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quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - Parte 18 (resumo do livro)

Os reis da antiguidade ainda eram os mais conscientes, os mais sábios, os fiadores da ordem tanto social quanto natural; sem eles povo algum poderia viver ou sobreviver.   Eram simultaneamente intermediários e orientadores para a vida do Além.    A aristocracia da época, formada por altos sacerdotes e magos, sob a direção do rei, fazia jus à designação.   As pirâmides deviam ter servido para outra finalidade.   Por mais que nos falem de noções religiosas e psicológicas dos egípcios, os delicados relevos entalhados nas paredes, os textos hieroglíficos vivamente coloridos e as legendas das ilustrações dos papiros nada nos dizem sobre os mágicos conhecimentos físico-tecnológicos.   Os faraós e os seus magos-sacerdotes devem ter mantido em sigilo estes assuntos.   No Egito, os mágicos fundaram no país a astrologia e uma mistica numérica, e prediziam o futuro pelos astros e davam um especial atenção aos sonhos.   Em sua grande obra, O Reino Mundial da Magia, Kurt Seligmann analisa também o culto a Ísis, que se baseia no padrão arquetípico de um princípio do bem e de um princípio do mal que disputam o mundo.   O conceito é representado no mito de Osíris, que conta como o deus da luz Osíris, irmão- esposo de Ísis, é morto e despedaçado por seu irmão Seth - a encarnação do Mal, comparável ao Satã dos judeus.   Mas Osíris ressuscita, pois sua chorosa irmã-esposa e deusa da Lua procura as partes espalhadas do corpo, recompondo-o.   Este mito faz parte igualmente da crença no mundo inferior.   Osíris passa a ser agora, também, o juiz supremo dos mortos.   Pois conhecera o Mal.    É certo que tudo isto indica uma maneira mágica de pensar, e pertence à magia.   É muito mais excitante ir à procura dos mistérios até agora inexplicados.    Eles começam com a construção das enormes pirâmides do Antigo Reino, há cerca de seis mil anos.   A maior destas pirâmides de Gizé é a do Rei Quéops.   Outra pergunta misteriosa...de que forma a bola de ouro de vinte mil quilos foi içada até o topo da pirâmide e como foi fixada no lugar...Segundo Heródoto, e também Platão, as pirâmides do Antigo Egito são bem mais antigas do que supõem nossos arqueólogos e historiadores.   As pirâmides contém tantos dados exatos surpreendentes, como o número mágico do Pi, para calcular tanto o perímetro quanto a área do círculo... no entanto a história da matemática diz que o Pi só foi descoberto e calculado pelo matemático Ludolf von Ceulen, nascido em Hildesheim, em 1596.   Resta saber de que modo os faraós e seus mágicos chegaram a estas informações cósmicas e a estes conhecimentos.   Outro mistério é a questão da iluminação.   Em ponto algum os relevos e pinturas murais no interior das pirâmides apresentavam vestígios de fuligem proveniente de rochas ou lamparinas a óleo.   Mas como é que as pessoas se orientavam sem luz artificial naquele emaranhado de corredores, vãos, câmaras e recintos... No capítulo sobre os rosa-cruzes, veremos que esta ordem secreta alega possuir lâmpadas elétricas.   Conheciam também o segredo de produção de luz fria.   A origem dos seus conhecimentos era a Sabedoria Secreta do Oriente, na qual seu legendário fundador fora iniciado.   E para que mais serviria a bola de ouro no topo da pirâmide...os mágicos egípcios conheceriam a natureza da eletricidade estática... eis uma pergunta.   Os mágicos da Antiguidade eram pesquisadores naturais experimentais.   Seus conhecimentos físicos eram bem mais amplos do que querem admitir arqueólogos e historiadores do século XX, e do século X1X.   Pois isto não enquadrava na teoria da evolução, que dominava os espíritos com seu materialismo; além disto, constituiria uma contradição à teoria do materialismo histórico.   Não devemos confundir religiosidade com as manifestações exteriores de conceitos de fé e dogmas de comunidades religiosas.   As normas religiosas fixadas por uma autoridade eclesiástica não correspondem necessariamente ao sentimento religioso. As cidades ciclópicas da América do sul nos colocam diante do mesmo problema suscitado pelas pirâmides.   Pertencem à civilização inca, destruída e aniquilada pelos espanhóis depois da redescoberta da América por Cristóvão Colombo.   A mais misteriosa das cidades é Tihuanaco, situada num planalto dos Andes bolivianos, a quatro mil metros de altura.   A famosa Porta do Sol foi talhada num único bloco de peso; é o maior monolito do mundo.   Os pesquisadores discutem até hoje sobre a data de fundação desta cidade.   Estranhamente, as ruínas deixam reconhecer o contorno de um porto.   Mas um porto a quatro mil metros de altura acima do nível do mar (pergunta), são tantas perguntas, como por exemplo: de baixo das ruínas ainda existe uma cidade subterrânea...teria a mais antiga civilização do mundo se originado nos andes...  Os toltecas erigiram pirâmides ainda mais monumentais do que a dos antigos egípcios; as pirâmides do Sol de Teotihuacan e Cholula têm o dobro do tamanho da pirâmide do faraó Queóps, que já impressiona pelas suas dimensões.   Os toltecas possuíam idênticos conhecimentos cósmicos  e as mesmas abrangentes noções astronômicas dos egípcios.   Conheciam o ano solar e tinham ainda um segundo calendário que acompanhava o ano de Vênus, com 584 dias.   Seus cálculos eram tão precisos que os seus dados sobre a translação da Terra em torno do sol conferem até a terceira casa depois da vírgula com os dos astrônomos modernos, só além disso apresentava uma variação mínima.   E novamente surge a questão: como é que os magos-sacerdotes das Américas antigas conseguiam fazer cálculos tão exatos sem telescópios ou outros recursos astrofísicos auxiliares...  O Livro As Antigas Culturas do Novo Mundo, do pesquisador viajante Hans Helfritz, oferece um panorama amplo e interessante sobre estas civilizações antigas.   Também ele, após suas pesquisas, conclui que Tihuanaco deve ter de dez mil a doze mil anos de existência ou talvez até dezoito mil .   Tihuanaco seria então o mais antigo centro de cultura do nosso planeta.   O que poderia significar que os povos do leste do Mediterrâneo, os sumérios, babilônios, egípcios e provavelmente também os primeiros habitantes da Índia, china e Tibete teriam obtido em Tihuanaco os conhecimentos mágicos que lhes permitiriam alcançar elevado nível cultural, e não vice-versa.   Ou então a magia corresponde a um plano divino de criação, e integra o plano da evolução do consciente humano.   Sob este ponto de vista, geografia e local dos inícios da civilização deveriam ser negligenciados.   Todas as pessoas, em qualquer lugar, deviam ter tido acesso a um campo geral de informações espirituais, uma dimensão suprapessoal do consciente.   Porém, isto não esclarece por que povos nômades e primitivos estacionaram em parte até o presente no estágio de desenvolvimento da Idade da Pedra.  Também continua misteriosa e sem resposta a questão de saber por que a evolução do consciente dos povos ocidentais se processou num rumo diferente do das populações do longínquo Oriente e do continente americano.   Divergência iniciada há pelo menos 2.500 anos.   Voltaremos a este assunto no capítulo seguinte.

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