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domingo, 7 de agosto de 2016

Artes Plásticas - A Arte Budista até o século V d.C. - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 20

Os primeiros movimentos da arte budista têm um caráter comemorativo, em honra a Buda, e neles a escultura domina a arquitetura.     Frequentemente, templos e santuários são esculpidos na rocha viva, sob forma de uma arquitetura em cavernas.    As primeiras representações do Buda fixaram um tipo que deveria ser seguido através dos séculos.    Vestido com uma túnica pregueada, a expressão do rosto busca uma serenidade desprendida dos bens terrestres, assim como uma vida interior intensa.    As posições da figuras são variadas, cada uma exprimindo determinado símbolo.     Entre os séculos 1V e V, na época chamada gupta, no vale do rio Ganges, foram criadas as famosas cavernas de Ajanta, ricas em pinturas e que são dos mais belos exemplos dessa arte.    Outro exemplo, em época posterior ( século V111 ), as cavernas de Elephanta.    Chega-se a esculpir enormes rochedos em forma de templo, cobertos com figuras religiosas e simbólicas, e também a abrir na rocha o famoso templo de Ellora.    Isto corresponde ao renascimento do bramanismo.     A arquitetura primitiva, feita em madeira, não chegou até nós e a de pedra, unicamente religiosa, é uma transcrição dos processos construtivos em madeira.    Os templos buscavam uma interpretação do universo.    Quanto aos templos bramânicos, têm bastante semelhança com os egípcios , pela multiplicação de colunas e torres em forma de tronco de pirâmide.    Entretanto, na Índia, os elementos esculturais recobrem quase totalmente as formas.    É na escultura que os artistas mostram seu gênio mais original.     Com efeito, ela praticamente absorve as formas da arquitetura, sob a forma de baixos e altos relevos, numa extraordinária riqueza e imaginação: deuses, dançarinas, animais misturam-se no desenvolvimento de um ritmo vital intenso.     Pouco a pouco, a escultura evolui para formas cada vez mais realistas, principalmente nas figuras femininas.     Não se pode deixar de mencionar, na representação do Buda na região Ocidental da Índia próxima ao Irã, uma arte que se denomina greco-budista, pela influência que os gregos deixaram, naquela área, durante a época de Alexandre.    O sorriso quase misterioso e a própria plástica das figuras refletem essa influência.     Principalmente no último período da arte hindu aparecem algumas pequenas pequenas figuras de bronze de extrema beleza, particularmente a figura do deus Civa, numa de suas numerosas representações, com quatro braços, dançando num círculo de chamas.    Pode-se dizer que a grande arte indiana, tanto budista como bramânica, começa a entrar em decadência a partir do século XV111, quando vai entrar numa repetição de motivos decorativos desprovidos de originalidade.

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