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sábado, 6 de agosto de 2016

Artes Plásticas - O século dezoito - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 14

Com o fim do reinado de Luís X1V, o advento do seu bisneto Luís ( 1710-1744 ) vai introduzir profundas modificações no gosto , com o estilo " Rocaille " ou " Rococo ", derivado do Barroco, assim chamado pelas irregularidades e assimetrias, como também pelo uso de conchas estilizadas.    Durante cerca de 30 anos vão se buscar formas mais compatíveis com um mundo amável, alegre e galante.    E os franceses reunirão os melhores artistas e artesãos ( muitos estrangeiros ), criando móveis completamente novos e leves: a " marquesa " ( larga poltrona de linhas curvas e graciosas, feita para abrigar as grandes saias das fidalgas ), a " chaiselongue ", sofá de repouso, feita para a intimidade dos pequenos salões, a mesa de escrever ou " chiffonnier ", enfim, a época renuncia às grandes pompas frias e fastidiosas do Rei-Sol, para prestar uma homenagem à mulher, junto com os efeitos de intimismo..     Os marceneiros, também chamados " ebanistas ", trabalham com madeiras exóticas, vindas da América ou do Oriente: o ébano, o " acajou " ( mogno ), o " palissandre " ( jacarandá ), o " bois-de-rose " ( pau-rosa ).    É nos bronze de aplicação que acumula o refinamento , com os escultores Caffieri, Oppenord, Cressent.     As cadeirinhas de arruar em que se transportavam os nobres eram decoradas com " verniz Martin " do nome do seu descobridor.    A arca desaparece definitivamente, consagrando a cômoda, já usada no reinado anterior.     A moda do mobiliário Rococó expandiu-se por toda a Europa, dentro dos padrões do estilo Luís XV.     Entretanto, com as descobertas arqueológicas do meio do século, outra moda vai surgir, sob a influência dos padrões da Antiguidade: a das artes etrusca e romana.     É o nascimento do estilo Neoclássico.    Já não é apenas a França, mas também a Inglaterra quem assume uma posição de comando, através das obras dos " cabinet-makers " ( marceneiros dos móveis de luxo ).     E a produção dos três Chippendale ( avô, pai e filho ), extremamente variada, que vai do etrusco ao barroco, passando pelo gótico, dos irmãos adam, cultores apaixonados do Neoclássico e outros, como Sheraton, Hepplewithe.     Forma-se pois uma escola inglesa , que usa de preferência o mogno das Antilhas, como madeira favorita, mas também cria, às vezes, o móvel pintado e dourado.     Os franceses adotam o Neoclassicismo na segunda metade do século XV111, sob a influência da marquesa de Pompadour, favorita de luís XV.     De modo que se pode dizer que o estilo Luís XV1 ( neoclássico ), já aparece no fim do reinado de Luís XV.     Volta-se as linhas retas, ao equilíbrio das formas clássicas, mas sempre executadas com requinte.    O mobiliário real da França, vendido na época da Revolução, foi disperso, e grande parte está na Coleção Wallace , em Londres.    Ultimamente a França tem recuperado muitas peças, por compra ou doação de particulares.    O Neoclassicismo francês teve também seus grandes ebanistas e bronzistas, como Riesener, Leleu, Jacob, entre outros, e Gouthière, como autor de bronzes dourados aplicados aos móveis.    As influências francesa e inglesa são dominantes durante o século XV111, e os próprios italianos seguem a moda.    O período colonial americano do Norte reflete o mesmo espírito da Inglaterra.     O apogeu do Neoclassicismo vai surgir ainda na França, no fim da Revolução e no período napoleônico, já no século X1X, a partir de 1804, firmando-se decisivamente a influência da antiguidade.     Napoleão vai exigir dos artistas novas expressões de luxo e grandiosidade, e os principais inspiradores das formas são os arquitetos Percier e Fontaine.    O grande ebanista é Jacob, que usa o mogno como profusão, aliado aos bronzes de Odiot, ourives oficial, que também produziu peças de ourivesaria: serviços, candelabros e outras decoração.

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