Calendário 2019

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Vou por onde a arte me levar.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Dia dos Namorados


A comemoração do Dia dos Namorados vem de um festival que era realizado anualmente pelo povo romano, antes do nascimento de Cristo, chamado de Lupercalia.   O festival era realizado nos dias 14 e 15 de fevereiro para celebrar o final do ano romano que começa em março; marcar o início oficial da primavera e homenagear a deusa Juno, esposa de Júpiter e rainha dos deuses, e o deus Pan - deus da natureza.   Entre os vários rituais realizados na Lupercalia, o mais importante era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes percorriam a cidade batendo nas mulheres com tiras de cabra, para garantir que gerariam filhos.  A festa servia também para espantar maus espíritos e purificar a cidade e tinha como característica a luxúria que hoje tem essa visão em relação durante o carnaval.   O Dia dos Namorados Cristão: Como aconteceu com boa parte das celebrações pagãs, em 494 d.C., a Igreja proibiu o festival e o " cristianizou " declarando 14 de fevereiro como o Dia de São Valentim ( um bispo que viveu durante o governo do Imperador romano) Cláudio 2 que perseguia cristãos por achar que a crença em um único Deus desrespeitava os deuses romanos e além é claro, do medo de perder seu poder quase divino.   Cláudio 2 proibiu que os soldados romanos se casassem, para evitar que as saudades de casa prejudicassem seu desempenho nas batalhas.   No entanto, o bispo Valentim continuava celebrando casamentos escondido e propagando o cristianismo.   Por isso, foi preso e condenado à morte.   Reza a lenda que Valentim se apaixonou pela filha do guarda da prisão, que levava suas refeições diariamente.   No dia de sua execução ( 14 de fevereiro de 269 d.C. ), ele teria se despedido da moça, que era cega, com uma carta em que assinara  " Seu eterno Valentim ".   Ao receber a carta, ela teria recuperado a visão.   A frase é impressa até hoje nos cartões do Dia de São Valentim.   O costume de trocar cartões e presentes surgiu no final da Idade Média, quando o amor romântico entrou na moda e caiu no gosto popular.   No Dia dos Namorados no Brasil, a ideia de comemorar o Dia dos Namorados foi trazida do exterior pelo publicitário João Dória em 1949 com uma pequena modificação: a troca do dia 14 de fevereiro para o dia 12 de junho.   Por dois motivos justificaram a mudança.  Essa data é a véspera de Santo Antônio (13 de junho), muito popular no Brasil por sua fama de casamento.   Porém, o motivo mais importante é menos nobre: até então junho era o mês mais fraco do ano para o comércio.  A estratégia funcionou, as vendas durante durante a semana do Dia dos Namorados chegam a aumentar até 10% em relação ao volume normal.    Independente disso tudo, o amor é muito legal, fundamental e  namorar é alimentar a vida.

sábado, 3 de junho de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Sociedade Secreta do Saber e a Alquimia - Os Conhecimentos Proibidos - Parte 31

Os egípcios diferenciavam entre força espiritual como uma espécie de energia do ser vivo, porém no sentido de uma potência geral, tanto orgânica quanto sexual e mental; e a alma imortal, oriunda do Cosmo, que retorna novamente à sua pátria cósmica após a morte.   Ba, a alma dos egípcios, corresponde aproximadamente ao que denominamos hoje de inconsciente psíquico.   No entanto, a fim de não suscitar dúvidas, também sob o ponto de vista moderno, o inconsciente é parte da alma.  Vem a ser de certa forma a área escura em torno do pequeno círculo aclarado pela luz do consciente no meio do campo psíquico.  Além disto, eles descobriram a unidade de corpo, alma e espírito.  E, isto aliás, como uma totalidade material-psíquica-espiritual que abrange o Universo inteiro.  Os egípcios já consideravam o conhecimento como uma informação operativa, como força.   Sob este aspecto, seu conceito de energia psíquica era mais moderno do que o atual.   Sobretudo, bem mais moderno do que o de Sigmund Freud.   Eles entendiam o campo de força da alma, que alimenta o Ka ou energia vital, como portador de informações  sobre conhecimentos, que eles transformavam em técnica mediante sua inventividade.  " São estes os fundamentos da alquimia."   Da alquimia ocidental, digamos, pois para a alquimia taoísta chinesa, antes discutida, a pesquisa da natureza do meio ambiente, assim como a exploração técnica das forças naturais ocultas, era e é de interesse reduzido.   Para toda a alquimia do distante Oriente, o objetivo primordial da busca de conhecimento é a natureza humana, sua transformação mediante incrementação do consciente e a liberação e aproveitamento das forças espirituais e mentais latentes no próprio homem.   PORÉM A BASE DE TODOS OS RUMOS DA ALQUIMIA É A UNIDADE DE CORPO-ALMA-ESPÍRITO E A INTEGRAÇÃO CÓSMICA COM A NATUREZA.  Os médicos e filósofos naturalistas gregos ainda defendiam este conceito unitário.   Porém, o tempo dos reis-sacerdotes, que eram simultaneamente guardiões do conhecimento, já ia longe.  Já se processara uma separação entre PODER POLÍTICO E A CIÊNCIA. " Pitágoras" era uma personalidade criativa no mais alto grau.  É do conhecimento geral que foi ele quem elevou a matemática à categoria de ciência.  Pitágoras era um homem viajado; como seu mestre, Tales (625-545 a.C), estudara também com os sábios sacerdotes egípcios a ARTE DA CONSTRUÇÃO DE PIRÂMIDES .   Foi a Babilônia, onde aprendeu com astrônomos caldeus a calcular as órbitas dos corpos celestes.   Passou por Persépolis e foi até a India.  Provavelmente lá, como contemporâneo do Príncipe Sidarta, o posterior Buda e fundador da teoria budista do conhecimento, foi iniciado pelos brâmanes nos segredos dos Upanishades.   Com os sacerdotes egípcios ele aprendera a determinar com precisão um ÂNGULO RETO, o que era ESSENCIAL PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA PIRÂMIDE.   Eles faziam um nó na ponta de uma corda, e mais três nós a intervalos de três a cinco metros.   A corda era presa numa estaca e esticada com duas estacas adicionais.   O resultado era um TRIÂNGULO com um ângulo reto entre os lados de três e quatro metros.   Os sacerdotes não revelavam de onde lhes viera aquele conhecimento.   Para eles era simplesmente sabedoria tradicional.   Mas Pitágoras não se contentou com isso, queria saber por que aquilo acontecia.   Percebeu que o importante não era a sequência dos números 3:4:5, mas sim a proporção entre eles.  Portanto separou o número do objeto e generalizou a relação de proporcionalidade.  E ainda foi a um passo adiante, o que aos olhos de seus mestres constituía quase uma blasfêmia.  Pois em seu sacrossanto acervo de conhecimentos tradicionais, aquilo não estava previsto.  Pitágoras inverteu mentalmente o processo e formulou seu famoso teorema , ainda hoje estudado por todo aluno de matemática: em qualquer TRIÂNGULO-RETÂNGULO, O QUADRADO DA HIPOTENUSA É IGUAL À SOMA DOS QUADRADOS  DOS CATETOS.   Com este hábito de generalizar e de pesquisar o porquê das coisas, PITÁGORAS com seu modo lógico de pensar, se diferencia dos seus mestres, ainda condicionados ao pensamento mágico.  A ele devemos igualmente a descoberta, sensacional para seu tempo, de que a ALTURA DO SOM MUSICAL DEPENDIA DO COMPRIMENTO DA CORDA DO INSTRUMENTO.  Os sons, portanto, seriam inúmeros audíveis.   O grandioso nesta descoberta é que ela permitia derivar uma relação entre funções psíquicas, como INTUIÇÃO, EMOÇÕES E SENSAÇÕES, E OCORRÊNCIAS, que podiam ser medidas com PRECISÃO e analisadas sob o aspecto físico.   Com isto, falando em termos modernos, estava achada a ponte entre uma vivência que só podia ser descrita QUALITATIVAMENTE ( de natureza espiritual-mental ) e uma grandeza física que podia ser determinada QUANTITATIVAMENTE..   PITÁGORAS naturalmente fazia experiências.   Comprovou experimentalmente sua descoberta com um método sugestivamente simples: com um MONOCÓRDIO, INSTRUMENTO MUSICAL DE UMA SÓ CORDA.   A singeleza de recursos é uma característica do gênio.  Por exemplo, Sir Ernest Rutherford ( 1871-1937 ), primeiro pesquisador A PROVAR A VIABILIDADE DA FISSÃO ATÔMICA  cuja aparelhagem experimental fora  improvisada com LATAS DE CONSERVA E BARBANTE.  Em suas experiências com o monocórdio, Pitágoras descobriu as proporções HARMÔNICAS que formam a relação com as consonâncias principais, a quarta, a quinta e a oitava.   Descobriu também que os números da série harmônica 6, 8, 12, que contêm os intervalos musicais, correspondem à relação numérica do CUBO.  Pois um cubo ou DADO, tem seis faces, oito cantos e doze lados.  Com isto também chegava a uma nova descoberta; também os corpos naturais revelam em sua estrutura regularidade e números que , transformados em música, correspondem tanto a determinadas VIBRAÇÕES FÍSICAS quanto a certas impressões psíquicas ou vivências.  JÁ ERA SABIDO QUE OS CORPOS CELESTES GIRAVAM EM TORNO DA TERRA EM ÓRBITAS FIXAS.  E também que estas órbitas podiam ser calculadas.   A conclusão lógica de Pitágoras e de seus alunos foi: O MUNDO ESTÁ ORDENADO DE ACORDO COM MEDIDAS E NÚMEROS.   A ORDEM DO UNIVERSO, EM SUA EXISTÊNCIA E DECURSO, CORRESPONDE À ORDEM DAS RELAÇÕES NUMÉRICAS; pode ser lida nestas e vice-versa.   Mesmo que as pessoas e coisas sejam TRANSITÓRIAS, OS PADRÕES FORMADOS POR NÚMEROS SÃO PERMANENTES.  Sons são números audíveis.   Um objeto cúbico mostra o número da harmonia.   Esta imagem mostra ordem que pode ser vista .   ASSIM, MÚSICA É TAMBÉM ESPÍRITO TRANSFORMADO EM SOM.  E O ESPÍRITO TAMBÉM SE TORNA VISÍVEL NA IMAGEM.   Para Pitágoras, a matemática era a representação espiritual do oni-consciente cósmico.   Sua regularidade devia conter necessariamente os padrões da Criação.   Ele cia os padrões numéricos como informações, num sentido tão moderno quanto o da atual CIBERNÉTICA.  Ele já se deparara com o problema dos números irracionais, isto é, o problema de incomensurabilidade: QUE NÃO PODE SER MEDIDO NEM REDUZIDO A UM DENOMINADOR COMUM.   A descoberta do IRRACIONAL e o estudo das sequências e séries numéricas possibilitaram-lhe uma espiada no INFINITO, que só foi redescoberto por Leibnitz dois mil anos depois, conhecimentos dos quais ele desenvolveu o cálculo infinitesimal.   E sem este, nem a moderna cibernética, nem a tecnologia dos computadores, nem a incipiente conquista técnica do espaço cósmico teriam sido possíveis.  Pitágoras e seus alunos expandiram o caminho da pesquisa da natureza, transformando-o numa arte de descobrir.   Sua escola foi fundada sob a forma de uma SOCIEDADE CIENTÍFICA SECRETA.  Os pitagóricos guardavam rigoroso segredo sobre suas descobertas e invenções.  A delação por vezes, era até punida com a morte.  A supremacia dos cultos, sábios e criativos aristoi já deixara de existir há muito tempo.   O próprio Pitágoras veio ao mundo em 540 antes de Cristo, em Samos, governada pelo tirano Polícrates.   Este governante era, no entanto, conhecedor das artes e tinha mentalidade aberta para as ciências.   No entanto, os tiranos não são muito tolerantes.   Sua posição para com as ciências se baseia em geral na fórmula do SABER É PODER.   Atenas já era então uma república.   Com a introdução da democracia na Grécia, ocorreu a separação definitiva entre ciência e política.   Novos conhecimentos, descobertas e invenções modificaram também a sociedade.   Mas transformações trazem consigo insegurança.   O cidadão médio anseia pela manutenção do estado de coisas existentes.   E TODA PERSONALIDADE CRIATIVA, QUE QUESTIONE O CONCEITO DE VIDA TRADICIONAL COM NOVOS CONHECIMENTOS, É EM CERTO SENTIDO UM REVOLUCIONÁRIO.   OU SEJA, PARA A SOCIEDADE, ELE É UM ANARQUISTA.   Os atenienses reconheciam Sócrates como um homem inteligente, só que sua teoria  crítica e sua dialética tinham conotação por demais negativa.   Frequentava assiduamente a praça do mercado de Atenas, envolvendo os transeuntes em palestras inquietantes.   Ele queria provocar choques de pensamentos, e desta forma modificar e educar seus concidadãos segundo as regras da lógica e da razão.  O aborrecido de seu método, no entanto, é que ele duvidava de tudo, fosse deus, espírito ou alma, para depois provar ao seu interlocutor que ele não sabia nada.  Ninguém gosta de ser chamado de bobo né!!   Sócrates acabou se tornando um fator de pertubação nos sistema tradicional de vida e um perigo para a jovem democracia.   Os atenienses se lembraram de repente dos antigos deuses de sua religião oficial, nos quais bem ou mal acreditavam ainda.   Mas acusaram Sócrates de blasfemar contra os deuses e CONDENARAM-NO À MORTE PELA TAÇA DE VENENO.   UMA PENA SIMBÓLICA, PELO ENVENENAMENTO DOS JOVENS.   Não obstante, conforme é sabido, a dialética e a teoria crítica de Sócrates acabaram se impondo; e lamentavelmente tornaram-se a base para o materialismo que dominou o pensamento grego.   PITÁGORAS, PELO CONTRÁRIO MOSTROU-SE UM BOM PSICÓLOGO.   Sabia igualmente que os democratas no governo não necessitavam de formação especializada para o ofício de governar, conforme é usual em democracias.  Sentiam certo constrangimento diante das ciências e reagiam de modo bastante ambíguo a novos resultados de pesquisas.   É que se atinham principalmente à REGRA de que ou a PESQUISA SERVE PARA FORTALECER O PODER.   E isto com demasiada frequência exclusivamente por egoísmo e interesse próprio, ou então ELA PRECISA SER VIGIADA, OU ATÉ PROIBIDA.  Em matéria de conhecimentos, Pitágoras levava grande vantagem sobre seus concidadãos.  Era bastante viajado e dispunha de um acervo de conhecimentos obtido  por meio das ciências ocultas dos sábios-sacerdotes egípcios, babilônios e hindus.  O modelo de pensamento que elaborou para explicar o mundo apresenta em muitos pontos surpreendente semelhança com o modelo de pensamento sobre o qual se baseiam as antigas doutrinas secretas da Índia, os Upanishades.   Por exemplo o conceito da essência da alma, os conhecimentos sobre estados de consciência diferenciados ou multidimensionais e o significado dos sonhos como informações de um campo cósmico supraconsciente.   Porém na opinião dos democratas que governaram Atenas, aquilo só podiam ser conhecimentos incompreensíveis e inúteis, oriundos dos povos bárbaros.   Portanto Pitágoras evitava em público seus conhecimentos.   Como campo de energia psíquica, Pitágoras já avançava para a área do acausal, mais do que lógico, e supra racional.   E o consciente dos seus contemporâneos  ainda era débil demais para aprender tudo aquilo.  OS NÚMEROS IRRACIONAIS QUE ATUALMENTE TODO CIENTISTA E TODO TECNOLÓGICO USA EM SEUS CÁLCULOS, SÃO ILÓGICOS.   SUAS RAÍZES ESTÃO NO INFINITO.  SÃO NO MÁXIMO IMAGEM DA PRÓPRIA VIDA, QUE TAMBÉM É IRRACIONAL, QUE ZOMBA DE TODA A RACIONALIDADE   Conforme diz o historiador da matemática Egmont Colerus: Hoje qualquer secundarista pode fornecer a prova; ele aprende na escola que a DIAGONAL DE UM QUADRADO, com lados de um metro de comprimento, o que pode ser determinado e medido com precisão, é igual à raiz de 2.   Porém a raíz de 2 é um número irracional..    ... __ A manipulação das almas pode liberar energias psíquicas superiores a qualquer poder material.   A caça às bruxas demonstra o que as forças eruptivas nesta energia são capazes de produzir quando os arquétipos religiosos, ou ideologias políticas, ativam o inconsciente. da alma coletiva.   Certo que a SOCIEDADE DE SECRETA DO SABER SOBREVIVEU DURANTE TODOS ESTES SÉCULOS E DE QUE OS MOTIVOS INDICADOS  PARA A MANUTENÇÃO DO SIGILO CONTINHAM VÁLIDOS ATÉ HOJE,.   Quem desconhecer a fórmula mágica correta acaba na situação do já mencionado aprendiz do feiticeiro.   Não se sabe até onde os pitagóricos se serviam da música como canal mágico para o acesso ao reino do supra-consciente cósmico, nem se eram iniciados no segredo do anahata nad dos sons musicais.  Anahata nad é um aspecto psíquico dos sons, ao contrário do som físico, perceptível pelos ouvidos; alegadamente escutado por IOGUES  ou por pessoas com consciente mais evoluído.   Quanto ao conceito religioso do mundo dos pitagóricos, já a Antiguidade clássica imitava Pitágoras à mítica figura de Orfeu.   Via em ambos os propagadores de uma mesma doutrina: a peregrinação da alma imortal sob a forma de múltiplas reencarnações, para alçar-se finalmente a uma existência divina num mundo do Além.   Porém ao contrário da religião cristã, o culto orfeu-pitagórico não conhecia igualdade das almas.   Admitia-se que havia uma centelha divina na alma de cada pessoa, conforme dizia Empédocles, o pesquisador da natureza; mas a atuação espiritual e o anseio por um consciente mais elevado é que determinavam o tipo de reencarnação.    Existe gente, e existem pessoas como Pitágoras, diz Karl Kérenyi em sua obra Pitágoras e Orfeu.   No segundo grupo, ele classifica os membros da sociedade secreta pitagórica, que Kérenyi chama de aristocrática ordem cavalheiresca, semipolítica.   A sede da Sociedade era a cidade de Crotona, ao Sul da Itália, que na época pertencia à Magna Grécia.   A Sociedade exercia o governo, tendo portanto em mãos o poder político.   Quando os democratas subiram ao poder na Grécia, perseguiram a Sociedade, queimaram suas sedes e assassinaram seus afiliados que não conseguiram refugiar-se a tempo.   Pitágoras foi para Metaponto, a cidade junto ao Golfo de Tarento, com dois famosos templos dedicados a Apolo.   Em sua encarnação anterior , ele teria sido Euforbos, sacerdote de Apolo, mencionado por Homero.  No entanto Euforbos se dizia descendente do deus-luz.   Entre os deuses, Apolo, entre os homens Euforbos, é o que se dizia na época.   O culto orfeico de mistérios e suas cerimônias representava para eles o meio de desvendar o DIVINO NO SER VIVO E DESPERTAR DEUS NO HOMEM.    Ao contrário do menosprezo da mulher, iniciado com o advento da democracia em Atenas, as mulheres gozavam de elevado conceito entre pitagóricos de mentalidade aristocrática, pois elas são depositárias da capacidade de gerar novas almas, de perpetuar eternamente a vida.   Os pitagóricos fundaram também a ciência da eugenia.   Seus médicos não iniciavam o tratamento cuidando da doença, mas sim cuidando da saúde, certos de que o princípio vital se baseia na harmonia entre corpo e alma.   Portanto para eles, a melhor terapia era o restabelecimento desta harmonia.   E para isto inventaram a MUSICOTERAPIA.   O modelo de pensamento, ou melhor, a filosofia de vida de Pitágoras, que perpassa como ofalado fio vermelho por todos os seus sucessores e por todas as modalidades da Sociedade Secreta de Ciências por ele fundada, ou por todas as sociedades cavalheirescas organizadas por aristocráticas intelectuais, diz, em resumo, e em formulação moderna:  __ " O mundo é uma unidade, um todo de seres vivos, que abrange o Cosmo, o homem e a Terra.   O psiquismo é uma espécie de campo energético que permeia  e anima tudo, tanto a matéria inerte quanto a planta , o animal, e o homem.   Portanto, também o corpo e a alma do homem formam uma unidade que está interligada com o todo como parte dele.  E este todo, o mundo, é moldado, formado e dirigido por um oniconsciente cósmico, segundo o princípio da harmonia divina.   Isso se torna evidente através da harmonia e da ordem dos números e do padrão sempre válido destes.   Neste todo, o mundo material é apenas a aparência visível de formas cosmicamente moldadas e de energia modeladora de formas.   Tudo que é vivo obedece ao preceito de eterno renascimento.   TAMBÉM O HOMEM É IMORTAL ATRAVÉS DE SUA PARTE CÓSMICA, DA CENTELHA DIVINA EM SUA ALMA E SUA RENOVAÇÃO SOB A FORMA DE SUCESSIVOS RENASCIMENTOS DA ALMA.   SÓ DEPENDE DELE OS SEUS ESFORÇOS, NO DECORRER DO PROCESSO, UM APERFEIÇOAMENTO PROGRESSIVO.

Klaus Schulze - Timewind (Original CD)

sábado, 27 de maio de 2017

No mundo do rock e da música brasileira.











Arte erótico - Arte Digital Surrealista de Vladimir Fedotko





Vladimir Fedotko, fotógrafo russo, seu trabalho compõe de ilustração, fotografia e computação gráfica.   Gênero: arte digital surrealista e há sensualidade, magia, fantasia e é sutilmente erótico.  1953.

Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 7





Embora a conotação popular do uso do carvão  seja quanto a produção de energia e sua aplicação siderúrgica, seu universo de aplicações no Brasil e no mundo é extenso.   Gasolina, querosene e diesel podem ser extraídos do carvão mineral.   Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha chegou a produzir 4 milhões de toneladas de óleo combustível e gasolina para aviação com 18 usinas.   Tais usinas procediam a liquefação do carvão por hidrogenação a alta temperatura, num processo pesquisado em 1930.    O fim da guerra e a nova política de preços para o petróleo adormeceram esta tecnologia.   Mas em 1950 a South Africa Coal Oil-Sasol operou uma usina de gaseificação de carvão e liquefação e inaugurou-se um novo uso de carvão.   Assim, à medida que o preço do petróleo for subindo, os processos de liquefação (Fischer e Tropsch) e gaseificação (processo Lurgi e processo Koppers-Totzek) tornar-se-ão mais atraentes economicamente.

- O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Sociedade Secreta do Saber e a Alquimia - Os Conhecimentos Proibidos - Parte 30.

Bergier, um jovem cientista fascinado com suas pesquisas, sentiu-se confuso, atordoado.   Querer equiparar a alquimia à moderna físico-química (pergunta).   ___ " O segredo da alquimia: existe uma possibilidade de manusear a matéria e a energia de modo a formar o que os cientistas atuais denominariam como campo de força.   Este campo de força atua sobre o observador, colocando-o em posição privilegiada em relação ao universo.  Desta posição de destaque, ele tem acesso à realidade que normalmente nos é oculta por tempo, espaço, matéria e energia.  Alcançar esta posição é o que chamamos a Grande obra. "    Mas, antes, o misterioso interlocutor ainda chamara a atenção de Bergier para o seguinte: Peço-lhe que reflita sobre o fato de que os ALQUIMISTAS RESPEITAVAM PRINCÍPIOS MORAIS E RELIGIOSOS EM SUAS PESQUISAS, ENQUANTO A MODERNA FÍSICA NASCEU NO SÉCULO DEZOITO COMO BRINCADEIRA E PASSATEMPO DE ALGUNS NOBRES E RICAÇOS OCIOSOS.  CIÊNCIA SEM CONSCIÊNCIA.  Julguei aconselhável alertar alguns pesquisadores, mas sem muita esperança de colher resultados.   Aliás, eu não dependo da esperança.   Conforme sabemos, Fulcanelli acertou com sua predição.  Com uma bola de plutônio do tamanho de uma cidra, liberada por um ligeiro toque no botão detonador do bombardeio, os chefes militares dos Estados Unidos transformaram, em 1945, a cidade de Hiroshima nas mais gigantesca fogueira de todos os tempos, condenando sua população a uma morte verdadeiramente infernal.   Claro que a primeira bomba atômica parece brincadeira de criança diante das atuais bombas de hidrogênio.  E entrementes trabalha-se na bomba de nêutrons.   Isto sem mencionar as armas químicas de destruição, diante das quais a peste medieval nos parecia talvez uma inofensiva doença contagiosa.  ... __ O átomo pode trazer uma morte inimaginável, mas também uma forma inimaginável de vida.   Nós ajudamos você a viver...é um dos grandes especialistas do mundo em técnicas de meditação e regulagem.   Ser especialista quer dizer fazer uma coisa por inteiro, e não muitas pela metade.  Nós construímos instrumentos garantidos.   Gente erra, eles não.   Este texto de uma conhecida empresa fabricante de instrumentos eletrônicos de medida de regulagem anunciava seus produtos com o seguinte texto: " GENTE ERRA, ERRAR É MORRER ".   O machado atômico dos generais pode  partir o mundo como gravetos de madeira.  Uma vez brandido, ninguém pode detê-lo.   Contra isto, o poder atômico dos engenheiros; Eles mantêm acorrentada a reação em cadeia.   Pois lá estão os instrumentos de... Eles comandam o processo de fissão do átomo: Se ele acelerar demais, a catástrofe é iminente.  Se for lento demais, perde sua força.  Eles asseguram o melhor do átomo: sua energia pacífica. ".   O texto é este com a ilustração acompanhante mostra dois vultos fantasmagoricamente envolvidos em trajes plásticos, capacetes protetores e máscaras de gás, diante de um sistema eletrônico regulador num laboratório atômico.   Um quadro verdadeiramente opressivo.   Um texto macabro.   Guardei o ANÚNCIO em meu arquivo por causa da LEVIANDADE quase infantil com que EXPRESSA A CRENÇA NA ELETRÔNICA COMO ÍDOLO DO NOSSO TEMPO.   É QUASE COMO A PRIMITIVA CRENÇA EM FETICHES: A ELETRÔNICA É TÃO INFALÍVEL QUANTO DEUS!   Certamente o leitor não aceitará sem contradição o texto desta documentação de um moderno  mito eletrônico ou mito do computador - típico para o modo de pensar de tecnocratas e cientistas especializados.   E fará imediatamente a pergunta: __ O homem erra.   A eletrônica não (pergunta).   E quem é que programa a eletrônica (pergunta).   Especialistas não são gente (pergunta).   Quem é que comanda estas pessoas (pergunta).   Quando o especialista comete um erro na programação, os engenheiros vão poder manter acorrentada a reação em cadeia (pergunta).   E os generais (pergunta).   Quem controla e mede a programação de generais (pergunta).   De um modo geral: Quem ou o que programa a " consciência " do homem (pergunta).   Que força mágica desconhecida provoca erros de comando e desvios de conduta (pergunta).   Ou os cientistas e especialistas - assim como qualquer pessoa pensante - começam a entender a programação da própria consciência  e a reconhecer o espírito que cunha os padrões , ou eles aniquilam a humanidade como espécie.   Não esqueçamos sobretudo o pronunciamento de C. G. Jung, para quem a existência do mal e as catástrofes tecnológicas, guerras e programas desencadeadores de psicoses em massa devem ser atribuídos menos à intenção consciente , mas principalmente à inconsciência e à falta de discernimento.   Esta introdução se refere ao mais importante e interessante setor das ciências ocultas, os conhecimentos proibidos, que, no entanto, faziam parte do acervo dos alquimistas.   Descobertas científicas que eles mantinham sob rigoroso sigilo.   Quando o alquimista Fulcanelli mencionou ao físico-químico Bergier um período de pesquisas de quatro mil anos, deve ter avaliado por alto o tempo, John Blofeld, pesquisador da China, em seu livro O Secreto e o Sublime - Mistérios e Magia  do Taoísmo, conta como chegou a ver o que talvez seja o mais antigo manual de alquimia.   Está guardado num mosteiro taoísta na montanha sagrada Nan-Yeo, construído num local ermo e isolado, longe de tudo, mas perto das nuvens, numa íngreme encosta; o livro deveria ter pelo menos dois mil anos de idade.   Porém a alquimia ioga nele descrita, viveu por volta de 2600 antes de Cristo; portanto à 4.600 anos.   Bergier reporta-se a Frederik Soddy, famoso físico nuclear, ganhador do prêmio Nobel e descobridor dos isótopos.   Este diz, acerca da origem da alquimia: É BEM POSSÍVEL QUE GENTE DE UMA RAÇA DESAPARECIDA  E ESQUECIDA JÁ TIVESSE OBTIDO CONHECIMENTOS QUE NÓS SÓ ALCANÇAMOS RECENTEMENTE ; e que, além disto, possuíssem também conhecimentos dos quais ainda estamos bastante distanciados.   Ele supõe que ainda há dez mil anos existissem depositários dos segredos, isto é, guardiões desta tradição.   Aí estaria a fonte da alquimia.   Porém, independentemente da data da sua fundação, a alquimia tem sido uma ciência oculta desde o início.   Por isso também o manual de alquimia de Wei-Po-Yang foi redigido numa linguagem secreta.   Nele se encontram instruções sobre a transmutação de elementos em ouro e sobre a chamada pílula de cinábrio.   No entanto para  cinábrio encontra-´se a palavra - código dragão verde.   E tigre branco significa chumbo.   Mas tigre branco é também o código para SEMENTE.   E dragão verde denomina igualmente o FLUIDO SEXUAL DA MULHER.   A mistura apropriada de chumbo e cinábrio resulta na pílula de ouro-cinábrio.   E ESTA É O ELIXIR DA VIDA, que duplica o período de vida da pessoa.   O sábio monge Pien-Tao-schi contou a Blofeld: Temos textos sagrados nos quais a alquimia da transmutação carnal é totalmente esclarecida e todos sabem que Lu-Tung-Pin, o santo protetor do nosso mosteiro, a realizou.   Portanto, porque não eu - ou o senhor (pergunta).   Ele explicou que aquilo não devia ser compreendido como reencarnação no sentido das doutrinas de sabedoria budistas, mas como uma imortalidade efetiva.    Ao menos pela duração de muitos éons.   A imortalidade se tornaria possível mediante a transmutação do corpo numa substância semelhante ao diamante, isenta de peso, porém dura como jade.   Como vemos, as instruções da alquimia taoísta estão redigidas numa linguagem secreta, que se vale de SÍMBOLOS RELIGIOSOS como dragão, tigre e outros.   Isto pode ser interpretado, por um lado, como orientação PARA AS PRÁTICAS AMOROSAS DO YIN E YANG, AS FORÇAS VITAIS FEMININA E MASCULINA.  Por trás disto no entanto, esconde_se também a indicação para a transmutação de elementos em ouro.   Mas ainda não é tudo.   O segredo máximo está contido no preparo do elixir para rejuvenescer e prolongar a vida.   Ensina até como transmutar o corpo num imortal corpo de diamante.   Logo, não devia ser fácil para o alquimista taoísta compreender todo o sentido daquele código secreto, e ele necessitava diversas etapas de iniciação.   Já no mais remoto xamanismo, nos primórdios da História, existia a noção de uma força espiritual, um espírito de vida ou espírito ancestral oriundo de alguma dimensão espiritual, que sobrevivia à morte física do homem.   Atribuímos aos antigos egípcios a descoberta da alma.   Pelo menos uma prova concreta disto nos inúmeros textos hieroglíficos com milhares de anos de idade.  

sábado, 20 de maio de 2017

Eu testei e adorei. Comida no Microondas.



Sabe aquele dia que você não tem um puto, uma grana, um dinheiro sequer e o seu gás acaba e você entra em desespero no que fazer ( pergunta ) !!!  Sim, comigo aconteceu e acredito que não vai ser a primeira vez kkkkk   Pois é amigos (as), e fui logo estudar uma alternativa para isso, já que sou alternativa... Eu testei e adorei, fiz arroz, legumes, arroz doce, etc, tudo isso no microondas, é óbvio que uma comida de cada vez.   A dica para cozinhar com cuidado e ficar gostoso no microondas é começar sempre com potências baixas de calor, e curto períodos de tempo para ir avaliando o processo.   Você pode substituir a água por um caldo aromático, tipo leite ou óleos.   Tenha sempre em casa Plástico Filme para fechar o recipiente no lugar da tampa, ouvi dizer que para assar não é legal ( não experimentei assar ); mas pode fazer ensopados.  Nunca use alumínio, isopor e acrílico.   Use sempre refratários de vidro, sacos e embalagens plásticas e para caber no meu microondas eu utilizei uma cumbuca funda de vidro.   Usar alimentos em pedaços pequenos para que fique bem cozido, sem ressecar por fora.   Peixes e legumes tem o melhor desempenho do que massas ou carnes.   Receita de arroz no microondas: Coloque os temperos como de costume, 2 xícaras de arroz (eu costumo lavar o arroz antes de cozer ) e as 4 xícaras de água.    Mexa  e leve ao microondas por 25 minutos na potência alta.   Deixe descansar 5 minutos.   Não se esqueça de usar um pirex fundo ou outro refratário de vidro; eu testei também com tapoer ou tupperware de boa qualidade mas não deu muito certo, ( pra mim só da certo quando descongelo a comida e ou esquento o alimento ) porque a tampa estufou, vazou pra fora por que esquenta demais e até o plástico filme metade caiu no arroz; então tem que estar tomando os cuidados.   Receita do arroz doce que eu fiz e ficou delicioso: 1 xícara de chá de arroz ( eu altero as medidas conforme a prática e o refratário ) casca ralada de meio limão, 4 xícaras de chá de leite, meia xícara de açúcar e canela para polvilhar.  Hummmmmmmm   adoro quente, mas gelado com o gostinho da casca do limão ficou delicioso.

Arte erótica, pornográfica e psicodélica de Jean Painchaud






A arte psicodélica e pornográfica de Jean Painchaud, canadense.   Foi banido do Facebook pela sua ousadia.   Após ser marginalizado na rede social, suas contas do FB, Twitter e Tumblr acumularam 45 mil seguidores, esta atitude foi como um bumerangue que impulsionou a carreira do artista.   Painchaud  estudou animação, arte conceitual e desenvolvimento de games; mas seu trabalho mudou após o consumo de cogumelos ( essa eu não esperava, não sabia que traria benefícios, basta saber que tipo de cogumelos! ) mágicos com intenção de cuidar da depressão, ansiedade e bulling escolar e ainda o relacionamento com o pai, uns dos seus problemas.   Para Painchaud, sexo e psicodelia são formas maravilhosas de transcender o próprio ego e atingir um estado mais puro da existência.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Sociedade Secreta do Saber e a Alquimia - Os conhecimentos Proibidos - Parte 29

Numa tarde de junho de 1937, o jovem químico Jaques Bergier, assistente do Professor Helbronner, o primeiro docente de química nuclear, teve um encontro inesquecível com um homem misterioso, tido como o mais famoso e único alquimista autêntico do século XX.  Ele entrou na História das Ciências Ocultas com o seu livro O Mistério das Catedrais, sob o pseudônimo de Fulcanelli.   Ninguém conhecia sua origem e que tipo de pessoa se ocultava por trás daquele pseudônimo.   Depois daquela ocasião, ele jamais tornou a ser visto.   Sabe-se unicamente que sobreviveu à guerra e que desapareceu definitivamente após a libertação da França.  É o que Bergier e Louis Pauwels contam em seu livro O Despertar dos Mágicos, sobre Fulcanelli.   Este alquimista estava a par das pesquisas experimentais às quais Bergier se entregava, sob a orientação do seu chefe.   As experiências versavam sobre a energia atômica, e Fulcanelli avisou:  " Você está perto do êxito.   A liberação de energia nuclear é mais fácil de obter do que imagina.   E a radioatividade artificialmente produzida pode envenenar em poucos anos a atmosfera do nosso Planeta.   Além disto, com o acréscimo de alguns gramas de metais, pode-se fabricar explosivos atômicos, capazes de arrasar cidades inteiras.   Pois eu lhe digo abertamente, os alquimistas sabiam disto há muito tempo. "

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião. Parte 28

Os processos contra as bruxas têm sido tão discutidos que é desnecessário repisar o assunto.   No entanto, parece-me importante chamar a atenção para um detalhe.  A obsessão contra as bruxas não é de forma alguma fenômeno restrito à Idade Média, a chamada Idade das Trevas, que afinal não foi tão sombria assim.   O famigerado Martelo das Bruxas, do dominicano Jacó Sprenger, que teve inúmeras edições e desencadeou em larga escala a caça às bruxas, só apareceu em 1487.   No prefácio, Sprenger e seu co-autor Heinrich Institoris se reportam à bula contra as bruxas do Papa Inocêncio oitavo, redigida em 1484, como base jurídica para a perseguição às bruxas.   Em seu livro, cujo título em latim é Maleus Maleficarum, os autores forneciam indicações exatas sobre as características externas que identificavam  bruxas e feiticeiros, sobre os métodos de tortura a serem aplicados para extorquir confissões e sobre o esquema da condução do processo.   E desta forma o funesto livro se tornou o manual-padrão nos abomináveis processos contra as bruxas.   Na Idade Nova, como os historiadores chamam, ( Idade Média, durante a renascença ), a época do renascimento da antiga sensação de vida, da filosofia natural grega e dos ideais de beleza clássica na arte onde também ocorreu à perseguição as bruxas.   Por outro lado, é o século da conquista do Império Asteca por Cortes - após a descoberta da América, em 1492 - e da conquista da terra do ouro, o Peru, por Pizarro.  Estas conquistas estão entrelaçadas com o aniquilamento das florescentes culturas primitivas americanas, no que constitui provavelmente até hoje o mais terrível genocídio jamais praticado.   Só no México, o número de vítimas deste programa de extermínio atingiu cerca de dezenove milhões de pessoas - e tudo sob o símbolo da cruz e a pretexto de converter pagãos!  É também o século da Cisão religiosa e da fundação da doutrina protestante do cristianismo pelo monge agostiniano Martinho Lutero.   Acaba a veneração a Maria e a santos, elimina-se do culto divino o mistério  da santa missa.   A comunhão deixa de ser o milagre diário da unificação mística com o corpo e o sangue de Cristo.   É rebaixada a um simples ato simbólico e evocativo.   O que  Lutero apregoa é uma religião racional, que se baseia na anima rationalis ( a alma racional ).  No entanto, sob o signo da anima rationalis, o pensamento ocidental passa por uma inflação do consciente.   Só agora tanto o consciente individual quanto o coletivo se sentem aprisionados como nunca antes pela pessoa de Satã, e pelo mal nele incorporado.  Os livros mágicos de Seth, Abraão, Moisés e do Rei Salomão completam a lista, que é arredondada por toda espécie de livros mágicos, miraculosos e sibilinos.   Os autores destes livros, quase sempre anônimos, eram cautelosos.   Frisavam sempre o caráter de obra ilustrativa e deixavam claro que as chaves mágicas, fórmulas encantatórias e esconjuros nelas citados eram recursos no sentido teúrgico, isto é, da magia celeste ou branca, que visava quebrar o poder do Príncipe dos Infernos e resguardar o leitor de seus espíritos diabólicos.   Mas para as mulheres sob suspeita de bruxaria, os tempos eram difíceis.  A caça as bruxas assumiu dimensões de um extermínio suicida da população feminina.   Peculiarmente, a obsessão era mais forte nos países nórdicos da Europa e nos que professavam o protestantismo.   A prisão e a tortura arrancavam então confissões de mulheres em sua maioria completamente inocentes.   Como última bruxa a morrer na fogueira, foi executada em 1782, Suíça, onde predominava a religião protestante reformada, a serva Ana Goeldi.   O Imperador austríaco José segundo, que era também imperador do Sacro Império Romano Germânico, já tinha proclamado a liberdade de crença.   A tortura estava abolida; exatamente um ano antes o filósofo de Koenigsberg, Immanuel Kant, havia publicado sua Crítica da Razão Pura.  Este livro continua sendo uma das mais importantes obras filosóficas.   Kant analisa nela os conceitos metafísicos - Deus, alma, imortalidade - e mostra como é fácil para a razão induzir um erro.  Só o pensamento não conduz à verdadeira percepção.   Isto só se torna possível com a experiência, isto é, a pesquisa da natureza, aliada à razão.   Portanto, no início sempre deve estar o esforço pelo auto conhecimento e a auto crítica.   Lúcifer e o mal a ele atribuído foram combatidos sob o signo da razão.  O modo racional de pensar levou a uma inflação do consciente.   Com isto os canais para o inconsciente foram soterrados.   Porém, no sentido de um equilíbrio compensatório , o mal assumiu vida intensa no inconsciente e abriu caminho sob a forma explosiva de uma obsessão coletiva.   Na caça às bruxas, com sua suicida extinção de parte da população feminina da Europa, podemos ver igualmente uma tendência de conciliação e auto-punição como compensação pelo terrível genocídio praticado contra incas, maias e astecas e pelas barbaridades deliberadamente feitas no Novo mundo.  Como também uma resposta do inconsciente pelo banimento do aspecto mágico-místico, e do mistério da missa, na religião.  Pois sem a crença em mistérios e num mundo mágico a alma adoece.  C.G.Jung, em seu estudo da Lenda de Lúcifer em relação com o dogma da Santíssima Trindade, ele conclui: " Pois muito  do que se revela em seus efeitos como profundamente mau, não provém de modo algum de uma maldade correspondente do homem, mas sim de ignorância e inconsciência. ".

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião. Parte 27

O padrão arquetípico do domínio do espírito é antiquíssimo.   Já aparece na gnose dos primeiros séculos da cristandade.   No entanto, se relembrarmos o duelo de feitiçaria entre Simão, o Mago e o apóstolo Pedro, veremos que já então, segundo a teoria gnóstica, o Espírito Santo era considerado como pertencente ao gênero feminino.   Para Simão, o Espírito Santo teria sido gerado por uma emanação do Pai do Mundo, como a deusa Atena, saída da cabeça de Zeus, pai dos deuses gregos.   Sob este ângulo, o Espírito Santo seria a filha de Deus.   Para a maioria dos gnósticos cristãos, no entanto, dá-se exatamente o contrário.   Para eles, o Espírito Santo é Sofia, a sabedoria divina.  Esta vem a ser quase a mãe de Deus, o que faz lembrar a influência dos Vedas bramânicos e  doutrinas secretas budistas.  A interpretação de ver no Espírito Santo a mãe de Deus baseia-se no fato de ele servir-se da mulher - no caso, a Virgem Maria - como instrumento.   Porém, o Espírito Santo é também o espírito de Deus, que no início da Criação paira sobre as águas.   E dele nasce Lúcifer ou Satanael, o primeiro filho de Deus.  Este seria o verdadeiro criador e senhor do mundo.   Lúcifer é o que traz a luz e a consciência.   Porém com o consciente, entra também no mundo o Mal, pois só através do consciente pode haver diferenciação entre o bem e o mal.   Portanto, Cristo aparece como segundo filho de Deus, a fim de redimir a humanidade daquele senhor do mundo que incentiva o consciente e o mal.   Os gnósticos, e posteriormente os albigenses, assim como os Templários, compreenderam o problema suscitado com isto.   Para as religiões antigas, o mal não representava problema de monta.  Fazia parte da natureza divina.   Segundo os princípios da equivalência mágica, faziam-se sacrifícios à Grande Deusa para contornar o mal.   Nisto estavam compreendidos os rituais de iniciação, por vezes bastante cruéis.  Isto se modificou com o Cristianismo, o Filho de Deus faz o auto-sacrifício para redimir os homens de sua instintividade e agressividade.   No entanto, o mal não desapareceu do mundo.   Os Pais da Igreja atribuíam o mal ao demônio.  Só que, de acordo com seus ensinamentos, Deus é Onipotente e Onisciente.   Em sua manifestação como Cristo, representa o amor universal.   Por que então este Deus Onipotente permite o mal (pergunta).   Por que Cristo continua a suportar o domínio de seu antagonista Lúcifer (pergunta).   Este dilema ocupou inúmeros teólogos e filósofos cristãos.   Mas ainda não foi esclarecido a contento.  Os adeptos dos movimentos de renovação anteriormente citados, inclusive os Templários, tentaram resolver o problema aceitando a soberania de Lúcifer.   Procuravam conquistar-lhes as boas graças por meio de sacrifícios e rituais.   Para a Igreja, isto era inaceitável, pois contrariava todos os dogmas básicos do cristianismo - além de ameaçar o poderio do clero.   A Igreja revidou com dogmas nais severos e uma luta declarada contra Satã-Lúcifer.   Incluía nisto todas as doutrinas e cultos que pudessem parecer ilusionismo diabólico.  Nisto reside a raiz da futura obsessão contra as bruxas, conforme se deduz dos processos aos quais foram submetidas.   As doutrinas heréticas que diziam Satã-Lúcifer senhor do mundo terreno, foram divulgadas entre o povo.  Para os homens e mulheres entendidos em curas naturais, os representantes da magia popular, aquilo parecia muito óbvio.   Conheciam-se mutuamente e organizavam reuniões periódicas para troca de ideias e discussão de questões profissionais.   Nos processos contra as bruxas, estas reuniões passaram a ser denominadas missas satânicas ou o inferno sabá das bruxas.  Aquelas mulheres e homens conheciam o misterioso efeito das drogas obtidas de plantas que continham alcalóides, das quais preparavam elixires de amor.   Em suas reuniões noturnas, faziam uso próprio deles.   As receitas dos chamados unguentos das bruxas são conhecidas.   Trata-se de uma mistura de beladona, datura e meimendro, com a adição de diversas gorduras animais.   Em muitas receitas as bruxas acrescentavam ainda, como ingredientes especiais, papoula, cicuta e leite de loba.  Este unguento era esfregado na área do coração e nas regiões genitais.   Seu efeito se baseia principalmente nos alcalóides atropina, iosciamina e escopolamina, contidos nos ingredientes empregados.  O uso do unguento das bruxas altera a percepção, que se torna romântico-sonhadora.   Provocava igualmente experiências mágicas de vôo e fantásticas alucinações eróticas.   Influenciando os centros motores do sistema nervoso central, o efeito da droga incrementa a potência genital e aumenta a excitabilidade dos nervos dos órgãos sexuais.  Já Giambattista della Porta ( 1538-1615 ), sábio italiano da Renascença e autor da Magia Naturalis, sabia disto.   Auto-experiências por parte de pesquisadores modernos, entre eles Will-Erich Peuckert, perito em ciências ocultas, confirmaram o que foi dito aqui.  Estas experiências constataram, aliás. que os produtos vegetais naturais tinham efeito muito mais intenso do que os alcalóides químicos fornecidos pela moderna indústria farmacêutica.   As missas negras, o vôo mágico com a vassoura das bruxas, o jantar festivo com a presença de Satã, que aparece como um enorme e chifrudo bode, e a orgia erótica subsequente podem ser explicadas devido ao efeito alucinatório das drogas consumidas.  No entanto, o culto a Satã, era uma realidade.   O culto ao demônio era praticado como uma espécie de anticlericalismo.   Em seu livro Culto a Satã e Missa Negra, de Gerhardt Zacharias fala de um renascimento da antiga religião de Dioniso, na qual o demônio sob a figura de bode, encarna o grande Pã.   Ele interpreta a unção das bruxas-noviças com unguento das bruxas como ritual de iniciação no reino lunar matriarcal e no culto a Dioniso.   Sua obra contém farta documentação original de fontes literárias e protocolos das atas dos processos contra as bruxas, como provas do culto a Satã.   Este culto precisa ser encarado como uma reação do povo contra a dessacralização da natureza e a desvalorização à qual a religião submeteu a mulher, que já não tem a função alguma na liturgia cristã.   A discriminação da sexualidade natural faz despertar o desejo de experiências extáticas que permitam uma fuga da rotina do dia-a-dia, e, por meio do vôo mágico, a evasão para uma dimensão supra-sensorial.   Ocorrências naturais ameaçadoras, como a peste e outras epidemias avassaladoras, que nem o ascetismo recomendado pela Igreja nem as procissões de penitentes conseguiam debelar, certamente fizeram aumentar esta necessidade por um estado de êxtase mágico e encantado.  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Parte 26 - O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião.

Lembrando que é o resumo do livro, a Editora e o autor não permite que copie e o livro todo, e também são  mais de quatrocentos e muitas coisas em páginas.    ... " A bruxa, a hagazusa, como era chamada no idioma alemão arcaico, e que significa estar montado numa cerca ou cancela, seria então uma amazona da cancela ou cerca.    Fica por assim dizer, com uma perna dentro da civilização, e outra fora dela, em território selvagem, na natureza ainda não tocada pelo homem.   O que ela vê e presencia naquela posição é irracional para o cientista, que não pode ultrapassar a zona cerrada, e ele fica cego para o que se passa naquela área extramuros.   As perseguições às bruxas, tais como as conhecemos pelos processos que lhes foram movidos durante a Idade Média, só ocorreram posteriormente.   E a causa não é a magia praticada pelas bruxas; os motivos são diversos, pra começar, a dessacralização da natureza e o menosprezo da mulher pela religião cristã, que passa a dominar a vida religiosa e profana das pessoas a partir do início do segundo milênio da cristandade.   Ao contrário das religiões antigas, o cristianismo só conhece uma divindade masculina em três pessoas: " Pai, Filho e Espírito Santo ".   O elemento feminino, a natureza, que seria o quarto integrante do grupo, foi eliminado.   Porém é regra conhecida, por experiência, da psicologia profunda: o que é reprimido no consciente faz-se presente no inconsciente.    Papas e imperadores se depõem mutuamente.   O povo começa a duvidar dos dogmas da Igreja.   Com o resultado da importação dos conhecimentos dos sarracenos, que circulam até a França, Espanha, a Europa conhece cientistas árabes; trazendo consigo a sabedoria perdida dos filósofos naturalistas gregos, a matemática; mas também a alquimia e doutrinas secretas da magia oriental.   Os conhecimentos da Cabala, seus segredos, inúmeros judeus que seguiram os árabes em sua invasão da Europa passaram a ter estes conhecimentos; formam-se novos movimentos religiosos.    Segundo as raízes gregas e latinas, o nome significa puros, e brancos ou iluminados.   Os adeptos deste movimento de renovação religiosa discordam do dogma do pecado original e de outras interpretações do Antigo e do Novo Testamento posteriormente transformadas em dogmas de fé.   Renegam também o papel de diabo atribuído a Lúcifer, que é, em verdade, um portador de luz.   Em 118, cavaleiros franceses, fundam a Ordem dos Templários, dirigido por Hugo Payen; em pouco tempo esta ordem se alça a uma posição política, econômica e financeira.   Os Templários são tolerantes a outros credos, então cultivam o intercâmbio científico e econômico com os países orientais.   Consta que iniciaram nas artes ocultas dos magos caldeus e que mantinham relações amistosas com a seita dos assassinos.   Estes ainda eram adeptos do culto iraniano de Ahriman, tido como culto diabólico, e que continuava a ser praticado entre as tribos curdas das montanhas, os jezidas.   Diz-se que os Templários acolheram também na Ordem sacerdotes de Lúcifer, uma seita gnóstica, para a qual Lúcifer, o primogênito de Deus, fora injustamente banido do céu por seu irmão Cristo.   Como símbolo deste culto, venerava-se uma cabeça de bode, o misterioso Bafomet.   A lendária fortuna dos Templários era atribuída em parte ao tesouro do Rei Salomão que eles teriam  descoberto, em parte ao ouro alquímico que produziam com a assistência de Satã.    De qualquer forma, estas acusações foram lançadas contra os Templários quando a ordem foi dissolvida em 1312 por iniciativa do Rei Felipe quarto e do Papa Clemente V. Jacó de Molay, seu grão mestre, foi queimado vivo em 18 de março de 1313, como herege, por causa do culto a Bafomet.  Os albigenses, que levavam uma vida simples e de bons costumes, também foram considerados hereges pelo papa.   A Ordem continuou a existir clandestinamente

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Amazônia - Mitos e Lendas - " Denaquê e a estrela grande ".


Fotografia: Índios da tribo carajás.   " Antigamente, os carajás não sabiam cultivar as plantas.   Viviam apenas da caça, da pesca e da coleta.   Não sabiam limpar um terreno nem plantar milho, mandioca ou abacaxi.  Na época das chuvas, em certos dias acontecia de não terem nada para comer.   Na aldeia Carajá, havia duas irmãs: Imaerô, a mais velha, e Denaquê, a mais nova.   Um dia, elas estavam olhando o céu junto do pai, que lhes contava lendas.   De repente, Imaerô sentiu uma coisa estranha: não conseguia tirar os olhos da grande estrela que brilhava bem à sua frente.  O coração batia forte, e ela ficou paralisada.   ___ O que está brilhando ali... perguntou ao pai.  ___ Quero para mim... Ele riu.   ___ É Tainacã, a estrela grande.   Mas fica muito longe daqui e não pode ser de ninguém.   Só se você quiser muito, muito mesmo.   Se ela ouvir você chamar, e quiser vir morar com você, pode ser que seu desejo se realize.   Quando a moça foi dormir, só pensava em Tainacã.   No meio da noite, ouviu alguém entrar na oca.   Assustada, perguntou: ___ Quem está aí...  ___ Tainacã __ respondeu uma voz.   Louca de alegria, Imaerô se precipitou em direção à luz que brilhava no escuro.  Chamou o pai e a irmã e acendeu o fogo para ver a cara da estrela.   Mas ficou muito desapontada ao ver que a grande estrela que brilhava tanto no céu era um velho, de cabelos brancos como algodão.   Ficou furiosa e gritou: ___ Vá embora!! Não quero me casar com você! Você é muito velho e muito feio!   Tainacã se virou e começou a chorar baixinho.   Denaquê ficou com pena, correu para junto dele, pegou suas mãos e disse: __ Eu aceito.  Quero que você seja meu marido.  O velho ficou muito feliz.   No dia seguinte celebraram o casamento.  E no outro dia, o velho disse a sua esposa: ___ Agora preciso ir à floresta, para limpar um terreno e plantar coisas boas, plantas que os carajás nunca viram.   Mas tenho de ir sozinho.  Foi até no rio.  Disse algumas palavras mágicas e entrou na água até a altura dos joelhos.   Depois, inclinou-se sobre a correnteza.   De vez em quando mergulhava uma das mãos na água e a tirava cheia de sementes __ de milho, mandioca e todas as outras plantas que os carajás cultivam até hoje.   A seguir, entrou na floresta para roçar um terreno.   Denaquê ficou preocupada porque ele estava demorando.   Era muito velho, fraco demais para um trabalho tão duro.  Talvez tivesse acontecido alguma coisa... Talvez estivesse machucado... Não aguentando mais, resolveu desobedecer e ir ao encontro dele, pois estava quase anoitecendo.   Quando chegou à clareira que o marido acabara de limpar, não o viu.   Foi ficando cada vez mais preocupada.   Mas então viu um rapaz espalhar cinzas ainda quentes sobre o chão.  ___ Você não viu um senhor por aí... perguntou.   __ É meu marido, e estou preocupada porque ele está demorando muito a voltar para a aldeia.   Tomara que não tenha acontecido nada de mau.   ___ Eu sou Tainacã __ respondeu o belo jovem.  __ E não sou velho.   Usei aquela aparência para pôr à prova os sentimentos da moça que tanto queria se casar comigo.   E acho que fiz muito bem.   Fiquei muito feliz porque você quis se casar comigo, mesmo pensando que eu fosse um velho feio.   Para recompensar sua bondade, estou dando todas estas culturas de presente a seu povo.   Agora vamos voltar para a aldeia e contar tudo aos outros.   Quando Tainacã terminou sua história, Imaerô deu um grito alucinado e caiu desmaiada.   Alguns segundos depois, seu corpo evaporou, e no lugar dele apareceu uma Ave de Rapina, que desde aquele dia vaga pelo mundo todas as noites, assim que aparecem as estrelas, piando um pio lúgubre.

Arte erótica - Sobre Christopher Zeischegg


Faturou...mas, eis alguns prejuízos!!!   O ator pornô Christopher Zeischegg ou Danny Wylde mais conhecido no meio, revelou que abandou a profissão por ter lhe causado danos devastadores.   Faturou muito dinheiro, depois de ter feito mais de 600 cenas de sexo com homens e mulheres, Danny se cansou disso.   Abandonou a indústria pelos efeitos que o uso de remédios contra disfunção erétil vinham lhe causando.   Ereções infinitas e prazeres insaciáveis estavam fora da realidade.   Durante 8 anos de carreira, Danny foi para a emergência do hospital 3 vezes, por ter lhe causado o priapismo, quando o pênis ereto não consegue retornar a estado normal, isto é, ao estado flácido habitual.   Foi depois da terceira vez que o médico avisou-o que se continuasse a usar remédios Danny Wylde iria ficar impotente, daí Wylde caiu fora.   Atualmente Christopher estuda cinema e investe em uma marca de molhos picantes; e está tentando a se acostumar novamente com seu corpo e sexualidade.

Arte erótica - Algumas ilustrações da artista Apollonia Saintclair, ela prefere o anonimato.




Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 6


Expansão da Produção: Como efeito das leis de proteção ao carvão nacional, surgidas em 1916, além das medidas eficazes da década de 1930, a produção de carvão expandiu-se.   Em 1931, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas, estabeleceu-se uma taxa de aquisição obrigatória.   Por essa taxa, o carvão nacional tinha de ser adquirido na razão de 10% pelos importadores do carvão estrangeiro, crescendo assim a produção nacional.   Na ânsia de proteger a exploração nacional de carvão o governo criava assim os primeiros embaraços aos importadores.   Poucos anos depois essa taxa foi aumentada para 20%.   O resultado não se fez esperar.   Em 1937, a produção brasileira chegava a 762.789 toneladas e em 1939 atingia i milhão de toneladas.   Em 1943, ano de fundação da CSN, Cia. Siderúrgica Nacional, a produção batia o recorde de 2.078.250 toneladas.    Retrocesso: Terminada a  Segunda Guerra Mundial, em 1945, todos os projetos sobre o carvão mineral foram abandonados, embora em 1922 se houvesse realizado, no Rio, o primeiro congresso do carvão, e em 1945 experiências do engenheiro Fonseca da Costa, no Instituto Nacional de Tecnologia, sobre a fabricação do coque metalúrgico com misturas de carvão nacional e estrangeiro tivessem sido implementadas.   Durante um período de 25 anos pouco se fez pelo carvão no Brasil, a não ser: 1946-Pelo Decreto número 9.826 foram fixadas as características dos diversos carvões nacionais.   1947-Criou-se no Rio Grande do Sul o Departamento Autônomo do Carvão Mineral, uma autarquia destinada a estudar o problema do carvão e desenvolver a produção carbonífera nesse estado.  1949-Mesa-Redonda promovida pelo Conselho Nacional de Minas e Metalurgia estabeleceu um plano de medidas visando o amparo da indústria carvoeira.   1951-O Presidente Vargas encaminhou ao Congresso o Plano do Carvão Nacional, estabelecido pelo engenheiro Mário da Silva Brito.    1952-Foram publicados os primeiros trabalhos técnicos sobre as camadas de carvão na região Sul do país, de autoria do geólogo Nannfrit Putzer, que constituem a melhor fonte de informações sobre a geologia econômica do carvão catarinense.   1953-Foi aprovado e entrou em vigor o Plano Nacional do Carvão.   1970-Criou-se no Rio Grande do Sul, a companhia Rio-Grandense de Mineração, CRM, empresa de economia mista.   Sua criação ativou o setor do carvão já que a exploração do carvão até aquele ano chegou a tal retrocesso que ocorreram várias paralisações de minas carboníferas na região do Sul.  E até neste mesmo ano de 1970 extinguia-se o único fórum de debates do setor, a Comissão do Plano do Carvão Nacional.

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 25

Os sacerdotes não-cristãos, os druidas, os feiticeiros e as bruxas se valiam de conhecimentos naturais secretos.   Sua arte mágica se baseava num saber vindo dos primórdios xamanistas e transmitido de geração a geração, sobre o acesso e uso de uma energia psicomental oculta na natureza.   Para o bom cristão, no entanto, a natureza nada significa; representa, no máximo, um campo livre para a atuação de potências diabólicas.   Para o verdadeiro cristão, a vida terrena é apenas um estágio provisório.   Seu objetivo é a vida eterna no reino dos céus.   A natureza florescente e estuante de vida é para ele uma área cheia de riscos, onde Monsenhor, o Príncipe dos Infernos, trama suas maldades, sempre preparando armadilhas que levem os homens a sucumbir à tentação carnal.  Como contrafeitiço, para assegurar a vida eterna no paraíso celeste, e para resistir às tentações mundanas, o cristão recorria ao ascetismo.   Já no início do século quatro surgiram os primeiros conventos cristãos com disciplina monacal.   Também o ascetismo produz forças mágicas.   Afina, jejum, castigo físico, abstinência sexual e renúncia aos instintos já faziam parte do ritual de iniciação dos curandeiros.   O ascetismo possibilita aparições visionárias, e, ocasionalmente, até milagres.   Mas isto é permitido.  Pois a força mágica sentida pelo cristão convicto é um eflúvio da graça divina, e o milagre, uma prova da onipotência de Deus.   No entanto, o efeito do milagre se produz por procuração.   Em princípio, também os curandeiros e magos podem alegar que operam com entidades e energias de origem divina.   Para os escolásticos, os filósofos que ensinavam nos conventos do início da Idade Média, Deus e o reino dos céus pertencem a uma dimensão transcendente.   Ou seja, uma dimensão acima da experiência humana.   Até onde os milagres de santos e as curas milagrosas em locais de peregrinação, ou diante de imagens miraculosas, passam por eflúvio da magia celeste, pode-se dizer que é de certa forma uma magia transcendente, ao contrário da magia tradicional, que parte do princípio de que existe na natureza um reservatório de energia mental, e portanto pode ser considerada uma magia imanente à natureza.   Porém, lamentavelmente, esta passa a ser encarada como arte infernal e recebe a denominação de magia negra.   Nos países  celta-germânicos, o processo de cristianização no consciente coletivo do povo se processa de tal maneira que durante algum tempo padrões de conceitos cristãos convivem em paralelo com os padrões arquetípicos da religião pagã e com a mitologia enraizada no povo.   Aos poucos eles se sobrepõem, e por fim acabam se fundindo.   Isto vale também para as sagas e contos de fadas, que Jung denomina sonhos dos povos.   O exemplo mais impressionante, e talvez o mais belo de todos, é o mito do Santo Graal, e as lendas correlatas sobre o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.   A procura do Santo Graal equivale à busca dos jovens heróis, a viagem aventurosa indispensável a qualquer verdadeiro cavaleiro.   Porém o Castelo do Graal, erguido no alto de um maçiço de montanhas escarpadas, centro de um imaterial reino espiritual, não se mostra a qualquer um.   Para mentes mesquinhas e impuras, diz a Lenda, o castelo permanece oculto nas alturas inacessíveis da luz do sol celeste.   Só o feliz e mágico herói que o conquista gloriosamente consegue vê-lo.   O Graal, um recipiente talhado numa descomunal esmeralda, é uma espécie de repositório de energia mágica concentrada.   Quem o possui, torna-se rei do Graal, e com isto rei do mundo.   O Graal é um dispensador de sabedoria.   Permite a seu dono ver os mais profundos e recônditos segredos.   Desvenda-lhe o mistério da energia solar.   No entanto, o Graal não oferece apenas uma poção de sabedoria.   Ele contém também a água da vida, curativa e rejuvenescedor.   Além disto, o Graal ainda providencia alimentos e bebidas profanas para os moradores e hóspedes do castelo do Graal.  Em resumo, o Graal vinha a ser um recipiente universal, no qual se concentravam toda espécie de poderes mágicos.   A influência cristã no mito do Graal é evidente na figura de José de Arimatéia.   Consta que, por ocasião da crucificação de Cristo, ele aparou com o Graal o sangue que corria do flanco ferido, e guardou cuidadosamente a sagrada relíquia.   Depois, ele ou os seus descendentes levaram este tesouro único para o castelo do legendário rei pescador, de cuja estirpe descendem os reis do Graal.   Na versão de autores franceses, o castelo do Graal ficava na França, ou no lado espanhol dos Pireneus.   Na versão inglesa, ficaria na Grã-Bretanha, onde teria residido igualmente o Rei Arthur com seus cavaleiros da Távola Redonda, segundo se diz, em Glastonbury.   Sob o ponto de vista, o mistério do Graal se desvenda como uma central de força psíquica, representada pelo sangue do filho de Deus.   No ciclo das lendas do Graal e do Rei Arthur, a figura do Mago Merlim simboliza o reconhecimento da natureza como sede de forças mágicas ocultas, e fonte de conhecimentos secretos.   Sob o aspecto psicológico, Merlim é a arquetípica figura simbólica do velho sábio.   Como figura mitológica dos tempos celta-germânicos e pré-cristãos, ele nos aparece como uma espécie de Lúcifer pagão.   Mas conforme este é descrito na versão primordial do Gênesis, no Antigo Testamento, como filho de Lavé, e portador de luz.    No mito do Graal, Merlim não aparece como Príncipe das Trevas, nem como espírito infernal, mas representando o espírito da natureza como um poder positivo.   A lenda do Graal termina com o desaparecimento de Merlim do mundo.   Ele segue Parsival, elevado a rei do Graal, em seu retiro, e passa  a viver nas eternas florestas; os tempos ainda não estavam maduros para uma conscientização como a que ele representava simbolicamente.   Mas ele retornou a pouco, em trajes modernos e como uma figura central de um conto de fadas da atualidade.   Em 1080, o Papa Gregório V11 (sétimo) proibiu expressamente a tortura, a execução de bruxas, numa bula dirigida ao rei dinamarquês Harald.   O povo continuou a cultivar os antigos costumes populares e rituais de culto pagã.