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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Artes plásticas - A Porcelana - Por wladimir Alves de Souza - Parte 7

A partir do sèculo XV1, quando se intensificou o comércio da Europa com o Oriente, a porcelana chinesa vai tomar o lugar das fábricas europeias de cerâmica.    A beleza da porcelana, a sua dureza e resistência maior vão marcar a decadência das faianças do continente.    Durante muito tempo procurou-se imitar a porcelana, usando terras e misturas diversas.    Na frança criou-se uma imitação da porcelana: a " pasta tenra " e as decorações procuravam reproduzir os temas orientais.   Mas foi apenas em 1709 que o alemão Bottger conseguiu encontrar, em Saxe, jazidas de caolin, a matéria-prima básica da verdadeira porcelana.   O segredo, guardado zelosamente, transpirou e espalhou-se logo por toda a Europa.    Deve-se dizer que a porcelana exportada pelos chineses já era da época decadente.    Ainda sim, os europeus encomendavam , através da Companhia das Índias orientais, grandes serviços de mesa e peças de decoração como vasos, figuras, animais fantásticos ( dragões ).    Os serviços voltavam trazendo o brazão de armas do proprietário.    Portugal recebeu muitos serviços de porcelana da China por esse caminho.   Por essa razão são muito valiosas as peças chamadas " Companhia das Índias ", tanto em Portugal como no Brasil.    Por sua vez os chineses começaram a utilizar formas e decorações europeias nos seus produtos, o que contribuiu para abastardar uma arte já decadente.   É a época do que se chamou família verde ou família rosa, às peças da dinastia T'sing em que predominam essas cores.   Na Europa, a porcelana tomou, desde então grande impulso pelas fábricas alemãs: Saxe ( em Meissèn ), Dresden, Ludwigsburg, Berlim, austríacas, Viena, França: Sèvres.    A Itália, a Espanha e Portugal procuram seguir a moda.    Os problemas da coberta, isto é, do verniz aplicado sobre o biscoito, ou seja, a peça acabada em branco, bem como das cores, do ouro, da temperatura dos fornos, foi longamente estudado e aperfeiçoado.    Não apenas serviços de mesa, mas objetos de decoração, como jarrões, potiches, relógios, tinteiros, figuras representando personagens do teatro italiano, toda uma produção variada, tudo isso desfrutou, a partir dai, da maior moda.   A porcelana acompanha, aliás, a evolução dos estilos da arquitetura e do mobiliário e hoje ainda é usada correntemente, tanto se continua a reproduzir os modelos do passado, como os artistas modernos buscam formas novas, simples, puras, despojadas de decoração.

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