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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Artes plásticas - A Arte do Vitral - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 9




Embora o emprego do vidro seja anterior à arquitetura gótica, é nesse período que vão aparecer as grandes obras mestras.    A França é o país do vitral medieval, e a catedral de Chartres talvez seja o conjunto mais completo e numeroso de vitrais que se conhece.    O mais antigo remonta ao século X11, mas a quase totalidade dos outros é do século X111.    São imensas janelas envidraçadas com pequenos pedaços de vidro colorido, montados em chumbo sobre uma estrutura de ferro.    Representam toda uma série de cenas tiradas do Antigo e Novo Testamento, da vida dos santos, mas também do trabalho humano, no campo, nas oficinas, nas cidades.    Tal como a escultura, o vitral na catedral gótica não é simples decoração.    Tem uma função didática e pedagógica, para uma população de fiéis que não sabia ler.   Outras grandes catedrais góticas na frança conservam vitrais admiráveis, pelos quais penetram uma luz mística, como se fosse uma tapeçaria de pedras preciosas incendiadas pelo fulgor do sol.: Amiens, Reims, Bourges, Notre Dame de Paris ( restaurados ), Sainte Chapelle de Paris, para citar apenas alguns exemplares dessa mágica riqueza dos vitrais.   O apogeu dessa arte é o século X111, mas ela se prolonga ainda pelos séculos X1V e XV, quando começa a decair, pela imitação da pintura da Renascença, a partir do século XV1.    Outros exemplos: Após o intermédio do vitral citaremos outros exemplos históricos da arte do vidro.    Na Alemanha, no século XV1 em Nuremberg, desenvolveram-se manufaturas importantes do vidro para uso doméstico, mas talvez seja em Veneza que se encontram os exemplareis mais notáveis, a partir desse século: é o famoso vidro de Murano, que produziu obras-primas de beleza e qualidade, dentre os quais os primeiros espelhos.   Mas no século XV11, Murano será suplantado pelo vidro da Boêmia, polido e facetado.   Aliás, em toda a Europa é uma febre de pesquisa e competição.    Os franceses vão fundar a fábrica de espelhos Saint-Gobain, em 1693.    A galeria de espelhos do palácio de Versailles constituiu na época um grande acontecimento.    Os ingleses introduziram muito mais tarde modificações na fabricação, sempre até então baseada no processo do " sopro ".    Fez-se então o vidro  "moldado" e o "plano", passível de ser lapidado, gravado, ou espelhado.    É o que se denomina usualmente "cristal" artificial, e que reflete as imagens sem deformação.

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