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domingo, 23 de abril de 2017

O Livro de Ouro das Ciências Ocultas - A Decadência da Magia e a Cisão entre Ciência e Religião - Parte 23

Um conceito religioso herdado da religião judaica, o da volta do Messias, que é o Cristo, e do estabelecimento de um paradisíaco reino de Deus sobre a Terra.   Em correlação, porém, com um julgamento divino, que seria o último juízo, ou juízo final.   Para tanto se verificaria uma ressurreição real dos mortos, que sairiam de suas tumbas com seu corpo material, da mesma forma que Cristo ressuscitou real e concretamente depois de morrer na cruz.   Porém, para os primeiros Cristãos, entre eles o apóstolo Paulo; a ressurreição real e corporal seria privilégio dos adeptos de sua religião.   Não-cristãos, portanto os pagãos, estavam excluídos.   Suas almas ficariam condenadas para sempre a uma existência sombria num local árido e deserto, conforme os antigos judeus imaginavam o Além; teriam o mesmo destino que os gregos reservavam para os não-iniciados nos mistérios de Elêusis.   O conceito cristão de alma, com sua validade universal, e a crença na imortalidade a ele condicionado, eram noções inteiramente inéditas na época, e, na verdade, ideias bastante revolucionárias.   No entanto, um ponto chama a atenção.   O mundo terrestre, o ambiente vital do homem, que abrange a natureza, inclusive o Sol, a Lua e os planetas, que, por assim dizer, ainda fazem parte da esfera terrena, PERDEU POR CAUSA DO CRISTIANISMO os seus deuses, sua alma e seus espíritos.   Segundo o conceito de vida cristão, nem a Terra, nem a Grande Mãe Natureza tinham caráter de divindades.   Aliás, todas as divindades femininas foram abolidas.   Agora a Terra e a natureza representam, por assim dizer, uma zona-tampão neutra entre as duas potências que disputam a alma humana, o mundo celestial superior e o mundo diabólico inferior.   Mas conforme é usual em zonas neutras ou livres de controle, as duas facções se esforçam por conquistar a primazia e o homem é solicitado por cima e por baixo, pela direita e pela esquerda.   No entanto, seu destino não é mais imutável e prefixado por potências divinas, como acreditavam, por exemplo, os gregos, antes de entrarem no período do pensamento lógico.   O mesmo se dava com os povos orientais e com a maioria dos romanos da era pré-cristã.   Agora o homem pode decidir livremente por um lado ou por outro, ao menos pela duração de sua vida terrena.

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