Calendário 2019
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Vou por onde a arte me levar.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 12
A origem do homem se perde nas brumas do passado. Cada época e cada povo, até os mais primitivos, têm seu mito de Criação. Nós também dependemos de hipóteses e teorias para falar sobre a origem do homem. Afinal não dispomos de uma única testemunha ocular capaz de esclarecer inequivocamente a tão discutida questão da origem da humanidade. Existem três hipóteses principais a respeito: A criação de Adão por Deus, conforme relata o Antigo Testamento da Bíblia; ou conforme escreveu o apóstolo João. A teoria da evolução ou descendência do macaco, do naturalista inglês Charles . R. Darwin. A teoria dos extraterrestres, do escritor Erich von Daniken, o êxito literário de Darniken superou o da Bíblia. Como saber ao certo se realmente no remoto passado, astronautas provenientes de ignotas galáxias vieram adejar como anjos sobre nosso planeta, gerando filhos com pequenas mulheres humanóides semelhantes a macacos (pergunta). O Universo contém uma infinidade de planetas habitáveis. Os defensores das ciências acadêmicas alegam que a descendência extraterrestre é inviável por vários motivos: a barreira do tempo e os insolúveis problemas tecnológicos inerentes a viagens espaciais entre sistemas solares a dezenas ou centenas de anos-luz de distância. No entanto, de acordo com a teoria das probabilidades nas ciências naturais, não se pode excluir o improvável. Há sempre uma possibilidade remota de que inteligências alienígenas existam há muito mais tempo do que a humanidade e de que já tenham dominado a técnica de viagens espaciais intergalácticas. Porém, esta novíssima teoria da descendência do homem apresenta um sério inconveniente: " transfere a origem do homem para o Cosmo. " E continua sem resposta a questão de saber quem criou os extraterrestres; e sobretudo de que modo eles adquiriram um consciente semelhante ao do homem. Portanto tudo fica mais misterioso. A Teoria da Evolução de Darwin, ampliada e completada pelos neo-darwinistas, é atualmente a tese aceita pelos meios científicos. É ensinado nas escolas e a maior parte das pessoas acredita que é correta. De acordo com ela, o homem é simplesmente produto de dois macacos, concebido há milhares de anos. Porém devia ser uma espécie de criança-prodígio entre os macacos, por demonstrar inteligência suficiente para pôr-se de pés nas patas traseiras, estimulando com isto o crescimento do cérebro. Saturado de andar se embalando em árvores, o filhote da mãe- macaca saiu a perambular primeiro pela estepe e depois pelo vasto mundo. Ao contrário dos primos- macacos que permanecem peludos até hoje, ele se despojou de seus pelos, lançando-se à conquista do mundo _ mas sem necessariamente circular por ele glabro conforme nascera. Sem dúvida, da primeira talhadeira de pedra até a construção das pirâmides vai um longo período; cerca de 500.000 anos, em números redondos. Mas da construção das pirâmides à pirotécnica das modernas viagens espaciais, o macaco nu gastou um curto período de cinco milênios. No entanto, a Teoria da Evolução é tão infalível quanto se costuma crer. O tamanho do cérebro não é decisivo para a humanização. Elefantes e golfinhos tem cérebros maiores do que o homem; a marcha ereta também não é critério. O canguru por exemplo, se desloca sobre duas patas, mas nem por isso seu cérebro ficou maior. Além disso, a Teoria da Evolução apresenta uma série de lacunas na cadeia evolutiva e estranhas incongruências. Por outro lado, os elos falantes na cadeia evolutiva do homem não depõem contra um acentuado grau de credibilidade da Teoria da Evolução, desde que a consideremos restrita a um desenvolvimento biológico geral da vida. Pois todas as formas de vida que conhecemos possuem em comum duas coisas: o ácido nucléico e as proteínas, como elemento vital básico. No entanto, isto não basta para explicar a origem do homem. Surpreendentemente, é a tese do apóstolo João que tem o maior grau de verossimilhança. Pois refere-se com exatidão ao fator decisivo para a humanização. " No começo, era a palavra (...) ", ele diz. Ou seja, o pensamento criador, caso interpretemos em sua acepção completa o termo Logos que o apóstolo usou no texto original. Mas é, ao mesmo tempo, sem dúvida, a linguagem humana. E quando, mais adiante, ele diz que a vida é a Luz dos homens, podemos aplicar isto à Luz do consciente, que é a característica distintiva dos seres humanos. Com o surgimento do consciente, do ego-pensante e do agrupamento de sons em palavras, começa a humanização. O homem é o único ser vivo, pelo menos dos que conhecemos, capaz de descrever e generalizar suas vivências psíquicas e intelectuais. Isto ocorre inicialmente por meio de imagens figurativas, padrões ilustrativos e símbolos, o que leva posteriormente à evolução da escrita. Desta forma o homem é o único ser vivo a ter acesso ao âmbito do espiritual. Sob este aspecto , podemos afirmar sem receio: o homem não é o elo final de uma série evolutiva animal, por assim dizer, a derradeira e mais perfeita etapa dos mamíferos. O homem é o início de uma nova espécie na criação. No período entre a terceira e a quarta Idade Glacial, entre 150.000 e 100.000 anos antes de Cristo, surge um novo tipo de homem, o chamado Neandertal. Para pesquisadores da Pré-História, ele é também um Homo faber. No entanto, apresenta nítidas diferenças sobre os humanóides anteriores, conforme demonstram os esqueletos até hoje encontrados. Ele sepultava seus mortos e já conhecia um culto religioso. Achados feitos nas cavernas em que morava permitem deduzir que ele venerava um ser vivo que andava ereto como ele, mas lhe era superior em tamanho e força. Seu deus era o urso! Vem a ser até a característica decisiva para provar que o homem de Neandertal possuía um consciente especificamente humano, mesmo em se tratando, sem dúvida , de um ego-consciente bastante diferenciado. Pois nenhum outro animal ou ser vivo sobre a Terra pratica o sepultamento dos mortos, nem mantém cultos religiosos. Animais não tem consciência de sua morte, eles apenas perecem. Resta ainda a hipótese da colonização por extraterrestres. A ciência não tem como se pronunciar inequivocamente a respeito. É possível que o homem primitivo tenha se conscientizado pela primeira vez de seu ego individual ao ver o reflexo do seu rosto em água clara. Ou então,pressentiu a consciência do próprio ego ao ver o companheiro de caçada ser mortalmente atingido por uma patada de urso; a imagem muda, inerte e sem vida do irmão de tribo talvez o tenha ajudado a distinguir e perceber sua individualidade pessoal. Com isto, ele também deve ter ficado cônscio da mortalidade do homem. " A morte acabava de vir ao mundo ". Tanto o sepultamento quanto o culto ao urso provam que já o homem de Neandertal se preocupava com a morte, aliás como sina do ser humano, Pois de acordo com sua experiência, a natureza era imortal. A despeito do desaparecimento vespertino ou matutino, o sol e a lua sempre retornavam ao firmamento. As estações do ano se alternavam. Porém o inverno trazia uma morte apenas aparente; na primavera a natureza despertava para uma nova vida, como que acordando de um prolongado sono. As aves migrantes desapareciam no outono. O urso se recolhia a uma caverna para hibernar. Todavia todos eles retornavam na primavera, por assim dizer renascidos e rejuvenescidos. O homem primitivo deve ter observado que os animais mais ferozes matavam e devoravam os mais fracos. No entanto, durante milênios ele continuou considerando imortais o urso, o leão, a poderosa águia _ todos os animais posteriormente elevados à condição de divindades. Também lhe pareciam imortais as aves migrantes, que alçavam bem acima de sua cabeça, no inatingível reino dos ares. O homem primitivo provavelmente não chegava a presenciar a morte natural de animais de grande porte. Primeiro, porque animais debilitados pela idade ou pela doença costumam se isolar; segundo, porque entre animais selvagens é difícil distinguir o indivíduo de seus congêneres da mesma espécie. Mas certamente devia perceber que era o causador da morte dos animais que caçava para comer, como como o búfalo, o cervo gigante, a rena e também o urso. É questionável afirmar que foi a consciência da mortalidade, a possibilidade da própria morte, que levou o homem primitivo a inventar a religião e a desenvolver o culto ao Além. " Logo, a religião teria nascido do medo. " Todavia é bem mais provável que o medo seja fruto da religião.
sábado, 28 de janeiro de 2017
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 11
Acima está a pintura de Goya, as bruxas ao redor de Satã oferecem crianças para o sacrifício. __ Mágicos e Curandeiros: O mais remoto texto conhecido sobre magia provém da Babilônia. É a Epopeia de Gilgamesh, redigida há mais de cinco mil anos. Remonta a época dos sumérios e foi gravada em caracteres cuneiformes sobre tabletes de argila. O material foi descoberto pelo assiriólogo inglês George Smith, sob os destroços em ruínas de uma antiquíssima biblioteca. Esta foi localizada por ocasião da escavação do palácio de Assurbanipal, no recinto que depois se tornou conhecido como Sala dos Leões. A epopeia de Gilgamesh relata uma expedição do herói, rei de Ur, ao mundo subterrâneo, onde encontra Ea, o deus das águas profundas e também o deus babilônio da sabedoria. E Gilgamesh adquire sabedoria pelos sonhos que o deus lhe proporciona e no decorrer dos quais lhe revela os desígnios secretos dos deuses.. A viagem leva também o herói a Utnapistim, sábio que lhe ensina um método mágico para atravessar as Águas da Morte. Nelas, ele tem de mergulhar até o fundo para encontrar a erva mágica da imortalidade. De volta a sua cidade natal de Ur, uma serpente lhe furta a erva mágica. Em troca, o retorno da viagem lhe proporciona uma misteriosa imortalidade. Não sabemos como continua a epopeia, pois os tabletes restantes jamais foram encontrados. Nesta epopeia já se delineiam os pontos básicos da magia: o conhecimento criativo é um presente dos deuses. O homem adquire conhecimentos por meio dos sonhos, quer dormindo, quer sonhando acordado ou sob o efeito de uma espécie de visão quando alguma experiência o leva ao êxtase. Aparece também a noção da mágica erva da imortalidade, que cresce no fundo do mar. Por um lado, o mar é a água da morte, que separa o mundo dos vivos do reino dos mortos. Por outro lado, no entanto, o mar é também água de vida. Mas para isto é preciso que o herói empreenda, por assim dizer, como representante do seu povo, a grande viagem ao desconhecido jamais trilhado. E mais. Os conhecimentos que o herói, rei e agora também mágico obtém do deus dos sonhos e da profundeza das águas não correspondem aos conhecimentos usualmente adquiridos mediante um processo de aprendizagem. (Na moderna concepção da linguagem simbólica dos sonhos, corresponderiam ao âmbito do inconsciente). São conhecimentos que permitem entrever os desígnios ou planos secretos dos deuses. Vêm a ser, portanto, " conhecimentos planejados ", que já pressupõem um elevado nível de consciente. A este tipo de acréscimo de conhecimento damos o nome de " evidência ", termo derivado do latim evidentia, ou seja, evidente, óbvio, intuitivo. A mais sucinta e moderna definição para evidência seria tomar conhecimento do programa. No entanto, os primórdios da magia são ainda mais remotos do que revelam as fontes escritas disponíveis. Quer se trate de escritos sumérios em caracteres cuneiformes, textos em hieróglifos nas paredes de túmulos das mais antigas pirâmides egípcias, ou inscrições pictóricas talhadas em pedra nos templos agora recobertos pela vegetação tropical das primitivas civilizações centro e sul-americanas. A magia teve início muito antes da invenção da escrita e começou provavelmente com a aparição do homem sobre a Terra.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 10
A tosca dimensão tempo-espaço na qual nós, os seres humanos vivemos, a realidade conforme a aprendemos com nossos sentidos, coadjuvados por recursos tecnológicos, é apenas um caso limítrofe do mundo real. Aliás, esta nossa dimensão de vida ou realidade não é um estrato compacto e impenetrável. Precisamos imaginá-lo antes como um tecido transparente, ou um gradil de malhas irregulares, com inúmeros e minúsculos interstícios. Através destes pode-se proceder a qualquer momento a um intercâmbio de informações com outras dimensões da realidade ainda não exploradas. O que consideramos estável e impenetrável não o é na realidade. Nem é preciso mencionar o aparecimento de espíritos neste contexto, para os quais portas e muros não representam obstáculo. Pensamentos também são coisas diferentes. Outrora era usual comparar ondas de pensamento com ondas de rádio, mas esta prática já está superada. As três dimensões de espaço, comprimento, largura e altura, acopladas ao tempo como quarta dimensão; este decorre para nós em linha reta do passado para o futuro. Esta dimensão tempo-espaço é delimitada pela barreira de tempo, que condiciona os movimentos do Universo à velocidade da Luz, ou seja, 300.000 Km's no máximo. Pelo menos é o que diz a teoria de Einstein. Entrementes, até os cientistas sérios já discutem a possibilidade de ultrapassar a barreira do tempo, ou contorná-la mediante um túnel. O chamado Universo einsteiniano ainda é por demais materialista, com limites acanhados para tempo e espaço. O verdadeiro mundo é multidimensional. Para qualquer ramo das ciências ocultas, a existência de espírito e alma é óbvia. Admitem até almas e espíritos independentes. Para nós é difícil imaginar a alma como entidade autônoma. É que as nossas instituições de ensino - quer escola, quer universidade, quer publicações de massa - aderiram totalmente ao infausto materialismo científico; portanto falta simplesmente material científico para comparações. Para o homem de épocas passadas, também os animais e as plantas tinham alma. Atribuíam alma até a objetos inertes. Atualmente sabemos que todas as coisas materiais são compostas por partículas nucleares, átomos, moléculas, e no caso dos seres vivos - células. Tudo organizado em sistemas específicos. Porém de alguma maneira, partículas, átomos e moléculas sabem que sistema devem formar, uma pessoa, um animal ou um cristal. Uma das mais novas ciências do século XX, a cibernética, fala neste caso de informação. E, isto, conforme frisa Norbert Wiener, não é matéria nem energia, mas um terceiro fator. A palavra informação tem conotação moderna e é neutra, No entanto, poderíamos usar da mesma forma a denominação tradicional de mente. Quanto ao mental, pode se tratar no caso também de sistemas organizados, de psícones. A alma, que a ciência tradicional afirma não existir, está sem dúvida condicionada à existência material e corporal. Segundo verificaram cientistas e cibernéticos, a alma permeia o corpo do homem por assim dizer até as extremidades dos dedos e a derradeira célula. No entanto, isso não exclui o fato de que a alma seja autônoma e independente. ... é até possível que a alma deixe o corpo. Da mesma forma, a existência de um Além e o prosseguimento da vida após a morte não são fantasias, mas possibilidades científicas viáveis. Os materialistas rejeitam a noção de que a vida continua após a morte, alegando que deveria existir, neste caso, um lugar reservado no Além para as almas dos falecidos. No entanto, a despeito de sondar o Universo com gigantescos telescópios de espelho, satélites e laboratórios espaciais, o homem não encontrou tal local em parte alguma. Portanto, não existiria um Além. O argumento é inócuo, pois para o Além há lugar em toda parte. Não precisa localizar necessariamente no espaço cósmico. Pode muito bem entrar em nós. Porém, sob a forma de um dimensão da realidade ainda não explorada, inacessível aos atuais métodos usados pelas ciências naturais; o sistema alma se transferiria para esta dimensão após a morte física. Quando o professor Pascal Jordan diz que milagres sobrenaturais podem ser comprovados, ele deve empregar deliberadamente tal formulação, para frisar a inconsistência do materialismo científico, e a irreligiosidade alimentada por ideologias políticas materialistas. A rigor, a descoberta de que, à luz da física moderna, milagres sempre são possíveis nada tem de sobrenatural. Milagres são até naturais, pois apesar de se tratar de ocorrências que estão acima da nossa maneira lógica e racional de pensar, estão latentes nas insuspeitas possibilidades da natureza. O nosso mundo está repleto de mistérios e maravilhas, basta considerar as descobertas da física moderna, aliadas às da psicologia profunda. No começo de toda nova revelação científica existe uma teoria, isto é, uma ideia. Porém uma ideia é algo mental, como se depreende dos depoimentos ou das biografias de quase todos os grandes descobridores, inventores ou gênios científicos, aos quais a humanidade deve seu progresso. Todos são unânimes em afirmar que a ideia decisiva lhes veio por um palpite espontâneo, de uma iluminação repentina ou de um sonho inspirador. O sociólogo fala, no caso, em criatividade, o psicólogo em intuição; porém, não se trata, de modo algum, de um processo consciente de aprendizado. A ideia surge através de uma ideia de revelação mental. E só quando o cientista acredita em sua ideia, ele formula uma teoria correspondente; posteriormente tenta prová-la mediante experiências ou outros métodos científicos. Portanto, sem fé não pode haver novas descobertas científicas. A fé religiosa se baseia na chamada sabedoria revelada do fundador de uma religião e de seus discípulos. No entanto, em ambos os casos há revelação. Em princípio, não há diferença entre a intuição criativa de um cientista genial e a revelação de uma noção religiosa. Só que no primeiro caso o conhecimento recém adquirido se refere em geral a algo desconhecido no aspecto externo ou profano da natureza; no segundo caso, aos mistérios primordiais da natureza. Mas o que está fora está dentro, e o que está dentro está fora. É esta a fórmula de hermes Trismegisto, o padroeiro dos magos e alquimistas, para compreender o sentido do mundo. Inicialmente não existia ciência natural sem religião e vice-versa. Ambas tinham o mesmo objetivo, o de se aproximar sempre um pouco mais da verdade. O que nas ciências ocultas nos parece superstição e absurdo acaba se revelando como resquício de conceitos religiosos superados ou rituais de culto olvidados. A atual tendência para o ocultismo, para as doutrinas secretas e seitas de toda espécie é o protesto contra um mundo privado de alma e sentido, em consequência do materialismo científico. As perguntas sobre De onde, Para quê, Para onde, Qual o sentido, não podem ser reprimidas para sempre. Estão ancoradas na mente humana. São as perguntas primordiais da humanidade e a razão básica de qualquer busca de conhecimento e sabedoria. Com elas começa a história da magia, que era originalmente uma ciência do e para o homem. Nas ciências ocultas nascidas da magia este motivo fundamental foi mantido. É o que explica o fascínio que exercem atualmente. É também o que Pauwels e Bergier tinham em mente ao anunciarem um Despertar dos Mágicos para o próximo milênio. Um retorno das ciências às questões primordiais da humanidade.
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - resumo - Parte 9
Todo conhecimento, até o de um moderno pesquisador da natureza, não se relaciona, em última instância, à mente humana (pergunta). Isto é, o pesquisador só pode adquirir conhecimento porque possui consciente e uma mente cognitiva. É certo que podemos adquirir conhecimentos sobre o mundo em que vivemos através dos sentidos orgânicos, coadjuvados por recursos tecnológicos, como microscópios, telescópios e assemelhados; conhecimentos assim adquiridos podem ser confirmados por experiências que qualquer pesquisador é capaz de realizar quando bem lhe aprouver. Portanto, eles têm validade universal e são objetivos. No entanto, isto só é válido para a dimensão de vida que nós homens podemos aprender por meios dos sentidos. No mundo animal as funções sensoriais são diferentes das humanas - térmitas se comunicam através de chapas de aço, aves migrantes têm um senso de orientação intrigante, moscas enxergam com olhos multifacetados; sem bases para comparação, só nos resta fazer suposições. Porém, na dimensão do micro mundo - no mundo microcósmico dos átomos e das partículas subatômicas, nem isto podemos fazer... ou seja, a resposta da natureza depende da maneira pela qual a mente do cientista formula a pergunta. A rigor isto não se diferencia da maneira de proceder de um mágico. ... Conforme se sabe, a prova da existência dessa dimensão da realidade foi fornecida em 1945, com as duas bolas atômicas de fogo que exterminaram a população de Hiroshima e Nagasaki. As centrais atômicas são prova adicional do acerto das teorias desenvolvidas pelos grandes físicos e matemáticos do século XX. Se a descoberta e a pesquisa das dimensões atômica e subatômica só tiveram até o presente utilidade tecnológica, mais para o mal do que para o bem da humanidade, isto se deve ao materialismo científico, com seu conceito mecanístico do homem. No entanto, isto não é razão para deixar de considerar que os resultados das pesquisas dos brilhantes sábios do nosso tempo criaram, com a nova física, também uma concepção inteiramente nova sobre a natureza do meio ambiente. Poderiam contribuir igualmente para uma melhor compreensão da natureza humana. E estes sábios pensaram nisso. Só que os seus esforços são poucos conhecidos. Físicos do gabarito de Pauli, Schrodinger e Heisenberg, por exemplo, se ocuparam também intensamente com um setor especial das ciências ocultas: a alquimia. Einstein nos ensinou que matéria e energia são apenas estados de uma e mesma coisa, e que são intercambiáveis. Sob este ponto de vista, matéria é, por assim dizer, energia condensada; e energia , matéria expandida. Energia pode condensar-se nas mais variadas partículas elementares. Mas, neste processo, ela tem liberdade de escolha.... ___Pascal Jordan: Milagres sobrenaturais são possíveis a qualquer instante. Afirma ainda que já não tem sentido o argumento dos adeptos da concepção determinista (materialista) da natureza de que Deus seria um elemento desnecessário na rotina natural, que se desenrola em obediência à leis próprias. Isto, no entanto, ainda não constitui prova cientificamente exata da existência de Deus, ou como quer que denominemos um poder criador e coordenador infinitamente superior ao homem. Porém, a atuação, a providência e os desígnios de Deus podem ser sentidos na maneira pela qual as coisas da natureza se ordenam, aparentemente sem intervenção alguma - continua Jordan. E não há prova em contrário. Em essência, isto não se diferencia do que vem afirmando desde tempos imemoriais, magos, alquimistas e ocultistas. A despeito de formularem seus conceitos em termos mais singelos, em consonância com os padrões da sua época; além disto, precisamos levar em conta o consciente menos avançado. Em princípio, as conclusões de Pascal Jordan correspondem ao modelo de pensamento que serve de base para as ciências ocultas. E desenvolvido surpreendentemente, numa época em que ainda não se conhecia física nuclear nem quântica. É sabido que normalmente os fenômenos naturais se desenrolam nos moldes preconizados pela física clássica. Tal e qual aprendemos nas lições de física da escola. Porém, as leis naturais do mundo microfísico entrementes pesquisadas - que no entanto, só devem ser encaradas como remota possibilidade - são as mesmas leis primordiais que servem de base para todo o Universo. Ou seja: _ O verdadeiro plano da realidade é a dimensão dos átomos, elétrons e partículas nucleares. É a base, por assim dizer, o chão virgem, sobre o qual todo o resto é construído.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - resumo - Parte 8
Mas o homem não pode viver sem fé, segundo postula uma lei da psicologia profunda. O criador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung (1875-1961), e seu discípulo mais destacado, Erich Neumann (1905-1960), formularam-na como a lei da função transcendente: Quando o ser humano passa por determinadas experiências, ou toma conhecimentos de fatos que o consciente não pode aprender por meio dos sentidos, e portanto são inexplicáveis para a razão, há no consciente uma tensão provocada pela contradição; ela não pode ser compensada, mas é equilibrada mediante a criação de um mundo imaginário supra-sensorial. Ou seja, para tudo que não pode explicar, o homem cria um conceito religioso. Segundo Jung, o homem capta seus conceitos religiosos no inconsciente. Portanto é o inconsciente psíquico que intervém de modo prestativo e regulador na ânsia de saber do consciente, a fim de auxiliar o homem em suas dúvidas e criar um equilíbrio mental. Senão o homem se entregaria ao desespero - e isto desde que adquiriu um consciente e um ego-pensante. Pois também isto é mencionado na lei da função transcendente: Quando o homem perde seus conceitos religiosos, sem conseguir encontrar substitutos, ele perde o equilíbrio psíquico. Isto é, fica mentalmente doente. É bem conhecido o assustador aumento de Neuroses e de enfermidades Físicas e Mentais condicionadas a problemas psíquicos nas últimas décadas. Agressões e Depressões tornaram-se o problema psicológico número um da atualidade. Certamente todas as épocas conheceram medos coletivos, e o Juízo Final foi fartamente profetizado. O período das epidemias medievais, como a peste e a cólera, e as procissões penitentes para fazê-las cessar, são exemplos ilustrativos. No entanto, mesmo dentro de limites regionais, estes acontecimentos- assim como catástrofes naturais de outros tipos, ou guerras que não queriam acabar - desencadeavam depressões em massa. Porém, nunca chegaram a questionar a fundo o sentido da vida humana. E quando eram encaradas como castigo de Deus, sempre restavam a esperança de poder evitar os flagelos divinos com orações e penitência. O princípio esperança acabava se impondo sempre novamente, mesmo quando a humanidade apresentou sinais de progresso. No entanto a situação de crise mundial, que vem predominando desde a década de 1980, é mais profunda. Não resultou de epidemias nem de catástrofes naturais. Paradoxalmente, começou até em países do mundo acidental, onde a prosperidade chegou a níveis nunca antes alcançados. É uma autêntica crise de fé. E deve-se responsabilizar por ela as ciências que se ocupam com o homem: a psicologia, a sociologia, a biologia, etc., até onde sua descrição do homem corresponde à imagem de um biorrobô desprovido de alma e espírito. Peculiarmente, as consequências disto são mais bem explicadas por meio das práticas dos mágicos e de sua teoria da magia pictórica, do que as extrapolações abstratas dos cientistas: uma alegria de viver resultante da libertação de temores religiosos e de pressões espirituais. A magia pictórica faz parte da Magia negra. Baseia-se na noção de que, com imagem de uma pessoa, também se pode captar algo de sua maneira de ser, um pedaço de sua alma. A Magia Pictórica é praticada em geral para prejudicar alguém. Para isto, a foto ou a efígie em cera da pessoa é perfurada com agulhas, ou cortada com faca, na suposição de que , segundo a chamada Lei da Correspondência, as partes equivalentes do corpo fiquem feridas ou doentes. O resultado da imagem humana desprovida de alma e mente, desenvolvida pelas ciências materialistas, é a crescente manipulação do homem e a constante desvirtuação de seus objetivos, como se ele fosse realmente um autômato. Isto começa nos métodos da psicologia da publicidade, na exigência de um comportamento social enquadrado na ideologia do momento, e prossegue na despersonificação oficial, para quem o ser humano é apenas um dado no computador. Em vez de um moderno e atualizado conhecimento da psique, a psicologia do comportamento desenvolveu os testes a as técnicas de condicionamento necessárias para a manipulação do homem. O objetivo é um mundo automatizado, administrado por Supercomputadores. Ainda não foi claramente compreendido pela maioria das pessoas que, ao negar a alma e a mente, as ciências destruíram as bases da cultura humana - a ética, a moral e também a religião. O término deste processo só pode ser o fim de qualquer liberdade e a degradação do homem, que seria rebaixado no nível de formiga. Pelo menos é este o sinistro prognóstico para o futuro do recentemente falecido professor alemão de sociologia, Max Horkheimer, enunciado há alguns anos, numa entrevista que fez a sensação. Em seu macabro prognóstico, Horkheimer se baseou no pressuposto de que o positivismo científico viera para ficar. No entanto, isto não aconteceu. O povo em geral não acredita tanto na importância do progresso. A queda do xá do Irã, e o estabelecimento de um regime de governo religioso, chefiado pelo Aiatolá Khomeini, é um exemplo flagrante do que acabo de afirmar. No Ocidente surge uma onda de ocultismo e um aumento de seitas religiosas. Os cientistas franceses Louis Pauwels e jacques Bergier foram os primeiros a prever o rumo pela situação, há quase duas décadas, em seu livro O Despertar dos Mágicos. Esta obra foi um best-seller na Alemanha, sob o título A Caminho do Terceiro Milênio. No entanto o título original francês é mais adequado. Isto significa que a magia substituirá a ciência (pergunta). Que o futuro nos trará um retorno a condições medievais (pergunta). Que alcançamos os limites do progresso e que a humanidade deve estar preparada para enfrentar uma regressão no desenvolvimento do consciente (pergunta). De modo algum. Com uma ressalva no entanto. Caso a tendência para um mundo administrado por supercomputadores, e totalmente automático, ocorra efetivamente uma regressão do desenvolvimento do consciente, pela lógica imanente ao sistema, conforme a profecia de Horkheimer, seria inevitável. Não creio porém que chegamos a isto, sou mais otimista quanto ao desenvolvimento da nossa civilização. claro que se pode insistir em encarar a posição científica do homem da perspectiva planária-rato-macaco. Todavia existe igualmente a possibilidade de criar uma nova imagem do homem. Nesta tarefa, um aprofundado estudo científico das ciências ocultas poderia trazer inestimável colaboração. Já os antigos gregos descobriram, em sua procura da verdade objetiva, que havia muitas verdades, dependendo do ponto de vista pelo qual o fato era examinado. Para a magia, o homem é o centro de toda a pesquisa, e tudo que o mágico empreende em relação ao meio ambiente se refere às forças psíquicas e mentais do homem. Isto pode nos parecer ingenuidade, mas ingenuidade também é natural.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - resumo - Parte 7
Mas no início da década de 1980 percebe-se de repente que há algo errado. De alguma forma, o programa progressista se tornou independente e começa a se transformar em ameaça para a humanidade. Como se algum mau espírito tivesse assumido o comando...A atual psicologia acadêmica passou muito tempo considerando o homem uma espécie de robô biológico. Baseando-se em experiências com planárias, macacos Rhesus e ratos. Só que o homem não é um autômato biológico; ele não reage a estímulos condicionados ou não-condicionados do meio ambiente da mesma forma que ratos nos conhecidos labirintos de Skinner. Os ratinhos são punidos com choques elétricos nas patas ou recompensados com nacos de alimento, conforme se portem ao calcar os botõezinhos elétricos. O processo se denomina aprender mediante condicionamento, mas poderíamos dar-lhe o singelo nome de treinamento. No entanto, nem Burrhus Skinner - autoridade suprema em pesquisa do comportamento nos Estados Unidos - saberia dizer o que os ratos fariam se conseguissem escapulir de suas gaiolas; de onde lhes vêm a inteligência para evitar venenos e armadilhas ou como planejam em comum a estratégia para fugir de um gato. E no entanto, Skinner tem a pretensão de transferir para o homem os resultados de suas experiências com ratos ou outros animais, a fim de explicar por meio delas até o surgimento das religiões e das civilizações! Ele nega a existência de espírito e alma, porque seu professor, John Broadus Watson, fundado da pesquisa de comportamento americana (behaviorismo), declara: " Ninguém jamais tocou numa alma ou a avistou num tubo de ensaio ". Isto não é piada. A citação é literal. Nem os ensinamentos de Sigmund Freud, fundador da psicologia profunda, nos trazem maiores esclarecimentos. A teoria de Freud só levou a um beco sem saída. É verdade que ele foi o primeiro a desenvolver com a psicanálise uma técnica para penetrar no inconsciente da mente humana. Mas descreve a alma como um aparelho psíquico; considera a mente um princípio sexual biológico e substitui o sentido da vida por um programa utilitário: o consumo do prazer. A base da teoria freudiana é a sua teoria do instinto. Esta pode ser resumida a uma fórmula simples, enunciada pelo próprio Freud: É o princípio do prazer que determina o objetivo da vida. É mais do que sabido, que o comportamento humano é determinado primordialmente pelos instintos básicos: alimentar-se e reproduzir-se - fome e sexo. Porém, essas são necessidades naturais básicas puramente biológicas. Além delas, o homem tem necessidades espirituais, culturais e religiosas. Os futurólogos e planejadores do futuro não levaram em consideração nada disto... O homem se diferencia radicalmente do animal. ... A inteligência eletrônica do computador é inútil; nem com os mais sofisticados programas se conseguiria chegar a uma conclusão; não sabem pensar, intuir, adivinhar. Alma, consciente, mente humana, enfim, toda área psíquica constitui mistério insondável para o computador. E lamentavelmente também para a psicologia contemporânea. Agora sabemos porque o programa de progresso descontrolou e por que passaram a ser questionáveis os prognósticos para o futuro que os especialistas do ramo faziam com tanto entusiasmo há alguns anos. Já após a Primeira Guerra mundial, os mistérios religiosos e os dogmas de fé da cristandade começaram a perder gradualmente a credibilidade, e a prática da religião foi-se restringindo a exterioridades sem sentido. As ciências envidaram então todos os esforços para desmistificar as derradeiras crenças ainda conservadas pelo homem. Resultado: nada de criação divina, nada de centelha divina no homem, nada de alma independente do corpo. passou-se a negar a existência do Além e o prosseguimento da vida após a morte.
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - resumo - Parte 6
A ideia básica é que este super espírito divino e onipresente atua com maior ou menor intensidade em tudo que existe. Portanto, todas as coisas estariam espiritualmente ligadas e entrelaçadas. Mais ou menos como se o mundo inteiro estivesse interligado por um gigantesco sistema de TV, por exemplo. Só que não há fios, canais e telas para o consciente _ ego-pensante, diz o hindu _ , são invisíveis. As transmissões não se efetuam por meio de ondas eletromagnéticas, mas por vibrações espirituais. O programa fica no ar ininterruptamente. Ligado através destes mágicos canais de informação com os objetos do mundo ambiente, e até com o Cosmo inteiro, o " ego " absorve conhecimentos e desenvolve percepções. Mas trata-se de conhecimentos subjetivos, pois se referem ao ego pessoal. Portanto, o oriental não pode ter percepção objetiva do mundo. O que o hindu chama de percepção é para nós uma sensação psíquica subjetiva, uma experiência espiritual, magicamente relacionada com o pensamento. Todavia, conforme se depreende dos Vedas, dos Upanishades _ as doutrinas secretas surgidas posteriormente - e depois dos ensinamentos de Buda para os mestres da sabedoria hindu, a pesquisa da natureza, do meio ambiente, dos objetos do não-eu, têm importância secundária. Primordial para o modelo de sabedoria oriental é o ego e sua relação com Brama. Este é a alma do mundo ou o espírito universal. O ego-pensante é a atividade de Atman, a alma individual de cada pessoa. No entanto, ambas são idênticas. Visto sob este aspecto, o mundo, até onde o homem o apreende com os sentidos orgânicos, é apenas Maja, (mera aparência). " Tudo que somos é resultado daquilo que pensamos " : ensina Buda... O ego-pensante desenvolve assim um mundo mental. Ao nosso ver, no entanto, trata-se de um mundo fictício, um mundo como o que é representado nas imagens do inconsciente da psique humana, mas que não transmite nenhum conhecimento concreto sobre a realidade da vida e dos fenômenos naturais. Os filósofos gregos, aos quais devemos a invenção da maneira lógica e racional de pensar, não negam de modo algum a existência de potências espirituais superiores. Mesmo que tenham dado nomes diversos aos seus deuses, também para eles era pressuposto inquestionável que a existência do mundo, e com ele a do homem, só poderia ser explicada pela atuação de um poder superior. Todavia, o pensamento lógico por eles desenvolvido se diferencia radicalmente do pensamento mágico. Os filósofos naturalistas gregos não se satisfaziam com a intuição mental acerca do objeto sob observação e a resignada constatação de que seus pensamentos afinal, só eram capazes de lidar com a aparência das coisas. Isto é, com a forma sob a qual apareciam no consciente. No entanto, esta é a base para qualquer atividade intelectual, e para adquirir conhecimentos o homem depende da atuação do seu consciente. O filósofo e matemático inglês Bertrand Russel (1872-1970) abre sua História da Filosofia: Não se trata tanto de conhecer o como, isto é, de que maneira é constituído o mundo, por que determinados acontecimentos se repetem ciclicamente, mas porque isto ocorre.. O pesquisador naturalista grego Pitágoras chegou a seu famoso teorema do triângulo-retângulo. ...Observe uma criança de 3 anos, que chamusca o dedinho num aquecedor. Deve ser uma experiência inesperada, já que ela brinca habitualmente junto ao aparelho desligado. A criança corre para a mãe, reclamando: O malvado do aquecedor me queimou! Ela projeta a sua sensação de dor para o aquecedor, atribuindo a cauda da dor a alguma atividade deliberada do aparelho. Portanto, está tendo um tipo de pensamento ainda mágico. Suponhamos agora que o mesmo acontece com uma criança mais crescida, visitante vinda de uma região cujo clima dispense o uso de aquecedores. Sua primeira reação mental será a de que é preciso ter cautela ao tocar em objetos desconhecidos. Instintivamente, também ela atribui ao aquecedor a origem de sua dor, mas não lhe ocorre pensar que ele adquiriu vida e a agrediu espontaneamente. Há um discernimento crítico, e ela diferencia entre a constituição do objeto que lhe é desconhecido e seu próprio comportamento descuidado. Como as crianças são curiosas, nossa hóspede investigará a fundo o caso. Examina o aquecedor com todo o cuidado e verifica que está ligado á rede elétrica. Ah, é daí que vem o calor que provocou a dor! Segue-se a conclusão de que tudo que é quente causa dor. O leitor pode achar que se trata de coisa óbvia. Mas a única chave que nos permite o acesso às primitivas raízes das ciências ocultas, aos fulgurantes e multicoloridos jardins encantados da magia que dela brotaram, aos escuros labirintos do ocultismo e às misteriosas sendas dos alquimistas é uma autêntica e profunda compreensão do pensamento mágico. E só mediante um controle constante, consciente e crítico da nossa maneira habitual de pensar, abriremos uma via transitável para a compreensão destes jardins encantados da imaginação humana e destes sombrios labirintos mentais. Poi esta diferenciação crítica não é tão simples quanto se supõe habitualmente. ... Os adeptos da parapsicologia são cada vez mais numerosos e entusiastas. Tudo é inexplorado, inexplicável e assombroso exerce atualmente fascinação incomum. Enfim, podemos dizer que está surgindo uma nova onda de ocultismo. Até poucos anos, só se pensava e se planejava com uma inabalável fé no progresso. Quando o homem pousou pela primeira vez na lua em 1969, os sonhos com o futuro tomaram novo impulso. Exaltam o progresso- naturalmente apenas o progresso nas ciências naturais e na tecnologia - afirmando que ele garante o crescimento econômico e a prosperidade. E este maravilhoso progresso era, eu disse era, uma bela prova da força criativa do pensamento lógico e racional.
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas _ Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo - Parte 5
O Pensamento Mágico e o Pensamento lógico: __ A Ciência atual não admite milagres. Não reconhece os milagres descritos no Antigo e Novo Testamento, nem qualquer das aparições sobrenaturais constantes, da milenar tradição cristã, mesmo das épocas recentes. Diz-se em geral acerca de tais milagres que eles devem ser entendidos simbolicamente; ou procura-se enquadrá-los em algum tipo de pertubação mental. Ciência é, na acepção atual, a pesquisa de fatos naturais, de suas causas e efeitos, objetiva. O instrumento usado nesta pesquisa é o Pensamento Lógico, fundamentado no raciocínio. Todas as atividades do setor chamada Ciências Ocultas envolvem fartas doses de imaginação no sentido de capacidade de representação interior, que supera em muito os limites da capacidade de percepção através dos sentidos físicos ____ que fornecem apenas informações limitadas sobre o mundo ambiente. E isto é uma característica peculiar do ser humano. Atribuímos o início das ciências aos filósofos naturalistas gregos, datamos o surgimento das ciências na Antiguidade grega, há 2.500 anos, quando aconteceu uma revolução na história do desenvolvimento do consciente humano: o nascimento do " logos ". Conforme a História demonstra, foi o desenvolvimento das ciências e o progresso da tecnologia resultante que levou as nações civilizadas ocidentais à conquista do mundo; que dominaram até meados do século XX. Todavia, este conceito sobre a essência das ciências precisa ser revisto. Surpreendentemente, a superação do pensamento mágico e a introdução do pensamento lógico provocaram na época uma espécie de cisão do consciente. Poi, ao nascimento do " logos " segue-se quase imediatamente um dualismo filosófico:: a corporal e a de uma alma sobrenatural independente do corpo. Depois vem a tão conhecida cisão entre ciência e religião. Tudo que pode ser incluído no setor das ciências ocultas vem a ser magia, resultante do pensamento mágico. A palavra " magia " origina-se da antiga língua Persa, Magu-sh era o nome dado pelos medos e persas aos sacerdotes da religião de Zaratustra. Porém, atualmente magia costuma ser equiparada a feitiçaria. Os mágicos verdadeiros da antiguidade eram ao mesmo tempo teólogos e sábios. Sua profissão era a de sacerdote-cientista. Para explicar o aspecto psicológico do pensamento mágico; os Vedas vêm a ser os antiquíssimos livros sacros dos hindus. Em sânscrito, a palavra significa conhecer, no sentido da sabedoria revelada. Sutras são breves frases para memorizar passagens importantes. É sabido que objeto e sujeito, percebidos como eu e não - eu, são por natureza opostos entre si, como treva e luz, e portanto um não pode ocupar o lugar do outro. Tudo fora do âmbito do ego-consciente, até o próprio corpo, é não-eu, é objeto da natureza. No entanto, qualquer percepção da natureza, qualquer conhecimento acerca dela, só é possível para o ego-pensante. Poderíamos dizer, também, que qualquer conhecimento é relativo à mente humana, e só nela existe. Daí se conclui que, além do mundo material dos objetos - isto -é, o mundo conforme se apresenta ao homem por meio dos sentidos __ deve existir ainda um mundo espiritual material. A existência de uma dimensão espiritual generalizada, que por assim dizer envolve ou permeia o mundo dos objetos não-eu __ o mundo material, conforme chamamos __, é justificada principalmente porque cada pessoa possui um ego-pensante. Saber é parte integrante da essência do ego-pensante, dizem as antiquíssimas doutrinas hindus. E como todos os egos, a soma de todas as criaturas dotadas de ego-pensante, pertencem ao um mesmo mundo ou dimensão espiritual., é permissível concluir que lá existia uma super fonte de conhecimento , um supra ou oniconsciente. Personificando, esta dimensão de um espírito que tudo abrange e tudo sabe, seria o supra- sumo de todas as entidades imagináveis: Deus.
sábado, 17 de dezembro de 2016
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo - Parte 4
Quando as pesquisas dos últimos séculos, ou até milênios, eram realizadas no singelo labor, os cientistas ficavam restritos aos recursos técnicos disponíveis em sua época. Todavia ainda nos surpreendemos ao constatar o quanto estes pesquisadores eram inventivos e como eram extensos seus conhecimentos técnicos. O consciente humano evoluiu um tanto LENTAMENTE em sua capacidade de absorver conhecimentos; portanto os pesquisadores em ciências ocultas muitas vezes se viam tolhidos em sua atividade, conforme a época em que viveram. Se fizermos uma retrospectiva comparando entre o estágio atual das ciências oficialmente reconhecidas e as ciências ocultas, até as suas origens históricas, seremos surpreendidos com a revelação de um inesperado segredo: A HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS OCULTAS É SIMULTANEAMENTE UMA HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DO CONSCIENTE HUMANO. Esta afirmação porém, pede uma explicação mais detalhada. Pois nessa incursão ao passado, de certa forma uma expedição arqueológica para exumação dos segredos da humanidade, constataremos ainda alguns fatos peculiares. Ora toparemos com noções que nos parecem infantis e ingênuas, e o primeiro impulso é considerá-las superstição primitiva, tolices ou até pura idiotice. Por outro lado, encontraremos provas de aprofundado conhecimento psíquico, o que revela um consciente inacreditavelmente desenvolvido. Nem mesmo psicólogos atuais com formação acadêmica conseguiram igualar o nível de tais conhecimentos, a despeito de testes especializados feitos em grande escala. Algumas das psicotécnicas derivadas dos citados conhecimentos nos parecerão surpreendentemente familiares. São usadas atualmente na psicoterapia e na medicina psicossomática para tratamento das DOENÇAS MENTAIS. Aliás, sem que seu modo de agir tenha sido pesquisado a fundo. No entanto esses conhecimentos psicológicos para tratamento psiquiátrico tem dois, três ou até quatro mil anos de idade. Até médicos da Idade Média, a chamada Idade das Trevas, estavam a par deles. Por exemplo, no campo da matemática e da física, consultadas por cientistas atômicos atuais a fim de desvendar certos segredos da natureza no âmbito subatômico. Também esses cientistas, cuja genialidade perdurou pelo tempo afora, exerceram suas atividades há séculos, ou até há milênios. Portanto, em nossa viagem pelo tempo às origens das ciências ocultas, e dali, por etapas, de volta à atualidade, encontraremos um curioso PARALELO DE CONCEITOS; alguns nos parecerão errôneos, outros simplesmente inacreditáveis. Mas também descobriremos em olvidados templos de antiquíssimas escolas de sábios, e nos arruinados laboratórios de alquimistas tanto orientais quanto ocidentais, toda uma série de teorias científicas e padrões de pensamento, calcados numa capacidade de observação incrivelmente apurada. Assim como interminável paciência na realização de trabalhosas e demoradas experiências. Aliás, neste contexto ainda há tesouros de conhecimentos a descobrir e explorar. Permanecem ocultos porque os manuscritos ou livros nos quais foram registrados usam um tipo de escrita pictográfica, baseada em símbolos estranhos e incompreensíveis; o código secreto necessário para decifrá-la foi extraviado. Só para dar uma exemplo: sabia que A MAIS IMPORTANTE DESCOBERTA DO SÉCULO XX, A FISSÃO NUCLEAR _ COM SEUS DOIS FRUTOS TECNOLÓGICOS RADICALMENTE OPOSTOS, A BOMBA ATÔMICA E AS CENTRAIS NUCLEARES _ SE BASEIA NUMA REAÇÃO ALQUÍMICA (pergunta). Tal constatação não é minha, mas sim de um dos pioneiros da MODERNA FÍSICA NUCLEAR, o portador do prêmio Nobel Erwin Schrodinger. Numa conferência intitulada O Espírito das Ciências Naturais, por ocasião de um congresso realizado pela Associação ERANOS, ele dá crédito à ALQUIMIA, pois ocorre realmente uma transformação de elementos. Mas, como diz mais adiante em seu discurso, no qual CRITICA O MATERIALISMO NAS CIÊNCIAS NATURAIS, e o EGOÍSMO MATERIAL em vez do ideal daí decorrente, sua referência à alquimia tem ainda outro motivo. Para os VERDADEIROS ALQUIMISTAS, a pesquisa NÃO podia dissociar-se da ÉTICA e da MORAL. E um dos motivos para conservarem em sigilo suas descobertas era o RECEIO DE DE VÊ-LAS CAIR EM MÃOS DE REGENTES ou DONOS DO PODER e TEREM SUA APLICAÇÃO DESVIRTUADA. Todavia nada disto costuma ser mencionado em obras sobre as ciências ocultas, muitas delas em diversos volumes. Na maioria dos casos trata-se de reedições de livros antigos. Além disso temos antologias, ou seja, coletâneas de textos escolhidos de diversos autores e épocas; parte deles ainda é do século passado. Versam principalmente sobre casos de forças estranhas ou sobrenaturais, sobre acontecimentos que contrariam as leis naturais habituais, enfim, sobre MILAGRES. Portanto, o rótulo de Ciências Ocultas cobre uma série de setores diversos, que são comentados em bloco, sem distinguir origem e significação dos diversos fenômenos. Há sessenta anos foi publicada uma série de artigos denominada CIÊNCIAS SECRETAS. SECRETO já é um termo atraente por si só, despertando interesse de imediato, quase que inconscientemente . As manchetes dos artigos, caprichosamente desenhadas em ornamentadas LETRAS GÓTICAS certamente incentivavam o desejo de participar daqueles segredos. Nos subtítulos detalhava-se o conteúdo: Uma coleção de antigos e modernos textos raros sobre astrologia, magia, Cabala, maçonaria, Rosa-cruzes, bruxaria, demonologia, etc. Editado por A.v.d Linden. A programação total, certamente implícita no etc, abrange ainda outros temas similares, como a teurgia, por exemplo, ou seja, COMO OBRAR MILAGRES COM A AJUDA DE DEUS, DOS ESPÍRITOS PLANETÁRIOS, DOS DEUSES DA LUZ e dos ESPÍRITOS ANGÉLICOS, e a NECROMANCIA, ou a ARTE DE CONJURAR OS MORTOS. E através deles, depois de convocadas as almas dos falecidos, obter informações sobre o futuro. Ou então saber detalhes de fatos do passado, esclarecer algum acontecimento obscuro, desvendar segredos que não poderiam ser revelados de outra maneira. Os artigos abordam ainda o sonambulismo, a hipnose, a quiromancia, e a vidência em bola de cristal. Esta última é também uma maneira de predizer fatos e acontecimentos, pois afirma-se que na bola de cristal surgem, como numa tela de TV, imagens de locais distantes ou épocas remotas. Citam por alto as varinhas de condão e a hidromancia. Esta tem duas versões: fazer predições com água mágica devidamente preparada; e a prova d'água, o questionável julgamento de Deus nos antigos processos contra as bruxas. Para encerrar, falam das variadas artes encantatórias e fórmulas de conjuramento em povos primitivos. Enfim, o programa daquela série de artigos abrangia tudo o que então-e em grande parte ainda hoje - NÃO é considerado ciência. Pelo contrário, para a ciência oficial, ensinada nas universidades e instituições de pesquisa, tais conhecimentos não passam de vulgar superstição. Em outra obra, mais recente, a lista foi completada com estudos sobre a medicina antiga, medieval, e exotérica, inclusive as plantas medicinais e outros produtos farmacêuticos obtidos da natureza, desde que apresentassem efeitos mágicos. Há ainda comentários sobre o estudo do caráter na Idade Média e sobre a interpretação de SONHOS. Também não deixou de ser incluído um capítulo sobre milagres bíblicos e sobre legendas de santos.
_O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo - Parte 3
Muitas vezes as circunstâncias exigem que certos conhecimentos sejam mantidos sob sigilo. É usual ver governos e sua equipe de ministros burocráticos colocar o rótulo de secreto a uma série de deliberações. Entre elas, naturalmente, também resultados de pesquisas científicas de interesse militar. A indústria guarda segredo sobre aperfeiçoamentos técnicos e sobre processos de industrialização importantes. Nestes casos, o sigilo é essencial para a preservação de interesses, quer de natureza geral, quer de natureza privada. No primeiro caso, visa à segurança do Estado ou da economia, assegura a manutenção da competitividade, a garantia de empregos, etc. No segundo caso, o objetivo é resguardar a privacidade do cidadão, em geral por razões de auto-afirmação e autopreservação. Todos esses segredos, quer sejam segredos de Estado, ou algum segredo pessoal cuidadosamente guardado, tem algo em comum. O fato oculto é conhecido por alguém, seja ele funcionário público ou cidadão privado. No caso das ciências ocultas, porém, cultivadas pelos mais destacados cientistas ocidentais há pelo menos 2.500 anos, a questão é outra. Esses pesquisadores não se preocupavam em manter sigilo; eles queriam desvendar segredos. O que impelia tais homens à busca de conhecimentos era a ânsia de compreender. O objeto de suas pesquisas era o mistério da existência do mundo, do homem e da natureza. Não se contentavam em explorar o meio ambiente, desvendar regiões selvagens, descobrir plantas e animais desconhecidos ou observar o firmamento estrelado acima de suas cabeças e depois descrever tudo isto. Claro, faziam isto também. Na exploração do meio ambiente os cientistas de épocas passadas eram sem dúvida arrojados observadores da natureza, conforme prova a longa viagem do sábio romano Plínio. Conforme relata em seu livro, ele circunavegou toda a África, visitou a Índia, a China e subiu pelo mar entre a Coréia e o Japão até o litoral pacífico da Sibéria. Para aquela época foi uma aventura realmente notável. No entanto, observar a natureza e realizar arrojadas expedições exploratórias são atividades classificadas sob a rubrica ciências gerais. A despeito de os monges de Glastonbury terem guardado o manuscrito a sete chaves, como assunto secreto, é verdade que o texto fala muito em feitiçaria e bruxaria, e em entes que aos olhos dos cristãos eram mais criações diabólicas do que divinas. Mas se interpretarmos corretamente o conceito ciências ocultas, ele não se refere à observação e descrição da natureza quanto à aparência externa de seus componentes, ou seja, o lado de fora,; muito pelo contrário, ele se esforça por pesquisar a essência interna das coisas. Trata-se de desvendar o segredo da coesão mais íntima do Universo. Trata-se de resolver o mistério das relações ocultas entre Cosmo, meio ambiente e homem, mistério este cuja essência o homem entrevê sob inúmeras manifestações, e às vezes em estranhas e perturbadoras ocorrências. No entanto, o mistério apenas se deixa entrever, sem revelar. Nas ciências ocultas e em sua ávida busca de conhecimentos, o primeiro plano é ocupado pelo mistério homem. O homem não continua sendo até hoje o mais desconhecido dos seres vivos (pergunta). A despeito do enorme avanço das ciências no século XX. Apesar do crescimento quase explosivo dos conhecimentos em ciências naturais e das novas invenções tecnológicas no decorrer dos últimos cinquenta anos - uma multiplicação de informações científicas jamais ocorrida na história da humanidade! E no entanto, o homem não continua sendo um mistério para si mesmo (pergunta). O que ou como é a alma do homem realmente (pergunta). O que é o espírito em sua essência mais profunda, e qual seu significado ulterior (pergunta). Não é em vão que Ludwig von Bertalanffy, professor universitário em Viena, Nova Iorque, Otawa, e especialista em biológica básica, biofísica e psicologia do comportamento, intitulou um de seus livros: ...mas do homem nada se sabe! É uma obra pouco divulgada, porém meritória, que analisa criticamente a psicologia e sua posição no mundo moderno. O que caracteriza realmente as ciências ocultas é a pesquisa básica para conhecimento do espírito e da alma, sua essência e maneira de agir tanto no homem quanto na natureza inteira. Uma pesquisa básica que via compreender as misteriosas, porém, onipresentes forças espirituais e energias psíquicas, a fim de aproveitar suas possibilidades latentes. Naturalmente esta pesquisa não pode ser comparada com a atividade científica dos amplos laboratórios das universidades atuais, ou de modernos institutos de pesquisa, equipados com sofisticada tecnologia.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
_ O Livro de Ouro das Ciências Ocultas _ Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo _ Parte 2 - resumo
A História Natural citada trata também de plantas mágicas e diabólicas; atribui-lhes ora o caráter vegetal, ora animal. Diz que tem o poder de transformar o homem, conferindo-lhe até forças extraordinárias quando ingeridas como medicamento. Antigas lendas sobre o lobisomem e guerreiros invencíveis repisam o mesmo tema. Será uma alusão velada à atual onda de consumo de drogas, disfarçada sob a forma de um moderno conto de fadas (pergunta). Ou a História Natural de que falo é um livro de ficção científica (pergunta). Pois as aparições ocasionalmente vistas no céu sob a forma de dragões cuspidores de fogo fazem lembrar os misteriosos OVNIs, objeto de tanta polêmica científica. Consultemos uma revista de futurologia, que se dedica à discussão de ufologia e astronáutica, além de parapsicologia e outros temas à margem da ciência oficial. Trata-se do Magazin 2000, número de janeiro de 1980. OVNIs há séculos, diz a manchete de um artigo de várias páginas. Nele é explicado que os dragões voadores chineses, e as serpentes celestes emplumadas da mitologia de outros povos, eram naves-mães de OVNs. Diz o mesmo artigo que o deus-Sol Quetzalcoartl dos astecas, que juntamente com os maias foram os primitivos habitantes da América Central, seria um astronauta de um planeta distante. Quetzacoatl era considerado filho da divina mulher da Lua, e representado sob a forma de serpente. O redator do artigo chega a uma conclusão sensacional: o fenômeno dos OVNIs é tão antigo quanto a humanidade. Os OVNIs nos observam há milênios! Esta tese porém não é tão sensacional assim, corresponde à teoria defendida há cerca de uma década pelo renomado escritor suíço Erich von Daniken. Aliás, o autor do artigo mencionado não deixa de se referir a Daniken. Antes dele, já o escritor francês Robert Charroux tecera considerações semelhantes sobre o assunto em seu livro Passado fantástico-a história desconhecida do homem nos últimos cem mil anos. Também outros autores abordaram também o tema. Mas seria possível que naves-mães extraterrestres descrevessem há milênios órbitas em torno da Terra (pergunta). Assim como uma espécie de observadores celestes, sempre prontos para intervir caso algum dia a humanidade precise ser resguardada de si mesma (pergunta). Quando os homens, no sinistro papel de aprendizes de feiticeiro, já não conseguirem conter a ameaça de auto-destruição (pergunta). Todavia, se assim fosse, tais extraterrestres precisariam possuir o segredo da invisibilidade. Pois até hoje não foram detectadas, nem pelos argutos olhos dos satélites, nem pelas estações de radar, formações de OVNIs orbitando em volta do nosso planeta. Ou estas suposições não passariam de mera projeção do inconsciente (pergunta). De projeção de uma imagem representativa de um espírito criador invisível, inerente ao Universo, imagem esta radicada na mente humana desde os primórdios da civilização (pergunta). Ou talvez a noção de uma consciência onipresente e onipotente, infinitamente superior ao homem, criadora do Cosmo, do planeta Terra, de todos os seres vivos nela existentes, inclusive o homem (pergunta). A imagem que descrevi, e que dormita no inconsciente do ser humano é uma imagem divina. Porém, ela tem de ser projetada para o meio ambiente, e depois refletida para o consciente; só então a imagem toma a forma correspondente aos conceitos de mundo e de vida vigente no momento. Em outras palavras, a imagem de Deus muda com o decorrer do tempo, adaptando-se à filosofia de vida da época e à maneira de interpretar os fenômenos naturais. Atualmente a supremacia está com o materialismo. Em outras eras, acreditava-se em potências divinas ou celestiais preocupadas com a humanidade. Sempre era possível implorar sua proteção por meio de orações e sacrifícios. A ciência de hoje acabou com as potências espirituais, fornecendo explicações objetivas para tudo. No entanto, elas ressurgem agora sob a forma de OVNIs. Estes estão de acordo com a atualidade. São coisas materiais, criações tecnológicas. Seus construtores porém, são muitos mais avançados do que os terrestres. Portanto, continuariam sendo uma espécie de deuses planetários ou cósmicos. De qualquer modo seriam, sob o nosso ponto de vista, super-homens. Mas o que seria aquele dragão cuspidor de fogo citado pelo autor da História Natural de que venho falando (pergunta). O autor diz que ele mora no alto das montanhas, a despeito de ser originário dos céus. Portanto o seu habitat seria o cosmo. Bem, este livro já tem quase dois mil anos de idade. Seu autor é Plínio Secundus, um sábio universal romano, que viveu entre 23 e 79 da era cristã, portanto no primeiro século do nosso calendário. Seu livro é o fruto de uma arriscada e aventurosa expedição de pesquisa pelo mundo da época, durante três anos. É dedicado ao Imperador Vespasiano (69-79 d.C), a quem Plínio servia como assistente científico. De acordo com sua Introdução, o texto usado pela autora provinha da biblioteca secreta do Convento de Glastonbury, que sempre fora objeto do maior sigilo por parte dos monges. Aliás, no mesmo local, teria se encontrado a lendária Corte do Rei Artur, com seus Cavaleiros da Távola Redonda, segundo relatam alguns autores do início da Idade Média. Consta que nesta biblioteca teriam existido até raros escritos dos druidas, os misteriosos médicos-sacerdotes da era pré-cristã, a quem se atribuíam secretos e mágicos conhecimentos naturais. Esses textos registravam a sabedoria oculta da alquimia pré-histórica, a criação do mundo e a verdadeira origem do cristianismo. Depois da destruição do convento e da execução do último abade, em 1539, um monge sobrevivente confiou os preciosos livros secretos a uma família nobre de Sommerser. Os membros desta família assumiram solenemente o juramento de guardar sigilo sobre os documentos, mantendo-os secretos até surgir a ocasião propícia de divulgá-los. Esta ocasião deve ter se apresentado agora, cerca de 440 anos mais tarde; caso contrário, de que maneira Una Woodruff teria obtido acesso ao antiquíssimo manuscrito intitulado Inventorum Natura, de Plínio (pergunta) No século XV11, e principalmente no século XV111 (dezoito), tal cláusula servia também para atrair novos membros para determinadas sociedades secretas. O mesmo ocorre na atualidade. Muitas vezes o argumento de que a ocasião é propícia, ou de que os tempos estão maduros, conforme reza uma formulação diferente, é usado por redatores de artigos exotéricos. A palavra é derivada do termo grego esoteros, que significa por dentro, latente, ou seja, algo oculto, secreto. Todavia, todas as épocas e todos os povos possuíam conhecimentos secretos quanto à essência da natureza e do homem. De certa maneira, as ciências ocultas são tão antigas quanto a humanidade. É a partir delas que se desenvolveram as ciências tal como nós as conhecemos hoje e a pesquisa científica sob todos os aspectos.
O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Friedrich W. Doucet, Magia, Alquimia, Ocultismo - Parte 1
Desde sempre o homem pergunta sobre sua origem, procurando nos mistérios da natureza e do Universo explicações para o seu próprio mistério: o da existência humana, ( resumo ). O Homem e o Mistério, Introdução. Nosso mundo está repleto de mistérios e maravilhas. O livro foi publicado na Inglaterra, em 1979 e fala de árvores africanas que produzem frutos dourados, contendo autênticos cristais de ouro. Nele são mencionados basiliscos sob a forma de sapos gigantes, ou monstruosas serpentes marinhas, cujo olhar hipnótico transfixa e imobiliza de imediato o observador. O ser que surge esporadicamente nos noticiários como o Mistério de Loch Ness, na Escócia, carinhosamente apelidado de Nessie pelos jornalistas, é retratado no livro como a Hidra. Possui nove cabeças, e as nove bocarras correspondentes exibem aguçados dentes de animal de rapina. Segundo o citado livro, nas Montanhas da Lua, no Sul da África, vivem homens com um só olho no meio da testa. Trata-se de um olho real, e não de um olho mental e invisível, oculto debaixo da testa, conforme pregam mestres hindus do esoterismo tântrico, os gurus adeptos de ciências ocultas orientais. Fala ainda de borboletas que nascem de flores, e sobre aves vegetais, avistadas na Índia. Relata a existência na China de um ser híbrido entre planta e animal, o barometz, totalmente inofensivo, não é mais do que uma espécie de cordeirinho nascido de uma samambaia. Esta mutação de vida vegetativa para a vida autônoma e mais inteligente faz pensar no terrível Alien. O misterioso e assustador alienígena invade a as telas do cinema. Alien, que significa em inglês estranho, passou a ser após o filme o intimidante desconhecido, uma ameaça para o futuro da humanidade. De início, a despeito a impressionante caracterização de Alien, obra do surrealista suíço H.R. Giger, ele parece um parasita inofensivo; porém, no decorrer de suas metamorfoses, ele se infiltra no aço e no plástico de todo equipamento da nave espacial. Por assim dizer, ele confere a à obra que a tecnologia humana criou com matéria inerte. Como fábula futurística, esse filme contém, como todas as fábulas, uma atualíssima lição para o presente. Refiro-me à situação de aprendiz de feiticeiro descrito por Goethe em sua obra do mesmo nome. Nada poderia ser mais inoportuno numa época em que tanto se fala em movimentos alternativos. Assim como o aprendiz de feiticeiro põe a seu serviço as forças da natureza, mediante a palavra mágica subtraída a seu mestre, nossos cientistas também exploraram aparentemente até a última fronteira os segredos da natureza. Ela foi subjugada, transformada e desnaturada para satisfazer interesses egoístas. Foram encontradas maneiras de explorar as mais íntimas e inesgotáveis forças da matéria, métodos para conceber vida artificialmente, para conquistar o Universo. Porém continua sendo mistério o sentido oculto por trás disso tudo. A palavra mágica capaz de deter a ameaçadora escalada de uma tecnologia cada vez mais autônoma, e de conter a desenfreada capacidade inventiva do homem foi olvidada. Nossos cientistas são como o aprendiz de feiticeiro de Goethe _ não pensaram nas consequências, e esqueceram a fórmula necessária para retomar o controle das forças naturais que desencadearam. O aprendiz de feiticeiro foi salvo por seu mestre. Quem, ou o que, virá em nosso auxílio com a fórmula redentora... Voltando a História Natural anteriormente mencionada. Admiro-me com os homens de orelhas enormes, distendidas como telas de radar, capazes de captar todo e qualquer som. Viviam nas pequenas ilhas do litoral do mar do norte. Poderiam ser resultado de alguma moderna experiência secreta em genética ou química molecular (pergunta). No eterno gelo do Círculo Polar Ártico, o autor diz ter visto um hipogrifo, mistura de cavalo e grifo. E seres humanos dotados de asas deslocando-se pelos ares. Na China, ele presenciou aparições celestes sob forma de dragões cuspidores de fogo; de proporções gigantescas, estes seres voadores punham ovos incandescentes ao aterrissar. Denominou de Dragão Ocidental uma aparição semelhante, vista ocasionalmente no firmamento do Sul da Inglaterra. Exatamente no local onde se ergue um monumento pré-histórico, formado por enormes blocos de pedra; Stonehenge. A origem do conjunto continua sendo desconhecida, e muitas lendas o envolvem; aos primeiros raios do sol, ele parece flutuar no ar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
História da Civilização por Roberto Accioli - Origens da Civilização Ocidental - Parte 3
A Civilização Ocidental tem desenvolvimento na Europa, estendendo-se sua influência a diferentes partes do mundo. A palavra Europa, surgida no século V111 antes de Cristo, designaria, bem mais tarde, o continente que é um prolongamento _ na realidade, uma península _ da Ásia. Europa e Ásia seriam termos derivados das palavras assírias Ereb e Asu, significando, respectivamente, Ocidente, o lugar onde o sol se põe, e Oriente, o lugar da aurora. As raízes da Civilização Ocidental estão na Grécia, em Roma e no Cristianismo. E as fontes das quais elas extraíram sua seiva ficam no Oriente como já vimos. As duas civilizações _ a grega e a oriental _ constituem mundos que se interpenetram e são inexplicáveis um sem o outro. No entanto, opõem-se nitidamente até chegarem ao entrechoque violento no duelo entre o império persa e o helenismo. A linha ancestral grega registra, entre outros povos, áreas pertencentes ao mais antigo tronco indo-europeu, jônios e dórios. Estabelecidos às margens do mar Egeu, criaram um organização política diferente das de outras sociedades civilizadas. O imperialismo grego foi sutil e discreto. Ao invés do domínio pelas armas, os helenos prevaleceram sobre outros povos pelo poderio econômico e pela força de sua cultura. Internamente o helenismo fez surgir a figura do cidadão, elemento consciente e responsável por um núcleo comunitário avançado para a época: a cidade, autônoma e auto-suficiente. Nos outros aspectos da formação grega são identificáveis traços de influência do Egito e da Caldéia, principalmente nos elementos de sua ciência, de sua arte e de sua agricultura. A contribuição intelectual da Grécia, a partir das primeiras eras, foi bastante fecunda. De início, propiciou o sentido do belo e o culto da beleza. Os helenos não se contentavam em cinzelar seus monumentos e ritmar seus versos: a preocupação estética embasava toda a sua operosidade. Nos templos, no cimo das acrópoles ou na perspectiva das colunatas, nos teatros abertos à luz do sol, nas ágoras e cidades, a arquitetura grega resplandece com singular mestria. Artistas natos, os gregos expressavam em suas criações o que viam e o que imaginavam. Deram forma, na escultura, à concepção do homem ideal e, ao embelezar o físico, buscavam paralelamente o vigor e a destreza. Os atletas competiam nos jogos olímpicos, cuja realização de quatro em quatro anos fixava a própria medida do tempo. Os deuses helênicos não passavam de criaturas à feição dos homens, imortais, mas sujeitos às mesmas fraquezas e paixões humanas. E neles o mortal comum como se reencontrava. As lendas sobre os deuses inspiravam escultores, poetas, oradores e dramaturgos. Na Grécia, a medicina ascendeu o plano superior. Formularam-se os elementos da geometria, esboçou-se o sistema heliocêntrico, cogitou-se dos eclipses e da circunferência da Terra. As técnicas, séculos após séculos, aperfeiçoaram-se em diferentes setores. Tornando efetivo o emprego da moeda criada pelos líbios, os gregos transformaram a economia; e generalizavam o uso do padrão de ouro. As minas da Cólquida, do Ural, das Índias e da Arábia passaram a alimentar o desenvolvimento comercial. Os cambistas instalaram-se nas esquinas e tornaram-se banqueiros. Os helenos descobriram as facilidades do crédito. E a este título, a sua contribuição não é menos que uma verdadeira revolução. Da fundação da cidade de Roma à desagregação do Império Romano, o maior que a antiguidade conheceu, transcorre em milênio. A civilização romana tem um caráter acentuadamente prático, de alto sentido objetivo e realístico. Os gregos cultivaram as artes, os esportes, o pensamento e nos legaram uma requintada cultura. A arquitetura romana caracterizou-se pela grandiosidade e opulência, mas a sua contribuição mais importante foi a noção de Direito. Para os romanos, a arte não é um fim em si mesmo, é um meio de acrescer seu conforto, a sua condição individual. Bons escultores e pintores, eles qualidade maior na arquitetura. Arcos, abóbadas, cúpulas salientam-se nas suas construções, em que predomina o monumental. Dedicam-se às mais variadas edificações de finalidades utilitárias. Sistema rodoviário de vias amplas e pavimentação duradoura, contribui para alicerçar o desenvolvimento econômico. As estradas, que atravessam colinas e se lançam pelos vales, passam a ser notáveis recursos de penetração militar e de predomínio político. Os romanos preocupavam-se intensamente coma sistematização do Direito, do governo, do comércio, da atividade financeira e fiscal. Roma codificou seus costumes a um ponto tal que os vindouros não deixam de se abeberar nos seus fundamentos jurídicos. A todos os povos submetidos e conquistados, os romanos propiciaram o modelo de uma civilização estruturada, em que se salienta a instituição do Estado. E para eles não há algo de mais admirável do que eloquência. A sobrevivência das criações dos gregos e das tradições romanas é assegurada na língua latina, que imprime uma permanência através dos séculos. O Cristianismo contribui para uma nova e superior condição da espécie humana. A vinda do Messias, o Salvador da humanidade, prevista e admitida, faz surgir um corpo de doutrina religiosa, que, de movimento dissidente do judaísmo oriental, a ser propagado entre os pagãos do mundo romano, vem a ter caráter universal. O Cristianismo contava adeptos em todas as cidades das principais regiões submetidas a Roma. Jesus de Nazaré dedicou-se a ensinar a necessidade de devotamento ao reino de Deus, de liberdade e de amor, de abnegação espontânea em benefício da humanidade. Cristo, com os exemplos e a palavra, estabeleceu os fundamentos espirituais da democracia, da liberdade e da civilização. Através de intenso labor, a igreja se afirma, objetiva e organizada, com suas tradições de unidade herdadas do Império Romano, com suas ordens religiosas de ilustrados monges. E presta inestimáveis serviços, evita a destruição de remanescentes culturais e converte populações bárbaras. O Cristianismo, tornado religião do Império, conduz as legiões sob o estandarte que trazia o monograma de Cristo: XP.
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