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domingo, 7 de agosto de 2016

Artes Plásticas - A Evolução da Arte Chinesa - Por Wladimir Alves de Souza - Parte 22

Para se ter uma noção superficial da arte chinesa é preciso acompanhar a longa história do país, através das épocas ou dinastias.     A mais antiga dinastia histórica é a dos Chang ( século XV1 a.C. ) que continua através dos Tcheu ( século X1 ao 2 a.C. ), a qual vai terminar nos chamados " Reinos Combatentes ), em que a China vai se fragmentar sob o domínio dos senhores feudais.    Ao fim desse período de desordem e confusão, um terrível tirano reunifica  a China e funda uma dinastia que deveria durar mil anos, segundo ele, mas só teve dois imperadores.     A arte desses séculos perdeu-se em grande parte.    Restam maravilhosas peças em bronze ou jade, encontradas em escavações.    E foi T'sin Che-huang-ti, o tremendo imperador, quem construiu em poucos anos a Grande Muralha, obra gigantesca de mais de 2.000 quilômetros de extensão, acompanhando a curvatura das montanhas e pontilhada por postos de guarda.    Essa obra custou a vida de milhares chineses, além de escravos e prisioneiros.    A sua função era defender o território da China contra as constantes invasões dos bandos famintos dos guerreiros bárbaros da grande estepe asiática.     A dinastia durou apenas até o filho do imperador, figura apagada e que morreu assassinado.     A brutal centralização do império sucedeu a dinastia dos Han ( 202 a.C. a 220 d.C. ), ao fim da qual recomeçaram séculos de desorganização e crises econômicas até a dinastia T'ang ( 618-906 ), que restaurou a monarquia e trouxe séculos de paz.    Essas duas dinastias fundaram capitais ( hoje desaparecidas ) e deixaram obras de arte em bronze e cerâmica de alto valor artístico.     Começa então o período Song ( 960-1126 ), em cuja época se produziram talvez as mais belas peças de cerâmica e porcelana da arte chinesa.     O império requintado  dos Song foi, contudo, empurrado para o sul, até  que os mongóis invasores reunificaram o império expulsando os Song, imperadores letrados e poetas, amantes da pintura.    Instala-se, então, a dinastia dos Yuan.    Estes preferiam nas artes os temas naturalistas e militares.    A China moderna começa com uma nova dinastia nacional, a dos Ming, que reinou entre 1368 e 1644.     Os Ming procuraram retomar a estética tradicional, mas acabaram por perder, pouco a pouco, as qualidades de originalidade do passado.     Por outro lado, foi durante essa dinastia que se iniciou o comércio com o Ocidente, o que motivou a decadência , que se vai acentuar na dinastia final,  a dos T'sing ( 1644-1912 ), de origem Mandchu.     Enquanto nada permaneceu  das épocas anteriores, em termos de arquitetura, os Ming e T'sing, embora dando mais valor à cerâmica, deixaram os únicos monumentos que nos fazem conhecer a estética das outras artes chinesas.    A primeira capital dos Ming foi Nanquim, onde está sepultado o primeiro imperador, mas já o segundo da dinastia transferiu a sede do governo para Pequim, onde até hoje se encontra o governo chinês.     No caminho de Pequim para a Grande Muralha, os Ming reservaram um imenso terreno onde plantaram um parque e localizaram seus túmulos.     A entrada é marcada por um pórtico de mármore branco e o caminho marcado por grandes figuras de animais, também de mármore ( elefantes, camelos, dragões ) e também guerreiros.     Descoberto há poucos anos, um desses túmulos revelou um tesouro em objetos preciosos: ouro, prata e pedras preciosas, bem como cofres de laca vermelha ( cor da felicidade ), onde estavam sepultados o imperador, a imperatriz e altos funcionários.

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