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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Artes Plásticas - Os estilos do Mobiliário - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 10

O móvel é uma decorrência da vida dos povos sedentários.    Pode-se argumentar que, talvez como o caracol leva a casa às costas, as civilizações nômades carregam consigo redes, utensílios, armas e mesmo tendas.    Contudo, a ideia que fazemos do móvel está mais ligada à estabilidade na habitação, à fixação num abrigo determinado.   As redes, as esteiras, trabalhos de tecelagem típicas dos povos primitivos foram evidentemente consumidos pelo tempo.    Mas, nas primeiras civilizações históricas já encontramos testemunhas de utilização e de forma de peças de mobiliário.    Na pintura do Antigo Egito, conservada nos túmulos ( hipogeos ou mastabas ), é frequente a figuração de ofícios ligados às artes industriais, inclusive a marcenaria: cofres, tronos, camas, cadeiras, bancos, apoios para a nuca ( que serviam como travesseiros ) e muitas outras peças.     No túmulo do Faraó Tut-ank-amon, da décima oitava dinastia, descoberto em 1926, absolutamente intacto, foram descobertas peças requintadas riquíssimas, usando materiais preciosos ( cedro do Líbano, ouro, marfim, incrustações de cerâmica, esmalte e pedras duras ).     As culturas da bacia mesopotâmica nos legaram, em ruínas imensas, uma documentação em baixos relevos ou nos pequenos cilindros gravados em pedras duras ou terracota, imagens de tronos, camas, bancos.    As civilizações pré-helênicas ( antes da Grécia histórica ), tanto no continente, como na ilha de Creta, também deixaram, nos vestígios da pintura, a representação de cenas, onde se vê o interior e o mobiliário dos palácios.    Isso entre 1600 a 1400 a.C.    A partir do sétimo século  a.C., época da alta civilização grega, as informações são escassas, mas as descrições encontradas nos textos dos autores a partir dessa época comprovam a existência do leito ( Kliné ) para as refeições, tal como fazem os assírios.    Formado por quatro montantes verticais e quatro travessas horizontais, o Kliné era muitas vezes rico e esculpido, com ornatos inspirados na arquitetura.     Os colchões eram de plumas e os leitos comportavam três pessoas.    Esses leitos eram dispostos em U, com mesas de mármores ou bronze.    Como os romanos adotaram o mesmo modelo, chamaram a sala de refeições de " triclinum ".    As outras peças do mobiliário: cofres, cadeiras, tronos, mesas em tripé, só as conhecemos pela documentação dos baixos-relevos em escultura.  

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