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sábado, 6 de agosto de 2016

Artes Plásticas - A Idade Média " - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 12

Na Idade Média o mobiliário civil decai de importância com a Igreja cristã triunfante depois da conversão do Imperador Constantino, o Grande, em 313.    A febre da construção das igrejas vai absorver todos os esforços para  sua decoração, riqueza e equipamento condignos.    Nos mosaicos bizantinos, a figura de Cristo triunfante, o Pantocrator ( rei do universo ), é muitas vezes representada sobre um trono.    Os tronos episcopais seguiram esses padrões, como o de Ravena ( século V1 ), em marfim esculpido, além dos que restaram do Império Romano do Oriente.    Apesar disso o imperador  de Bizâncio habitava palácios suntuosamente decorados e mobiliados, com camas lavradas e estofadas com tecidos de ouro, prata, púrpura ( tecido tinto com a cor vermelha tirada de um caramujo chamado murex ), arças esculpidas em madeiras raras, brocados, bordados, tapetes do Oriente e peças de ourivesaria, tudo fazendo parte do opulento patrimônio do imperador.     Restou relativamente pouca coisa do mobiliário do homem comum e mesmo do homem rico, na Europa Feudal, durante a Idade Média.    Muito desapareceu e foi substituído pela evolução da moda.    Entre os séculos 1X e X11 as cadeiras, camas, arcas eram trabalhadas, entalhadas, com os mesmos motivos decorativos da arquitetura.    As primeiras arcas germânicas foram feitas pelo esvaziamento de troncos, usando ferragem primitiva.    Mas é de todo esse material que vão surgir escolas de marceneiros, entalhadores e escultores.    O trono do bispo, a " cathedra" ( o que deu origem ao nome de catedral dado às igrejas episcopais ), os cadeirais dos coros, também chamados " stalas ," vão enriquecer as igrejas com suas obras cada vez mais ricas, e isso se passa a partir do século X11 até o século XV1.     O mobiliário civil, mesmo dos reis e dos grandes senhores, era mais simples.    As camas eram dotadas de dosséis, sobre colunas e cortinados, e, pouco a pouco, as formas da decoração arquitetônica vão sendo transportadas para os móveis.     Em toda a Europa medieval e principalmente na França, na Itália, na região Flandres e da Borgonha e, na Alemanha, vamos encontrando peças cada vez mais ricas.     Nesse tempo a Europa era coberta de florestas e as madeiras mais usadas foram o carvalho, a bétula, a faia, o pinho, a nogueira.     Começa pela Itália da primeira Renascença ( século XV ) o interesse pelos revestimentos de " intarsia " ( embutidos ), usando madeiras de cores diversas e compondo verdadeiros quadros, nos quais entravam também a madrepérola e o marfim.    Um exemplo maravilhoso da obra desses artistas do século XV se encontra na biblioteca do palácio ducal de Urbino, na Itália.    A pintura flamenga dos séculos XV e XV1 nos dá também uma perfeita amostra dos interiores como do mobiliário.    Os quadros de Van Eyck, Van der Weyden, Gerard David são excelentes fontes de informação.

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