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domingo, 7 de agosto de 2016

Artes Plásticas - Os Têxteis - Tapetes - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 17

A arte do tapete nasce no Oriente e caracteriza uma atividade que, na origem, era típica dos povos nômades.     Com efeito, as populações de parte da Ásia deslocaram-se constantemente com seus rebanhos de carneiros, sempre em busca de melhores pastagens.    As matérias-pimas básicas estão sempre presentes: a lã e o algodão, e, por vezes, a seda.     A técnica do tapete oriental deriva do tear manual, com dois rolos de madeira nos quais são fixadas as " lissas " ( fios de tramar ).    Nesses se amarram os nós ou pontos.    Colocados esticados sobre o tear desmontável , o tecelão pode trabalhar na vertical ( alta lissa ) ou na horizontal ( baixa lissa ).    Quando tem de mudar de sítio, enrola seu material e vai montá-lo adiante.    A geografia do tapete oriental parte da China, passando pelo Turquestão Chinês, pela Ásia Central, numa vasta área que limita com o Turquestão, o norte da Pérsia e o mar de Aral.    Daí vai para o Cáucaso, com os tipos Karabagh, Kasak, a antiga Pérsia, hoje Irã, a Turquia, especialmente Smirna.     O luxo e o esplendor dos príncipes orientais eram realçados pelos magníficos tapetes que decoravam seus palácios ou forravam suas tendas de campanha.     Os edifícios religiosos do Islã ( mesquitas ) também possuíam tapetes imensos e suntuosos.   O país e o local de fabricação dão nome aos tapetes orientais.     Os mais célebres são os persas, mas os turcos também produziram peças capitais.    Os países ocidentais importaram muitos tapetes do Oriente para suas decorações de interior.    Raras peças que chegaram até nós, pertencem ao século XV, e são conservadas preciosamente em museus.     O Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa possui alguns persas Herat do século XV1, que são obras-primas.    Outras peças célebres no Ocidente, são: o famoso tapete do Imperador da Austria, que mede quase 11 metros por mais de 5,50m, levou três anos para ser concluído, com oito tecelões trabalhando no tear.     Outros são o tapete de caçada, que está em Milão, e o " tapete representando um vaso " no Museu de Viena.     A técnica emprega os pontos mais ou menos miúdos, amarrados nos fios da lissa.     Os pontos menores valorizam a qualidade do tapete e a beleza do trabalho.     A variedade de nós e pontos é imensa, conforme a região.    Nos tapetes antigos as lãs eram tingidas com cores vegetais, muito mais ricas e brilhantes, mas neste século começou-se a usar as cores artificiais à base de anilinas, o que desvalorizou muito o tapete como peça de arte.     Por isso são preferidos os tapetes antigos.     Os motivos empregados na área do Islã são sempre geométricos, sem representação de seres vivos, mas na Pérsia essa regra não foi observada, e os persas criaram tapetes decorados com figuras humanas, animais, plantas, flores.    O tapete chinês, por sua vez, usa também formas vivas.     É mais espesso e pesado que o tapete do Oriente Próximo.     Um modelo digno de nota é o tapete de " oração ", usado cinco vezes ao dia, na hora das preces rituais do Islã.    O seu desenho representa, quase sempre, o " mihrat " ( nicho que existe na mesquita voltado na direção da cidade sagrada de Meca ).    O tapete de oração é sempre tratado com carinho religioso.     Muito valiosos são os originais executados em manufaturas desaparecidas, como os Ladik.     Mas também são valiosos os tapetes de Isfahan, Teerã, Kirman, Khorassan, todos feitos na Pérsia.    A moda do tapete penetrou de tal forma na Europa que se fundaram manufaturas na Polônia, sob influência turca, e na França, com manufaturas reais da Savonnerie e de Aubusson, no século XV11, com desenhos barrocos, brasões, cenas diversas e motivos florais.

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