movimentos do Universo à velocidade da Luz, ou seja, 300.000 Km's no máximo.   Pelo menos é o que diz a teoria de Einstein.   Entrementes, até os cientistas sérios já discutem a possibilidade de ultrapassar a barreira do tempo, ou contorná-la mediante um túnel.   O chamado Universo einsteiniano ainda é por demais materialista, com limites acanhados para tempo e espaço.  O verdadeiro mundo é multidimensional.   Para qualquer ramo das ciências ocultas, a existência de espírito e alma é óbvia.   Admitem até almas e espíritos independentes.   Para nós é difícil imaginar a alma como entidade autônoma.   É que as nossas instituições de ensino - quer escola, quer universidade, quer publicações de massa - aderiram totalmente ao infausto materialismo científico; portanto falta simplesmente material científico para comparações.   Para o homem de épocas passadas, também os animais e as plantas tinham alma.   Atribuíam alma até a objetos inertes.   Atualmente sabemos que todas as coisas materiais são compostas por partículas nucleares, átomos, moléculas, e no caso dos seres vivos - células.   Tudo organizado em sistemas específicos.   Porém de alguma maneira, partículas, átomos e moléculas sabem que sistema devem formar, uma pessoa, um animal ou um cristal.   Uma das mais novas ciências do século XX, a cibernética, fala neste caso de informação.   E, isto, conforme frisa Norbert Wiener, não é matéria nem energia, mas um terceiro fator.  A palavra informação tem  conotação moderna e é neutra,   No entanto, poderíamos usar da mesma forma a denominação tradicional de mente.   Quanto ao mental, pode se tratar no caso também de sistemas organizados, de psícones.   A alma, que a ciência tradicional afirma não existir, está sem dúvida condicionada à existência material e corporal.   Segundo verificaram cientistas e cibernéticos, a alma permeia o corpo do homem por assim dizer até as extremidades dos dedos e a derradeira célula.  No entanto, isso não exclui o fato de que a alma seja autônoma e independente.   ... é até possível que a alma deixe o corpo.   Da mesma forma, a existência de um Além e o prosseguimento da vida após a morte não são fantasias, mas possibilidades científicas viáveis.   Os materialistas rejeitam a noção de que a vida continua após a morte, alegando que deveria existir, neste caso, um lugar reservado no Além para as almas dos falecidos.  No entanto, a despeito de sondar o Universo com gigantescos telescópios de espelho, satélites e laboratórios espaciais, o homem não encontrou tal local em parte alguma.   Portanto, não existiria um Além.   O argumento é inócuo, pois para o Além há lugar em toda parte.   Não precisa localizar necessariamente no espaço cósmico.   Pode muito bem entrar em nós.   Porém, sob a forma de um dimensão da realidade ainda não explorada, inacessível aos atuais métodos usados pelas ciências naturais; o sistema alma se transferiria para esta dimensão após a morte física.   Quando o professor Pascal Jordan diz que milagres sobrenaturais podem ser comprovados, ele deve empregar deliberadamente tal formulação, para frisar a inconsistência do materialismo científico, e a irreligiosidade alimentada por ideologias políticas materialistas.   A rigor, a descoberta de que, à luz da física moderna, milagres sempre são possíveis nada tem de sobrenatural.   Milagres são até naturais, pois apesar de se tratar de ocorrências que estão acima da nossa maneira lógica e racional de pensar, estão latentes nas insuspeitas possibilidades da natureza.   O nosso mundo está repleto de mistérios e  maravilhas, basta considerar as descobertas da física moderna, aliadas às da psicologia profunda.   No começo de toda nova revelação científica existe uma teoria, isto é, uma ideia.   Porém uma ideia é algo mental, como se depreende dos depoimentos ou das biografias de quase todos os grandes descobridores, inventores ou gênios científicos, aos quais a humanidade deve seu progresso.   Todos são unânimes em afirmar que a ideia decisiva lhes veio por um palpite espontâneo, de uma iluminação repentina ou de um sonho inspirador.   O sociólogo fala, no caso, em criatividade, o psicólogo em intuição; porém, não se trata, de modo algum, de um processo consciente de aprendizado.   A ideia surge através de uma ideia de revelação mental.  E só quando o cientista acredita em sua ideia, ele formula uma teoria correspondente; posteriormente tenta prová-la mediante experiências ou outros métodos científicos.  Portanto, sem fé não pode haver novas descobertas científicas.  A fé religiosa se baseia na chamada sabedoria revelada do fundador de uma religião e de seus discípulos.  No entanto, em ambos os casos há revelação.   Em princípio, não há diferença entre a intuição criativa de um cientista genial e a revelação de uma noção religiosa.   Só que no primeiro caso o conhecimento recém adquirido  se refere em geral a algo desconhecido no aspecto externo ou profano da natureza; no segundo caso, aos mistérios primordiais da natureza.  Mas o que está fora está dentro, e o que está dentro está fora.  É esta a fórmula de hermes Trismegisto, o padroeiro dos magos e alquimistas, para compreender o sentido do mundo.  Inicialmente não existia ciência natural sem religião e vice-versa.   Ambas tinham o mesmo objetivo, o de se aproximar sempre um pouco mais da verdade.  O que nas ciências ocultas nos parece superstição e absurdo acaba se revelando como resquício de conceitos religiosos superados ou rituais de culto olvidados.   A atual tendência para o ocultismo, para as doutrinas secretas e seitas de toda espécie é o protesto contra um  mundo privado de alma e sentido, em consequência do materialismo científico.   As perguntas sobre De onde, Para quê, Para onde, Qual o sentido, não podem ser reprimidas para sempre.   Estão ancoradas na mente humana.   São as perguntas primordiais da humanidade e a razão básica de qualquer busca de conhecimento e sabedoria.  Com elas começa a história da magia, que era originalmente uma ciência do e para o homem.   Nas ciências ocultas nascidas da magia este motivo fundamental foi mantido.   É o que explica o fascínio que exercem atualmente.  É também o que Pauwels e Bergier tinham em mente ao anunciarem um Despertar dos Mágicos para o próximo milênio.   Um retorno das ciências às questões primordiais da humanidade.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - resumo - Parte 9

Todo conhecimento, até o de um moderno pesquisador da natureza, não se relaciona, em última instância, à mente humana (pergunta).   Isto é, o pesquisador só pode adquirir conhecimento porque possui consciente e uma mente cognitiva.   É certo que podemos adquirir conhecimentos sobre o mundo em que vivemos através dos sentidos orgânicos, coadjuvados por recursos tecnológicos, como microscópios, telescópios e assemelhados; conhecimentos assim adquiridos podem ser confirmados por experiências que qualquer pesquisador é capaz de realizar quando bem lhe aprouver.   Portanto, eles têm validade universal e são objetivos.  No entanto, isto só é válido para a dimensão de vida que nós homens podemos aprender por meios dos sentidos.   No mundo animal as funções sensoriais são diferentes das humanas - térmitas se comunicam através de chapas de aço, aves migrantes têm um senso de orientação intrigante, moscas enxergam com olhos multifacetados; sem bases para comparação, só nos resta fazer suposições.   Porém, na dimensão do micro mundo - no mundo microcósmico dos átomos e das partículas subatômicas, nem isto podemos fazer... ou seja, a resposta da natureza depende da maneira pela qual a mente do cientista formula a pergunta.  A rigor isto não se diferencia da maneira de proceder de um mágico.  ... Conforme se sabe, a prova da existência dessa dimensão da realidade foi fornecida em 1945, com as duas bolas atômicas de fogo que exterminaram a população de Hiroshima e Nagasaki.   As centrais atômicas são prova adicional do acerto das teorias desenvolvidas pelos grandes físicos e matemáticos do século XX.   Se a descoberta e a pesquisa das dimensões atômica e subatômica só tiveram até o presente utilidade tecnológica, mais para o mal do que para o bem da humanidade, isto se deve ao materialismo científico, com seu conceito mecanístico do homem.  No entanto, isto não é razão para deixar de considerar que os resultados das pesquisas dos brilhantes sábios do nosso tempo criaram, com a nova física, também uma concepção inteiramente nova sobre a natureza do meio ambiente.   Poderiam contribuir igualmente para uma melhor compreensão da natureza humana.   E estes sábios pensaram nisso.   Só que os seus esforços são poucos conhecidos.   Físicos do gabarito de Pauli, Schrodinger e Heisenberg, por exemplo, se ocuparam também intensamente com um setor especial das ciências ocultas: a alquimia.   Einstein nos ensinou que  matéria e energia são apenas estados de uma e mesma coisa, e que são intercambiáveis.   Sob este ponto de vista, matéria é, por assim dizer, energia condensada; e energia , matéria expandida.   Energia pode condensar-se nas mais variadas partículas elementares.  Mas, neste processo, ela tem liberdade de escolha....  ___Pascal Jordan: Milagres sobrenaturais são possíveis a qualquer instante.  Afirma ainda que já não tem sentido o argumento dos adeptos da concepção determinista (materialista) da natureza de que Deus seria um elemento desnecessário na rotina natural, que se desenrola em obediência à leis próprias.   Isto, no entanto, ainda não constitui prova cientificamente exata da existência de Deus, ou como quer que denominemos um poder criador e coordenador infinitamente superior ao homem.   Porém, a atuação, a providência e os desígnios de Deus podem ser sentidos na maneira pela qual as coisas da natureza se ordenam, aparentemente sem intervenção alguma - continua Jordan.  E não há prova em contrário.   Em essência, isto não se diferencia do que vem afirmando desde tempos imemoriais, magos, alquimistas e ocultistas.  A despeito de formularem seus conceitos em termos  mais singelos, em consonância com os padrões da sua época; além disto, precisamos levar em conta o consciente menos avançado.  Em princípio, as conclusões de Pascal Jordan correspondem ao modelo de pensamento que serve de base para as ciências ocultas.  E desenvolvido surpreendentemente, numa época em que ainda não se conhecia física nuclear nem quântica.   É sabido que normalmente os fenômenos naturais se desenrolam nos moldes preconizados pela física clássica.   Tal e qual aprendemos nas lições de física da escola.   Porém, as leis naturais do mundo microfísico entrementes pesquisadas - que no entanto, só devem ser encaradas como remota possibilidade - são as mesmas leis primordiais que servem de base para todo o Universo.  Ou seja: _ O verdadeiro plano da realidade é a dimensão dos átomos, elétrons e partículas nucleares.   É a base, por assim dizer, o chão virgem, sobre o qual todo o resto é construído.