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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Carvão por Elmar Fonsêca - Parte 5

No Brasil, o carvão mineral foi descoberto em 1800.   O Rei Dom João V1 foi quem examinou __ no Rio __ as primeiras amostras, provenientes de Curral Alto no Rio Grande do Sul.   E, em 1825 o naturalista Friederich Sellow fez as primeiras observações sobre o carvão do Rio Grande do Sul.   Examinou os afloramentos de carvão do Curral Alto e do Serro do Roque no atual município de S. Jerônimo.   Em 1832, o inglês Alexandre Davidson emitiu um parecer geológico sobre o carvão brasileiro e F. Sellow examinou o carvão de Santa Catarina.   E em 1853 o governo Provincial encarregou o inglês James Johnson a fazer a exploração da primeira mina de carvão mineral no país, a mina de Arroio dos Ratos.  A mina recebeu do governo da antiga Província de S. Pedro, hoje Estado do Rio Grande do Sul, ajuda pública.   Mesmo assim a mina foi abandonada e somente em 1866, com a criação de uma estrada de ferro de doze quilômetros, ligando Arroio dos Ratos a S. Jerônimo, Johnson abriu as primeiras minas no Arroio dos Ratos.   Em 1880 foi construída a Estrada de Ferro D. Tereza Cristina para transportar o carvão das minas de Santa Catarina para o Porto de Laguna e começaram a ser descobertas as primeiras minas na bacia do Alto Tubarão.  Em 1917 iniciaram-se as sondagens feitas pelo serviço Geológico em busca do carvão do Estado do Amazonas que se prolongou até 1925.   Foram feitas 5 sondagens com profundidade máxima de 452 metros.   Em 1918, o governo Wenceslau Braz criou a junta de Abastecimento do Carvão, responsável pelos primeiros estímulos à produção nacional do carvão, principalmente através de financiamento.   Em 1921 fundou-se a Estação Experimental de Combustíveis e Minérios destinada a estudar o melhor aproveitamento possível para combustíveis, notadamente o carvão mineral.   Tratava-se de um esforço para a criação de tecnologia nacional voltada para o uso do carvão nacional, cujas características são diversas das do europeu e norte-americano, modelos de tecnologias vigentes.   Este órgão, transformado, em 1927, no Instituto Brasileiro de Pesquisas Industriais e com atividades estendidas a todos os ramos industriais do país, é hoje o Instituto Nacional de Tecnologia.  Com o surgimento da Cia. Siderúrgica Nacional em 1943, todo o carvão metalúrgico produzido no país, isto é, em Santa Catarina, foi comprometido para atender aquela empresa.   Pelo Decreto Lei 6.771 de 7 de agosto de 1944 a CSN passou a utilizar o carvão também como fonte de energia para o aquecimento de suas caldeiras.   Outros fatos que demonstram a participação do estado nos incentivos à produção do carvão são: Tanto na primeira Guerra Mundial ( 1914-1918 ) como na segunda ( 1939-1945 ) ocorreu a paralisação do tráfego marítimo internacional, forçando o aparecimento da indústria de carvão brasileira.   O governo decretou vários tipos de isenções fiscais e promulgou leis especiais, fazendo com que as indústrias passassem a consumir o carvão nacional.   Em 1916, as primeiras medidas de proteção de nosso carvão tiveram o efeito esperado, de vez que a produção atingiu a 350 mil toneladas por ano, assim permanecendo por quase quinze anos.

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